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Província argentina elimina nota zero para proteger autoestima de alunos

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Foto: Leonardo Soares/UOL

Foto: Leonardo Soares/UOL

Publicado por BBC Brasil [via UOL]

As escolas primárias da rede pública e privada da província de Buenos Aires – a mais populosa da Argentina, mas que não inclui a capital de mesmo nome -, vão eliminar as notas baixas a partir de 2015, segundo confirmou à BBC Brasil a Secretaria de Educação do governo provincial.

“A avaliação passa a ser com notas de quatro a dez. E para passar de ano o aluno deverá tirar sete”, explica o comunicado da Secretaria de Educação.

O objetivo da medida é evitar “afetar a autoestima” do aluno, conforme explicou a Secretária de Educação, Nora de Lucía, à imprensa local.

“Um aluno que muitas vezes é brilhante em uma matéria acaba ficando desestimulado quando recebe um zero ou outra nota baixa em outra matéria. Acho que devemos cuidar da autoestima da criança”, disse a secretária em entrevista à rádio Mitre, de Buenos Aires.

O governador Daniel Scioli disse que a reforma contribuirá para “reduzir a deserção escolar e gerar incentivo” ao aluno. A decisão de eliminar as notas vermelhas, foi anunciada na semana passada e gerou polêmica no país.

O ex-ministro da Educação Juan Llach, criticou a medida por entender que não contribui para melhorar o rendimento do aluno ou para melhorar o ensino na Argentina.

“Acho que a medida pode ter efeito contrário. O aluno não leva o zero e vai achar que está sendo visto como coitado e não como alguém que quer e pode enfrentar um desafio e crescer”, disse à imprensa local. Para ele,”o zero ou qualquer nota baixa não estigmatiza ninguém”.

A diretora de educação da Universidade Di Tella, Claudia Romero, disse que a nova medida, em sua visão, “não contribui para a educação da criança”.

Por sua vez, o ministro da Educação, Alberto Sileoni, disse que a reforma ajudará a manter o aluno na sala de aula. “Um boletim como os de antes não manterá o aluno na escola. E devemos mantê-lo na escola ou então ele vai (passear) na esquina”, afirmou o ministro.

Segundo os jornais argentinos, apenas uma outra província, a de Catamarca, analisa mudanças similares às de Buenos Aires.

Professora faltou ao trabalho por 23 anos na Índia

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Autoridades da Índia descobriram que uma professora da rede públicas de escolas faltou ao trabalho durante 23 dos seus 24 anos de carreira.

Hábito de professores de faltar ao trabalho é problema grave nas escolas da Índia

Hábito de professores de faltar ao trabalho é problema grave nas escolas da Índia

Publicado por BBC

Sangeeta Kashyap foi contratada em 1990 para dar aulas de biologia em uma escola do Estado de Madhya Pradesh, região central do país.

As autoridades do setor de educação do Estado afirmaram que não sabem quando foi a última vez que Sangeeta recebeu um salário, mas ela ainda está na lista de funcionários.

Elas disseram à BBC que a professora será demitida. Acredita-se que Sangeeta estabeleceu um novo recorde de faltas no trabalho na Índia.

O caso de Sangeeta Kashyap foi divulgado pela imprensa do país, mas ela ainda não foi encontrada para comentar o caso.

Ainda não se sabe porque a professora não voltou ao trabalho ou se ela está trabalhando em outro lugar.

Três anos de licença

Sangeeta passou o primeiro ano de trabalho em uma escola da cidade de Dewas. Depois disso, ela tirou três anos de licença.

Em 1994 ela foi transferida para uma escola na cidade de Indore, entrou com pedido de licença maternidade e nunca mais voltou a trabalhar.

Sushma Vaishya, diretora da Escola Pública Ahilya Ashram, em Indore, afirmou que as cartas enviadas pela escola ao endereço dela ficaram sem resposta.

Uma autoridade do departamento de educação informou que as autoridades na capital do Estado, Bhopal, foram contactadas para que Sangeeta fosse demitida.

“Não faço ideia da razão de nada ter sido feito. Estamos escrevendo para eles de novo para retirá-la (do cargo)”, disse Sanjay Goel à BBC.

A escola pode ter três professores de biologia, mas apenas duas vagas estão ativas. A terceira é da professora Sangeeta Kashyap.

Segundo correspondentes, o hábito de faltar ao trabalho é um problema comum em escolas públicas da Índia.

Um estudo do Banco Mundial feito em 2004 descobriu que 25% dos professores da Índia faltavam do trabalho e apenas cerca de metade dos professores estava presentes durante visitas surpresa em escolas pública primárias.

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