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O que você precisa saber para o Enem 2015

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Foto: Thais Longaray / Arte ZH

Foto: Thais Longaray / Arte ZH

Nesta edição, vale ficar atento a algumas alterações na avaliação e também no perfil dos candidatos divulgado pelo Ministério da Educação. O exame tem mais de 7 milhões de inscritos

Publicado no Zero Hora

O Enem é composto por quatro provas objetivas, com 45 questões de múltipla escolha cada, e uma redação. No dia 24 de outubro, um sábado, serão as provas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias. São 4h30min para resolver as questões. No domingo (25 de outubro), as provas são de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias. A prova terá duração de 5h30min.

Quando o dia chegar, não esqueça de levar documento de identificação original com foto, caneta de tinta preta fabricada em material transparente, o cartão de confirmação e alimentos.

A edição 2015 do exame tem 7.746.057 candidatos inscritos. O índice representa uma queda de quase 1 milhão de inscrições confirmadas em relação ao ano passado, quando a prova contou com 8.722.356 candidatos.

regras enem

O que resulta em eliminação

– Realizar qualquer espécie de consulta ou comunicar-se com outros participantes durante o período das provas.

– Portar lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impressos, anotações e quaisquer dispositivos eletrônicos, como smartphones.

– Utilizar óculos escuros e artigos de chapelaria, como boné, chapéu, gorro ou similares.

– Ausentar-se em definitivo da sala de provas antes de decorridas duas horas do
início da aplicação.

– Receber informações referentes ao conteúdo das provas de qualquer membro
da equipe de aplicação.

Intelectuais brasileiros explicam por que ainda é importante ler Marx

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Publicado na Folha de S.Paulo

Questionados pela Folha, quatro intelectuais brasileiros explicam as razões pelas quais os escritos do filósofo alemão Karl Marx são importantes até os dias de hoje e, por isso, ainda merecem leitura.

Confira:

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ROBERTO SCHWARZ, crítico literário

“Como percepção da sociedade moderna, não há nada que se compare a ‘O Capital’, ao ‘Manifesto Comunista’ e aos escritos sobre a luta de classes na França. A potência da formulação e da análise até hoje deixa boquiaberto. Dito isso, os prognósticos de Marx sobre a revolução operária não se realizaram, o que obriga a uma leitura distanciada. Outros aspectos da teoria, entretanto, ficaram de pé, mais atuais do que nunca, tais como a mercantilização da existência, a crise geral sempre pendente e a exploração do trabalho. Nossa vida intelectual seria bem mais relevante se não fechássemos os olhos para esse lado das coisas.”

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JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI, filósofo:

“Os textos de Marx, notadamente ‘O Capital’, fazem parte do patrimônio da humanidade. Como todos os textos, estão sujeitos às modas, que, hoje em dia, se sucedem numa velocidade assombrosa. Depois da queda do Muro de Berlim, o marxismo saiu de moda, pois ficava provada de vez a inviabilidade de uma economia exclusivamente regida por um comitê central ‘obedecendo a regras racionais’, sem as informações advindas do mercado. Mas a crise por que estamos passando recoloca a questão da especificidade do modo de produção capitalista, em particular a maneira pela qual esse sistema integra o trabalho na economia. O desemprego é uma questão crucial. As novas tecnologias tendem a suprir empregos. Na outra ponta, o dinheiro como capital, isto é, riqueza que parece produzir lucros por si mesma, chega à aberração quando o capital financeiro se desloca do funcionamento da economia e opera como se a comandasse. A crise atual nos obriga a reler os pensadores da crise. Como cumprir essa tarefa? Alguns simplesmente voltam a Marx como se nesses 150 anos nada de novo tivesse acontecido. Outros alinhavam as modas em curso com os textos de Marx, apimentados com conceitos do idealismo alemão, da psicanálise, da fenomenologia heideggeriana. Creio que a melhor coisa a fazer é reler os textos com cuidado, procurando seus pressupostos e sempre lembrando que a obra de Marx ficou inacabada e sua concepção de história, adulterada, por ter sido colada, sem os cuidados necessários, a um darwinismo respingado de religiosidade.”

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DELFIM NETTO, economista

“Porque Marx não é moda. É eterno!”

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LEANDRO KONDER, filósofo:

“Os grandes pensadores são grandes porque abordam problemas vastíssimos e o fazem com muita originalidade. A perspectiva burguesa, conservadora, evita discuti-los. E é isso o que caracteriza seu conservadorismo. Marx é o autor mais incômodo que surgiu até hoje na filosofia. Conceitos como materialismo histórico, ideologia, alienação, comunismo e outros são imprescindíveis ao avanço do conhecimento crítico. Por isso, mais do que nunca é preciso frequentá-los.”

caricatura: Baptistão

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