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Nova novela da Globo, “Orgulho e Paixão” será inspirada em quatro livros de Jane Austen

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Alessandra Negrini será Suzana em “Orgulho e Paixão”

Alessandra Negrini será Suzana em “Orgulho e Paixão”

Publicado no RD1

“Orgulho e Preconceito” não será a única obra de Jane Austen que Marcos Bernstein tomará como base para “Orgulho e Paixão”. O autor também usará outros três livros da escritora britânica para criar os núcleos paralelos da trama, que substituirá “Tempo de Amar” na Globo.

De acordo com a colunista Patrícia Kogut, um desses títulos será “Lady Susan”. O texto, original de 1794, foi a fonte de inspiração de Bernstein para criar Suzana, vilã interpretada por Alessandra Negrini. Empregada de Julieta (Gabriela Duarte), uma mulher que enriqueceu por meio do cultivo de café, Suzana sente uma inveja doentia da patroa e fará de tudo para chegar onde ela chegou.

As outras duas obras em questão, conforme já divulgado pelo RD1, são “Razão e Sensibilidade” e “A Abadia de Northanger”. Da primeira, o novelista retirou a personagem Mariana (Chandelly Braz), jovem romântica, ingênua e também algo espevitada, que será vítima de uma grande desilusão amorosa.

Por falar em “Orgulho e Paixão”, o folhetim já teve sua data de estreia definida pela Globo: será em 13 de março de 2018, uma terça-feira. Dessa forma, “Tempo de Amar” deverá ter seu último capítulo exibido na segunda-feira anterior, dia 12, assim como aconteceu com “Novo Mundo”.

Nathália Dill e Thiago Lacerda protagonizarão a história, acompanhados de atores como Vera Holtz, Tato Gabus Mendes, Ary Fontoura, Chandelly Braz, Mariana Rios, Isabella Santoni e Maurício Destri.

Cotada para ser protagonista de ‘Malhação’, atriz troca novela pelos estudos

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Atriz com primeiro livro da carreira como escritora (Foto: Reprodução/Instagram)

Atriz com primeiro livro da carreira como escritora (Foto: Reprodução/Instagram)

 

Klara Castanho, de 16 anos, vai se dedicar ao último ano do ensino médio. Ela está estreando como escritora

Publicado no Correio 24Horas

A atriz Klara Castanho, 16 anos, não será mais protagonista da próxima temporada da novela teen ‘Malhação’, da TV Globo. Segundo a coluna Sem Intervalo, do jornal Estadão, ela havia feito testes para o papel, chegou a ser cogitada para o posto, mas ficou fora da novela.

Em conversa com a direção da emissora, ficou combinado que a atriz adolescente terá um descanso da telinha neste ano para se dedicar ao último ano do ensino médio.

Prodígio
Mesmo muito jovem, Klara já é escritora. Em dezembro, ela revelou que estava prestes a lançar o primeiro livro, em parceria com Luiza Trigo — escritora conhecida por livros como Meus 15 anos e Na Porta ao Lado.

A obra de estreia já está pronta e se chama Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado. Na segunda-feira, Klara mostrou o livro, que será lançado pela Editora Arqueiro, pronto. “Que sonho!”, postou no Instagram.

Andréa Pachá, a cronista dos dramas das salas de audiência

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Vocação literária. Andréa Pachá: “Essas histórias (da série da TV) podem ajudar as pessoas a pensarem melhor sobre seus papéis” - Leo Martins / Leo Martins

Vocação literária. Andréa Pachá: “Essas histórias (da série da TV) podem ajudar as pessoas a pensarem melhor sobre seus papéis” – Leo Martins / Leo Martins

 

Juíza usa sua experiência para exercer a vocação literária e vê suas histórias virarem uma série de TV

Simone Candida, em O Globo

RIO – Era a década de 1980, e a jovem de 21 anos, filha de um desembargador e uma professora, havia acabado de sair da faculdade de direito. Ela adorava a carreira jurídica, mas percebia que ainda lhe faltava algo essencial no currículo: vivência. Decidiu, então, investir num plano B e matriculou-se num curso de roteiro cinematográfico na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). A partir daí, viveu um período de imersão no mundo de “humanas”: frequentou grupos de leitura de textos clássicos, virou sócia de um centro cultural, escreveu o roteiro de um longa-metragem e abraçou a profissão de produtora teatral.

Um ciclo que se encerrou quando, passados quase cinco anos, achou que era o momento de retomar o papel de advogada. Quem conhece a formação da juíza Andréa Pachá, de 52 anos, há 22 na magistratura — 15 como titular de Vara de Família —, não tem dificuldade de entender de onde vem sua intimidade com as palavras.

— Ali (na CAL) aconteceu a grande transformação das minhas escolhas e da minha profissão. Tínhamos um grupo heterogêneo, com gente de cinema, teatro, médico, professor de educação física. Deu tão certo que, mesmo depois do curso, continuamos semanalmente nos encontrando na casa do Alcione Araújo (escritor e dramaturgo), trabalhando as leituras — recorda ela, que, mesmo depois de ter se tornado juíza, manteve o hábito de conversas frequentes com o amigo, que assinou a apresentação de seu primeiro livro, “A vida não é justa”, de 2012, e morreu no mesmo ano.

Ao viver intensamente essa espécie de período sabático, ela acredita que ganhou experiência para enxergar, nas histórias testemunhadas em mais de 20 mil audiências, dramas que pareciam extraídos de obras de Nelson Rodrigues e Shakespeare.

— Havia momentos nas audiências de família em que aquilo parecia ficção. Porque é muito rico o que a gente tem de contradição na hora de viver o fim de um relacionamento — diz a juíza-escritora, que, em 2014, lançou “Segredo de Justiça”, mais uma coletânea de crônicas sobre os dramas nos tribunais.

SÉRIE PODE TER SEGUNDA TEMPORADA

A escolha da profissão de juíza se baseou num critério pragmático: ela queria estabilidade financeira. Atualmente, Andréa, que é divorciada e tem dois filhos, vive uma fase em que sua porção artística volta a medir forças com sua versão jurídica. “A vida não é justa” ganhou as telas da TV aberta, dando origem a cinco episódios da série “Segredos de Justiça”, que estreou no “Fantástico”, da Rede Globo, no domingo passado. A atriz Glória Pires interpreta Andréa.

— Acho que essas histórias podem ajudar as pessoas a pensarem melhor sobre seus papéis, suas representações — diz a juíza, que já foi sondada para uma segunda temporada da série.

O ator Marcos Breda, colega de Andréa desde os tempos da CAL, não se surpreendeu quando viu a chamada na TV:

— Andréa sempre teve o dom da palavra e escreve com consistência, de forma simples. O tempo só fez depurar um talento que naquela época se insinuava.

Para a juíza, o sucesso de séries e filmes baseados em livros sobre pendengas judiciais familiares tem uma explicação simples: as pessoas conseguem se colocar no lugar dos personagens. Andréa ressalta que as histórias contadas nos livros são misturas de vários casos que presenciou. E que o papel do juiz nada tem a ver com o de psicólogo ou psicanalista. Mas, depois que ficou conhecida como autora de crônicas sobre divórcios e por causa de seu programa semanal na rádio CBN, muita gente passou a encará-la como terapeuta. Recebe dezenas de e-mails com desabafos:

— Dava para publicar outro livro só com as histórias que me contam.

Há quatro anos, ela assumiu a 4ª Vara de Órfãos e Sucessões da capital e já planeja um livro sobre a velhice. Integrante do Conselho Nacional de Justiça, de 2007 a 2009, ela criou o Cadastro Nacional de Adoção e foi responsável por implantar, em todo o país, as varas especializadas em violência contra a mulher. Diz que, de forma geral, os relacionamentos evoluíram:

— O direito de família tem avançado para prestigiar os afetos, reconhecendo a paternidade socioafetiva, a possibilidade de casais homoafetivos e de adoção de crianças por homossexuais. Esses modelos que temos de novas famílias são interessantes. Porque hoje vivemos um clima de intolerância, de intransigência. As redes sociais viraram campos de batalha.

O que um livro de 2007 está fazendo em uma novela passada em 1995?

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Mauricio Stycer, no UOL

A escritora Candace Bushnell é mais conhecida pelas crônicas de “Sex and the City”, que deram selvadebatomorigem à célebre série da HBO, em 1998. Ela também publicou alguns romances, entre os quais “Lipstick Jungle”, em 2005, que deu origem a uma outra série de TV, com este mesmo título, em 2008, na NBC.

“Lipstick Jungle” foi lançado no Brasil em 2007, com o título de “Selva de Batom” (editora Record, 488 págs., R$ 62,90). O livro conta a história três amigas na faixa dos 40 anos, bem-sucedidas, morando em Nova York.

É um livro pesado, daqueles que ficam em pé na estante. Isso talvez explique porque ele aparece em destaque entre os livros de Vitória (Sophia Abrahão), bem visível quando Ciro (Mauricio Destri) se recosta ao lado da estante para conversar com a jovem, no capítulo de quarta-feira (5)

O único problema, como notou o “detetive” Luiz Toniato, é que um livro publicado em 2007 jamais poderia estar na estante de uma moça que mora no interior de São Paulo em 1995. Será que a própria Sophia Abrahão está lendo a obra e a esqueceu em cena?

Não é um erro que afete em nada o desenvolvimento da história de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari. Mas são detalhes pequenos como este que fazem a alegria de noveleiros entusiasmados.

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Outro erro no mesmo capítulo, percebido pelo “detetive” Gilvan Marques, ocorreu quando Helô (Isabelle Drummond) se vê perdida no metrô de São Paulo. A placa acima de sua cabeça indica duas estações que não existiam em 1995: Vila Madalena (inaugurada em 1998) e Vila Prudente (de 2010).

Caio Castro lança livro sem gostar de ler: ‘Cansa a vista’

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Ator, que já declarou não ir ao teatro, conta em livro viagem feita há quatro anos: ‘Foi uma brisa’

Publicado na Veja

Isso deve explicar o tamanho dos textos, alguns curtos como legenda de Instagram. Caio Castro, que está lançando É por aqui que Vai pra Lá (Globo Estilo, 144 páginas, 39,90 reais), livro inspirado nas viagens que fez em 2012, quando tirou um ano sabático depois de quatro de labuta na Globo, admite não gostar de ler. “Cansa a vista”, diz.

Isso não impede o ator de “obter conhecimento”, como diz. “Não gosto da leitura para o lazer, não fico ‘Nossa, quero ler um romance’. Tem várias vezes que eu falo ‘Quero ler uma parada de física’, mas é difícil, me cansa muito a vista assim. Aí, eu busco um documentário”, conta Caio, que parece não se importar com o que pensam dele. Em 2014, o ator foi criticado por colegas de profissão ao dizer, em entrevista a Marília Gabriela, não gostar de ir ao teatro.

Ele deve esperar, porém, que os fãs gostem ao menos um pouquinho – se não de ler, das fotos que recheiam o volume, impresso em papel especial. O livro sai com uma tiragem de nada menos que 25.000 exemplares.

Sebastião Selfie – Não gostar de ler também pode explicar o gosto do ator por títulos de fotografia. Caio Castro conta que a inspiração para o livro, que sai em caprichada edição de capa dura, é o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, conhecido por seu trabalho próximo ao etnológico junto a comunidades indígenas e de sem-terra. A técnica de Castro, no entanto, é um tanto diferente: o ator é adepto de selfies, recurso que permite a ele estar em todas as imagens.

“Um tempo atrás, eu comprei um livro do Sebastião Salgado, e comecei a me interessar por livros de fotografia”, diz. Segundo o ator, sua intenção era, como Salgado, motivar os leitores a saírem da zona de conformo e explorar o mundo. “Eu me senti muito inspirado, querendo viajar e conhecer esses lugares.”

Revelado em um concurso para escolher atores para a novelinha adolescente Malhação, feito pelo Caldeirão do Huck em 2008, Caio Castro resolveu dar um tempo de tudo em 2012 e se jogou em uma maratona de viagens, de Washington a Amazônia, passando pelo Japão e França. Caio, que este ano voltou a cair na estrada na companhia de amigos, disse ter se baseado nas memórias e nas fotos para escrever o livro. “Foi uma brisa assim.”

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