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Showmen: professores ficam famosos com aulas no YouTube

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Docentes brasileiros alcançam um público de mais de 900 mil alunos por mês

Davi lira, no Estadão

Mal passou pela cabeça do professor paulista Paulo Jubilut, de 33 anos, que uma demissão inesperada pudesse lhe render tantos frutos. Depois de 12 anos dando aulas de Biologia, foi demitido numa escola de elite de Curitiba no final de 2011. Mesmo sendo natural de Santos, Jubilut desenvolveu parte da carreira na Região Sul.

Cada um dos vídeos mais populares de Ivys não tem menos do que 15 mil visualizações

Cada um dos vídeos mais populares de Ivys não tem menos do que 15 mil visualizações

“Ia desistir de dar aulas. Por isso resolvi aproveitar todo o meu conhecimento, gravá-las e disponibilizá-las como se fosse o meu legado”, fala Jubilut.

A decisão, no entanto, acabou lhe trazendo uma grata surpresa. “Assim que me mudei para Florianópolis, em maio de 2012, recebi uma mensagem do YouTube me informando da popularização dos vídeos e de que poderia ganhar dinheiro com eles”, lembra.

Foi então que surgiu a ideia de desistir de um emprego formal e partir para a produção de mais conteúdo online. “Estava prestes a abrir uma casa de sucos. Depois da aceitação do material na rede, decidi me dedicar 100% nas videoaulas”, diz Jubilut.

E o processo de evolução da nova maneira de dar aulas impressiona. Da gravação caseira numa webcam do próprio notebook, o professor de biologia passou para um equipamento profissional em HD. E com menos de dois anos de atuação, seus vídeos de genética, ecologia e bioquímica já têm mais de 900 mil visualizações por mês. Contabilizando os seguidores de outras redes sociais, como o Facebook e o Twitter, são mais de 300 mil internautas antenados no portal Biologia Total, criado por Jubilut após tamanho sucesso no YouTube.

“O que eu e outros professores fazemos não é nada revolucionário, nem inovador. Mas é fato, que essas aulas ajudam muitos estudantes que moram nos rincões do país e que não têm acesso a um cursinho, por exemplo”, diz Jubilut.

Física. Outro professor que desponta na rede com suas videoaulas é o pernambucano Ivys Urquiza, que leciona física há mais de 20 anos. Trabalhando atualmente em Maceió, ele diz, no seu site, que “foi o cuidado de falar a língua do estudante que o levou a aderir às novas mídias”.

Inicialmente ele começou com seu blog Física para o Novo Enem, e depois partiu para o lançamento de um portal maior, com várias videoaulas e uma série de materiais interativos, o Física total.

No meio estudantil, no entanto o sobrenome Urquiza fica de lado, pois é o apelido “Tio Ivys” que impera. Cada um dos seus vídeos mais populares não tem menos do que 15 mil visualizações.

Vestibulandia. E eles não são os únicos professores-estrelas da rede. Outro site, considerado um dos pioneiros das web aulas para o ensino médio também possui uma legião de fãs desde meados do ano 2000. Trata-se do canal Vestibulandia que conta com mais de 130 mil usuários inscritos no canal do YouTube.

E quem comanda o portal? Nerckie, um apelido que é facilmente reconhecido pelos estudantes. Mas além de curioso, algo que chama atenção é que os vídeos não são produzidos por um professor. Nerckie, ou César Medeiros (nome real), é um engenheiro de 38 anos.

Mesmo sem o diploma, a disposição para o ensino fez com que ele passasse a dar aulas pela internet, por meio dos vídeos. Todos eles, gravados de sua própria casa, na zona sul de São Paulo. “Até queria se tornado professor, mas professor sofre bullying na sala de aula”, brinca Nerckie em entrevista no início do ano ao Estado.

Confira os sites dos professores “estrelas”:

Vestibulandia
Projeto sem fins lucrativos, o portal é dos mais antigos e reconhecidos da web. Além das videoaulas, o site ainda disponibiliza uma série de textos teóricos e exercícios com a mesmas dificudlades dos vetibulares. A Matemática é um dos pontos fortes.
Mais informações: http://www.vestibulandia.com.br

Biologia Total
Portal comandado pelo professor Paulo Jubilut é um dos mais completos da rede. O estudante pode ter acesso a uma série de videoaulas dos mais variados assuntos de Biologia. Simulados, planos de curso e tutorial online também são outras vantagens.
Mais informações: http://www.biologiatotal.com.br

Física total
Para aqueles estudantes que precisam de um esforço extra em matéria de física, as videoaulas do portal podem contribuir bastante. Dividas por módulos de aulas e cursos, estudantes podem até sugerir o conteúdo do próximo vídeo a ser gravado.
Mais informações: http://www.fisicatotal.com/

Venda de livro sobre Jesus dispara depois da ‘entrevista mais constrangedora já feita’

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Publicado na Folha de S.Paulo

A conversa entre o historiador Reza Aslan, autor de “Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth” (Zelote: a vida e a época de Jesus de Nazaré) e a âncora da Fox News Laura Green ganhou o título de a entrevista mais constrangedora de todos os tempos. E fez as vendas do livros aumentarem 35% em dois dias.

Na entrevista de quase dez minutos, que foi ao ar na última sexta-feira (26), a âncora passa o tempo todo questionando o fato de o autor ser muçulmano e que direito ele teria, por causa de sua fé religiosa, de escrever um livro sobre o fundador do cristianismo.

Reza Aslan nasceu no Irã e se mudou para os Estados Unidos ainda criança, com a família. Estudioso de religiões e professor de escrita criativa da Universidade da California, graduou-se nas universidades Santa Clara, Harvard e Universidade de Iowa.

O autor tentou responder, em vão, que escreveu o livro como acadêmico que é, com várias especializações m história das religiões (incluindo uma em Novo Testamento), fluente em grego antigo e estudioso das origens do cristianismo há 20 anos.

No dia seguinte, o debate começou a circular nas redes sociais, quando o site Buzzfeed postou o vídeo com o título: “É esta a entrevista mais constrangedora que a Fox News já fez?”.

A página da Buzzfeed já teve quase 5 milhões de acessos. O Twitter de Reza Aslan ganhou 5.000 novos seguidores. E a Random House, editora do livro, já encomendou, na segunda (30), mais 50 mil cópias da edição, para dar conta do aumento das vendas.

Agora com 150 mil exemplares no mercado, o livro também subiu para o topo da lista de mais vendidas no site da Amazon, e continua em primeiro lugar nesta terça (31).

O constrangimento da entrevista transformou-se em entusiasmo. Como disse Reza Aslan ao jornal “New York Times”: “É o tipo de publicidade que ninguém pode comprar”.

dica do Tércio Ribas Torres

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas

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O surgimento de novas autoras impulsiona o processo

Publicado no Zero Hora

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas Diagramação ZH/Reprodução

É um filão que cresce e ganha corpo como seu público-alvo, as adolescentes.

O fenômeno cada vez mais vistoso da literatura infantojuvenil voltada para garotas, que faz a fama de nomes como a americana Meg Cabot e a brasileira Thalita Rebouças, já tem uma leva de autoras best-sellers no Brasil.

Pode não ser esse um nicho tão badalado quanto o universo dos bruxos, vampiros e seres fantásticos, mas a, digamos, jovem literatura mulherzinha, que tem características de diário íntimo e conversa entre melhores amigas, ocupa espaço cada vez mais relevante nas estantes das livrarias.

– Quando comecei, há 10 anos, era praticamente só eu. Hoje, quando vejo tanta gente querendo escrever para esse público, fico muito feliz. Mas ainda é um mercado pequeno se comparado ao americano, por exemplo – diz Thalita, autora de sucessos como Fala Sério.

Na mesma trilha, seguem autoras como Paula Pimenta, conhecida pela série Fazendo Meu Filme, e Patricia Barboza, que assina a série As Mais.

– Na época em que eu era adolescente, existiam vários livros como os da coleção Vagalume. Mas, durante um tempo, não apareceu nenhuma novidade, até que a Thalita revitalizou esse mercado – destaca Paula. – Escrevo lembrando de histórias que vivi. As experiências dessa fase são mais ou menos as mesmas.

Segundo Patricia Barboza, identificação com a garotada é um fator de grande importância:

– A maioria dos títulos para esse público eram traduções de best-sellers internacionais. As adolescentes são grandes leitoras e, quando encontram livros com características brasileiras, identificam-se imediatamente. Com as redes sociais, o contato direto com as escritoras aumentou ainda mais o interesse. A autora de livros infantojuvenis se tornou quase uma amiga, aquela com quem você pode compartilhar um problema pelo e-mail, tirar foto, conversar abertamente.

O interesse por essa fatia cor-de-rosa do mercado teen – o segmento jovem responde por entre 30% e 45% das vendas totais das editoras – estimula iniciativas como o recente lançamento de O Livro das Princesas, assinado por Paula, Patricia e pelas americanas Meg Cabot e Lauren Kate, best-sellers internacionais.

– Procurei reunir autoras com as quais as adolescentes já têm uma identificação. A Meg tem mais de 1 milhão de exemplares vendidos aqui, a Lauren Kate, 800 mil. Espero que essa união mostre a popularidade das nossas autoras para o mercado internacional – diz Ana Lima, editora do selo Galera Record.

Responsável pela área comercial da Editora Gutenberg, que tem Paula entre seus autores, Judith Almeida confirma que aumenta a oferta de textos para esse público:

– Muitos querem escrever sobre esse universo, mas o sucesso da Paula vem do fato de ela conseguir se comunicar como uma igual, e não como uma adulta se passando por adolescente. A rigor, ela escreve para meninas de 16 e 17 anos, que se identificam com histórias sobre o fim da vida escolar. Mas as filas nos seus lançamentos indicam que ela conquistou também meninas de 11 e 12 anos. Se o universo fantástico contempla meninos e meninas, esse nicho específico do universo feminino conta com fãs muito fiéis.

O Livro das Princesas

> Recém-lançado pelo selo Galera Record, o livro que reinventa personagens clássicas dos contos de fada com uma abordagem contemporânea ilustra o investimento das editoras brasileiras em autoras nacionais. Nesta coletânea, ao lado de duas norte-americanas reconhecidas internacionalmente – Meg Cabot (de Diário da Princesa) e Lauren Kate (de Fallen) –, estão as best-sellers Paula Pimenta (de Fazendo Meu Filme) e Patricia Barboza (As Mais), que seguem os passos da carioca Thalita Rebouças.

Thalita Rebouças

> A escritora carioca já vendeu mais de 1 milhão de exemplares de títulos como os da série Fala Sério. Lançou sete livros em Portugal e prepara para 2014 sua entrada no mercado latino-americano. Em agosto, na Bienal do Livro, Thalita lançará, pela Rocco, Ela Disse, Ele Disse – O Namoro, parceria com Mauricio de Sousa ilustrada pela Turma da Mônica Jovem. Em outubro, apresenta seu primeiro livro infantil, Por que Só as Princesas se Dão Bem?. O musical Tudo por um Pop Star, inspirado em seu livro homônimo, está em cartaz no Rio.

Paula Pimenta

> A autora mineira já soma mais de 250 mil exemplares de livros vendidos. De seus nove títulos, destacam-se os quatro volumes da série Fazendo Meu Filme (editora Gutenberg), iniciada em 2008 e que tem como protagonista Fani, uma menina apaixonada por cinema que vê sua vida sofrer uma reviravolta após fazer um intercâmbio – o primeiro volume vendeu 64,4 mil exemplares. Em 2011, Paula lançou o primeiro livro de uma nova saga, Minha Vida Fora de Série, sobre uma adolescente que encara o recomeço decorrente de uma mudança de cidade.

Patricia Barboza

> A escritora carioca tem nove livros publicados e é conhecida pelo sucesso da série intitulada As Mais, cujo primeiro volume, lançado em 2012, já vendeu 20 mil exemplares – outros dois volumes somam mais 10 mil livros vendidos. As Mais fala sobre a amizade de quatro meninas, Mari, Aninha, Ingrid e Susana. O primeiro livro é narrado pelas quatro personagens. A partir do segundo, cada garota narra sua própria versão da história – a série terá cinco volumes. Publica pela Verus, selo da editora Record.

Novas autoras

> Entre outras escritoras que despontam no universo adolescente, destaca-se a paulista Carina Rissi, de Perdida, lançado em 2010 pela Verus e relançado em 2013. Uma das apostas da Gutenberg é Bruna Vieira, mineira de 19 anos que levou para o livro Depois dos Quinze seus relatos no blog homônimo – lançado em março, já vendeu 15 mil exemplares. A mesma editora prepara o lançamento de Diário de Classe, no qual a catarinense Isadora Faber, 13 anos, narra as experiências escolares que foram tema de polêmica quando publicadas no Facebook.

Alunos acusam universidade cearense de racismo em questionário

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‘Você concorda que a qualidade dos cursos será prejudicada com a entrada de negros?’, pergunta a Uece

Lauriberto Braga, no Estadão

Uma pergunta em um questionário socioeconômico está rendendo acusações de racismo contra a Universidade Estadual do Ceará (Uece). O Censo Discente 2013, elaborado pela Procuradoria Educacional Institucional da instituição, tem uma seção de questões sobre cotas raciais. E uma delas é: “Você concorda que a qualidade dos cursos será prejudicada com a entrada de alunos negros?”

Vários estudantes se manifestaram nas redes sociais protestando contra o questionário e a universidade. “Racismo é crime!”, escreveu o aluno Tiago Régis. “Mente conservadora, colonial, elitista e segregacionista”, comentou outro estudante. Até as 12h de ontem, as mensagens tiveram mais de 200 compartilhamentos.

Em resposta, a Uece publicou uma nota de esclarecimento em sua página no Facebook. A instituição afirma que as questões, que pretendiam levantar o perfil dos 18 mil estudantes, “têm o propósito de captar a compreensão dos alunos da Uece quanto aos argumentos que norteiam sua opinião eventualmente favorável ou desfavorável ao sistema de cotas nas universidades”. O comunicado acrescenta que as perguntas “devem ser instigantes, para que as posições sejam percebidas com clareza”.

Ainda assim, os estudantes dizem que a nota “não convence” e que a pergunta sobre as cotas é preconceituosa.

A assessoria de imprensa informou que “não ficou bem entendida a pergunta para os alunos”. “Ninguém teve intenção de afetar ninguém com os questionamentos. Inclusive, uma das pessoas que elaboraram a pergunta é professora doutora da universidade e negra.”

A professora em questão é Zelma Madeira, coordenadora de Célula de Ação Afirmativa da Uece. “Sou do movimento negro, sou negra e favorável às cotas. Estamos tranquilos com o teor da pesquisa”, disse. “Queríamos saber os argumentos dos alunos, se são favoráveis ou não às cotas. A intenção da pesquisa foi a de captar as opiniões e entender o que os 18 mil alunos compreendem sobre o sistema”, explicou Zelma.

dica do João Marcos

Pelo direito de escrever errado na internet

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Através das redes sociais o Brasil se mostrou pro brasileiro, com seus defeitos, qualidades e idiossincrasias

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Bia Granja, na Revista Galileu

Vossa mercê pode achar esquisito esse bando de jovenzinhos escrevendo “corrão”, “bons drink”, “todos chora” ou “comofas” na internet, mas antes de ficar “chatiado” achando que os Maias estavam certos e o fim do mundo está próximo, Keep Calm and me dá um minutinho da sua atenção. 🙂

No Brasil, o “advento da internet em si” não representou uma mega ruptura em termos de espaço criativo pras pessoas. No começo, só existiam os grandes portais (todos pertencentes às mesmas famílias que já dominavam a grande mídia offline) e os blogs. Mas 99% das pessoas, hoje e então, acham esse lance de blog muito complicado e a quantidade de espaço disponível intimidante, de modo que a verdadeira ruptura chegou junto com as redes sociais: Orkut e YouTube no começo, depois Twitter e agora o Facebook.

Através desses meios, o Brasil se mostrou pro brasileiro… com todos os seus defeitos, qualidades e idiossincrasias. A maioria das gírias estilo “CORRÃO” (que significa corram, do verbo correr) são derivadas do tiopês que, por sua vez, deriva dos erros de português medonhos que a gente via no Orkut. Foi nessa época/rede que nós da elite fina-elegante-sincera começamos a nos deparar com o Brasil verdadeiro, o Brasil que tem 30% de sua população analfabeta.

Sim, isso tudo é muito triste e nossa taxa de analfabetismo é um absurdo, mas antes de culpar a internet por problemas profundos do país e ficar reprimindo as pessoas que falam errado, pare e pense no verdadeiro significado disso tudo. Será que o que realmente importa é que a pessoa se expresse sem erros de português ou que ela se expresse? ANTES das redes sociais, a gente não se expressava AT ALL, ou o fazia em uma escala ínfima. Agora, temos a faca e o queijo na mão pra criar qualquer coisa, inclusive uma nova cultura para nossos tempos.

Falar assim é fazer parte da construção de uma nova cultura colaborativa, visceral e orgânica que nasce na internet. E, diga o que quiser, mas não tem regras formais de gramática e concordância que possam competir com esse cenário sexy em que o jovem tem, pela primeira vez, o poder de construir sua própria cultura e linguagem.

Portanto, não se trata de ser mais ou menos inteligente, de falar certo ou errado, se trata de fazer parte, se trata, simplesmente, de FAZER! Por isso, por mais que a gente saiba que a conjugação correta do verbo “CORRER” na 3ª pessoal do plural do imperativo afirmativo seja “CORRAM”, não fique #chatiado, mas vamos continuar usando o “CORRÃO”.
Tudo bem? 🙂

dica do Sidnei Carvalho de Souza

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