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Posts tagged refugiados

Refugiado preso em campo de detenção ganha maior prêmio literário da Austrália

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O refugiado curdo-iraniano Behrouz Boochani Foto: ASHLEY GILBERTSON / NYT

Jornalista curdo-iraniano está detido há seis anos em Papua Nova Guiné

Publicado em O Globo

Um refugiado curdo-iraniano ganhou o maior prêmio literário da Austrália com seu livro de estreia, escrito em seu celular e entregue um capítulo de cada vez via WhatsApp. Atualmente mantido em um campo de detenção em Papua Nova Guiné, Behrouz Boochani não pôde comparecer à cerimônia de premiação. No Victorian Premier’s Literary Awards, ele foi o vencedor nas categorias Victorian Prize — o principal do país — e na de Não-Ficção, somando 125 mil dólares australianos (cerca de US$ 90 mil)

Boochani foi preso na ilha de Manus em 2013 por tentar entrar na Austrália sem um visto válido. Ele é um dos 600 refugiados mantidos em acampamentos na ilha. Segundo a CNN, ele usou seu celular para escrever o livro “No friend but the mountains: Writing from Manus prison” (“Nenhum amigo além da montanha: Escrevendo da prisão de Manus”, em tradução direta). O escritor espera que o prêmio chame a atenção para a situação de mais de mil refugiados detidos na Austrália.

“Eu não quero celebrar essa conquista enquanto ainda vejo muitas pessoas inocentes sofrendo ao meu redor”, disse Boochani à Reuters em uma troca de mensagens de texto.

Boochani tem sido um crítico proeminente da política de imigração da Austrália. Os requerentes de asilo interceptados no mar são enviados para “processamento” em três campos em Papua Nova Guiné e um na ilha de Nauru, no Pacífico Sul, onde muitos permanecem por anos.

Desde 2013, mais de 3 mil refugiados em busca de asilo na Austrália foram enviados a centros de detenção, o que já gerou diversos protestos de ativistas dos direitos humanos. O governo australiano defende a política e alega que ela é necessária para impedir que criminosos entrem no país. Em 2017, o governo fechou o centro da ilha de Manus e remanejou os refugiados. Alguns conseguiram se instalar nos Estados Unidos, mas muitos permanecem na mesma situação que Boochani.

Boochani disse que um dos seus maiores medos enquanto escrevia o livro era que seu telefone fosse confiscado pelos guardas do campo. Ele escreveu o livro em seu farsi nativo e o enviou por WhatsApp para um tradutor na Austrália.

“Ele utiliza formações narrativas distintas, da análise crítica à descrição, poesia e surrealismo distópico”, descreve o júri do prêmio em sua análise da obra. “A escrita é bela e precisa, misturando tradições literárias que emanam de todo o mundo, mas particularmente das práticas curdas. A clareza com que idéias e conhecimentos são expressos é também um triunfo da tradução literária, realizada pelo tradutor Omid Tofighian.

O escritor já colaborou com diversas publicações ao redor do mundo, inclusive o jornal britânico “The Guardian”, que publicou o discurso de aceitação do prêmio na íntegra. Nele, Boochani afirma que a conquista é a prova de “palavras ainda têm o poder de desafiar sistemas e estruturas desumanos”.

“Eu estive numa cela por anos mas por todo esse tempo minha mente sempre esteve produzindo palavras, e essas palavras me levaram para além das fronteiras, me leveram além-mar e a lugares desconhecidos. Eu realmente acredito que as palavras são mais poderosas do que os muros deste lugar, desta prisão”, escreveu Boochani.

Fãs de Harry Potter são pessoas menos preconceituosas

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Um estudo revelou que ler os livros da saga “melhorou as atitudes relativamente a grupos estigmatizados” como imigrantes, homossexuais e refugiados.

Mariana Branco, no Sabado

Um estudo publicado na revista Psicologia Social Aplicada revelou que pessoas que leram e gostaram dos livros da saga Harry Potter são menos preconceituosas.

A investigação “The greatest magic of Harry Potter: Reducing prejudice” (A grande magia de Harry Potter: reduzindo o preconceito) provou que um maior contato com os best-sellers “melhora as atitudes relativamente a grupos estigmatizados” como imigrantes, homossexuais e refugiados.

Os investigadores das universidades de Modena, Pádua e Verona, em Itália, e de Greenwich, em Inglaterra, revelaram que os mais jovens que gostam de Harry Potter e que não se sentem identificadas com as personagens más da saga, como Voldemort e os Devoradores da Morte, são “moderados” relativamente ao preconceito.

A explicação centra-se nas personagens criadas por J.K. Rowling, como os “muggles” ou os “puro-sangue”. Ao longo da história, várias personagens são tratadas como inferiores, abrangendo o tema do preconceito.

Já um estudo, de 2016, revelou que os fãs de Harry Potter têm uma opinião menos boa do presidente norte-americano Donald Trump. Quanto mais livros da saga leram, maior o efeito.

“Como as opiniões políticas de Trump são vistas como opostas aos valores expostos na saga de Harry Potter, a exposição aos livros pode influenciar a forma como os americanos respondem ao presidente”, explicou a professora Diana Mutz, da Universidade da Pensilvânia, que conduziu o estudo.

Escola de idioma que tem refugiados como professores é inaugurada em SP

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Uma oportunidade incrível para essas pessoas recomeçarem suas vidas no Brasil. 😉

Publicado no Razões para Acreditar

Neste mês, a escola de idioma lançou um método exclusivo para crianças de 8 a 12 aos. O curso ganhou o nome de “Abracinho Cultural”.

Os pequenos poderão aprender inglês, francês, espanhol e árabe com professores de países como Síria, Congo, Cuba, Haiti, Nigéria, Benim e Costa do Marfim. Uma oportunidade incrível para essas pessoas recomeçarem suas vidas no Brasil, principalmente nesse momento de crise econômica que o país atravessa.

A metodologia do Abracinho Cultural, que teve a colaboração de professores brasileiros e em situação de refúgio no país, usa estratégias de educação formal e informal, para contemplar as três dimensões da aprendizagem: a conceitual, a procedimental e a atitudinal.

O material do curso é composto de um livro de língua e três materiais complementares lúdicos, em formato tridimensional: livro de números, Caleidoscópio das Cores e Livro do Alfabeto.

“Nas aulas do Abracinho Cultural, há um enorme incentivo a outras estratégias de ensino, como a aula dialogada e a construção de projetos, assim como à abordagem de conteúdos procedimentais e atitudinais”, explica Daniella Barroso, uma das professoras brasileiras que participaram da elaboração do material.

Essa é uma iniciativa extremamente relevante, que faz com que as crianças tenham a oportunidade de interagir, aprender e trocar experiências com pessoas de outras nacionalidades e assim ganhem mais repertório e empatia.

O Abracinho Cultural fica na Rua Teçaindá, nº 81, Pinheiros, São Paulo (próximo ao Metrô Fradique Coutinho). Para informações sobre as turmas, horários e valores, clique aqui.

 

Quase 4 milhões de refugiados estão sem acesso à educação

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Crianças brincam em campo de refugiados em Saadnayel, no Líbano (Foto: Bilal Hussein/AP)

Crianças brincam em campo de refugiados em Saadnayel, no Líbano (Foto: Bilal Hussein/AP)

 

Apenas 1% dos refugiados vai para a faculdade.
Cada vez há mais refugiados com menos de 18 anos, diz Acnur.

Publicado no G1

Quase 4 milhões de crianças que foram forçadas a abandonar seus lares e sobreviver em outros países não têm acesso à educação, denunciou nesta quinta-feira (15) a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

A entidade elaborou um relatório sobre a assistência aos centros de educação primária ou secundária, e revelou que 3,7 milhões das 6 milhões de crianças que estão sob seu comando não têm acesso a nenhum centro educacional.

Especificamente, 1,75 milhões de crianças refugiadas não frequentam a escola primária e 1,95 milhões de adolescentes estão na mesma situação em relação ao ensino médio.

De acordo com o estudo, os refugiados têm cinco vezes mais possibilidades de não frequentar as aulas que a média mundial de crianças sem acesso à escola.

“A educação dos refugiados está abandonada, quando seria uma das poucas oportunidades de transformar e construir a geração futura para que possam mudar o destino de dezenas de milhares de deslocados forçados que há no mundo”, disse o alto comissário para os refugiados, Filippo Grandi.

Comparando os dados do Acnur com os da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre matrículas escolares, percebe-se que apenas 50% das crianças refugiadas vão à escola primária quando a média mundial é de 90%.

Quanto mais crescem, a distância aumenta ainda mais: só 22% dos adolescentes refugiados vão à escola secundária, comparado com a média mundial de 84%.

No nível superior, apenas 1% dos refugiados vão para a universidade, comparado com 34% em nível mundial.

Outro aspecto que destaca a Acnur é o fato de que cada vez há mais refugiados que são menores de idade, e a tendência é que aumente.

A agência lembrou que os refugiados, muitas vezes, vivem em lugares onde os governos já têm problemas para poder oferecer educação a suas próprias crianças, então a logística e os recursos para educá-los envolve um esforço extra.

Mais da metade das crianças refugiadas que não frequentam a escola estão em sete países: Chade, República Democrática do Congo, Etiópia, Quênia, Líbano, Paquistão e Turquia.

Um dos exemplos no relatório é o da Síria, onde em 2009, 94% das crianças estavam na escola, e em 2016 esse nível tinha abaixado para 60%.

Atualmente, mais de 2 milhões de crianças na Síria não estão na escola.

Nos países que fazem fronteira com a Síria, sobrevivem 4,8 milhões de sírios, dos quais 35% são crianças.

Na Turquia, apenas 39% das crianças refugiadas vão para a escola primária ou secundária, 40% no Líbano e 70% na Jordânia, o que significa que quase 900 mil crianças sírias não vão ao colégio.

Cate Blanchett e Kit Harrington leem poema para ajudar refugiados

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A atriz Cate Blanchett em vídeo da ONU (Reprodução/Acnur/VEJA.com)

A atriz Cate Blanchett em vídeo da ONU (Reprodução/Acnur/VEJA.com)

 

No filme promocional da agência da ONU para os refugiados, os atores leem o poema ‘O Que Eles Levaram Consigo’, de Jenifer Toksvig

Publicado na Veja

Um time de celebridades está procurando chamar atenção para o sofrimento dos refugiados em um vídeo no qual leem um poema que lista objetos que as pessoas levaram quando tiveram que fugir de seus lares. Vencedora de um Oscar, a atriz Cate Blanchett lidera um elenco que inclui Keira Knightley, Stanley Tucci, Chiwetel Ejiofor, Jesse Eisenberg e Kit Harrington na leitura do poema “What They Took With Them (O Que Eles Levaram Consigo, em inglês)” no filme, que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou no Facebook nesta segunda-feira.

Escrito por Jenifer Toksvig, o poema foi inspirado pelas histórias e testemunhos de pessoas que fugiram de casa e pelos itens que levaram consigo. Entre os objetos mencionados pelos atores estão uma carteira, um boletim de serviço do Exército, um certificado de conclusão do ensino secundário, um celular, chaves de casa e uma bandeira nacional.

“O ritmo e as palavras do poema ecoam o frenesi, o caos e o terror de ser forçado subitamente a abandonar seu lar, pegar o pouco que você consegue carregar consigo e fugir em busca de segurança”, disse Cate, embaixadora da Boa Vontade do Acnur, em um comunicado. O Acnur informa que a petição está pedindo que os governos garantam acesso a lugares seguros onde os refugiados possam morar e ter acesso a educação e trabalho.

(Com agência Reuters)

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