Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged rede pública

Obras de autores como Malala e Aldous Huxley serão distribuídas em escolas

0

Malala Yousafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, faz uma pausa para uma entrevista à Reuters em um hotel local em Islamabad, Paquistão – 30/03/2018 (Saiyna Bashir/Reuters)

Cada aluno da rede pública receberá dois livros, que deverão ser devolvidos ao fim do ano

Publicado na Veja

Livros de Cecília Meirelles, Malala, Aldous Huxley, entre outros autores serão distribuídos aos alunos da rede pública junto com o material didático em 2019. Cada estudante deverá receber duas obras literárias, segundo o novo formato do Programa Nacional do Livro e do Material Didático Literário (PNLD), que, até este ano, distribuía apenas títulos para as bibliotecas e para serem usados em salas de aula.

De acordo com o Ministério da Educação, caberá a cada escola escolher os títulos a serem distribuídos aos seus alunos. No catálogo para o ensino médio, estão a biografia da paquistanesa Malala — a mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz; o clássico de ficção Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley; poemas de Cecília Meireles, entre outros.

Todas as obras serão devolvidas às escolas depois do período de um ano para reutilização. Cada editora pode inscrever quatro obras para serem selecionadas para o catálogo.

Pesquisa aponta que autistas sofrem menos preconceito na rede pública

0
Pesquisa da Unicamp mostra que preconceito é menor na rede pública (Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp)

Pesquisa da Unicamp mostra que preconceito é menor na rede pública (Foto: Antonio Scarpinetti/Unicamp)

Situação reflete implantação de políticas de inclusão, diz pesquisador.
Estudo foi desenvolvido na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

Roberta Steganha, no G1

Uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, em Campinas (SP), mostrou que os estudantes com autismo sofrem menos preconceito nas escolas públicas. Segundo o professor Robson Celestino Prychodco, responsável pelo estudo, essa situação reflete a implantação de políticas públicas de inclusão de alunos com deficiência.

“As políticas públicas são recentes, então, a gente começa a sentir os efeitos disso, a partir dos alunos que estão na educação infantil. […] Impulsionado pela norma, pela legislação, acaba produzindo efeitos melhores, então, o preconceito diminui e aceitação aumenta”, afirma.

Leis e normas
Segundo o professor, as escolas públicas e particulares são obrigadas a seguir as leis 12.764, de 2012 – que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) – e a Lei Brasileira de Inclusão, de 2015.

A lei 12.764 reconhece o autismo como deficiência e prevê que, quando necessário, o estudante tenha direito a um acompanhante especializado. Para Prychodco, é nesse ponto que começa a exclusão, especialmente nas escolas particulares, que criam mecanismos para não ter que aceitar esses alunos, exigindo, por exemplo, que a família pague por esse tipo de assistência que a legislação garante.

“Os mecanismos de exclusão nas públicas são menos incisivos, porque elas são sujeitas às normas de uma maneira mais regulamentada e fiscalizada do que nas particulares [..] Na pública, a criança chegou, o diretor não pode simplesmente dizer que não vai matricular, se ele tem a vaga, ele é obrigado a matricular”, explica.

Inclusão
A pesquisa foi desenvolvida pelo pesquisador durante seu mestrado na universidade. Dentro das três maiores comunidades relacionadas ao autismo em uma rede social, ele selecionou cerca de 200 pais e responsáveis por crianças com esse tipo de transtorno para responder perguntas.

Com as informações passadas por eles, segundo o pesquisador, foi possível constatar que a inclusão, atualmente, é maior na educação infantil. “Temos um impacto das políticas públicas muito maior na educação infantil. Ela tem uma receptividade muito maior e tem estratégias de lidar com essas diferenças de uma maneira mais tranquila”, destaca.

Os números da pesquisa também mostraram que, para a maioria dos responsáveis, o preconceito “nunca” ou “raramente” acontece no ambiente escolar. “O preconceito acontece, mas não com tanta intensidade e na escola pública, ele acontece menos ainda”, afirma.

Retrocessos
No entanto, a pesquisa também mostrou que apesar das políticas públicas, os pais ainda têm dificuldades para conseguir matricular os filhos com autismo, especialmente, em escolas particulares. Dentre 53 participantes do estudo que solicitaram uma vaga, 21 alunos foram recusados, sendo que 8 tiveram que recorrer a outras instâncias para serem aceitos.

“A lógica da escola particular, ela foge um pouquinho do padrão, ela tem formas de funcionamento que muitas vezes criam mecanismos para excluir a criança com deficiência da escola com mais força”, explica.

Ainda de acordo com a pesquisa, 12 responsáveis responderam que a escola recusa o aluno porque o vê “como um problema”, ou “como um doente que não deveria estar naquele espaço”.

Crescimento
O estudo revelou também que na educação infantil, as escolas estão mais preparadas e embasadas para atender a diversidade, mas que as coisas mudam quando essas crianças alcançam as próximas etapas da escolarização devido às diferenças de aprendizado e o preconceito fica mais evidente.

“Conforme a criança vai crescendo, vai aumentando a complexidade, então, dependendo das limitações, do diagnóstico e tratamento que ela fez, ela tem condições de acompanhar as outras crianças, fazer vestibular, só que dependendo, se ela tem um grau severo de autismo, fica mais difícil. Então, essa percepção da diferença vai aumentando”, destaca.

Redes sociais
Prychodco destaca também que a pesquisa revelou a importância das redes sociais no processo de aceitação da deficiência e redução do preconceito.

“As redes são importantes porque as pessoas com deficiência passam por um processo de isolamento, porque a criança tem comportamentos que não são padrão, então muitos pais são julgados. […] A rede social quebra isso, já que ela tem o poder da similaridade. Essa interação tira as pessoas do isolamento e favorece a aceitação da deficiência, porque você percebe que não está sozinho”, pontua.

O resultado disso, segundo o pesquisador, é o “empoderamento das famílias”, que deixam de ter posturas passivas e passam a lutar de maneira mais ativa para que seus filhos não sejam excluídos.

Outra visão de inclusão
Após tentar incluir o filho Gabriel, de 11 anos, que têm autismo em escolas regulares, Juliana Borges de Andrade Girotto, de Sumaré (SP), conta que desistiu depois de perceber que ela não funcionava na prática. Atualmente, o menino estuda num colégio particular para crianças especiais em Paulínia (SP). O valor é custeado pelo governo, porque a mãe conseguiu uma vaga via Secretaria de Saúde.

“Eu tentei inclusão, mas não tive êxito. O Gabriel ficava isolado da sala, deitado o tempo todo dentro da sala, a professora tinha mais crianças. Aí, com relatório médico, coloquei o Gabriel nunca escola de educação especial. Hoje são cinco crianças na sala dele. Ele já está no segundo ano nessa escola e a diferença foi total no desenvolvimento”, afirma.

Juliana conta ainda que para enfrentar o processo de inclusão de Gabriel nas escolas regulares precisou até fazer terapia. “A tentativa da inclusão causa frustração, eu tive que ir para terapia. Eu era última a sair da reunião, sempre me deixavam para depois, eu não tinha nenhuma atividade realizada pelo meu filho. Na educação especial isso não acontece. Eu já tô conseguindo ver resultado”, revela.

A mãe afirma que na prática a inclusão é mais fácil nas escolas públicas do que nas particulares devido à legislação, mas que isso não significa ter as mesmas oportunidades. “Eu até concordo que você consegue incluir mais fácil na pública, porque eles não podem negar nossa matrícula, porém, você coloca a criança da porta para dentro. Que a criança é incluída realmente, eu vou dizer para você que ela não é”, finaliza.

Projeto vai publicar livros de alunos da rede pública e da Fundação Casa

0

Publicado no Catraca Livre

Virou lugar comum reclamar dos hábitos de leitura e erros de português do brasileiro. Que tal parar um pouco de se queixar e ajudar quem está fazendo algo? Além de aulas de língua portuguesa, o projeto Primeiro Livro incentiva jovens de colégios públicos e da Fundação Casa a escreverem.

As atividades ajudam não apenas no desenvolvimento da escrita dos alunos, mas também na criatividade. Eles têm liberdade para escolher os temas e ilustrar as histórias. Coordenado pelo professor Luis Junqueira, o projeto vinha sendo realizado desde 2009 na rede particular. Neste ano, ele iniciou as atividades em 4 escolas municipais de São Miguel dos Campos, em Alagoas, uma em Heliópolis, em São Paulo, e em duas unidades da Fundação Casa na Vila Maria, também na capital paulista.

Agora, o desafio é imprimir as obras criadas pelos alunos. Serão 25 unidades de cada um dos 300 alunos participantes do projeto, totalizando 7500 livros. Para viabilizar a produção, Luis Junqueira criou uma campanha de financiamento coletivo no Catarse e precisa arrecadar R$ 50 mil até o dia 4 de novembro. Conheça o projeto e, se puder, colabore! Se não puder, compartilhe o material para que mais pessoas conheçam essa iniciativa.

Inscrições no Enem 2015 chegam a 5,1 milhões e vão até esta sexta-feira

0

Taxa de inscrição é de R$ 63. Concluintes do ensino médio em 2015 matriculados em escolas da rede pública estão isentos

enem

Publicado em O Globo

O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 chegou a 5,1 milhões nesta quarta-feira, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). O prazo oficial para as inscrições no exame terminam nesta sexta-feira.

A inscrição pode ser feita no site do Enem, e o procedimento exige que os candidatos informem um número de telefone fixo ou celular válido, bem como cadastrar um e-mail que não pode ser usado por outro participante. O candidato deve ainda criar uma pergunta e uma resposta de segurança.

Na edição deste ano, estão isentos da taxa de inscrição os concluintes do ensino médio em 2015 matriculados em escolas da rede pública e as pessoas que se declararem carentes. Para os demais, o valor é de R$ 63. O pagamento deve ser feito até as 21h59m (de Brasília) de 10 de junho.

Já os candidatos que sejam travestis e transexuais podem usar o seu nome social para a realização do exame. Para isso, a inscrição deve ser feita normalmente, no prazo previsto no edital. Posteriormente, entre 15 e 26 de junho, eles devem encaminhar, por meio do sistema do participante, na página do Enem na internet, cópia de documento de identificação, uma foto recente e o formulário preenchido, disponível on-line.

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em 115 instituições públicas em todo o país, utiliza a nota do Enem como critério de acesso à educação superior. De forma semelhante, o Programa Universidade para Todos (ProUni) também tem a avaliação dos candidatos no exame como um seus parâmetros para a concessão de bolsas de estudos para os candidatos.

A participação na prova é ainda requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), participar do programa Ciência sem Fronteiras ou ingressar em vagas gratuitas dos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). Estudantes maiores de 18 anos podem também obter a certificação do ensino médio por meio do Enem.

Matemática é ensinada a crianças do Brasil com metodologia de Harvard

0
Pela metodologia de Harvard, a base das aulas é a reta numérica

Pela metodologia de Harvard, a base das aulas é a reta numérica (Foto: Caio Kenji/G1)

O Círculo da Matemática chegou a 66 escolas públicas de 10 cidades.
Objetivo é inovar no ensino, desenvolver o raciocínio e criatividade.

Vanessa Fajardo, no G1

Uma nova proposta do ensino da matemática chegou a 7 mil alunos dos primeiros anos do ensino fundamental de 66 escolas públicas em 10 cidades brasileiras. É o Círculo da Matemática, uma pedagogia desenvolvida pelos professores Bob e Ellen Kaplan, da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e trazida para o Brasil pelo Instituto Tim.

Pelo círculo, as aulas de matemática são oferecidas a turmas de no máximo 10 alunos. Não há carteiras, lição de casa ou provas. Somente cadeiras, em que os alunos, propositalmente, não param sentados. A fórmula é simples: as crianças são instigadas a responder as questões da professora na lousa com giz, sem qualquer tecnologia. Nenhum erro é reprimido, mas nenhuma resposta é oferecida sem ser debatida.

A base das aulas é uma reta numérica onde são ensinadas as operações e conceitos matemáticos. “Quais são números pares, e os ímpares, e os primos?”, questiona a professora, enquanto os alunos disputam para respondê-la.

As aulas do círculo não substituem as da grade curricular de matemática das escolas, ou seja, são aulas extras e ocorrem uma vez por semana para cada turma. O objetivo é desenvolver o raciocínio das crianças, fazer com que elas pensem, esqueçam as fórmulas e a decoreba e acima de tudo aprendam a gostar de matemática. Tem funcionado. “Gosto de matemática porque é divertido, as pessoas que acham chato é porque não conhecem os números”, diz Maria Clara Barbosa Rodrigues, de 7 anos, aluna do 2º ano.

O principal lema que define a metodologia dos professores Kaplan de Harvard é “diga-me e esquecerei, pergunte-me e descobrirei.” Nas aulas, faz parte da metodologia chamar as crianças sempre pelos nomes e incentivá-las a entrar nas discussões.

Ajuda no raciocínio

Estudantes da rede pública participam da prática em matemática com a professora Janaina de Almeida

Estudantes da rede pública participam da prática em matemática com a professora Janaina de Almeida (Foto: Caio Kenji/G1)

Em São Paulo, uma das unidades contempladas é a da escola estadual Clorinda Danti, na Zona Oeste de São Paulo, que atende 480 alunos do 1º ao 5º do ensino fundamental. Uma das educadoras é Janaina Rodrigues de Almeida, de 29 anos, aluna de licenciatura de matemática pela Universidade de São Paulo (USP). “Nunca tinha dado aulas e ver a carinha das crianças quando elas descobrem algo é impagável. Nessa idade você as ajuda a contribuir com algo para o futuro. O círculo ajuda a pensar, a raciocinar”, afirma Janaína.

A diretora da escola Rosana Osso de Miranda diz que o trabalho do círculo acabou influenciando o desempenho dos alunos nas demais disciplinas e até os professores da unidade. “Os alunos estão mais participativos e gerou uma reflexão nos professores de que eles podem fazer diferente.”

Harvard na periferia

Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática

Janaina de Almeida dá aulas de matemática na escola Clorinda Danti seguindo da metologia O Círculo da Matemática (Foto: Caio Kenji/G1)

O projeto chegou ao Brasil há um ano. A expectativa, de acordo com o coordenador do Círculo da Matemática no Brasil, Flavio Comim, é incorporar os alunos do 5º ano e formar educadores que já atuam como professores na rede pública para expandir o número de crianças atendidas. As escolas que recebem o círculo são escolhidas a partir de parcerias com as secretarias da educação e a preferência é optar por aquelas que possuem os piores desempenho no Índice de Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“Parte do fracasso do ensino da matemática é o excesso de mecanização. Fazer matemática é fazer continha e muitas vezes é um negócio chato para as crianças. Seguimos uma abordagem que os professores Kaplan desenvolveram durante 20 anos, é um tipo de ensino muito exclusivo. É a pedagogia de Harvard para crianças da periferia do Brasil”, diz Comim.

Bob e Ellen Kaplan vêm ao Brasil frequentemente para formar professores. Eles dizem que se o professor explicar uma ideia para uma criança em matemática ou qualquer outra disciplina, ela não é estimulada a pensar. “Mas se o professor der uma problema atraente que precisa dessa ideia para a solução, ela vai descobrir isso para si mesma e sua autoconfiança irá aumentar”, diz Bob Kaplan, em entrevista por e-mail ao G1.

Para os estudiosos da matemática, a classe deve ser como uma conversa de animada entre amigos em uma mesa de jantar. “É claro que esses tipos de conversas só acontecem em pequenos grupos. Muitos, muitos mais professores devem ser treinados para fazer essas perguntas principais e moldar as conversas, e isso é o que fazemos em nossa formação de professores de matemática do círculo”, afirma Ellen.

Bob diz que o círculo não possui um método rígido, mas uma abordagem flexível, e foi adaptado por pessoas nas quais eles se incluem. “Assim como a música é feita para tocar junto, matemática (que é a mais bela das músicas) é feita por seres humanos para seres humanos, e feita para ser praticada coletivamente”, diz Bob.

Pela metodologia, as crianças são instigadas a responder as questões na lousa

Pela metodologia, as crianças são instigadas a responder as questões na lousa (Foto: Caio Kenji/G1)

Go to Top