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Posts tagged Receitas

Livro “Capitu Vem Para o Jantar” reúne receitas citadas na literatura

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Denise Godinho mostra passo a passo para quem quer reproduzir, por exemplo, a canjica de Dona Flor e a cerveja amanteigada de Harry Potter

Rosualdo Rodrigues, no Metrópoles

Há três anos a jornalista Denise Godinho se dedica a reproduzir, no blog Capitu Vem Para o Jantar, receitas citadas em livros, filmes, seriados e músicas. Parte delas estão reunidas no livro que ela acaba de lançar, com o mesmo título da página na internet.

O que inspirou Denise a criar o projeto foi a leitura de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. Num trecho da narrativa, Bentinho oferece uma cocada à amada Capitu, às vésperas de ir para o seminário. A jornalista ficou intrigada: “Por que uma cocada? Será que Machado de Assis gostava do doce?”.

capitu-242x300Surgiu assim a ideia de aprender a cozinhar e reproduzir no blog os pratos citados nos livros. Hoje, o Capitu Vem Para Jantar tem 11 mil seguidores no Facebook e se desdobra em canal no Youtube. Do mundo virtual, foram pinçadas as 35 receitas que compõem o livro, focado na literatura.

De Dona Flor a Harry Potter
Entre outras, a autora ensina como fazer a compota de maçã de “O Morro dos Ventos Uivantes”, os cookies de “O Diário de Anne Frank”, a cerveja amanteigada da série “Harry Potter” e, é claro, a cocada de “Dom Casmurro”.

Nesses casos, Denise realizou uma pesquisa a partir da citação para criar a própria receita. “No caso da cocada, por exemplo, na época em que a história se desenrola, o leite condensado era caríssimo no Brasil e muito difícil de achar. Cocada era feita com o mel da rapadura”, conta a blogueira.

Há também receitas que são descritas pelos autores. Denise cita como exemplo “Dona Flor e Seus Dois Maridos”. “Dona Flor, cozinheira de mão cheia, vive dando receitinhas ao longo da história”. Ela lembra também de “Como Água Para Chocolate”, em que a autora Laura Esquivel encerra cada capítulo com uma receita diferente.

Famoso livro de receitas de Salvador Dalí será relançado

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Uma das ilustrações do livro de Salvador Dalí, "Les Diners de Gala" imagem: Divulgação

Uma das ilustrações do livro de Salvador Dalí, “Les Diners de Gala” imagem: Divulgação

 

Publicado no UOL

Lançado em 1973, o “Les Diners de Gala”, do surrealista Salvador Dalí, durante muitos anos foi considerado um livro raro de receitas. Mas os amantes da cozinha e do artista podem comemorar: a Editora Taschen está relançando a obra.

Assim como o original, a nova versão tem ilustrações do pintor, que gostava de fazer jantares para sua mulher Gala, homenageada no título da publicação.

Ao todo são 136 receitas com imagens feitas por Dalí e, algumas delas, até sexuais demais para a época da primeira edição. Além das imagens, frases do artista permeiam os pratos, que são divididos em 12 capítulos de acordo com o tipo de receita.

Ainda em fase de pré-venda, “Les Diners de Gala” será lançado em 20 de novembro e já pode ser adquirido na Amazon Brasil por R$ 185,24.

Biblioteca Brasiliana abre livros de receitas antigos para download gratuito

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Rodney Eloy, no Pesquisa Mundi

Aqui vai um prato cheio para os interessados em comida e história: a Biblioteca Brasiliana Guita e José Midlin abriu para download gratuito livros de receitas publicados a partir do século XVIII. Há títulos publicados em Portugal e no Brasil, com receitas e mais receitas de todos os gêneros, europeias e brasileiras, doces e salgadas, e dicas variadas sobre como escolher miúdos, manter a cozinha limpa com o auxilio de areia de beira-rio e como conservar banha, entre outros.

Redação Paladar | Estadão

Veja abaixo alguns dos títulos e trechos do resumos extraídos do site da Biblioteca (para fazer o download, basta clicar no título de cada livro).

Cozinheiro-dos-Cozinheiros

O Cozinheiro dos Cozinheiros
Autor desconhecido (Lisboa, 1905)
Reúne receitas de escritores e famosos de Portugal no início do século XX e inclui quitutes preparados por Alexandre Dumas, pai e filho, Saint Simon e o Visconde de Belacanfor. As receitas são uma mistura de ingredientes e pratos de diversas regiões europeias com a culinária típica portuguesa. Dentre as receitas francesas, destacam-se clássicos do século XIX como o pombo com ervilhas, o court-buillon de frutos de mar, a enguia grelhada, e omeletes de vários tipos. Do lado português, caldeiradas, ensopados, sopas e rabanadas, chamadas pelo seu nome francês, pain perdu, ou português, pães perdidos.

A sciencia no lar moderno
Eulália Vaz (São Paulo, 1912)
O livro ensina como preservar latas de banha, escolher bem os miolos e lavar e esfregar bem a cozinha com areia fina de beira de rio. Foi um sucesso editorial e teve mais de cinco edições. Traz a receita de Electricos, uma espécie de pé-de-moleque de amêndoas, açúcar e ovos cortado em formato oblíquo.

OLivrodasNoivas

O livro das noivas de receitas e conselhos domésticos
Júlia Lopes de Almeida (São Paulo, 1929)
Traz receitas apetitosas e modernas para a época, como a do club sandwich e o pudding dos recém-casados.

Arte de cozinha: primeira parte. Trata do modo de cozinhar varios manjares, e diversas iguarias de todo o genero de carnes, tortas, empadas, e pasteis
Domingos Rodrigues, 1637-1719, (Lisboa, sem data)
O mais conhecido e considerado o primeiro tratado de cozinha publicado em Portugal. Domingos Rodrigues dizia ter 29 anos de fogão e uma infinidade de banquetes devorados pelos convivas da mesa real portuguesa quando publicou um pequeno volume dedicado às artes da cozinha. Em seu tempo – isto é, no final do século XVII –, percebemos que a utilização do (mais…)

O perigoso cardápio de Agatha Christie

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Ms. Christie: veneno em profusão nas suas 91 obras

Ms. Christie: veneno em profusão nas suas 91 obras

Um festival vai recriar as receitas dos livros da Dama do Crime

Maev Kennedy, na Carta Capital

Um pouquinho mais de estricnina e molho de manteiga para o seu peixe, Vigário? Ou um pedacinho deste esplêndido bolo, tão apropriadamente chamado Morte Deliciosa?

Um exclusivo show culinário vai celebrar o 125º aniversário de nascimento de Agatha Christie, a Rainha do Crime. Será na própria cozinha da escritora, em Devon, Inglaterra, e os convivas são advertidos de que devem tratar os petiscos com extrema cautela.

A escritora francesa Anne Martinetti pretende recriar receitas a partir dos livros de Agatha, especificando aqueles particularmente propícios a trazer veneno como ingrediente extra. Como todo devoto de Miss Marple ou Hercule Poirot sabe, ocorre aos grandes detetives de, à frente de um café da manhã, um almocinho leve ou um chá da tarde, flagrarem um infeliz sufocando-se na garganta e ficando apavorantemente azul.

Anne Martinetti vai falar e cozinhar na casa de veraneio que Agatha Christie adorava, chamada Greenway – a casa que ela dizia ser “o lugar mais lindo do mundo” –, hoje sob os cuidados do Patrimônio Histórico britânico. O evento culinário é parte do Festival Agatha Christie, em setembro, que também se estenderá a Torquay, onde a escritora nasceu, a 15 de setembro de 1890.

Comida, nem sempre letal, figura profusamente nos livros de Agatha Christie e em sua vida real. A diretora do Festival, Anna Farthing, lembra que Ms. Christie frequentemente anotava, após seus compromissos sociais, que os acompanhantes tinham sido razoáveis, mas “a refeição, boa”. Uma foto de arquivo a mostra atarefada numa cozinha sombria da bela casa em estilo georgiano, de onde seu neto Gus saboreia a lembrança de deliciosos pratos produzidos pela vovó Agatha.

A francesa Anne Martinetti soube abrir um curioso nicho na populosa estante de livros de gastronomia: receitas criminosas. Seus livros, com títulos de diabólicos trocadilhos, incluem Alimentaire Mon Cher Watson!, com os cardápios de Sherlock Holmes, e, agora, um estudo sobre Agatha Christie, chamado em francês de Crèmes et Châtiments, ou Cremes e Castigos.

“Vou oferecer o bolo chamado Morte Deliciosa do romance Morte Anunciada – um fabuloso bolo de chocolate”, diz Anne Martinetti. “Talvez prepare também um peixe na manteiga, a arma letal de Cipreste Triste, e deixe para os convivas adivinharem se acrescentei alguma estricnina.”

Veneno era um recurso favorito nos livros de Ms. Christie. Por isso mesmo, estará na pauta de outros eventos do Festival, a começar por uma visita guiada ao jardim de Torre Abbey, em Torquay, e uma palestra de Kathryn Harkup, autora de A Is for Arsenic – minuciosa análise de todo o repertório tóxico na obra de Agatha Christie. Assim como Anne Martinetti, Kathryn Harkup define o chocolate amargo como o mais eficiente dos ingredientes criminosos, pois disfarça o gosto da peçonha.

Nielsen BookScan vai monitorar venda de livros impressos no Brasil

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Serviço que mapeia vendas no mercado editorial cobre dez países, entre Estados Unidos, Reino Unido e Austrália

Publicado no Uai

  (sxc.hu / stockphoto)

Destacando o crescimento do Brasil como uma potência literária, os analistas de varejo da Nielsen lançam seu primeiro serviço de monitoramento da América Latina no país de Machado de Assis, Euclides da Cunha e Ferreira Gullar.

O novo serviço BookScan vai mapear os 600.000 livros impressos que são vendidos a cada semana, o que equivale a R$ 20 milhões em receitas. A Nielsen também vai comparar o preço real de venda com o preço de venda recomendado como medida de desconto aos varejistas.

Com o Brasil, o serviço BookScan cobre agora dez países, entre eles os EUA, o Reino Unido, a Irlanda, a Austrália, a Nova Zelândia, a África do Sul, além de Itália, Espanha e Índia.

Amazon, Google e Kobo abriram lojas virtuais para consumidores brasileiros no fim do ano passado, com a Apple já estabelecida de longa data no país.

 

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