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Resenha: Faça Amor, Não Faça Jogo

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Patricia Gazza, no Psychobooks

Oi, pessoas!

Hoje tem resenha de um dos livros mais delícia de todos os tempos: Faça Amor, Não Faça Jogo, de Ique Carvalho.

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Faça Amor, Não Faça Jogo

Ique Carvalho

logo autenticaEditora: Gutenberg
Páginas: 224
ISBN: 9788582352076
Publicação: 2014

Sinopse:

Viver a plenitude do amor é o desejo senão de todas, ao menos da maioria das pessoas. Amar e ser amado incondicionalmente, contar com o apoio de alguém para as horas difíceis e para os momentos alegres, e saber que independentemente do que fazemos, alguém estará ao nosso lado simplesmente pelo que somos é o ideal de vida de muitos. Viver esse amor na prática, no entanto, nem sempre é fácil. E é exatamente sobre felicidade, vida e amor que Ique Carvalho fala neste livro. O autor, que começou escrevendo em seu blog e já tocou o coração de milhares de pessoas que se envolveram e se emocionaram com suas palavras, descreve com perfeição o amor que muitos procuram e poucos realmente encontram. E ele fala do amor em todas as suas expressões- desde o romântico entre duas pessoas até o mais puro e verdadeiro dos laços familiares, que ele tem com seu pai e mentor. Como as relações humanas são frágeis e complicadas, os relacionamentos tornam-se difíceis, o que nos faz buscar a felicidade nos lugares ou nas pessoas erradas. Mas o autor nos faz enxergar a vida de forma diferente. Faça amor, não faça jogo é um lembrete de que, no jogo do amor, não é necessário haver ganhadores ou perdedores. Basta olhar e aceitar novos paradigmas e acreditar no que diz seu coração. E vivenciar isso de verdade.

Comentários

Juro que não sei nem por onde começar a falar sobre esse livro!
Não faz muito tempo que eu conheci o site do Ique, The Love Code. Via muitos compartilhamentos de trechos de autoria dele na minha timeline e um deles, em particular, me chamou muito a atenção – sabe quando a gente se depara com o quote perfeito para o que estamos passando naquele momento? E foi assim que me apaixonei pelos textos do Ique.

Pouco tempo depois o livro foi lançado e logo solicitei para a editora. Nele há alguns textos que encontramos no site, mas também há textos inéditos.

Ique fala de amor, pura e simplesmente, seja ele romântico, familiar ou fraternal. E, sendo um tema tão fundamental na vida de todo mundo, é fácil se identificar, em alguma medida, com o que ele escreve, seja por causa de algo que estamos vivendo, seja por algo que já vivemos, seja porque lemos em suas linhas o que desejamos.

Sua escrita é poética, leve, cheia de sentimento, mas direta, sem frescuras. É o tipo de livro que nos lê ao mesmo tempo em que o lemos e dá fácil para gastar um pacote de tags marcando os quotes preferidos – tanto que nem me preocupei em marcar nada, preferi me deixar levar pela leitura e sentir tudo que ela estava me transmitindo. A única coisa que não gostei no livro é que ele terminou no meu trajeto para o trabalho – queria mais e mais e mais!

Para completar a escrita maravilhosa, o trabalho gráfico do livro é incrível! Antes de cada texto há duas páginas vermelhas com o título e a indicação de uma música para acompanhar a leitura. Dessa vez li apenas os textos, mas quando eu fizer a releitura (e farei, com certeza) vou preparar uma playlist com as músicas sugeridas no livro – acredito que a experiência será ainda melhor.

Ele é, sim, um livro de autoajuda, mas sem cara de autoajuda. Sabe aquele amigo mais sensível, que sempre tem um conselho ou uma palavra de encorajamento que não soa piegas ou brega? Assim é a escrita de Ique: é como se estivéssemos conversando com um amigo de longa data, que conhece até o que tentamos esconder a todo custo.

Não preciso nem dizer que recomendo FORTEMENTE a leitura, releitura, treleitura… Se você ainda não conhece o site, acesse assim que tiver um tempinho, dê uma lida em alguns textos e se prepare para sair correndo para a livraria mais próxima para comprar o livro 😉

Confiança e cabeça erguida. Você pode tudo. Mas primeiro você, depois o mundo.
Página 209

5Estrelas

Playlist

  • Adam Levine – Lost Stars
  • Ed Sheeran – Bloodstream
  • Pearl Jam – Nothingman

Último livro de Saramago, inacabado com a morte do escritor, chega às lojas

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‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas’ conta com textos de Luiz Eduardo Soares e Roberto Saviano

Despedida: Pilar del Rio e Saramago - PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/2-11-2009

Despedida: Pilar del Rio e Saramago – PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/2-11-2009

Bolívar Torres em O Globo

RIO — Antes mesmo de iniciar a escrita de “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas”, uma reflexão sobre a indústria das armas, José Saramago já tinha decidido que esse seria seu último romance. Convicto de que sua obra literária estaria completa ao fim do processo, escolhera inclusive a frase com a qual desejava encerrar a sua trajetória de escritor.

“O primeiro capítulo, refundido, não reescrito, saiu bem, apontando já algumas vias para a tal história ‘humana’. Os caracteres de Felícia e do marido aparecem bastante definidos. O livro terminará com um sonoro ‘Vai à merda’, proferido por ela. Um remate exemplar”, anotou Saramago em seu computador, em setembro de 2009.

O “sonoro” xingamento, no entanto, nunca chegou a sair dos arquivos de anotações. Apesar da empolgação pelo projeto, Saramago empacou no terceiro capítulo do romance; debilitado pela doença, nunca mais o retomou, morrendo em junho de 2010. Um vislumbre do que poderia ser essa espécie de testamento literário do autor português, Prêmio Nobel de 1998, chega no fim desta semana às livrarias brasileiras (em Portugal, o livro será lançado num grande evento, nesta quinta-feira, no Teatro Nacional D. Maria, em Lisboa).

“Sou um escritor um tanto atípico”

A edição póstuma de “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas” (Companhia das Letras) traz as 22 folhas dos três capítulos iniciais deixados por Saramago, além de textos do ensaísta espanhol Fernando Gómez Aguilera, do escritor italiano Roberto Saviano e do antropólogo brasileiro Luiz Eduardo Soares, e ilustrações do romancista alemão Günter Grass. Outro acréscimo são as anotações feitas ao longo do processo de escrita, que apontam possíveis caminhos para a trama e dão uma ideia do método de trabalho do autor no fim de sua vida.

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— Saramago tinha uma relação com a escrita que poderíamos chamar de profissional: nem dramas românticos nem sofrimentos mais ou menos literários — conta, em entrevista ao GLOBO, por e-mail, Pilar del Río, viúva do autor, tradutora do espanhol de vários de seus romances e presidente da fundação que leva seu nome. — Ele escreveu o livro como todos os outros, sem anseios e tensões, e com a mesma exigência de sempre. Saramago só começava a trabalhar se tivesse uma ideia clara do que queria contar e de como queria contar. Parte do livro já estava acabada, havia as anotações… Mas ele fez uma pausa para pesquisar e não pôde retomar a escrita.

“Sou um escritor um tanto atípico. Só escrevo porque tenho ideias”, costumava dizer Saramago. A ideia de seu último romance estava definida: explorar os conflitos da indústria e do comércio de armas. Os personagens também foram esboçados. Artur Semedo, um burocrata dedicado e eficaz de uma fábrica de armamento, e sua antagonista, Felícia, uma pacifista.

De acordo com as anotações do próprio Saramago, o projeto foi desencadeado por uma velha preocupação: o porquê de não se conhecer nenhum caso de greve numa fábrica de armamento. Outra inspiração veio de uma história que achava ter lido no romance “L’espoir”, de André Malraux — e que depois recordou ter lido em outro lugar, embora não se lembrasse onde: uma bomba lançada contra as tropas da Frente Popular de Extremadura durante a Guerra Civil Espanhola, que além de nunca ter funcionado ainda veio com um bilhete amigável. “Esta bomba não explodirá”, estava escrito.

Provocação ao leitor

Saramago admitiu, em uma anotação de 2 de setembro de 2009, que seu maior desafio no romance era criar uma “história humana que encaixe”. É justamente através dos conflitos e paradoxos de seus personagens que ele apresenta sua reflexão particular sobre a “banalidade do mal”, a expressão de Hannah Arendt. Com a figura de Artur Semedo, um funcionário exemplar que aparentemente deseja apenas o sucesso em seu trabalho, ele nos mostra que o horror pode ser oficializado pelas pequenas ações, pelos poderes e pela responsabilidades do cotidiano. Como é de costume em seus livros, provoca o leitor a pensar na ética, na sua própria atitude diante dos problemas do mundo — e a conveniência em fechar os olhos para eles.

— Creio que a banalidade do mal sempre aparece nos relatos de José Saramago, embora suas obsessões literárias poderiam ser descritas como meditações em torno do erro, da responsabilidade, do poder — opina Pilar. — Não podemos saber o que ele pretendia, mas podemos dizer o que vemos ao ler o romance: a indiferença, a cegueira, acabam sendo cúmplices do abjeto, sejam as guerras entre culturas, países, ou a violência entre pessoas. Para mim, é um incentivo a nunca ficar indiferente.

Pilar, contudo, não acredita que “Alabardas, alabardas…” poderia ser considerado um típico romance de Saramago, embora o considere “100% Saramago”. Para ela, o escritor estava no esplendor de sua maturidade, mais “maduro, compassivo e irônico”. Mas, aos que anseiam por novos títulos inéditos no baú, a presidente da Fundação José Saramago faz questão de acabar com as esperanças:

— Ele já havia anunciado que depois desse romance não voltaria a escrever, mas não pela morte e sim porque tinha dado como encerrado seu trabalho literário. Seu sonho era poder dedicar um tempo para ler tranquilamente na biblioteca de sua casa, passar horas com os autores que o fizeram ser a pessoa e o escritor que era. Não há mais inéditos. A obra de José Saramago, para a dor de seus leitores, está completa. Infelizmente.

ANOTAÇÕES DO AUTOR

“15 de agosto de 2009: Afinal, talvez ainda vá escrever outro livro. Uma velha preocupação minha (porquê nunca houve uma greve numa fábrica de armamento) deu pé a uma ideia complementar que, precisamente, permitirá o tratamento ficcional do tema. Não o esperava, mas aconteceu, aqui sentado, dando voltas à cabeça ou dando-me ela voltas a mim. O livro, se chegar a ser escrito, chamar-se-á “Belona”, que é o nome da deusa romana da guerra. O gancho para arrancar com a história já o tenho e dele falei muitas vezes: aquela bomba que não chegou a explodir na Guerra Civil de Espanha, como André Malraux conta em “L’Espoir”.

2 de setembro de 2009: A dificuldade maior está em construir uma história “humana” que encaixe. Uma ideia será fazer voltar Felícia a casa quando se apercebe de que o marido começa a deixar-se levar pela curiosidade e certa inquietação de espírito. Tornará a sair quando a administração “compre” o marido pondo-o à frente da contabilidade de uma secção que trata de armas pesadas.

26 de dezembro de 2009: Dois meses sem escrever. Por este andar talvez haja livro em 2020… Entretanto a epígrafe será: “Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas”.

É de Gil Vicente, da tragicomédia “Exortação da guerra”.

22 de fevereiro de 2010: As ideias aparecem quando são necessárias. Que o administrador-delegado, que passará a ser mencionado apenas como engenheiro, tenha pensado em escrever a história da empresa, talvez faça sair a narrativa do marasmo que a ameaçava e é o melhor que poderia ter-me acontecido. Veremos se se confirma.”

Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas

Autor: José Saramago (com artigos de Fernando Gómez Aguilera, Luiz Eduardo Soares e Roberto Saviano)

Editora: Companhia das Letras

Quanto: R$ 27,50

Artista brasileiro cria tirinhas que geram debate e inspiração

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Publicado por Hypeness

Se no Facebook as pessoas costumam apenas jogar opiniões sobre a vida, a política, o universo e tudo mais, Matheu Ribs faz diferente: ele usa ilustrações para dar belos tapas na cara de quem o segue e atentar para tópicos que vão do racismo à religião distorcida.

Ribs, que estuda Ciências Políticas no Rio de Janeiro, não mede palavras ou imagens na hora de expor o que pensa, gerando tirinhas (se é que podemos chamar sua arte dessa forma) pra lá de instigantes. Amor, frustrações, machismo e até mesmo questões políticas entram na roda, para sair dela de uma forma totalmente diferente.

O ilustrador não titubeia ao se assumir militante e muitas de suas artes trazem ideias tidas como “de esquerda”. Mas tudo bem, mesmo que você não concorde com algumas delas, sempre é tempo de pensar o diferente e refletir.

Em último caso, fique com as poesias de Ribs sobre sentimentos. Afinal, na hora de amar e sofrer, todo mundo faz igual.

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Todas as imagens © Matheu Ribs

Livro sobre Stalin provoca revisão da figura histórica e de seu regime

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Joseph Stalin (Joseph Vissarionovich Djugashvili) 1879-1953 - Soviet politician - member of the October Revolution Committee 1917 - General Secretary Communist Party 1922 Russian Federation / Mono Print

Publicado originalmente no DW

Atualmente o autor Jörg Baberowski dá margem a muita discussão na Alemanha. Ele não faz concessões em sua análise: Josef Stalin era um agressor por paixão e um psicopata impiedoso, um déspota, que mandava matar por quotas e não poupava a ninguém. Ele semeava medo, pavor e desconfiança à sua volta, submetendo toda uma sociedade a uma cultura da destruição e do terror.

Evocando numerosas fontes, Baberowski expõe essa tese nas quase 600 páginas de seu perturbador Verbrannte Erde. Stalins Herrschaft der Gewalt (Terra queimada: O regime da violência de Stalin). “Não escrevi um livro sobre a União Soviética, ou sobre o stalinismo, mas sim sobre a violência extrema e o que ela faz com as pessoas”, disse, numa de suas disputadas leituras públicas.

Império da paranoia

Para o professor de História do Leste Europeu na Universidade Humboldt, em Berlim, o homem que de 1927 a 1953 transformou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas em seu “Império da Paranoia” era um assassino que tinha prazer em destruiu e ferir. Um “agressor por paixão”, cujo regime foi marcado por terror sem limites e que não distinguia mais entre amigos e inimigos.

Autor Jörg Baberowski

Autor Jörg Baberowski

Em tal império, sob o signo do assassínio desbragado, em princípio não pode haver sucessos políticos ou econômicos, nem notícias positivas de qualquer tipo, mas somente pragas de fome em decorrência de uma política econômica totalmente equivocada, expulsões, desapropriações, desperdício de recursos, destruição da cultura camponesa, submissão total do partido e das instituições estatais à vontade do ditador, terror contra a população, denúncia, tortura, “confissões” extorquidas, processos de fachada – e também a lealdade incondicional dos funcionários.

“Ao fim, Stalin não precisa escrever nem decretar nada. Cada um sabia, de algum modo, o que devia fazer para manter o déspota satisfeito. E ninguém queria se tornar vítima”, explica Baberowski a seu público na cidade de Colônia.

Inferno de muitos, vantagem de poucos

Com um golpe de pena, Josef Stalin enviava inocentes para a morte, às vezes alguns milhares num único dia. Ao mesmo tempo, sinaliza a seu círculo mais imediato de colaboradores que isso podia acontecer com qualquer um.
“Ele simplesmente mandava matar alguém, assim mostrando aos outros o que acontecia a quem não se submetesse.” Portanto não havia segurança nem para quem estivesse próximo do núcleo do poder. “Hoje ministro, amanhã condenado à morte: esta era a macabra imprevisibilidade do sistema”, narra o historiador.

Não eram perseguidos apenas os supostos inimigos do Estado, mas também seus familiares. Eles eram tomados como reféns, para extorquir confissões dos detentos. “E nem mesmo depois da morte da vítima tinha fim o sofrimento das esposas, filhos e parentes”. Eles eram expulsos de suas casas, deportados para os campos de trabalho, internados em orfanatos estatais.

As vidas de muitos eram transformadas num inferno por alguns poucos. Baberowski também constatou em suas pesquisas que, sem dúvida, também havia beneficiados: a elite técnica, alguns artistas, gente que se dava bem como os novos tempos.

Culto ao ditador na Geórgia

Culto ao ditador na Geórgia

Culto contemporâneo na Rússia


Não houve um processamento reflexivo da época stalinista, nem na URSS, nem na Rússia contemporânea. No momento, o livro de Jörg Baberowski está sendo traduzido para o russo. O autor mostra-se cético: dificilmente terá muitos leitores na Rússia.

No país – assim como na Geórgia, onde o ditador nasceu em 1878 – há atualmente uma verdadeira euforia stalinista em alguns círculos. O autor consegue compreender o fenômeno, e prefere não julgá-lo.
“As pessoas que hoje aclamam Stalin, aclamam um império afundado e não se recordam da miséria da época”, opina. Os russos querem voltar a se orgulhar das guerras vencidas, por isso só se evoca o glorioso papel do grande marechal de guerra. A sociedade russa tira pouco proveito de reformas pacíficas; porém a mudança não pode vir de fora, afirma Baberowski.

O especialista em história do Leste Europeu tem recebido muitos elogios pela pesquisa meticulosa e pela apresentação cativante. Seu colega Gerhard Simon caracteriza a monografia como “arrebatadora, memorável e indispensável”. Ela oferece um contrapeso à memória histórica europeia, ainda fortemente concentrada no nacional-socialismo.

Vozes críticas

Stalin: polêmico, mesmo seis décadas após a morte

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Outros pesquisadores apontam no trabalho de Baberowski emocionalidade e falta de distanciamento em relação ao objeto de estudo. Eles questionam essa tese de um tirano absoluto, que move todos os fios da política.

Em um ensaio para a revista Osteuropa, o historiador Stefan Plaggenberg, de Bochum, afirma que Stalin não foi um “maníaco geneticamente defeituoso”, mas sim um produto das circunstâncias.

Benno Enker, especialista em história do Leste Europeu de Sankt Gallen, Suíça, se incomoda com uma “equiparação das ditaduras terroristas” do nazismo e no stalinismo, acusando um “obscurecimento terminológico”. Já Christoph Dieckmann, do Instituto Fritz Bauer, critica o estudo por dar a impressão de que as ondas de violência stalinista viessem “como fenômenos naturais”, explicadas exclusivamente pelos “humores de Stalin”.

Todas essas diferentes tentativas de explicação confirmam: mais quase seis décadas após sua morte, a figura histórica de Stalin não deixa ninguém indiferente: nem o autor do livro, nem seus críticos. E muito menos os leitores.

Autoria: Cornelia Rabitz (av)
Revisão: Mariana Santos

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