Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Regime

Concurso Cultural Literário (16)

20

filhos do jacarandá

Em 1983, uma menina chamada Neda nasce dentro de uma prisão em Teerã, capital do Irã. Sua mãe é uma prisioneira política que só consegue cuidar da filha recém-nascida por alguns meses antes que ela seja levada, à força, para longe de seu convívio. Neda é uma personagem fictícia de Filhos do jacarandá, primeiro romance escrito por Sahar Delijani, mas sua história se mescla com a da própria autora, que passou seus primeiros 45 dias de vida na penitenciária de Evin, na capital iraniana.

Filhos do jacarandá não chega a ser uma biografia, mas é inspirado em experiências reais dos pais e familiares de Delijani depois que o país passou de monarquia a república, com a revolução de 1979 – que derrubou o xá Reza Pahlevi e instituiu o comando do aiatolá Khomeini. Seu tio foi executado e seus pais, contrários a ambos os regimes, foram encarcerados. Para a autora, o romance “é uma tentativa de manter viva a memória de meu tio e de todos aqueles que foram mortos naquele verão sangrento, para além de colocar um pouco de luz nesse momento negro da história iraniana. É também uma narrativa de violência, prisão e morte, que permaneceu inédita por muito tempo”.

Publicada em mais de 20 países, a história recebeu elogios de Khaled Hosseini, autor que emocionou o mundo com O caçador de pipas e, mais recentemente, com O silêncio das montanhas: “ambientado no Irã pós-revolução, o emocionante romance de Sahar Delijani é uma poderosa denúncia da tirania, um tributo comovente àqueles que carregam as cicatrizes de tempos sombrios e uma celebração da eterna procura do homem pela liberdade”.

Filhos do jacarandá conta a história de três gerações de homens e mulheres inspirados pelo amor e pelo idealismo, que perseguem sonhos de justiça e liberdade. É um tributo às crianças da revolução, segundo a autora. “Muitas pessoas acabaram sendo aprisionadas pelo novo regime, e os filhos do título são os filhos delas – crianças que nasceram no período pós-revolução e foram educadas por seus avós, tios e tias, já que seus pais estavam na cadeia”. É um livro que trata de repressão política, mas que também revela como fortes laços familiares não são desfeitos nem nas piores circunstâncias.

Imperdível! Vamos sortear 3 exemplares de “Filhos do jacarandá“.

Se você deseja concorrer a esse grande sucesso, é só responder: Qual é a importância da família nas circunstâncias mais difíceis?

O resultado será divulgado no dia 9/10 às 17h30 aqui no post e também no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Lembrete: se participar via Facebook, por gentileza deixe um e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

***

Parabéns aos ganhadores: Talita Rodrigues, Luciana França Campos Brito e Universo dos Leitores.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48hs.

Concurso Cultural Literário (15)

22

capa contra a servidão voluntáriacapa manifestações ideológicas do autorismo

A influência e o reconhecimento de Marilena Chaui como uma das mais importantes intelectuais do país estão relacionados não somente aos seus escritos estritamente filosóficos, mas, sobretudo, à sua contribuição para o pensamento social e político brasileiro nas últimas décadas.

A coleção Escritos de Marilena Chaui, criada para facilitar o acesso aos textos publicados em diferentes veículos e oferecer aos leitores volumes que reúnem temas específicos abordados pela filósofa, traz compilações especiais de ensaios, artigos e intervenções – entre já publicados e inéditos, todos revistos pela autora.

Neste primeiro volume, Marilena acompanha a reflexão política do francês Étienne de La Boétie e enfrenta o desafio de compreender a paradoxal experiência humana de uma servidão voluntária, analisando seus meandros e suas implicações. Em oito textos que contemplam três décadas de intensa produção sobre o tema (de 1982 a 2013), Chaui mostra como a servidão voluntária está presente por toda parte: muitos vivem sob o domínio de um que se destaca de seus pares, ergue-se acima da sociedade e a sujeita, comandando-a, enquanto os outros servem, voluntariamente. Fecha o volume uma entrevista especialmente concedida para esta publicação. Nela a autora realiza um balanço da coletânea e de seu encontro com La Boétie.

Mesmo em uma democracia, não é incomum observar, com olhos mais atentos, manifestações ideológicas do autoritarismo no Brasil. Elas estiveram presentes no país, entre outros momentos, na ação integralista dos anos 1930, na luta pela redemocratização cinco décadas depois, no arcaísmo fora de moda dos anos 1990 – e hoje surgem de forma mais sofisticada nas relações de poder, apesar dos quase 30 anos do fim do último regime ditatorial.

Este segundo volume da coleção Escritos de Marilena Chaui chega em hora propícia, logo quando o país se surpreende com inúmeras manifestações massivas, intimamente vinculadas ao evidente autoritarismo da política brasileira. Estão reunidos aqui artigos publicados em livros, revistas e jornais nas décadas de 1970, 1980, 1990 e 2000, que oferecem ao leitor uma consistente análise das diversas manifestações ideológicas do autoritarismo já ocorridas e ainda presentes no país, tendo como pano de fundo o contexto dessas décadas.

O leitor encontrará nestes textos motivações para investigar as origens do autoritarismo brasileiro e criticar as suas manifestações atuais. Observadora atenta das lutas sociais na sociedade de classes desde a década de 1970, Marilena Chaui oferece aqui um instrumental crítico que compreende desde a visão autoritária das elites dominantes até sua atuação na conformação do Estado.

O livro traz, portanto, questões de fundo da ideologia e do autoritarismo nativo, em um rico conjunto de textos de cunho eminentemente político e que reforçam o fortalecimento, ainda necessário, da democracia brasileira.

Vamos sortear 2 exemplares de cada um dos novos livros da filósofa Marilena Chaui: “Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro” e “Contra a servidão voluntária“.

Para participar, basta completar na área de comentários a frase “Estudar filosofia é importante para…“. Use no máximo 2 linhas na resposta.

O resultado será divulgado no dia 4/10 às 17h30 neste post e no perfil do twitter @livrosepessoas.

Lembrete: Se você participar pelo Facebook, por gentileza mencione um e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

***

Parabéns aos ganhadores:

Livro: Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro: Daiane Teles e Thales Brunos

Livro: Contra a servidão voluntária: Erica Tavares e Angelo Miranda

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] até o dia 7/10.

Câmara pode votar nesta semana destinação de royalties para a educação

0

Proposta, que tramita em regime de urgência, está trancando a pauta de votações da Casa

Publicado por Estadão

A Câmara pode votar nesta semana o projeto de lei que destina os recursos dos royalties do petróleo para a educação. De autoria do Executivo, a proposta, que tramita em regime de urgência constitucional, está trancando a pauta de votações ordinárias da Casa. Com isso, nenhuma outra matéria poderá ser votada antes do projeto nas sessões ordinárias da Câmara.

Pelo texto, todos os recursos dos royalties e da participação especial referentes aos contratos firmados a partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão e de partilha de produção de petróleo, destinam-se exclusivamente à educação. O relator da proposta em plenário será o deputado André Figueiredo (PDT-CE). Ele é o relator na comissão especial criada para analisar o projeto.

Também consta da pauta, em sessões extraordinárias, a votação das propostas de emenda à Constituição (PECs) que concede o prazo de 360 dias para que o Supremo Tribunal Federal (STF) apresente ao Congresso projeto de lei sobre o Estatuto do Servidor do Judiciário e que torna titulares os substitutos ou responsáveis por cartórios de notas ou de registro – a chamada PEC dos Cartórios.

Outros projetos de lei poderão ser colocados em votação, desde que o plenário vote o projeto que destina recursos dos royalties para educação. Entre eles estão o que cria a indenização para policiais federais e rodoviários federais e auditores da Receita Federal em exercício em localidades fronteiriças estratégicas, o que tipifica os crimes contra a humanidade, de genocídio e de guerra para fazer valer a participação do Brasil no Tribunal Penal Internacional (TPI) e o que flexibiliza a retransmissão do programa A Voz do Brasil.

Cota não garante aluno de escola pública em vestibular

0

Érica Fraga, na Folha de S.Paulo

A falta de aulas de geografia durante seu último ano no ensino médio fez com que Monique dos Santos Pires, 21, desistisse do vestibular para as universidades públicas.

“Não tinha como competir com aluno de escola privada”, diz ela, que trabalha e estuda administração na FMU, faculdade particular.

Sua situação ajuda a explicar por que o número de alunos da rede pública nos vestibulares de importantes instituições gratuitas do país caiu ou mudou pouco nos últimos anos, apesar de políticas de bônus e cotas.

Entre dez universidades que enviaram dados à Folha, USP, Unicamp, UERJ, e UFMG registraram queda no percentual de vestibulandos vindos da rede pública. Em outras três universidades, essa proporção mudou pouco.

Monique dos Santos Pires, que desistiu de prestar vestibular para universidades públicas (Adriano Vizoni/Folhapress)

Monique dos Santos Pires, que desistiu de prestar vestibular para universidades públicas (Adriano Vizoni/Folhapress)

Os alunos das escolas públicas ainda são minoria na maior parte dos vestibulares das instituições públicas, embora representem 85% dos que concluem o ensino médio no país –percentual que aumentou na última década.

As universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão entre as que tiveram aumento de alunos das escolas públicas em seus vestibulares.

Ainda assim, Júlio Felipe Szeremeta, presidente da comissão de vestibular da UFSC, diz que não houve o crescimento esperado. Em 2012, o percentual de candidatos oriundos da rede pública atingiu 37,5% na UFSC. “Imaginávamos que o percentual de vestibulandos de escola pública já teria chegado a 50%.”

Já na Universidade Federal da Bahia (UFBA) houve queda no número de inscritos no vestibular saídos de escolas públicas após a adoção do regime de cotas em 2005. A tendência só foi revertida a partir de 2010, depois de um aumento no número de cursos noturnos de 1 para 33.

Para especialistas, a maior oferta de bolsas do governo também tem influenciado a decisão dos alunos.

“O ProUni [Programa Universidade para Todos] atraiu muitos egressos de escolas públicas para as faculdades privadas”, diz Alexandre Oliveira, sócio da Meritt, empresa de consultoria em educação.

INFORMAÇÃO

Para Mauro Bertotti, assessor do conselho de graduação da USP, a falta de informação também é um fator. “Há os que não tentam porque acham que não têm chance e os que desconhecem o benefício.” Já a aluna Monique conta que não tinha ouvido falar sobre as políticas de cotas e bônus. A partir deste ano, as federais foram obrigadas a ter cotas para quem fez o ensino médio em escola pública (com recortes por renda e cor da pele).

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

Go to Top