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Posts tagged redes sociais

O escritor e as redes sociais

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dica do Marcos Florentino

A mulher que revelou os bastidores do Facebook

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Katherine Losse, autora do "The Boy Kings" e ex-funcionária do Facebook

Com o crachá de número 51, Katherine Losse começou em 2005 na empresa, ainda como funcionária do setor de atendimento ao cliente

Publicado originalmente no Exame.com

São Paulo – Katherine Losse ocupou por três anos um cargo chave dentro do Facebook, a maior rede social do planeta. Ela era gerente de internacionalização da companhia, além de ser a pessoa responsável por publicar todos os anúncios oficiais do CEO Mark Zuckerberg – o que lhe garantia acesso a informações confidenciais, como planos de expansão da empresa e desenvolvimento de ferramentas que nunca efetivadas.

Com o crachá de número 51, ela começou em 2005 na empresa, ainda como funcionária do setor de atendimento ao cliente, e em apenas um ano conquistou a confiança do jovem executivo, que elogiava sua competência profissional e seu conhecimento excepcional do inglês.

Depois de conhecer como poucos os bastidores da empresa que se transformou numa das gigantes da internet, Katherine decidiu contar a história – ou pelo menos parte dela – no livro The Boy Kings: A Journey into the Heart of the Social Network, ainda não traduzido para o português. Em entrevista exclusiva ao site de Veja, ela conta como foi trabalhar com o jovem mais famoso do setor de tecnologia, além de falar sobre alguns segredos da empresa, como o recurso que criava perfis de pessoas que não estavam cadastradas na rede.

Rotina de trabalho – Gente excêntrica e muitas festas? Sim. A imagem que as pessoas fazem do ambiente de trabalho nas empresas de tecnologia e internet corresponde a parte da realidade no caso do Facebook. No livro, Katherine conta que alguns dos engenheiros usavam rip sticks, skates de duas rodas, para se locomover entre os departamentos. E isso era algo que não espantava os demais funcionários. “Trabalhei com vários jovens com comportamento infantil, mas nós nos dávamos bem como colegas.

O importante era concentrar os esforços no crescimento do site e fazer as coisas funcionarem de forma eficiente”, diz. Fora da empresa, as festas eram comuns, e muito parecidas com as das universidades. A outra parte do trabalho era pura rotina, como em qualquer empresa. “Eu chegava às 10h e abria o expediente com e-mails sobre o site ou qualquer outro assunto que precisasse de atenção. Trabalhava até resolver todos os problemas, o que acontecia lá pelas 19h.”

O rei da rede – No livro, Katherine descreve Mark Zuckerberg como uma pessoa introspectiva e extremamente dedicada ao trabalho. “Ele é quieto, se concentra muito na construção do Facebook e na realização das suas ideias”, diz. Segundo a autora, Zuckerberg também é um pouco mais calmo do que a sua versão apresentada no filme A Rede Social. “Ele gosta de se socializar algumas vezes, aos finais de semana, mas há ocasiões onde é visível a sua preferência pelo trabalho.”

Para a autora, a recente queda no preço das ações da companhia, em julho, não está ligada à imagem de Zuckerberg – que foi amplamente criticada por analistas financeiros –, e sim às dificuldades da empresa em atender às altas expectativas do mercado.

Ambiente machista – No dia do aniversário de 22 anos de Zuckerberg, em 2006, a autora conta que todas as mulheres do escritório foram obrigadas a usar camisetas estampadas com a imagem de seu chefe. Os homens deveriam apenas usar sandálias da Adidas. “O código sexual ficou claro: mulheres deveriam mostrar sua dedicação ao Mark, enquanto que os homens deveriam se tornar o Mark”, diz o trecho do livro. A passagem reflete uma companhia composta principalmente por jovens engenheiros. As poucas mulheres estavam restritas à área de atendimento ao cliente.

(mais…)

O futuro do livro e o fim da web

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Texto escrito por André Forastieri em seu Blog

Sam Harris é um escritor respeitado, com um problema comum: como ganhar a vida daqui para frente. Seu tema central é a razão e a fé. Compartilha angústias em seu blog, em um texto que  pergunta: do que viverá um criador no século 21?

Está experimentando com um novo formato – livros curtinhos, de 60 ou menos páginas, vendidos exclusivamente em formato digital, através do Amazon Kindle.

Para que escrever um livro de 600 páginas, se um décimo disso é o suficiente para defender sua tese? A única razão por que temos livros tão grossos é porque a indústria do livro não é capaz de vender um livro fininho por um preço pequenininho.

Mas agora temos pouco tempo e muitas distrações. Pouca gente ainda tem paciência de passar horas e mais horas atravessando um livrão em que 90% é gordura. Mais prático assistir o autor resumindo suas ideias no YouTube, em dez minutinhos de palestra.

Melhor bispar os slides, bater o olho no verbete da Wikipedia, fazer uma busca e clicar em qualquer coisa que apareça na primeira página do Google. É um lanchinho, e não a refeição completa. Mas banquete tem hora.

Sam Harris continua escrevendo livros longos, impressos em papel e vendidos em livrarias (e também em versão digital, claro). O mais recente chama-se The Moral Landscape, e não recomendo, porque só vi o vídeo a respeito, mas parece sólido, e gente como Richard Dawkins e Ian McEwan, que li, assinam embaixo.

É mais provável que eu leia seu primeiro livrinho exclusivamente digital, Lying. É focado em um assunto só – mentira, e porque devemos sempre dizer a verdade, custe o que custar. Curtinho,  posso baixar hoje e começar a ler já. Se não for tudo aquilo, não perdi grande investimento. Custa  só U$ 1,99, o que é um atrativo a mais.  Baratinho, né?

Lying

Lying, de Sam Harris

Não. É caro, para muitos dos fãs de Harris. Não que eles não tenham dois doletas, R$ 3,60. É que, comparando com o custo de ler o blog dele de graça, parece absurdo. Lying tem uns 50 mil caracteres, o dobro ou triplo do tamanho de um post escrito por Sam para o Blog. Segundo ele, deu bem mais trabalho do que o típico texto que escreve para internet, e é um ensaio, pensado para liquidar seu ponto de vista sobre determinado assunto, e para durar.

Por isso decidiu pelo formato de livrinho digital. Mesmo assim, houve grito. Porque não tem versão para o iPad, Android Market, em papel na livraria da esquina? Por que não é de graça? Lying é um grande sucesso. Entrou na lista do top ten de itens mais vendidos no Kindle, em nono lugar. Harris tem sentimentos ambíguos sobre o resultado, que compartilha em um texto obrigatório para quem se interessa pelo destino das ideias e da comunicação.

Chama-se O Futuro do Livro (leia aqui), somente em inglês. Faz par com outro, chamado O Fim da Web como a Conhecemos, de Adrian Short (leia aqui), também só disponível na língua original. Não concordo totalmente com nenhum dos dois textos – só faltava.

Mas não se lê para buscar confirmação, e sim informação e opiniões divergentes. O que eu já sei, já sei. Conhecimento é conflito. E os dois textos iluminam, por lados diversos, faces diferentes do mesmo desafio, e funcionam melhor lidos numa tacada única.

É revelador que eles não têm relação entre si, fora a que criei. Checando meu Twitter, meia hora atrás, fui como sempre clicando nos links que pareciam mais interessantes, abrindo um após o outro, para depois conferir de uma vez o que há de mais potencialmente provocador, engraçado ou útil. Esbarrei nos textos de Sam e Adrian.

Eu poderia simplesmente passar para frente, via Retweet, ou postar no Facebook, sem contexto. Se não tivesse um blog, simplesmente faria isso. Mas tenho, e é um grande prazer compartilhar ideias, experiências e descobertas inesperadas.

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