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Adolescentes recriam histórias consagradas e publicam na web

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Escrita por uma americana de 25 anos, a fanfic ‘After’ tem apelo erótico e um protagonista ‘mulherengo e bêbado’

Roberta Salomone em O Globo

RIO – Quando encontra um nome perfeito para um personagem ou consegue imaginar um desfecho surpreendente para um novo enredo, Caroline Figueiredo corre para fazer anotações em seu caderno. Depois, a estudante, fã de comédias e filmes como “Jogos vorazes” e “Os Vingadores”, passa tudo para o computador e disponibiliza a produção na internet. Já são mais de 60 histórias acompanhadas e comentadas por leitores de várias partes do Brasil e do mundo. Todas baseadas em “The 39 clues” (“As 39 pistas’’), série de livros que Caroline nem se lembra mais de quantas vezes leu.

— O que faço é fanfiction. Me inspiro para criar novas histórias a partir de outras que gosto — explica a menina de 16 anos sobre o gênero literário nascido na web e definido como “ficção de fã”.

Caroline Figueiredo, de 16 anos, costuma escrever suas histórias em cadernos - ANTONIO SCORZA

Caroline Figueiredo, de 16 anos, costuma escrever suas histórias em cadernos – ANTONIO SCORZA

Textos sobre os mais diferentes temas que usam celebridades como personagens e repetem tramas já conhecidas viraram febre entre os adolescentes, que seguem autores novatos como Caroline em sites que abrigam milhares de histórias. Harry Potter é, disparado, o mais citado. Entre as séries de TV, “Glee” e “Doctor Who” saem na frente, já no meio musical, só dá o One Direction. Escrita por uma americana de 25 anos, a fanfic “After” tem grande apelo erótico e um protagonista “mulherengo e bêbado” batizado com o mesmo nome e sobrenome de um dos integrantes da boyband. A trama teve mais de um bilhão de visualizações e deve seguir o sucesso de “Cinquenta tons de cinza”, também originária na internet e inspirada em outra obra: “Crepúsculo.’’ Por questões legais, a versão impressa de “After” teve nomes trocados antes de chegar às livrarias e, em breve, vai virar filme.

— Fanfic não é só sacanagem não — avisa Babi Dewet, de 28 anos, autora da trilogia “Sábado à noite’’, que vendeu mais de dez mil cópias e fala sobre a banda britânica pop McFly.

Babi Dewet ganhou fama na internet com suas “fanfics”, que viraram livros - ANTONIO SCORZA

Babi Dewet ganhou fama na internet com suas “fanfics”, que viraram livros – ANTONIO SCORZA

O primeiro livro de Babi foi bancado pela mãe. Hoje, ela está entre as escritoras mais populares do gênero por aqui. É formada em Cinema, coleciona seguidores no Twitter e no Instagram e com seus longos cabelos com pontas azuladas, dificilmente passa despercebida. Nos braços carrega nove tatuagens, entre elas um Yoda de “Star Wars”, os símbolos das relíquias da morte de “Harry Potter”, e uma estrela igual à do líder do grupo preferido.

Ainda que não tão estilosas como Babi, muitas outras meninas (sim, elas são maioria esmagadora no mundo das fanfctions) sonham em trilhar o mesmo caminho e não medem esforços para isso. Sabem que fórmula pronta não existe, mas reconhecem que há algumas maneiras de fisgar novos leitores na web. Escrever ou pelo menos pensar num título em inglês, por exemplo, pode despertar uma maior curiosidade e resultar num maior número de visualizações.

Enquanto uns acham que usar enredos já conhecidos ou nome de famosos não passa de plágio, há quem veja a produção como uma homenagem.

— Ninguém é verdadeiramente famoso hoje em dia se não tiver sua obra recriada por dezenas, centenas e milhares de fãs — afirma Cristiane Costa, autora de “Sujeito oculto”, livro escrito a partir de uma colagem de diferentes títulos. — O mercado passou a olhar este tipo de literatura com outros olhos. O que chama atenção é o número de visualizações e seguidores. É um tipo de autor que já vem com seu próprio público a tiracolo.

Marcela Moreira (à direita) e Leticia Black fazem parte do Clube das Autoras, site que tem 30 mil leitores - ANTONIO SCORZA

Marcela Moreira (à direita) e Leticia Black fazem parte do Clube das Autoras, site que tem 30 mil leitores – ANTONIO SCORZA

Foi exatamente o que aconteceu com Letícia Black, também conhecida como ” Leka Judd. No currículo da escritora de 24 anos há 90 fanfics espalhadas pela internet e o recém-lançado “Garota de domingo”, que fala sobre o conturbado romance entre Pam e Davi. O livro de Letícia está nas estantes de grandes livrarias dividindo espaço com séries best sellers internacionais como “Diário de um banana”.

Marcella Moreira tem 19 anos e é autora de 18 fanfics (“Eu escrevo muito e muito devagar”, confessa). Como Letícia, Cell é uma das participantes do Clube das Autoras, site que existe há dois anos, tem 30 mil leitores e cerca de 200 textos disponíveis.

— Os homens têm preconceito com o nosso trabalho. Acham que só escrevemos sobre bandas com garotos bonitinhos. Mas não sou dessas que ficam apaixonadas por qualquer um. Meu coração bate mais forte é pelo Fluminense — conta Marcella, que não tem namorado e é autora de alguns contos indicados apenas para maiores de idade por relatarem triângulos amorosos, traições e vinganças.

Beatriz Sosinho, de 16 anos, também fala e escreve sobre esses e outros assuntos, em tese “proibidos” para menores como ela. Prefere usar títulos em inglês e sempre cita bandas e cantores em seus textos. A ideia de “The fox and the snake” veio de “Hey you”, do Pink Floyd, e a história medieval “Stairway to heaven” foi batizada como a música do Led Zeppelin.

— Conheci o Sex Pistols lendo fanfics, sabia? — comenta Beatriz, a BJ Stewart.

Da esquerda para a direita, Beatriz Sosinho, Giovana Rita e Giovanna Lobo passam noites em claro lendo e escrevendo suas histórias - ANTONIO SCORZA

Da esquerda para a direita, Beatriz Sosinho, Giovana Rita e Giovanna Lobo passam noites em claro lendo e escrevendo suas histórias – ANTONIO SCORZA

Enquanto alguns carregam o laptop para a cama para acompanhar as aventuras de seus personagens favoritos, outros leitores chegam a imprimir páginas e mais páginas de textos como uma forma de driblar o controle dos pais.

— Já fiz isso, mas hoje prefiro ler no celular mesmo. Aí sei que ninguém vai implicar comigo. Se pudesse, passava noites em claro lendo, mas tenho que acordar cedo para ir para a escola — reclama Giovana Rita, de 17 anos, fã de mitologia grega e autora de cinco fanfics.

Um dos segredos do sucesso das “ficções de fãs” é a possibilidade de dar ao leitor a chance de “customizar” o que vai ler. Antes do acesso ao texto, muitas delas permitem que se escolha o nome, cor dos olhos e cabelos do protagonista, além do nome do melhor amigo ou pretendente. É uma maneira de ser inserido no cenário e fazer parte do universo que tanto gosta.

Nos Estados Unidos, só o site Fan Fiction tem cinco milhões de textos em 30 idiomas, e um dos principais no Brasil, o Fanfic Obsession, disponibiliza mais de oito mil histórias de diferentes gêneros, tem 18 mil acessos todos os dias de 25 países e 97% dos leitores do sexo feminino, entre 14 e 21 anos. Vislumbrando um mercado dos mais lucrativos, a Amazon permite desde o ano passado que fanfics sejam vendidas através do Kindle Worlds. Lá, a regra é clara: os lucros com as vendas devem ser divididos com os autores das obras originais.

— Acho o máximo participar de tudo isso e não ligo para quem diz que o que a gente faz é plágio. Esta é uma forma de incentivar a leitura e fazer novos amigos — acredita Giovanna Lobo, de 16 anos, que tem 36 textos publicados e um deles, “Anjo imperfeito”, com partes inteiras copiadas em outra fanfic na semana passada. — Não tem jeito. Até a gente corre esse risco.

10 escolas onde você não iria querer cabular aula

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Publicado por Hypeness

O ambiente é um dos fatores que mais afetam o aprendizado em uma escola ou faculdade. Sabendo disso, muitos arquitetos e designers têm se esforçado para recriar ambientes de aprendizagem, transformando as chatas e convencionais salas de aula em incríveis ambientes onde a criatividade e a inovação são estimulados. Utilizando cores, formas e propostas de ensino diferenciadas, estas são algumas das escolas que têm revolucionado, no mundo, o conceito de estudar.

1. Makoko Floating School – Lagos, Nigéria

Contra as constantes enchentes da região de Makoko, na Nigéria, foi projetada uma escola flutuante, que garante segurança aos alunos independentemente das chuvas. Cada escola pode abrigar até 100 crianças e funciona de forma autônoma, com o auxílio de paineis solares para captar energia e um sistema que filtra água da chuva para usar no banheiro e torneiras. Clique aqui e saiba mais sobre as escolas flutuantes de Makoko:

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Todas as imagens © NLE

2. Fuji Yochien – Tóquio, Japão

A parte mais incrível da Fuji Yochien, uma escola em Tóquio, no Japão, é uma estrutura baseada em metal, vidro e madeira que foi construída pelo Tezuka Architects em volta de uma grande árvore. Utilizada tanto como sala de aula como espaço para brincadeiras e ponto de ônibus, a construção é fechada com vidro em sua metade, garantindo às crianças um divertido e criativo espaço para brincadeiras ao ar livre. Veja algumas imagens:

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Fotos © Katsuhisa Kida /FOTOTECA

3. Macquarie University – Sydney, Austrália

Acredita-se que o espaço pode, sim, interferir na forma com que o aluno aprende. Portanto, na Macquarie University, em Syndey, na Austrália, um longo e complexo estudo levou à alteração das salas de aula. Centenas de mesas de madeira antigas foram transformadas em quadro-divisórias, criando ambientes de estudo mais flexíveis e convidativos.

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Fotos © Bennett Trimble

4. Xiaquon Elementary School – Xiaquon, China

A Xiaquon Elementary School foi criada para se parecer com uma mini cidade. Na composição do urbano, crianças têm a chance de experimentar e aprender de uma forma diferente. Até mesmo um labirinto, com passagens e ruelas, foi criado para provocar a curiosidade e a imaginação dos alunos. A escola foi construída pela própria comunidade em 2008, após um terremoto destruir o prédio original.

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Fotos © Yao Li

5. Loop Kindergarten – Tóquio, Japão

Na Loop Kindergarten, localizada em Tóquio, no Japão, não há uma quina: todo o prédio é feito com base em círculos. Desenvolvida pelo SAKO Architects, a incrível estrutura é colorida por 18 tons diferentes, que indicam às crianças a separação de áreas. A escola foi pensada para as crianças e oferece um ambiente belíssimo e mais do que propício para o aprendizado. Veja algumas imagens:

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Fotos © Misae Hiromatsu

6. Green School – Bali, Indonesia

Todas as estruturas deste câmpus são feitas de bambu. Além disso, a maior parte da energia utilizada é limpa, coletada por meio de painéis solares ou por meio de um gerador hídrico. A Green School, em Bali, na Indonésia, tem como objetivo estimular a sustentabilidade e o faz adotando práticas ecológicas em todos os seus setores: das salas de aula aos ginásios e cantinas.

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Fotos © Iwan Baan

7. Container Classroom – Cape Town, África do Sul

No subúrbio de Cape Town, na África do Sul, filhos de trabalhadores rurais conseguiram a chance de frequentar a escola graças à transformação de contêineres. Cada um deles é transformado em uma sala de aula que, embora pequena, traz tudo o que uma criança precisa para aprender. No modelo, cada escola-contêiner traz ainda uma pequena horta e um playground. O modelo pode permitir que mais escolas sejam criadas em regiões pobres do planeta.

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Fotos © Tsai Design Studio

8. Vittra Telefonplan – Estocolmo, Suécia

Preparar as crianças para o mundo vai muito além de decorar tópicos e aprender equações. Para a escola Vittra Telefonplan, localizada em Estocolmo, na Suécia, formar um ser humano e sua personalidade exige experimentar, arriscar na tentativa e erro e descobrir-se. Por isso, a escola criou, em parceria com o arquiteto Rosan Bosch, alguns ambientes de aprendizado pra lá de incríveis. Espaços para estudo, trabalhos práticos e brincadeiras foram construídos para ampliar as oportunidades de desenvolvimento dos alunos. Leia mais sobre a proposta da escola aqui.

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Fotos © Vittra Telefonplan

9. Orchard Gardens – Boston, EUA

Sabe o que tirou a Orchard Gardens, uma escola localizada em Boston, nos EUA, da lista das piores e mais violentas do estado? Aulas de arte. O diretor decidiu demitir funcionários da segurança e, com o dinheiro, investiu em aulas de arte, música e teatro. Além de passarem mais tempo na escola, os alunos tiveram a chance de estimular sua expressão criativa e empreendedora. A escola não só saiu da lista das piores como emplacou no ranking das melhores escolas do estado cerca de 2 anos após as mudanças. Saiba mais sobre essa incrível história clicando aqui.

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Fotos © Orchard Gardens

10. IslandWood – Seattle, EUA

Em grandes centros urbanos como Seattle, nos EUA, cada vez menos as crianças têm a chance de estar em contato e aprender com a natureza. Com isso em mente, foi criada a escola IslandWood, um centro de aprendizagem ao ar livre localizado em um espaço de 255 hectares. O objetivo é inspirar a aplicação de ciências e artes à natureza, incentivando práticas sustentáveis. Saiba mais sobre a IslandWood clicando aqui.

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Fotos © IslandWood

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