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Mauricio de Sousa publica desenho em homenagem ao escritor Ariano Suassuna

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Publicado no UOL

 

Maurício de Souza presta homenagem ao escritor Ariano Suassuna

Maurício de Souza presta homenagem ao escritor Ariano Suassuna

O cartunista Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, prestou sua homenagem ao escritor Ariano Suassuna, que morreu em Recife nesta quarta-feira (23) após sofrer um acidente vascular cerebral.

No desenho, Suassuna aparece entre as núvens do céu, ao lado da Nossa Senhora Aparecida. Eles observam o personagem Anjinho, que carrega o livro “O auto da compadecida”, de Ariano Suassuna, e repete o bordão “Só sei que foi assim”, que ficou famoso pelo sertanejo Chicó na peça teatral, escrita em 1955 e adaptada à TV e cinema em 2000.

Suassuna sofreu um AVC hemorrágico na última segunda-feira (21), quando deu entrada no hospital Beneficência Portuguesa de Recife. Ele foi submetido a uma cirurgia neurológica às pressas para receber dois drenos que controlariam a pressão intracraniana. Na noite de terça (22), porém, piorou o estado de saúde do escritor, que estava em coma e respirando com a ajuda de aparelhos.
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Morre aos 87 anos o escritor Ariano Suassuna, o cavaleiro do sertão

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Autor paraibano foi vítima de uma parada cardíaca, em Recife, onde viveu a maior parte de sua vida

O escritor Ariano Suassuna, em foto de 2007 - (Foto: Leonardo Aversa / Agência O Globo)

O escritor Ariano Suassuna, em foto de 2007 – (Foto: Leonardo Aversa / Agência O Globo)

Publicado em O Globo

O escritor paraibano Ariano Suassuna morreu às 17h28m desta quarta-feira, aos 87 anos, vítima de uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana. Ele estava internado no Real Hospital Português, em Recife, Pernambuco, desde segunda-feira, depois de sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico. O autor passou por uma cirurgia de emergência, acabou entrando em coma e não resistiu. Integrante da Academia Brasileira de Letras, Suassuna teve seis filhos e 15 netos. Defensor da cultura popular brasileira, era um dos maiores dramaturgos do país, além de autor de romances e poemas.

No dia 21 de agosto do ano passado, ele foi atendido no mesmo hospital por causa de um infarto, “com comprometimento cardíaco de pequenas proporções”. Uma semana depois, passou mal e voltou a ser internado, sendo submetido a uma arteriografia para corrigir um aneurisma que vinha lhe provocando fortes dores de cabeça.

Nascido em 16 de junho de 1927 em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, Ariano Vilar Suassuna era filho de João Suassuna, então governador de seu estado natal. Com o fim do mandato, um ano depois, toda a família se mudou para o interior.

O velho contador de histórias do sertão tinha apenas 3 anos quando um fato trágico marcou sua infância. No desenrolar da Revolução de 1930, um pistoleiro de aluguel assassinou seu pai com um tiro pelas costas, numa rua do Rio de Janeiro.

O assassinato foi motivado por boatos que apontavam o patriarca da família Suassuna como mandante da morte de João Pessoa, seu sucessor no governo, fato que serviu de estopim para a revolução. Um ambiente assim, com dívidas de sangue e rivalidade entre famílias, cobrava dos órfãos a vingança. Mas, um dia antes de ser assassinado, João Suassuna deixou uma carta aos nove filhos pedindo que eles não se tornassem assassinos por sua causa.

UMA BIBLIOTECA DE HERANÇA

Matheus Nachtergaele e Selton Mello na versão de “Auto da Compadecida” para o cinema dirigida por Guel Arraes no ano 2000 – Divulgação/Nelson di Rago

Ariano Suassuna obedeceu. Em vez disso, dizia estar perto de perdoar os criminosos que mataram seu pai. A mãe e viúva também ajudou, ao dizer que o pistoleiro responsável pelo crime já havia morrido (era mentira). Com a tragédia, a família mudou-se para a pequena cidade de Taperoá, no interior da Paraíba. E Ariano herdou a biblioteca do pai, onde encontrou livros importantes para sua formação. Um dos mais importantes, sem dúvida, foi “Os sertões”, de Euclides da Cunha. A obra lhe apresentou um dos personagens que mais marcaram sua vida: Antônio Conselheiro, profeta e líder de Canudos.

Em 1942, Suassuna foi para Recife concluir o ensino básico. Anos depois, na faculdade de Direito, ajudou a fundar o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, encenou sua primeira peça: “Uma mulher vestida de sol”. Nove anos depois, levaria aos palcos seu texto mais conhecido, “Auto da Compadecida”, que ganharia adaptações na TV e no cinema.

Por causa do teatro, deixou o Direito de lado seis anos após ter se formado. O romance surgiu mais tarde em sua vida. Em 1971, Ariano Suassuna lançou seu “Romance d’a pedra do reino e o príncipe do sangue vai-e-volta”, com nome comprido como seus cordéis tão adorados e pensado para ser uma trilogia. Com o livro, o escritor avança em relação à literatura regionalista dos anos 1930, representada por João Guimarães Rosa e José Lins do Rego. Mais tarde, Ariano Suassuna diria que “A pedra do reino” era, de certa forma, uma tentativa de trazer seu pai de volta à vida.

Havia quem acusasse o escritor de lutar contra moinhos de vento: o escritor se apresentava como um defensor da cultura popular brasileira, contra a invasão da indústria cultural norte-americana. Falava mal de Madonna e Michael Jackson. Não à toa, quando foi secretário de Cultura do governo Miguel Arraes, nos anos 1990, tornou-se um ferrenho opositor do maracatu eletrônico e do manguebeat. Ele se recusava, por exemplo, a chamar Chico Science, o vocalista da Nação Zumbi, pelo nome artístico. Dizia “Chico Ciência”.

A defesa da cultura nacional, que muitas vezes lhe rendeu o rótulo de xenófobo, já vinha no sangue e no nome da família. Na onda nacionalista depois da Independência, em 1822, vários brasileiros adotaram nomes indígenas. Seu bisavô Raimundo Sales Cavalcanti de Albuquerque escolheu Suassuna, de origem tupi, e nome de um riacho da região onde a família vivia. Nos anos 1970, fazendo jus ao nacionalismo da linhagem, Ariano fundou o Movimento Armorial, que defendia a criação de uma cultura erudita com bases na cultura popular — e toda a sua obra orbita em torno desse ideal.

Em 1989, o sertanejo foi eleito para a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras, cujo patrono era Araújo Porto-Alegre. Sexto ocupante da cadeira, Suassuna nunca foi um imortal de frequentar os eventos da instituição. Era uma espécie de filho pródigo da ABL.

NOVA OBRA VINHA SENDO ESCRITA HÁ MAIS DE 20 ANOS

Para além de sua obra, o escritor paraibano ficou famoso também por dar aulas em que dissecava a cultura brasileira, as suas origens ibéricas, a tradição dos violeiros, dos cantadores, das rabecas, dos cordéis. Eram aulas-espetáculo. E a última foi na sexta-feira passada, no 24º Festival de Inverno de Garanhuns, a 230 quilômetros de Recife. O Teatro Luiz Souto Dourado ficou lotado, como sempre acontecia nesses eventos. Um dos motivos de tanto sucesso era o bom humor do escritor, uma de suas marcas. Não que tenha sido sempre assim. Suassuna atribuía o aparecimento do humor em sua vida ao encontro com Zélia, sua mulher há mais de 50 anos. Para Suassuna, ela havia “desatado alguma coisa” dentro dele. “O riso a cavalo e o galope do sonho são as duas armas de que disponho para enfrentar a dura tarefa de viver”, escreveu em “A pedra do reino”.

Ariano Suassuna e sua mulher, Zélia, em março de 2000 – Agência O Globo/Josenildo Tenório/6-3-2000

 

Ariano Suassuna trabalhava em um novo livro havia mais de 20 anos, e dizia estar longe de terminar. Não era para menos. Seu processo de criação era lento: escrevia e reescrevia, várias vezes, à mão. Depois, copiava para a máquina de escrever e, só então, corrigia. Era aí que o escritor passava tudo a limpo, novamente à mão. Às vezes, descartava todo o material e voltava ao começo do processo. Como ilustrava os próprios livros e ainda parava para dar suas famosas aulas-espetáculo pelo país, demorava mais ainda. Sem título, o romance seria a continuação de “A pedra do reino”.

Além do amor pela literatura, havia espaço para o futebol: seu time do coração era o Sport Club do Recife, que até o homenageou em seu uniforme em 2013 com uma frase que ele costumava repetir: “Felicidade é ser Sport”. Suassuna tinha fama de pé quente.

Entre as muitas homenagens que recebeu, uma das que mais o marcaram foi o desfile da escola de samba Império Serrano, que levou para a avenida o enredo “Aclamação e coroação do imperador da pedra do reino Ariano Suassuna”, em 2002. “Um escritor que ama o seu país não pode querer homenagem maior que esta”, disse.

Em 2007, ele assumiu a secretaria de Cultura de Pernambuco a convite do governador Eduardo Campos, e chegou a ocupar outros cargos até deixar o governo recentemente, em abril de 2014.

O ano de 2007 também foi marcado pela celebração dos 80 anos do escritor em todo o Brasil. As homenagens o levaram a viajar de Norte a Sul do país. Uma epopeia para um homem que, além de apreciar o sossego, detestava avião. Mesmo assim, o apaixonado e muitas vezes polêmico defensor da cultura popular brasileira seguia adiante. Mas brincava: se soubesse que chegar aos 80 anos daria tanto trabalho, teria ficado nos 79.

Ariano Suassuna sofre AVC hemorrágico no Recife

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Escritor, dramaturgo e poeta paraibano, de 87 anos, ficará internado em UTI neurológica por tempo indeterminado após ter sido operado

25.04.2007 - Divulgação / E mail - JB CE - Ariano Suassuna - O Globo

25.04.2007 – Divulgação / E mail – JB CE – Ariano Suassuna – O Globo

Publicado em O Globo

RIO – O escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, de 87 anos, foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Real Hospital Português, no Recife, na noite de segunda-feira, após ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. De acordo com a equipe médica, o quadro de saúde de Suassuna é considerado grave, mas estável.

Suassuna foi internado às 20h com sangramento intracraniano. O escritor foi então levado para a sala de cirurgia, onde foi submetido a um procedimento de emergência. A operação, considerada bem sucedida, durou cerca de uma hora e terminou por volta das 23h. De acordo com o hospital, Suassuna foi levado para a UTI neurológica sem previsão de alta. Um boletim médico será divulgado no fim da manhã desta terça-feira.

Em 21 de agosto, Suassuna foi internado após ter sofrido um infarto. No dia 26 teve alta, mas voltou a ser internado três dias depois, quando foi diagnosticado um aneurisma cerebral. Evoluiu satisfatoriamente ao tratamento e deixou o Real Hospital Português em 4 de setembro.

Autor de “O auto da compadecida” e “Romance da pedra do reino”, entre outras obras, Suassuna nasceu em 16 de junho de 1927, em João Pessoa, e mudou-se para o Recife em 1942.

Concurso Cultural Literário (69)

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capa diga sim

As estatísticas mostram índices alarmantes de divórcio entre cristãos e não cristãos. Os gabinetes pastorais e os consultórios especializados em terapia de casais vivem lotados de pessoas que experimentam a infelicidade na vida a dois.

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Miguel Uchôa Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife (PE) e reitor da Paróquia Anglicana Espírito Santo (PAES), na cidade de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife, desde 1996, quando a fundou. Bacharel em Teologia com pós-graduação pelo Seminário Teológico Batista do Norte. Engenheiro de Pesca com especialização em Israel, China e Brasil. É casado com Valéria e pai de Gabriel e Matheus.

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Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Literatura para quem?

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Lily Green, no BBC Brasil

Escritores como Gilberto Freyre e Ariano Suassuna ainda são pouco conhecidos no exterior

Escritores como Gilberto Freyre e Ariano Suassuna ainda são pouco conhecidos no exterior

Na minha quarta semana aqui em Recife fui convidada a apresentar uma redação literária em um encontro mensal de uma academia de literatura.

Foi ótimo!

Pude conhecer muitos escritores e artistas regionais do Nordeste e fiquei felicíssima por saber da existência daquela organização literária.

Antes de eu chegar a Recife tinham me dito que a cidade carecia de um cenário cultural. Agora vejo que o que falta mesmo é divulgação.

Quando eu mencionava obras de Gilberto Freyre e Ariano Suassuna a meus amigos que adoram ler, percebia que eles nunca tinham ouvido falar deles e muito menos sabiam da existência da academia literária do Recife.

E olha que estamos falando de escritores consagrados, que ganharam vários prêmios nacionais e que costumavam circular com frequência por meios culturais.

Apesar de ser um campo restrito, a literatura acadêmica não precisa e não deve ficar fechada, tem que se abrir, para tentar conseguir a maior exposição que puder.

Parece até que existe um objetivo de tentar manter o trabalho de escritores apenas no meio acadêmico, pois o que se vê é que o mundo real, representado pelos leitores, acaba ficando esquecido, intocado, muitas vezes sem tomar ao menos conhecimento das obras.

Pelo que sinto, no Brasil, o acesso ao mundo criativo, especialmente ao mundo literário, está limitado aos que conseguem comprar as obras, que muitas vezes são mais caras que as estrangeiras traduzidas para o português.

A meu ver, a missão dos grandes escritores é abrir portas e isso não será conseguido se para se ter acesso a suas obras temos que pagar preços altos.

Talvez seja preciso que escritores, editoras e livrarias repensem suas prioridades.

E você, o que acha? Quem no Brasil tem a responsabilidade de estimular o interesse pela literatura?

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