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J.K. Rowling dá de presente a garota síria todos os livros da série ‘Harry Potter’

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Rowling em première de Animais Fantásticos, em Nova York, 10 de novembro (Photo by Charles Sykes/Invision/AP)

Rowling em première de Animais Fantásticos, em Nova York, 10 de novembro (Photo by Charles Sykes/Invision/AP)

 

Caio Delcolli, no Brasil Post

J.K. Rowling não cansa de nos surpreender – seja na ficção ou na vida real.

Nesta semana, a escritora inglesa enviou um presente inesquecível a uma fã. A garotinha síria Bana Alabed, 7, ganhou da autora de Harry Potter todos os livros da série.

A mãe de Bana a levou para ver Animais Fantásticos e Onde Habitam, filme escrito por Rowling que integra o universo Harry Potter, atualmente em cartaz em vários países.

Depois disso, a mãe disse pelo Twitter para a escritora que Bana e ela foram assistir ao longa, mas a menina nunca leu os livros da franquia. Rowling, então, deu a Bana os volumes da série. Ambas moram em Aleppo, cidade que tem sido fortemente atingida pela guerra civil no país.

“Minha amiga J.K. Rowling, como você está?”, escreveu Bana na rede social. “Obrigada pelos livros, amo você.”

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Lindo gesto, não? Livros podem fazer toda a diferença para quem precisa de esperança.

Acreanos criam aplicativo para promover venda de livros usados

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BookStop foi criado durante ‘maratona de programação’ em Rio Branco.
Aplicativo ainda não está disponível para dowload, diz empreendedor.

Iryá Rodrigues,no G1

Dois desenvolvedores do Acre criaram um aplicativo para promover a venda de livros usados na internet. Batizado de BookStop, o programa surgiu enquanto os idealizadores, Daniel Henrique e Giocondo Grotti, participaram do Hackathon, conhecido como “maratona de programação”, na última sexta-feira (26), em Rio Branco.

Aplicativo que promove venda de livros usados deve ficar disponível dowload em um mês (Foto: Reprodução)

Aplicativo que promove venda de livros usados deve
ficar disponível dowload em um mês
(Foto: Reprodução)

A ideia do aplicativo precisou ser apresentada e posta em prática em 24h, que foi o período em que o evento foi realizado, e a dupla ficou em primeiro lugar na competição.

Um dos idealizadores, Henrique, afirma que o aplicativo ainda está em processo de conclusão e, portanto, não pode ser feito o dowload.

“Já fizemos o mais difícil, que era organizar o banco de dados. Essa parte de estrutura era o que o evento exigia que fosse apresentado na competição. Mas, o aplicativo deve ficar pronto para dowload em no máximo um mês”, diz Henrique.

Ele conta que vendia livros usados na internet, por meio das redes sociais e tinha uma livraria, mas afirma que tinha problemas para negociar e apresentar os produtos para venda. A ideia do aplicativo veio da necessidade de organizar melhor o processo de venda. Os desenvolvedores salientam ainda o apoio do antropólogo paulista Daniel Belik no projeto.

O BookStop é como uma rede social, em que o usuário faz o seu perfil e cadastra os livros que pretende vender. Henrique explica que é possível ainda fazer a descrição do livro e inserir foto, nome do autor, título e o preço do livro. A expectativa dos empreendedores é ganhar dinheiro com a iniciativa.

Hackathon
O Hackathon é um evento onde programadores, designers e demais profissionais ligados a área de desenvolvimento se reúnem para criar um projeto que apresente melhorias para Rio Branco. A secretária de Ciência e Tecnologia no estado, Renata Souza, afirma que maratona de programação deve ter cinco etapas até o final do ano.

A terceira etapa ocorre, nesta sexta-feira (2), na Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO). O evento dá 24 horas para os participantes desenvolverem os projetos e colocarem em prática.

O primeiro evento foi feito no ano passado na Universidade Federal do Acre (Ufac). “O Hackathon tem o formato de incentivar os jovens e estudantes universitários que queiram desenvolver e ser jovens empreendedores. Nosso objetivo é incentivar o empreendedorismo nos jovens”, afirma a secretária.

Estudantes brasileiros vencem competição internacional de tecnologia

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tecno

Publicado em UOL

Dois alunos da USP (Universidade de São Paulo) foram os vencedores da competição de desenvolvimento de software TechCrunch Disrupt London Hackathon na categoria inteligência musical. A maratona de programação é promovida anualmente pelo site de notícias norte-americano TechCrunch, um dos mais importantes nas áreas de tecnologia.

Rodrigo L. Fernandez e Henrique F. Lopes estudam engenharia eletrônica e engenharia mecatrônica, respectivamente, e com mais outros sete integrantes de diversos países (China, Espanha, Grécia, Índia, Líbia) desenvolveram e programaram o software chamado Musicracy (junção das palavras “Music” e “Democracy”). A competição foi realizada em Londres nos dias 5 e 6 de dezembro do ano passado.

O aplicativo criado pelos estudantes permite que convidados de uma festa possam votar para escolher as músicas que serão tocadas – por isso a escolha da palavra “democracy” (democracia) para o nome. As canções mais votadas são tocadas por ordem de popularidade. A equipe foi premiada com mil euros pela startup de inteligência musical Humm.

“Em meio a 80 equipes, ficamos em primeiro lugar na categoria de Music Intelligence! O prêmio em dinheiro pro time ficou pequeno perto do valor da conquista”, publicou Rodrigo em seu perfil em uma rede social.

Os estudantes fazem intercâmbio acadêmico na University of Surrey, no Reino Unido, pelo programa Ciência sem Fronteiras.

Hackathon

Na maratona de programação os participantes possuem 24h para criar, desenvolver e apresentar um projeto completo na área de tecnologia. A competição é conhecida por reunir importantes líderes de empresas, investidores, empreendedores e programadores.

Idosa aprende a usar computador aos 81 e quer criar conta em rede social

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‘Só não quero conta no WhatsApp. É muito cheio de problemas’, diz.
Grupo de idosos faz parte da Universidade Aberta da Terceira Idade da Ufac.

nelita

Publicado em G1

Os olhos cansados tentam ler através dos óculos de grau as letras na tela do computador. Aos 81 anos, a aposentada Maria Nelita aprendeu a ligar o equipamento, acessar a internet, criar uma conta de e-mail e divide com mais 39 idosos a experiência de ser alfabetizada digitalmente na terceira idade.

O grupo faz parte da Universidade Aberta da Terceira Idade da Universidade Federal do Acre (Unati), em Rio Branco. Nelita conta que antes do curso não fazia ideia sequer de como ligar um computador.

“Eu não sabia nada de informática. Não sabia nem ligar o computador. Tinha era medo do computador, porque não sabia o que era”, revela.

Hoje, entretanto, ela diz que se diverte com os demais idosos nas aventuras pelo mundo digital e já pensa até em criar uma conta no Facebook.

“Criaram meu email, mas deu problema e vão consertar. Eu já pedi para arrumarem, eu preciso. Pedi que antes de sair daqui, meu email esteja funcionando. Só não quero conta no WhatsApp. Não quero mesmo, é muito cheio de problemas”, confessa.

As aulas começaram em fevereiro deste ano e deve ser concluídas nesta sexta-feira (11). Os idosos se encontram toda sexta-feira das 8h às 11h30 em uma das salas do Colégio de Aplicação da Ufac, no Centro da capital acreana. Além de informática, o grupo tem aula de dança, coral em italiano e desenho.

“Fiz vários cursos, de tudo um pouquinho. Sempre acompanhei os cursos da terceira idade. Saía de um e já começava outro. Quando soube que iam abrir curso de informática, já me matriculei e venho todas as sextas”, diz.

Com um rascunho que ajuda a abrir e fechar abas, desligar a máquina e com o endereço de alguns sites locais, Nelita conta que passa horas vendo fotos de outras cidades. “Fiz algumas anotações de como entrar na rede e sei entrar nos sites sozinha”, conta enquanto abre mais uma aba no navegador da internet e abandona o vídeo que estava assistindo.

Sobre as experiências adquiridas nas aulas de informática, a aposentada salienta que enquanto tiver saúde e disposição para caminhar até a sala de aula ainda tem muito a aprender.

“Falto só se estiver doente. Eu gosto, a gente se diverte. Saí do zero e ainda estou aprendendo”, confidencia.

‘Não imaginei chegar nessa idade e descobrir tanta coisa’
O colega de aula da aposentada, Marcial Gomes, de 73 anos, assiste atento às instruções do professor sobre como mexer em tablets, smartphones e TV digital. Há oito anos aposentado como técnico de contabilidade, Gomes conta que as aulas são uma distração.

“É fabuloso porque a vida toda a gente aprendeu a falar e dialogar com as pessoas pessoalmente. Hoje a gente procura os benefícios para nossa própria espécie atrás da máquina e da tecnologia. Já aprendi mexer nos computadores, celulares e etc. Não imaginei chegar nessa idade e descobrir tanta coisa, ter outra visão desse universo”, revela.

O aposentado explica que também já abriu conta nas redes sociais e até participa de grupos de conversas do WhatsApp. “Nós descobrimos um novo mundo, sem dúvida. Quero fazer outros cursos. Abrir contas em outras redes que eu nem imaginava existir”, diverte-se.

Forró no Youtube
O militar da reserva Francisco Adelino, de 68 anos, conta que teve acesso aos computadores quando trabalhou em empresas de segurança e com um computador deixado pelo filho, que estuda em outro país, mas as aulas ajudaram a aprimorar o conhecimento.

“Eu sou militar da reserva e trabalhei em algumas empresas de segurança e foi lá onde conheci o computador. Estou sempre em casa mexendo e acessando os sites. Eu gosto bastante e o que eu sabia só aperfeiçoei”, destaca.

Adelino confessa que o maior aprendizado foi conseguir acessar o Youtube e pesquisar suas músicas de forró preferidas. “Não sabia acessar o Youtube e agora eu mesmo entro nele, já ouço o meu forro. Tenho conta no Facebook, tenho e-mail. Ainda não sei tudo, como tem que saber, mas estou aprendendo”, explica.

Unati
O professor da turma, Reginamio Bonifácio, conta que o projeto oferece 40 vagas todos os anos para os idosos e que esse ano foram realizadas turmas em Rio branco e Xapuri, no interior do estado. Ele explica ainda que o colégio disponibiliza um enfermeiro que acompanha os idosos.

“Esse é um trabalho da Ufac em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e nós trabalhamos nesse momento redes nacionais. Então nós ensinamos o uso de computadores, tablets, smartphone, sobre o uso de rede e mídia digital. Nosso objetivo é de que eles sejam alfabetizados digitalmente”, fala.

De acordo com o professor, os alunos têm entre 59 e 84 anos. Bonifácio confessa ainda que o resultado adquirido com os idosos foi surpreendente. “Eles aprenderam bastante, nos surpreenderam. Já tem autonomia digital, sabem ligar e desligar máquinas, descobrir e visualizar os sites. Têm contas de email, whatsApp, Facebook. Fizeram até grupos entre eles”, finaliza.

Jovens ‘apagam’ Facebook, Twitter e WhatsApp para passar no vestibular

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Vestibulandos excluem redes sociais para intensificar preparação.
Jovens querem ganhar tempo de estudo sem a distração da internet.

redso

Will Soares, no G1

Estudantes não estão poupando esforços para conseguir êxito na difícil missão de passar em uma universidade pública. Para intensificar os estudos, jovens estão se desconectando das redes sociais na reta final de preparação para o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e para os vestibulares das instituições de ensino mais concorridas do país.

Amanda Jéssica Pereira, de 18 anos, é uma das que adotaram a tática. Estudante de escola pública, ela nasceu e cresceu no Maranhão. Em 2013, veio a São Paulo morar na casa da avó para cursar o último ano do ensino médio e prestar medicina na Fuvest. Nas duas primeiras tentativas, não conseguiu. Agora, espera melhor sorte sem a distração das conversas pelo WhatsApp.

“No primeiro vestibular fui muito mal. Primeira Fuvest da vida. Não tinha ideia do que era. Em 2014, fiz cursinho e tava confiante de que passaria… Saí chorando quando conferi meu resultado”, contou.

Em seu terceiro vestibular, Amanda garante estar mais preparada muito por conta da exclusão do aplicativo de seu celular.

“Não que ter ou não rede social vá definir quem passa. São casos e casos. Tem gente que usa normalmente e passa, mas pra mim tava atrapalhando muito. Eu ia dormir tarde porque à noite ficava no WhatsApp. Depois que exclui, achei mais tempo pra ler e estudar o que faltou durante o dia no cursinho”.

Quem não gostou muito da ideia foram os pais da estudante. Separados da filha por mais de 2 mil km, eles tinham no aplicativo uma forma prática e econômica de manter contato e amenizar a saudade.

“Meus pais reclamam que não têm crédito e que fica difícil conversar, mas falo pra eles que infelizmente não dá”. Segundo ela, os amigos do Maranhão também compartilham da reclamação. “Eles falam que eu sou louca e que não gosto deles”, lamentou.

Adeus, Facebook
O estudante Mauro César Oliveira, de 17 anos, é outro que resolveu se desconectar do mundo virtual para aumentar os estudos. O adolescente divide seu tempo entre as aulas do ensino médio regular e do cursinho pré-vestibular. Com foco no curso de engenharia ambiental da Univerisidade Federal do ABC (UFABC), ele decidiu apagar as contas do Twitter e do Facebook para ganhar horas de preparação para seu primeiro vestibular.

“Resolvi excluir porque sei que não conseguiria conciliar. Eu deixaria de estudar pra ficar no Facebook. Hoje, em vez de chegar em casa e pegar o celular, eu vou ler alguma coisa”, disse.

Perguntado se sente falta de acessar as redes, ele não titubeou: “Falta nenhuma. No começo, sentia um pouco, mas agora fico o tempo inteiro ocupado estudando”.

O jovem conta que, nas poucas vezes em que vê a namorada ou amigos durante a semana, os encontros são marcados pela boa e velha ligação telefônica. Além do maior tempo de estudo, Mauro também comemora outro “benefício” de ter saído das redes: “Meu pai enche o saco no Facebook. Ele vivia mandando coisas. Tinha até bloqueado”, confessou aos risos.

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Exemplo de sucesso
A mineira Rúbia Resende, de 18 anos, é um exemplo de que a “abstinência digital” pode render frutos. Em seu primeiro vestibular, ela passou em 7º lugar no curso de letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e garante: abandonar as redes sociais foi imprescindível para alcançar o resultado.

A jovem excluiu Facebook, Twitter e Instagram. Em seu smartphone, restou apenas o Whatsapp. O vício no aplicativo era tão grande que, para não cair na tentação de verificar as notificações, ela conta que adotou uma tática inusitada. “Em casa, eu sabia que iria ficar olhando, então pedia pra minha mãe esconder a bateria do celular. Quando a rede social está do lado, fica muito fácil cair na distração”.

Rúbia tomou a decisão ao fim do primeiro trimestre do 3º ano do ensino médio. De acordo com ela, os três meses foram mais do que suficientes para perceber que não se concentraria nos estudos caso seguisse tão conectada à internet.

“Meus amigos falavam que era besteira, que eu sou boba, que estava perdendo um monte de festa, que tinha de viver… mas eu fazia as coisas. Só não perdia tempo nas redes sociais. A gente não percebe quanto tempo gasta nisso. Muitas vezes deixamos de viver os acontecimentos para poder ler sobre eles no Facebook”, acrescentou.

Depois de ser aprovada no vestibular, a estudante resolveu voltar às redes. Ela, no entanto, afirma que sofreu menos do que esperava com a “abstinência” e que a decisão de retornar ao mundo digital só aconteceu porque queria divulgar seu trabalho de escritora em um site de crônicas.

“O primeiro dia [desconectada] é terrível, mas vai ficando mais fácil com o tempo. Hoje, eu tento evitar ao máximo utilizar. Só pra divulgação, mesmo. As pessoas ficam tão viciadas que deixam de interagir na vida real. Parece papo de velho, mas é verdade”, completou.

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