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Livro conta história de Isadora Faber, criadora da página Diário de Classe

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"Diário de classe" vira livro (Reprodução)

“Diário de classe” vira livro (Reprodução)

Publicado por Adnews

“Você entenderá por que as pessoas da minha escola ficaram contra mim, mas milhares de desconhecidos ficaram a meu favor”. Esse desabafo abre o livro “Diário de Classe – A verdade” (272 páginas), escrito por Isadora Faber e publicado pela Editora Gutenberg. O texto conta a história dessa brasileira de 14 anos que, indignada com os problemas de ensino e infraestrutura de seu colégio, criou uma página no Facebook para se fazer ouvir, uma vez que queixas diretas não estavam surtindo efeito. Com isso, chamou a atenção da imprensa nacional e internacional, mobilizou mais de meio milhão de pessoas e conseguiu das autoridades as mudanças que reivindicou.

A vitória de Isadora não foi fácil. Ao mesmo tempo em que dava entrevistas, ela via sua casa ser apedrejada, sofria represálias e era processada – só para citar alguns dos inúmeros desafios que enfrentou. E essa é a proposta da obra que compartilha – em primeira mão e em pormenores – o que foi e o que não foi postado nas Redes Sociais, e o que chegou e não chegou ao conhecimento público.

A autobiografia percorre a jornada árdua da adolescente que sofreu críticas, ameaças, punições, agressões, violência e processos por parte de colegas, funcionários e professores da escola em que estudava e que não “curtiam” seu webativismo pela melhoria da escola para todos. Mesmo assim, ela não abandonou o colégio e, tampouco, sua causa.

E foi além: inspirou a criação de mais de cem Diários de Classe Brasil afora, ganhou apoio dos formadores de opinião, o reconhecimento do governo e amplificou sua voz por uma educação pública de qualidade. Além de resgatar a velha e conhecida lição de um dos maiores educadores do país, Paulo Freire, de que “ninguém educa ninguém; ninguém se educa sozinho; os homens se educam em comunhão”. E, no caso dela, literalmente, em comunidade.

A narrativa (ampliada com links para sites e matérias na imprensa e posts de redes sociais e blogs) mostra a vida da garota simples de Santa Catarina que empreendeu uma luta nada simples. Da sala de aula para as páginas de grandes veículos nacionais e internacionais como Financial Times (que a apontou como um dos 25 brasileiros para serem acompanhados), Le Monde, El Mundo, Der Spiegel, Newsweek, BBC… E de volta para a reflexão do quadro negro da educação brasileira.

“Diário de Classe – A verdade” revela quem é Isadora Faber, de onde veio, por onde passou e onde quer chegar. Dos corredores da escola, transitando pelas Redes Sociais, pelas Redes de TV e pelos palcos ao ministrar palestras e receber prêmios, o livro expõe sua luta e os bastidores do começo à atualidade. Uma luta que não é somente dela e que não tem fim. Hoje, aos 14 anos, ela continua seu ativismo por meio da ONG que fundou e que leva o seu nome.

Mais que uma lição de vida, a história e a façanha de Isadora Faber exibe um panorama do sistema educacional e dos serviços públicos no Brasil que ainda precisam de muito esforço para conquistar uma “nota azul”.

Literatura pelas redes sociais tem adesão de autores consagrados

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4257170676_9aecab4506Beatriz Montesanti e Matheus Magenta, na Folha de S.Paulo

Escritores de diferentes gêneros têm utilizado as redes sociais não apenas para divulgar trabalhos, mas em busca de novas formas de se fazer literatura.

Nos últimos tempos, algumas dessas iniciativas se consolidaram e pularam para páginas de livros, após ganharem reconhecimento de forma independente na internet.

Mas apesar da euforia que já cunhou termos como “twitterature” ou “tweet writing” —estilo de literatura e escrita no Twitter—, os próprios autores questionam a qualidade do que é produzido e os limites literários da internet.

O livro “Twitterature”, publicado pela Penguin Book, por exemplo, surgiu em 2009 como uma brincadeira de dois estudantes da Universidade de Chicaco, que resumiram mais de 80 clássicos da literatura —de Kafka a Kerouac— em no máximo 20 frases de 140 caracteres, opondo a língua de Shakespeare a das redes sociais.

A versão para “Hamlet” começa com “Meu real pai se foi e ninguém parece se importar”, e segue “Mamãe disse para parar de usar preto”.

“Você está ouvindo isso? É o barulho de Shakespeare se revirando no túmulo”, diz uma crítica do “Wall Street Journal” reproduzida na capa americana do livro —que ganhou versões em francês, italiano e alemão.

“O grande sucesso do livro veio quando as pessoas perceberam que era para ser engraçado, e não um esforço literário sério”, diz Alex Aciman, um dos criadores do “Twitterature”, que hoje vive em Nova York e contribui para a revista “Paris Review”. “O Twitter em si não tem um potencial literário, mas um escritor que tem a capacidade de fazer algo grande usando o Twitter tem este potencial.”

O escritor e ator Michel Melamed também vai levar sua criação das mídias para o papel. No segundo semestre deste ano, pretende lançar o livro “Obras Competalas” pela editora Beltrand, relembrando algumas de suas frases escritas no Twitter nos últimos anos. Construções como “Estou preso entre o pior já passou e o melhor está por vir” e “Chupando câimbras sob o céu de paralelepípedos” serão incluídas na obra.

Mas escritores que conversaram com a Folha concordam que repetem uma fórmula antiga, bem adequada à rede.

Microcontos —histórias geralmente contadas em não mais que duas linhas— são escritos há anos. Um dos mais conhecidos foi publicado em um livro de contos do guatemalteco Augusto Monterroso (1921-2003), no final da década de 1950. “Quando acordou, o dinossauro ainda estava lá”, deixaria espaço sobrando no Twitter, e circulou o mundo muito antes de as redes surgirem.

“O formato não é uma novidade. Existem livros clássicos de aforismo, o haikai vem de muitos sonhos antes do Twitter existir. É uma linguagem curta. O Nietzsche, o Millôr, todos de certa forma tuitaram”, diz Michel Melamed, em entrevista à Folha.

Para ele, se o formato não é novo, as redes sociais acrescentam à literatura a mesma coisa que trouxeram aos demais aspectos da vida: interatividade.

“Eu já fazia coisa assim antes, o que tem de interessante agora é a resposta. Novas circunstâncias surgem de diálogos literários. No final, talvez, tudo seja uma grande composição coletiva”, diz. “Eu acho que essa interação faz parte da obra em si”.

O americano Anthony Marra, autor de “A Constellation of Vital Fenomenal”, que será lançado no Brasil pela editora Intrínseca, concorda. “Como escritor, você normalmente trabalha por meses ou anos em um livro antes de mostrá-lo para alguém. O aspecto mais gratificante [escrevendo na rede] é ver leitores reagindo enquanto a história ainda estava sendo feita”.

Marra passou pela experiência de criar uma história no Twitter pela primeira vez neste ano, em um festival literário promovido pela própria rede social.

ALÉM DO MICROCONTO

Criado em 2012, o Twitter Fiction Festival reúne virtualmente escritores que se revezam para contar uma história, em tempo real, utilizando o Twitter.

O festival ganhou sua segunda edição neste ano, entre os dias 13 e 16 de março, e teve apoio da Penguin Random House e da APP (Associação de Editores dos Estados Unidos).

Entre as possibilidades literárias na rede surgiram as chamadas paródias (criar uma personalidade ficcional e escrever de seu ponto de vista); ficções colaborativas (quando diferentes pessoas postam conteúdos, criando uma história em conjunto); histórias imagéticas (feitas pela publicação de fotos em sequência, como em uma fotonovela) e múltiplas personalidades (quando uma mesma pessoa cria diferentes contas para diferentes personagens fictícios, que interagem formando a narrativa).

Para o escritor mexicano Alberto Chimal, que participou do festival, a vantagem de iniciativas como esta é poder escrever sem as restrições da mídia tradicional. “Acho que o potencial vai além do Twitter, Facebook ou qualquer rede social. A verdadeira ferramenta para se escrever é a internet, as ferramentas de comunicação e publicação que ela oferece”.

Mas apesar da liberdade criativa permitida pela rede, escritores também questionam a receptividade encontrada neste espaço.

“Foi uma experiência divertida, mas é difícil para mim imaginar como cultivar uma leitura regular no caos das mídias sociais”, comentou o escritor Benjamin Percy, autor do livro juvenil “Lua Vermelha” e um dos escritores convidados do Twitter Fiction.

Ben Winters, autor de “Countdown City”, que também participou do evento, questiona o ambiente oferecido pela plataforma.

“Histórias no papel são mais imersivas e requerem mais paciência e reflexão do leitor”, diz. “Pode um leitor ser completamente tragado em um ambiente cujo principal propósito é a distração?”, contrapõe.

As histórias criadas durante o festival podem ser vistas no site www.twitterfictionfestival.com.

Descubra como redes sociais influenciam na educação

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Redes sociais estão cada vez mais presentes no cotidiano. Descubra como elas podem influenciar no aprendizado

Publicado por Universia

Fonte: Shutterstock As redes sociais também têm o poder de disseminar o conhecimento

Fonte: Shutterstock
As redes sociais também têm o poder de disseminar o conhecimento

Muitos professores ainda veem as redes sociais como um grande mal para a educação: elas diminuem a concentração, causam discussões, tiram o foco da aula, etc. Entretanto, as redes sociais podem ser benéficas para a educação, se forem utilizadas da maneira correta.

Um dos principais aspectos positivos das redes sociais é que elas diminuem o isolamento. Ou seja: se você gosta de um livro que nenhum dos seus amigos ou familiares leu, é possível entrar em contato com pessoas que também gostem da obra, mas pela internet. Esse tipo de comunicação é essencial para conhecer novos pontos de vista, gerar discussões saudáveis e entrar em contato com materiais relacionados.

Além disso, redes sociais também podem aproximar pessoas com gostos totalmente diferentes. Aprender a lidar e entender a diversidade são importantes para a formação acadêmica e profissional de qualquer pessoa. Ter uma visão global, além de ser útil, também facilita a resolução de problemas e o entendimento de outros pontos de vista.

As redes sociais também têm o poder de disseminar o conhecimento. Antigamente, as pessoas costumavam ler os mesmos livros, dos mesmos autores e dos mesmos gêneros, já que era difícil ter acesso a coisas diferentes. Hoje em dia com as redes sociais é possível conhecer novos livros, músicas, filmes, séries e programas quando você quiser.

Por fim, a maioria das redes sociais é gratuita. Por mais que seja necessário ter um computador e internet para acessá-las, elas são meios baratos de conhecer novos conteúdos e discutir sobre eles. Portanto, é importante aprender a utilizar de maneira benéfica as redes sociais para a educação. As melhorias no aprendizado serão expressivas e os alunos aprenderão de forma mais agradável.

Como manter uma relação saudável com a tecnologia e não prejudicar seus estudos

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O vício em internet e redes sociais é mais comum entre os adolescentes. Saiba como fugir dele e não perder o foco

Ana Lourenço, no Guia do Estudante

Seja sincero: quantas vezes você já acessou o Facebook ou o Twitter hoje? Quanto tempo gastou no videogame? Quantas vezes disse para si mesmo “só mais cinco minutinhos” antes de colocar o celular de lado e ir estudar? Hoje em dia é normal que esse tipo de situação aconteça com frequência. No entanto, é preciso tomar cuidado para que a compulsão por internet não acabe se tornando um vício que pode prejudicar não só os seus estudos, mas também toda a sua vida.

Pode parecer exagero, mas não é: casos de vício em internet e redes sociais são cada vez mais frequentes. Segundo um estudo do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, cerca de oito milhões de pessoas são afetadas pela dependência no Brasil. Desses, a maioria é de jovens e adolescentes a partir de 14 anos, como afirma a psicóloga Dora Sampaio Góes, do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do HC. Quando se trata de vestibulandos, a situação piora. “O ano já exige muito do adolescente, que está muito vulnerável, enfrentando pressões e dúvidas de carreira”, enfatiza a psicóloga. “O vício provoca isolamento social, prejuízos nas atividades escolares, deslize nas relações familiares e falta de contato com o mundo real. É comum vermos jovens com déficit de relacionamento, que não conseguem conversar cara a cara ou mesmo paquerar alguém.” (Veja ao fim da matéria tabela com os principais sintomas de dependência de internet).

Devido ao acesso cada vez mais fácil à internet, os números de dependentes não param de crescer. De acordo com o jornalista Pedro Burgos, em seu livro Conecte-se ao que importa: um manual para a vida digital saudável, o problema é comum porque as pessoas ficam nervosas quando não estão fazendo alguma coisa. É aí que entra o celular. “Estamos com um déficit de tédio. A minha obsessão por ficar sempre ‘informado’ ou com a mente ocupada com novas informações piorou com as redes sociais. Aquilo estava me fazendo bastante mal: tinha sono o tempo todo, estava mais irritadiço e menos saudável”, conta ele.

Para quem não está sofrendo com uma dependência séria, há maneiras simples de evitar o uso excessivo do celular ou do computador. Primeiramente: pare de enrolar. Quando temos que estudar ou fazer algum trabalho de uma matéria chata, qualquer coisa parece interessante, até o movimento das nuvens no céu. Por isso, é importante se afastar qualquer distração e evitar o impulso de “ver rapidinho qual é a notificação” no celular.

“O mais importante é o estudante estar inteiro no que estiver fazendo. Desligar o computador e desativar as notificações do celular é o melhor jeito de não dispersar a atenção, porque o uso constante estimula a ansiedade por mais interações”, recomenda Dora. Mas não vá correndo para o celular ou computador assim que terminar o estudo. É importante também reservar momentos com a família e com os amigos (fora do WhatsApp e do Facebook!), como ir ao cinema ou almoçar em grupo, para que seu tempo livre não seja consumido pelo tempo online.

Procure reservar, no seu dia, os momentos adequados para acessar a internet. O planejamento anterior pode ajudar a diminuir a ansiedade e evita que aqueles pequenos acessos de cinco minutos acabem durando uma hora. Além disso, entenda que as coisas vão continuar as mesmas independentemente do quanto você entra no Facebook, e aquela notificação ou e-mail não precisam ser vistos ou respondidos agora. Ainda vão estar lá tanto dali a cinco minutos quanto em cinco horas.

Melhorar a relação com as redes pode te ajudar a concentrar mais nos estudos, mas, acima de tudo, pode melhorar sua vida como um todo, proporcionando experiências reais em vez de posts no Facebook que você vai esquecer em seguida. Sabe aquela hora que você nem viu passar porque estava jogando Candy Crush ou assistindo ao milésimo vídeo no YouTube? Que tal trocá-la por aquele livro que você queria conseguir terminar, aquele filme que está em cartaz no cinema ou mesmo pelo amigo que você não vê há um tempo? “Ao vivo, temos mais tolerância com as imperfeições, entendemos melhor o que os outros têm a dizer, relevamos erros e seguimos a conversa. Um show de rock ao vivo terá, sim, uma ‘qualidade’ técnica inferior ao que temos em casa, mas a experiência de ter gente gritando as músicas que você sabe de cor, pulando junto, se emocionando, não é reproduzível online”, diz Burgos.

Veja os principais sintomas da dependência de internet
– Tentar diminuir o uso e não conseguir;
– Mentir a respeito do tempo que usa o computador, as redes sociais ou o videogame;
– Precisar ficar cada vez mais tempo online para ter o mesmo prazer;
– Perceber que o humor melhora quando está conectado ou jogando;
– Usar a tecnologia como refúgio dos problemas;
– Abrir mão de sair ou passar tempo com outras pessoas para ficar na internet;
– Colocar em risco os estudos ou o trabalho.

 

Faça uma dieta de leituras

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Passar o dia inteiro nas redes sociais é tão saudável quanto viver à base de fast-food

Danilo Venticinque, na revista Época

O Facebook está insuportável hoje. Pelo menos foi isso o que um amigo me disse. Não duvido: com a quantidade de assuntos polêmicos em pauta, poucos resistem à tentação de entrar em debates acalorados e intermináveis sobre tudo. O advogado de bermuda, a comentarista descompensada, o Batman no Leblon. Quanto mais pitoresco o tema, maior parece ser a vontade de se debruçar sobre ele para escrever um post “definitivo”. Perdi a conta de quantas vezes sucumbi a essas armadilhas. Com a proximidade das eleições, elas devem se tornar cada vez mais frequentes. Tenho tentado não cair nelas. Estou de dieta.

Houve um tempo em que os pessimistas diziam que passaríamos o dia inteiro assistindo à televisão e não leríamos mais nada. Estavam errados. Ironicamente, nunca lemos tanto quanto hoje, nos celulares, tablets e na tela do computador. E, infelizmente, nunca lemos tão mal.

Nutricionistas costumam organizar os tipos de alimentos numa pirâmide. Na base estão os cereais, verduras e frutas que precisamos comer várias vezes ao dia. O meio é reservado às carnes magras e derivados do leite, que devemos comer com moderação. No topo, tudo aquilo que devemos evitar no dia-a-dia, como doces e carnes gordurosas.

Poderíamos fazer um gráfico semelhante com as leituras. Na base estariam os livros. No topo, as discussões vazias nas redes sociais. No meio ficariam os artigos e reportagens, online e offline. Alguns podem ser tão enriquecedores quanto um livro. Outros, tão superficiais quanto uma foto de um gato no Facebook.

Não é preciso levar o exercício mental muito adiante para perceber que nossa dieta anda péssima. As redes sociais tomam a maior parte do nosso tempo de leitura. Elas nos levam com frequência a blogs ou sites de notícias. Aproveitamos um texto ou outro, mas nos esquecemos da imensa maioria.

Aos livros, que teoricamente deveriam ser nossa principal fonte de leituras, reservamos apenas uma pequena fração do nosso tempo de leitura. Por acreditar que os livros exigem concentração e silêncio, preferimos nos distrair com textos irrelevantes o dia inteiro e deixar as leituras sérias para o dia seguinte ou para mais tarde, quando já estamos cansados de ler bobagens e mal aguentamos manter os olhos abertos. É como se tivéssemos um banquete à nossa disposição, mas nos entupíssemos de balas e cachorros-quentes antes de sentar à mesa.

O primeiro passo para mudar a sua dieta de leituras é reconhecer que aproveitamos muito mal nosso tempo. Vale repetir a pergunta proposta pelo escritor suíço Rolf Dobelli em seu livro A arte de pensar claramente: de todas as notícias e posts em redes sociais que você leu no último ano, quantos realmente fizeram diferença na sua vida? Minha resposta foi alarmante: apenas dois ou três posts em blogs e, com sorte, meia dúzia de reportagens. Nenhum post em redes sociais. Nada que justifique as dezenas de horas que dedico a essas leituras semanalmente. Quanto aos livros, lembro de todos os que li durante o período. Mesmo os que não gostei de ler me ensinaram algo. Era hora de mudar meus hábitos.

Seria um exagero abandonar o Facebook completamente, assim nenhum nutricionista que se leve a sério diria para alguém cortar os doces para todo o sempre. O mesmo vale para o fast-food da informação. As redes sociais nem sempre são prejudiciais. Basta usá-las com moderação e tirar algum proveito delas. Cada um sabe sua forma de aproveitá-las.

Desde que decidi fazer uma dieta de leituras, abandonei as discussões no Facebook e no Twitter. Em vez disso, tenho usando as duas redes para receber e compartilhar reportagens sobre literatura. Por falar em reportagens, também reduzi o tempo que dedico a elas. Jamais conseguiria ficar três anos sem ler notícias, como Dobelli ficou – especialmente na minha profissão. Mas descobri que posso sobreviver tranquilamente lendo somente as principais notícias do dia e assinando três ou quatro publicações essenciais para quem trabalha na minha área. O resultado? Além de conseguir mais tempo para os livros, não sinto a menor falta das polêmicas digitais.

Na próxima vez em que o seu Facebook estiver insuportável, não reclame dele. Feche a aba do navegador. Procure outras leituras. Se alguém insistir para que você diga algo sobre o assunto polêmico do dia, experimente a sensação libertadora de não ser obrigado a expressar sua opinião sobre tudo. Peça desculpas. Diga que está de dieta.

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