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Estudantes se mobilizam para ajudar morador de rua a cursar o último ano de Direito

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Publicado no Catraca Livre

Por conta de um post no Facebook, a vida de Laedison dos Santos pode se transformar. Laedison é morador de rua em São Paulo e passa os dias em um barraca de camping embaixo do Viaduto de Chá, na região central da cidade. Na semana passada, três estudantes que preferem não se identificar no momento, tiveram um encontro ao acaso com Laedison, que lhes contou sua história.

“Sim, ele é negro, e não, ele não rouba, ele não usa drogas e não me parou pra pedir esmola”, assim começa o relato. Com sua Carteira de Trabalho e o documento de sua matrícula na faculdade, ele comprovou que é bolsista integral e cursa o último ano de Direito na UNIESP (União das Instituições de Ensino de São Paulo).

Mas Laedison perdeu os livros – apreendidos por fiscais encarregados de recolher mercadorias de camelôs, segundo a descrição – e não tinha nenhum terno, roupa essencial para os profissionais da área. “Eu tenho vergonha de entrar na faculdade vestido assim”, confessou ele. Foi aí que elas resolveram se mobilizar para ajudá-lo.

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O post na rede social de uma das estudantes, relatando a situação de Laedison, teve mais de 200 mil curtidas em um fim de semana. Por conta da repercussão gigantesca, as estudantes criaram a página no Facebook Ajudando Laedison para concentrar informações sobre doações e novidades.

De acordo com Manuela Paulino, de 19 anos, estudante de Direito que responde pelo projeto, a mobilização on-line foi uma surpresa e, agora, a ideia é que ele saia das ruas e volte a frequentar a faculdade.

É possível doar roupas e calçados (confira as numerações neste link), livros preparatórios para o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e também dinheiro para mantimentos. Para este último foi criada uma “vaquinha” que já está batendo a meta. Clique aqui e veja como ajudar.

Segundo as estudantes, ele veio de Salvador (BA) em 2007 e instalou-se em São Paulo desde estão. “Ele veio acompanhado da esposa em busca de melhores condições de vida. Em 2009 ela faleceu e como não podia ter filhos, ele ficou sozinho. Quando perguntamos de seus parentes ele disse que tem até o telefone de seu pai, mas que o mesmo o rejeita e o disse uma vez que o único caminho dele era ser marginal, então foi aí que ele decidiu que seria diferente”, diz a publicação.

O sonho de Laedison é ser advogado. E ele vai realizar.

Escolas incentivam estudantes a trocar cartas ‘à moda antiga’

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Colégios adotam prática para estimular escrita e trabalhar cultura e sociabilidade; em mundo tecnológico, projeto traz novo aprendizado

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Publicado em Estadão

Para uma geração que só havia mandado cartas para o Papai Noel e só viu contas chegarem em casa como correspondência, se comunicar por cartas não parecia nem uma opção viável. No entanto, escolas particulares de vários Estados montaram no último ano projetos de correspondência “à moda antiga”, o que despertou o interesse dos alunos. A troca de cartas ocorre entre turmas de diferentes cidades, Estados e até países.

No Colégio Bandeirantes, de São Paulo, os alunos de 8.º ano do ensino fundamental trocam cartas com estudantes de uma escola de Macau, na China, que tem o Português como a primeira língua. “Nossos alunos mandaram as cartas e, quando receberam as respostas, parecia que tinham ganhado um presente de tão felizes e empolgados que ficaram. Eles descobriram o quanto uma carta carrega a personalidade e o capricho de quem escreve”, contou Lenira Buscato, professora responsável pelo projeto.

Com e-mail e conta em redes sociais desde os 10 anos, Isabela Castro Libonati, de 14 anos, ficou ansiosa pela demora de mais de dois meses para receber a resposta de sua carta. “A gente está acostumado a conversar com os amigos por WhatsApp, que é imediato. Esperar dois meses é uma eternidade, não sei como as pessoas aguentavam esperar por uma resposta antigamente”, disse.

A rede de ensino Poliedro tem neste ano 20 escolas, com cerca de 3 mil alunos com idades entre 2 e 10 anos, participando do projeto Cartas Pelo Brasil. São unidades de São Paulo, Minas, Amazonas e Goiás.

João Puglisi, gerente editorial da Poliedro, disse que o projeto foi criado como uma complementação do conteúdo das aulas e para incentivar a escrita. No entanto, ganhou proporções maiores, por causa da troca de experiências entre os alunos e, principalmente, por ter despertado um interesse cultural e social. “Os estudantes ficaram empolgados de ter um amigo de outro Estado, com outra rotina, com outra realidade e com quem pudessem aprender”, contou.

Estudante do Colégio Floresta, de São Paulo, Rafaela Garcia de Sousa, de 10 anos, trocou cartas no ano passado com uma garota de Poços de Caldas, em Minas Gerais, e ficou surpresa em saber que lá as crianças brincam bastante na rua. “Aqui em São Paulo, eu brinco mais em casa ou no parque. Ela também disse que a cidade dela é pequena e não tem nem shopping”, disse.

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No Colégio Peretz, na zona sul de São Paulo, para cada faixa etária foi desenvolvido um projeto de troca de cartas. Para os alunos de 1.º e 2.º anos do ensino fundamental, a correspondência é feita com atendidos pela Instituição Lar das Crianças, que atende jovens em situação de vulnerabilidade. Em outubro, um encontro está marcado para que eles se conheçam pessoalmente.

Já as turmas de 3.º e 4.º anos visitam uma escola da zona rural e depois se correspondem com os novos colegas. No ano passado, conheceram uma instituição de Porto Feliz, na região de Sorocaba. “Ficaram muito surpresos em saber que as crianças de lá ajudam os pais a plantar alimentos, andam de trator. Mas os estudantes ficaram desapontados em saber que a escola não tinha uma biblioteca, uma realidade muito diferente da existente no Peretz”, disse a diretora do colégio, Lígia Fleury. Os alunos então promoveram uma campanha que arrecadou cerca de 700 livros, que foram enviados para Porto Feliz.

Para o 5.º ano, o projeto deste ano é que se correspondam com um colégio da rede estadual. “Queremos que nossos alunos exponham os problemas de suas vidas, mas também conheçam os problemas vividos pelos estudantes de outra realidade. É um exercício de empatia e amplia a visão de mundo”, afirmou Lígia.

Ação social. Ela observou ainda que, como os estudantes do colégio ficaram muito sensibilizados com o terremoto no Nepal, foi criada uma campanha para que escrevessem cartas em português, inglês e hebraico (as três línguas ensinadas na escola) de apoio aos sobreviventes. “Ficaram muito interessados, mas estavam preocupados que só as cartas não seriam o suficiente. Por isso, os próprios alunos propuseram que mandássemos alimentos e roupas para o Nepal e, agora, estamos montando uma campanha de arrecadação.”

‘Alunos podem ter outras perspectivas’

Para a professora Luciene Tognetta, do Departamento de Psicologia da Educação da Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp), a troca de cartas entre alunos nas séries do ensino fundamental é uma prática antiga. No entanto, para os dias atuais, em que os alunos vivem cercados pela tecnologia, essa troca traz novos aprendizados.

“Com a carta, o aluno consegue ver a necessidade de ser claro, de saber se expressar pela forma escrita. Para esse novo aluno tecnológico, a carta é uma nova forma de comunicação que trabalha com um sofrimento da espera, da ansiedade”, disse Luciene.

Ângela Soligo, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), observa que a expectativa da resposta faz com que o aluno seja mais caprichoso e consciente do que escreve e do que apresenta em sua carta. “Ele sabe que o colega também vai esperar muito pela carta. Por isso, tem um cuidado maior do que teria ao escrever em uma rede social, em que a escrita é reduzida e pouco refletida”, disse.

Visão de mundo. Para Ângela, a iniciativa dos projetos de troca de cartas também faz com que os alunos tenham contato com experiências que dificilmente teriam se ficassem apenas conectados nas redes sociais. “A internet é excelente ferramenta de conexão, mas na maioria das vezes ficamos presos ao que já conhecemos, conversando com quem já temos contato. Com esses projetos, os alunos podem ter outras perspectivas de mundo.”

Americano visita escolas em Mogi para lançar rede social para crianças

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Aos 11 anos, ele criou a Grom Social, maior rede para crianças do mundo.
Rede já tem mais de 1 milhão de perfis em 200 países.

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Jamili Santana, no G1

O americano Zach Marks, de 14 anos visitou na manhã desta quarta-feira (6) uma escola de Mogi das Cruzes (SP) para lançar a versão em português de seu site “Grom My Life” (Grom Social, no Brasil), criada por ele, aos 11 anos de idade. O site é a maior rede social para crianças e adolescentes do mundo. Na escola, no bairro Alto do Ipiranga, Zach falou sobre sua invenção, respondeu perguntas e mostrou como o site funciona. Na tarde de terça (5), o americano visitou uma escola municipal, no mesmo município.

A Grom Social permite adicionar amigos, compartilhar fotos e vídeos e acessar jogos, igual a redes sociais mais conhecidas. O diferencial está no conteúdo – apropriado para crianças de 5 a 16 anos – e no controle dos pais, que podem monitorar o acesso dos filhos, em tempo real, 24 horas por dia.

O americano fica no Brasil até o dia 9 de maio, para divulgar a primeira versão do site fora dos Estados Unidos. Além disso, está recrutando “embaixadores brasileiros” para fazerem parte da equipe do site, testando jogos e novas ferramentas antes que elas sejam disponibilizadas para os demais usuários. Crianças de 5 a 16 anos, podem fazer o cadastro gratuitamente.

Atualmente o site tem 1 milhão de perfis cadastrados em mais de 200 países. “Na hora de se cadastrar a criança deve indicar um e-mail dos pais ou responsável. É através dele que esse adulto tem acesso ao conteúdo que a criança está acessando”, detalhou Marks. A plataforma também promove discussões de alguns temas de responsabilidade social como ações contra o bullying, drogas e fumo.

A ideia de criar uma rede social para crianças surgiu quando Zach tinha 11 anos e queria interagir com outras crianças on-line. Ele criou uma conta no Facebook e rapidamente adicionou mais de 600 amigos. Sua conta foi descoberta por seu pai, Darren Marks, que o tirou da rede com medo de sua exposição a conteúdo adulto e impróprio. “Isso aconteceu por duas vezes seguidas. Da última vez que discutimos sobre isso, perguntei se não poderia criar a minha própria rede social. Meu pai disse ‘boa sorte’. Então fiz uma rede com meus irmãos, mas muita gente começou a entrar e tivemos que pensar em uma estrutura mais abrangente” disse o americano.

“É importante acompanharmos o que os nosso filhos estão acessando. O Zach acabou criando um ambiente online totalmente adequado para a idade deles, e isso nos deixa muito tranquilos. Quando o jovem faz 18 anos, ele pode migrar para outras redes sociais, porque até lá já aprendeu no Grom a como não se expor ou disponibilizar informações pessoais demais nas redes”, destacou o pai Darren Marks.

Embaixadores
O americano procura no Brasil “embaixadores” para o Grom Social. “As crianças cadastradas recebem material promocional do Grom e nos ajudam a testar novas plataformas do site, como jogos, por exemplo, antes do material ficar disponível para os demais usuários”, comentou.

“Gostei muito do site, da ideia. Fiquei impressionado de ele ser tão jovem e já ter criado uma rede social. Foi uma experiência bem legal”, comentou o aluno do 6º ano João Pedro Granado. O cadastramento dos interessados é feito por meio das professores das escolas que Zach visita.

Plataforma virtual
Zach e os irmãos estudam em casa, através de uma escola virtual, que administra um programa no Brasil que permite ao aluno conciliar a carga horária do Ensino Médio com aulas complementares do programa. Ao final do curso, o estudante recebe o dual diploma – certificado amplamente aceito entre as mais respeitadas universidades americanas como Princeton, Harvard, Yale, MIT, entre outras. “Essa visita só foi possível porque temos o programa Smart disponível aos nossos alunos. Queríamos fazer uma ponte com o Zach, que está em outro País, mas pode inspirar ideias. Essa troca de experiências é muito importante”, disse Silvino Melo, diretor do colégio.

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Passei Direto

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Passei Direto, a startup que quer ser o Linkedin dos estudantes

Joaquim Amaral, no Projeto Draft

André Simões e Rodrigo Salvador, da Passei Direto

André Simões e Rodrigo Salvador, da Passei Direto

Trilhar um caminho parecido com o de empresas como Facebook e LinkedIn é um objetivo bem ambicioso. Mas os empreendedores André Simões, 28, e Rodrigo Salvador, 25, não escondem que querem chegar ao mesmo patamar das companhias de Mark Zuckemberg e Reid Hoofman. Os jovens são fundadores da Passei Direto, rede social destinada a estudantes universitários. “Queremos revolucionar a maneira como os jovens estudam e compartilham material acadêmico”, diz Simões. “Vamos ser a rede social global e consolidada dos estudantes.”

De acordo com o último Censo da Educação Superior, divulgado pelo Ministério da Educação em setembro do ano passado, o Brasil tem 7,3 milhões de universitários. Nos últimos dez anos, o número de estudantes matriculados em cursos de graduação aumentou 75%. “Queremos chegar a todos esses estudantes”, afirma André Simões.

O site da Passei Direto tem um funcionamento bastante simples. O estudante se cadastra primeiro com um e-mail e uma senha. Depois, informa o nome do curso e da universidade em que estuda. A partir daí, o próprio sistema da Passei Direto começa a recomendar grupos de estudos, amigos e materiais acadêmicos.

A plataforma é alimentada pelos próprios usuários com artigos acadêmicos, e-books, vídeos-aulas, documentários e outros materiais – num sistema parecido com o do YouTube, em que o usuário é responsável pela postagem de conteúdo. Os estudantes também fazem a curadoria dos materiais classificando-os como negativos ou positivos. Os mais bem aceitos ganham mais destaque no site. Eles também podem divulgar os arquivos mais interessantes com seus amigos. André fala sobre o esquema:

“O compartilhamento de conteúdo entre os próprios usuários permite que a rede seja altamente escalável e mantenha uma constante atualização”

Atualmente, a Passei Direto tem mais de 3,5 milhões de usuários espalhados por centenas de universidades e redes de ensino públicas e privadas do país. As campeãs em números de alunos são a Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Estácio e Anhanguera. “Não investimos em marketing. Nosso crescimento é orgânico”, afirma o empreendedor.

O QUE FAZER QUANDO A IDEIA BOA MAS NÃO DÁ DINHEIRO?
Embora seja um negócio promissor, a Passei Direto ainda não gera faturamento e seus sócios não têm previsão de quando poderão chegar a um possível break-even. “O Facebook também não gerou receitas em seus anos iniciais. Não ter faturamento é comum nessa fase do negócio”, diz André.

Os sócios em vista ao Vale do Sílicio, onde foram participar de negocições com fundos de investimento

Os sócios em vista ao Vale do Sílicio, onde foram participar de negocições com fundos de investimento

Em um artigo publicado no site de economia e negócios Business Insider, Mark Zuckerberg diz que recusou oferta de 1 bilhão de dólares para vender o Facebook em 2006. Entre os motivos alegados está que a empresa não se preocupava com lucro naquela época. “O melhor jeito de você poder atrair boas pessoas e incentiva-las é construir (uma empresa) ótima”, disse Zuckerberg. Os sócios da Passei Direto pensam da mesma forma. “O importante agora é desenvolver uma empresa sustentável e captar usuários”, afirma André.

Mesmo sem gerar receita, a Passei Direto acumula cerca de 15 milhões de reais em investimentos, segundo estimativas. Eles receberam três aportes. O primeiro aconteceu em 2012 e ajudou os sócios a estruturar e fazer a prova do conceito do negócio. O investimento de 500 000 foi aplicado pela empresa de tecnologia carioca Grupo Xangô. O aporte foi feito após os donos da empresa gostarem da ideia de negócio de Simões, que até então era funcionário deles.

No ano seguinte, a empresa receberia mais 4 milhões de reais do fundo de venture capital americano Redpoint, que já investiu em empresas como Netflix e My Space e nos últimos anos levantou 130 milhões de dólares para aplicar em startups brasileiras. “O engajamento dos brasileiros na internet é um dos maiores do mundo. Há uma enorme oportunidade para novas marcas e empresas online”, disse Jeff Brody, sócio da Redpoint ao explicar o interesse pelo Brasil em uma entrevista para a Forbes.

O último investimento na Passei Direto aconteceu no final de 2014, feito pela Bozano Investimentos, Valor Capital e Redpoint e. Ventures. O valor do aporte é confidencial. Mas os sócios dizem que a quantia é mais que o dobro do investimento captado até momento. “A partir de agora, o desafio será monetizar a empresa”, diz André.

Também no final do ano passado, a Passei Direto lançou um serviço para conectar empresas que querem contratar profissionais a jovens talentos universitários. O sistema funciona de maneira parecida com o Linkedin, em que as companhias fazem anúncios e os usuários da rede se candidatam as vagas. Até hoje, cerca de 90 empresas já publicaram anúncios de emprego na plataforma, entre elas IBM, P&G, L’Oréal, KPMG e Hotel Urbano.

“O estudante não tem tanto espaço no Linkedin, pois muitos nunca tiveram experiência profissional relevante. Na Passei Direto a empresa busca o candidato de acordo com suas competências e habilidades acadêmicas”, conta o jovem.

Os sócios ainda estão testando formas de interação entre os estudantes e as empresas. O foco, agora, será atender pequenas e médias empresas. “Essas empresas não recebem tantos currículos, não precisam aplicar provas prévias de seleção e podem analisar cada candidato dentro da nossa plataforma”, diz André. Embora ainda não seja definido, o custo para a empresa publicar uma vaga é de aproximadamente 90 reais.

Layout do aplicativo móvel do Passei Direto.

Layout do aplicativo móvel do Passei Direto.

Outra novidade da Passei Direto é o aplicativo móvel para iOS e Android. “O sistema tem um serviço de chat similar ao Whatsapp, que facilita bem a comunicação e compartilhamento de arquivos entre os usuários”, conta André. O aplicativo foi lançado em dezembro de 2014 numa versão lean. A segunda versão, com mais funcionalidades, foi lançada em março. “Tivemos mais de 500 000 downloads.”

Para entender os interesses dos estudantes, os sócios ainda mantêm o espírito universitário. Rodrigo Salvador, por exemplo, ainda estuda no curso de graduação em administração na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. André se formou em 2013 no curso de engenharia da computação.

UM SÓCIO ENCONTRADO POR 100 REAIS
Os dois se conheceram na faculdade. Na época, Rodrigo estava concorrendo a uma vaga numa aceleradora com um projeto de rede social estudantil. Porém, ainda faltava um sócio técnico para ajudá-lo na empreitada. Ele, então, pediu para um amigo uma indicação. Caso esse amigo encontrasse uma pessoa, ganharia 100 reais. “Esse nosso amigo em comum me indicou, entrei no projeto e reformulei o sistema, pois já tinha um projeto parecido”, diz André. “Foi um baixíssimo investimento para encontrar um sócio”, brinca ele.

Juntos, os empreendedores foram selecionados pela aceleradora. Porém, foi nessa época que o chefe de André, Marco de Mello, que trabalhou na Microsoft, gostou da ideia do negócio e investiu na Passei Direto. “Não fomos para a aceleradora e começamos a tocar a empresa junto com o Marco”, conta André.

Agora, fundadores e investidores esperam que a Passei Direto continue sua ascensão no mundo das redes sociais. O que ninguém deseja é um final como o do Orkut, que chegou a ter 30 milhões de usuários, a maioria no Brasil e na Índia, mas que perdeu espaço pelo Facebook e foi descontinuado em setembro de 2014. A ideia é passar, direto, dessa fase.

DRAFT CARD

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  • Projeto: Passei Direto
  • O que faz: Rede social colaborativa para estudantes universitários
  • Sócio(s): André Simões, Rodrigo Salvador e investidores
  • Funcionários: 28
  • Sede: Rio de Janeiro
  • Início das atividades: 2013
  • Investimento inicial: R$ 500 mil
  • Faturamento: ainda não tem
  • Contato: [email protected]

Mark Zuckerberg iniciou um “Clube de Leitura” no Facebook

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Mark Zuckerberg iniciou um “Clube de Leitura” no Facebook

Mário Rui André, no Shifter

Há já algum tempo que Mark Zuckerberg assume um desafio anual. Em 2009, foi andar todos os dias com uma gravata. No ano seguinte, o desafio foi aprender mandarim. Já em 2011 propôs-se a seguir uma alimentação vegetariana ou com base em carne de animais que ele próprio matasse. O fundador do Facebook também já fez questão de escrever, todos os dias, uma nota de agradecimento uma pessoa que ajudou a melhorar o mundo e de conhecer, também diariamente, uma pessoas nova que não trabalhasse no Facebook.

Em 2015, Zuckerberg decidiu experimentar algo novo: pedir aos seus mais de 30 milhões de seguidores ideias para o desafio deste novo ano. “Todos os anos aceito um desafio para alargar as minhas perspectivas e aprender algo novo sobre o mundo pra além do meu trabalho no Facebook”, escreveu num post na rede social.

Mark Zuckerberg iniciou um “Clube de Leitura” no Facebook

Estas foram algumas das sugestões que recebeu:

-todos os dias, abrir as portas de sua casa a alguém que nunca lá tenha estado antes;
-plantar uma árvore por cada utilizador do Facebook – Zuckerberg respondeu, dizendo que não tem tempo suficiente em toda a sua vida para plantar mais de mil milhões de árvores;
-ler a Bíblia – Zuckerberg considerou uma boa ideia; disse que já leu a Bíblia, mas que deveria lê-la novamente;
-selecionar os países mais pobres do planeta e ajudá-los a tornarem-se auto-sustentáveis – Zuckerberg lembrou a iniciativa Internet.org;
-aprender um instrumento musical – Zuckerberg disse ter aprendido guitarra há uns anos, mas que precisa de melhorar a técnica;
-correr 1 milha todos os dias, independentemente da meteorologia – Zuckerberg considerou a ideia interessante;
-aprender a dançar – Zuckerberg referiu que isso seria mesmo um desafio para ele;
-tirar uma foto todos os dias ou pintar algo;
-escrever um poema todos os dias e partilhá-lo no Facebook.

Mas a sugestão que mais agradou ao fundador do Facebook foi a de ler um livro novo todos os meses. Zuckerberg decidiu transformá-la no seu desafio de 2015, alterando a periodicidade de mensal para quinzenal e envolvendo a sua comunidade. Assim, criou uma página na rede social –A Year of Books   – para partilhar o que está a ler e discutir essa leitura com todos os interessados. “Por favor, só participem na discussão se tiverem lido os livros ou tiverem pontos interessantes a adicionar”, alerta.

A Year of Books

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