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Os melhores filmes para professores

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Publicado em Universia Brasil.

Está de férias? Veja os filmes para professores que você não pode deixar de assistir

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Ser um bom professor é muito mais do que técnica e conhecimento. É preciso saber liderar a turma e engajar os alunos na longa e difícil caminhada até o mercado de trabalho. Para levar um pouco de inspiração para o ano letivo de 2016, o Sistema de Ensino Poliedro elaborou uma lista de filmes imperdíveis para professores e que são uma ótima pedida para essas férias. Confira a seleção:

1 – Nenhum a Menos

No interior da China Comunista, uma garota de 13 anos recebe a difícil tarefa de cuidar dos alunos de uma escola primária muito humilde. Apesar dos cuidados, um deles acaba fugindo do vilarejo, para buscar emprego e sustento para a família na cidade grande. O desfecho do filme, que ganhou o prêmio de melhor filme do Festival de Veneza de 1999, é muito emocionante e repleto de surpresas.

 

2 – A voz do coração

A obra mostrar a intensa relação entre professor e aluno, usando a música como incentivo para o desenvolvimento pessoal e intelectual. Sua trama gira em torno da vida de um famoso maestro que retorna à sua cidade-natal após o falecimento da sua mãe. Lá ele encontra um diário mantido por um antigo professor de música.

 

3 – Uma mente brilhante

Conta a história de um jovem esquizofrênico que elaborou um teorema de matemática genial, aos 21 anos.

 

4 – Billy Eliot

Narra a história de um garoto pobre, lutador de boxe, que acaba de apaixonando pela dança. Para enfrentar o preconceito da família, o menino conta com o apoio de sua professora.

 

5 – Desafio de gigantes

Um treinador de futebol americano fracassado estava quase desistindo do seu emprego como técnico de um time do ensino médio, até que um visitante inesperado lhe trouxe esperança e força para vencer.

 

6 – Coach Carter – Treino para a vida

Ken Carter começa a treinar o time de basquete de sua antiga escola, onde teve um imenso prestígio como jogador. Para tornar sua equipe a vencedora do campeonato, o treinador impõe um estilo rígido de liderança, bastante criticado por pais, alunos e professores. Apesar da resistência, Carter consegue provar a importância da disciplina na conquista de bons resultados.

 

7 – Ao mestre com carinho

Um engenheiro desempregado resolve começar a dar aulas em uma escola de um bairro operário em Londres, na Inglaterra. Apesar da indisciplina e falta de interesse de seus alunos, o professor consegue superar as hostilidades e assume o desafio de ensinar a turma. No entanto, no meio do caminho, ele recebe um convite para voltar a atuar como engenheiro.

Um retrato da educação

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Investimento elevado no Brasil, em relação a outros países, não reflete em qualidade

Publicado em O Globo
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Assédio sexual afeta uma em cada quatro universitárias dos EUA

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Estudo de associação feito com 27 universidades foi divulgado nesta terça.
Porcentagem aumenta em relação a assédio contra as transexuais.

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Publicado no G1

Quase uma em cada quatro mulheres que frequentam as universidades dos Estados Unidos já foi vítima de assédio sexual – é o que mostra um estudo publicado nesta terça-feira (22). Os resultados apoiam o que outros estudos já haviam mostrado previamente: uma preponderância semelhante de casos de assédio que variam de toque indesejado ao estupro.

A nova pesquisa, lançada pela Association of American Universities (Associação de Universidades Norte-americanas, ndlr), encontrou que 23,1% das universitárias americanas foi submetida a contato sexual a força ou enquanto incapacitada.

A porcentagem aumenta para 29,5% entre estudantes que se identificam como “transgêneras, não-binárias, não-conformes ou alguma identidade não listada no questionário” (TGQN, na sigla em inglês).

Em termos de penetração a força ou enquanto a vítima estava incapacitada, considerado o tipo mais sério de assédio sexual, o grupo TGQN teve o pior percentual, com 12,4%, seguido por universitárias mulheres cisgêneras (que se identificam com o gênero que lhes foi determinado no nascimento, ndlr), com 10,8%.

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O estudo foi conduzido em 27 universidades dos Estados Unidos, e algumas das taxas mais elevadas de assédio sexual foram observadas nas prestigiosas Yale, University of Michigan e Harvard.

Diversos estudos anteriores mostraram uma taxa de assédio sexual nos campi de aproximadamente uma em cada cinco mulheres, mas comparações entre as universidades eram difíceis devido a definições de assédio e suspeitas de vieses de auto-avaliação.

O estudo da AAU corrobora estas pesquisas anteriores e oferece um panorama geral sobre a gravidade da epidemia de crimes sexuais nas universidades dos Estados Unidos.

Os autores destes ataques dificilmente são incriminados pela polícia ou pelas autoridades universitárias – apenas cinco em 28% dos casos. A Casa Branca vem liderando uma campanha que pede mudanças nestes comportamentos, e no ano passado iniciou uma força-tarefa contra crimes sexuais nas universidades.

O estado da Califórnia aprovou, também no ano passado, a lei “sim significa sim”, para definir de forma inequívoca qual o nível de consentimento necessário para a atividade sexual ser consensual.

Estereótipo de que ‘matematica é para garotos’ afasta meninas da tecnologia, diz pesquisador

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Psicólogo Andrew Meltzoff diz que, aos sete anos, garotas já absorveram dos adultos a ideia de que são inferiores em matemática aos meninos, mesmo que suas notas digam o contrário.

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Publicado em G1

A crença no estereótipo de que homens têm mais habilidade em matemática do que mulheres pode ser absorvida por meninas mais cedo do que se imaginava – e contribuir para afastar mulheres de campos como engenharia e ciências da computação, segundo o psicólogo americano Andrew Meltzoff.

Meltzoff, Ph.D. em Oxford, é especialista em desenvolvimento infantil e co-diretor do Instituto de Aprendizado e Ciências do Cérebro da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Suas descobertas sobre a memória e a capacidade de imitação de crianças nos primeiros meses de vida revolucionaram estudos científicos sobre o desenvolvimento da personalidade, do cérebro e das capacidades cognitivas humanas.

Ele esteve no Brasil no último mês de julho para participar de conferências sobre estudos do cérebro e de uma mesa redonda da Academia Brasileira de Ciências sobre o aprendizado das disciplinas conhecidas pela sigla em inglês STEM – ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

Meltzoff falou sobre o poder dos estereótipos culturais no aprendizado das crianças, o principal tema ao qual sua equipe de pesquisadores tem se dedicado nos últimos anos.

“Nos Estados Unidos, as crianças só começam a aprender as operações de multiplicação e divisão no 3º ano. Mas nossas experiências mostram que, antes mesmo de começar a aprender matemática mais complexa, elas já ‘pegaram’ o estereótipo cultural de que matemática é para meninos”, disse, durante a conferência.

Segundo ele, a ideia de que os garotos seriam melhores nas ciências naturais e as meninas, nas ciências humanas, contribui para a baixa proporção de mulheres nos cursos universitários ligados à área e, principalmente, nas empresas de tecnologia.

“Na Universidade de Washington, 46% do departamento de psicologia é de mulheres, mas só 14% do departamento de matemática. Na Universidade de Stanford é semelhante, só 3% do departamento de matemática é de mulheres. Em Harvard e no MIT, os valores são ainda menores”, afirmou.

No Brasil, cursos de engenharia de computação nas principais universidades do país tiveram cerca de 11% de mulheres aprovadas nos vestibulares de 2015. Para Meltzoff, o caminho para impedir que estereótipos sobre homens e mulheres desestimulem meninas a seguir carreira nas disciplinas STEM é manter um diálogo aberto com os filhos desde o início da infância.

Confira os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – O que exatamente são estereótipos culturais? E que tipo de influência eles exercem nas pessoas?

Andrew Meltzoff – Estereótipos são imagens que temos em nossas mentes, que traduzem crenças gerais que temos sobre grupos de pessoas. Eles não são necessariamente verdade, mas, sim, crenças que temos sobre categorias sociais.

É uma tendência natural dos seres humanos formar estereótipos sobre um grupo. Isso simplifica nossa visão de mundo, porque não temos que pensar sobre e responder a cada indivíduo em um grupo, mas formamos uma representação que funciona para todo o grupo.

Isso é simples, mas pode ter efeitos negativos. Um deles é que tendemos a usar o estereótipo para fazer previsões sobre as pessoas. Posso ter um estereótipo de que “homens se interessam por suas carreiras e mulheres, em cuidar da família”, por exemplo. Mas mesmo que alguns homens se interessem mais por suas carreiras do que pela família, isso não é verdade para todos eles.

BBC Brasil – Em que momento da nossa vida estes estereótipos começam a ser assimilados? E como isto acontece?

Andrew Meltzoff – Estamos muito interessados em determinar o momento em que o estereótipo começa e quão cedo no desenvolvimento da criança podemos ver os primeiros sinais de estereótipos. Temos uma grande equipe trabalhando nisso no Instituto de Aprendizado e Ciências do Cérebro na Universidade de Washington.

Publicamos um artigo científico mostrando que estereótipos sobre garotos e garotas relacionados com matemática e leitura começam a aparecer surpreendentemente cedo. A maior parte dos adultos mantém o estereótipo de que garotos se identificam mais com matemática e garotas, com leitura.

Em um estudo que publicamos em 2011, descobrimos que crianças do segundo ano escolar (entre seis e oito anos) já têm esse estereótipo. A maioria das meninas e meninos acha que matemática é coisa de homens. No entanto, eles têm desempenho semelhante em matemática na escola nesta idade. Os meninos não se saem melhor do que as meninas.

Por isso, acreditamos que as crianças adquirem essa crença da cultura que as rodeia. Elas absorvem este estereótipo da cultura adulta.

BBC Brasil – Por que estereótipos culturais são tão importantes no desenvolvimento das crianças?

Meltzoff – Eles são importantes porque podem influenciar a maneira como as crianças pensam umas sobre as outras. Se uma criança acredita que meninas não são boas em matemática, ela tende a tratar as garotas como se não gostassem de números, calculadoras, aritmética ou robôs, por exemplo.

Se as meninas são tratadas assim, e há uma expectativa social ampla de que matemática não é para garotas, elas podem começar a internalizar isso. Elas podem escolher jogos matemáticos com menos frequência, ou serem menos persistentes em problemas matemáticos difíceis, porque elas acham que “meninas não são boas em matemática” ou “matemática não é para mim”.

Com o tempo, isso pode influenciar o conceito que elas têm de si mesmas e suas aspirações para o futuro.

E se a menina é boa em matemática – e muitas são – terá que dedicar energia e tempo extra para lutar contra o estereótipo dos outros. É trágico quando restringimos os sonhos das crianças sobre o que elas podem fazer, o que podem ser e o que podem alcançar.

BBC Brasil – O senhor disse acreditar que o mesmo estereótipo em relação a garotas e matemática exista na América Latina e na Europa. O que sabe sobre os estereótipos culturais sobre gênero no Brasil?

Andrew Meltzoff – Ainda não fizemos este trabalho com as crianças no Brasil, mas adoraríamos colaborar com educadores e cientistas para abordar esse tema, como estamos fazendo no Chile. Mas se você me pede uma opinião, eu diria que sim, as crianças no Brasil e na América Latina também acham que matemática é para garotos e leitura, para garotas.

Será preciso mais pesquisas para saber quão forte é esta crença na América Latina e como ele pode influenciar a performance delas em matemática. O governo brasileiro, assim como o governo americano, quer que suas crianças se interessem mais pelas disciplinas STEM e tenham notas melhores nos testes internacionais.

O que acredito, no momento, é que os estereótipos da sociedade começam a afetar até a performance acadêmica de nossas crianças muito cedo no desenvolvimento delas (na escola primária ou até antes). Por causa deles, os resultados do Brasil e dos EUA nestes testes não são tão bons quanto poderiam ser. Precisamos realizar estudos para saber se isso é realmente verdade. E se for, precisamos fazer algo a respeito!

BBC Brasil – Mas garotos e garotas demonstram habilidades diferentes em disciplinas STEM desde cedo?

Meltzoff – Muitos adultos acham que as meninas têm resultados piores do que os meninos em matemática, mas, na maioria dos países, elas têm notas maiores do que as dos meninos nos primeiros anos da escola.

Os testes padronizados de muitos países também mostram que não há diferença nas performances de garotas e garotos. Em alguns destes países, na verdade, as meninas se saem melhor do que os meninos nos exames. Este assunto é de grande interesse científico e é, como você pode imaginar, muito controverso.

Quando fui ao Brasil, esta é uma das coisas que mais me perguntaram. Há diferenças biológicas nas habilidades STEM? Existem forças culturais que empurram meninas e mulheres para longe dos campos STEM? Precisamos de estudos objetivos muito bons para responder a estas questões.

BBC Brasil – Como o senhor acha que esses estereótipos influenciam o número de mulheres em campos STEM? Os baixos índices encontrados nos EUA também são comuns em outros países?

Meltzoff – Sim, sabe-se que há muito poucas mulheres em geral nos campos STEM, especialmente na altamente influente indústria das ciências da computação. Estereótipos e expectativas culturais podem levar a um número menor de mulheres na escola ou na universidade entrando em disciplinas que as preparam para carreiras na ciência da computação.

Se as mulheres não se inscreverem nestas aulas tanto quanto os homens, acabaremos com menos mulheres na indústria. Em alguns campos STEM, começamos a perder muitas mulheres cedo em suas trajetórias acadêmicas. Já escrevemos alguns artigos sobre isso. Talvez possamos atrair mais mulheres para a ciência da computação se entendermos melhor o que as está afastando disso.

BBC Brasil – Por que é importante ter mais mulheres nos campos STEM e, especialmente, em ciência da computação?

Meltzoff – Há dois motivos. O primeiro é a equidade social. Ciência da computação é um campo com muitos empregos lucrativos. Não é justo termos tão poucas mulheres neste campo. O segundo motivo é que o próprio campo será beneficiado ao trazer mais mentes criativas e brilhantes com outras perspectivas.

Se desencorajamos muitos estudantes a permanecer neste campo, nos prejudicamos como sociedade. Ao trazer mais mulheres e minorias subrepresentadas no campo, podemos melhorar os tipos de jogos criados, os tipos de software.

BBC Brasil – Que tipo de trabalho o senhor e sua equipe estão desenvolvendo para recrutar mais garotas para campos STEM? Que países se mostraram interessados nestas ideias?

Meltzoff – Nossa pesquisa mostra que o ambiente físico é muito importante para a maneira como as mulheres enxergam a ciência da computação. Publicamos recentemente um estudo que mostra que mais mulheres se interessam por aulas de ciência da computação se a sala de aula não for tão geeky.

Se a sala tinha pôsteres de Jornada nas Estrelas e estátuas de Spock em todos os lugares, menos garotas do ensino médio queriam estar na aula do que se a sala tivesse itens mais neutros na decoração. Usando análises estatísticas, descobrimos que as garotas sentiam que não “pertenciam” ao ambiente mais geeky e achavam que teriam notas menores.

Isso é interessante porque mostra que a decoração de uma sala pode projetar estereótipos que podem afastar as garotas da disciplina. Elas se afastavam porque não sentiam que aquilo correspondia à sua identidade como mulher.

Pessoas tanto na educação quanto na indústria já expressaram interesse nisso. É relativamente barato mudar o ambiente das salas de aula e escritórios. E pode fazer a diferença.

Espanha e Cingapura demonstraram muito interesse em ideias para intervenções que atraiam mais garotas para a matemática nos primeiros anos escolares. Achamos que mais países ficarão interessados quando obtivermos resultados de nossos testes lá.

BBC Brasil – Como os pais podem saber em quais estereótipos sobre gênero seus filhos acreditam?

Meltzoff – Desde a escola primária, os pais podem perguntar aos filhos quem gosta mais de matemática – se meninos ou meninas. Quem gosta de robôs? Quem gosta mais de ler? Estas são questões simples que mostram estereótipos que as crianças podem estar absorvendo.

Falar com os filhos sobre as coisas em que eles acreditam pode abrir os olhos dos pais. E falar sobre essas coisas é útil. Não faz sentido ignorar esses assuntos. Estereótipos existem. As crianças percebem isso. Não dá para fingir que não vemos esses estereótipos, só não temos que apoiá-los!

Há estereótipos nos meios de comunicação, em filmes, em livros, em lojas. Nossas crianças crescerão expostas a eles. Mas podemos ensiná-las a não aplicar estes estereótipos nelas mesmas e não deixar que eles limitem seus sonhos e visões de futuro.

Os estereótipos podem ser difundidos na sociedade, mas não determinam nosso destino. Os pais podem ajudar nisso.

Melhores alunos da rede estadual não alcançam média dos estudantes da particular

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RJ cai três posições em relação ao ano passado e aparece na sétima colocação

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Paula Ferreira, em O Globo

Parcela dominante na relação de escolas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as instituições estaduais — 57,4% do total de inscritas — tiveram resultado aquém das particulares (39,74%) mesmo quando analisada a média das notas das provas objetivas apenas dos melhores alunos da rede. O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta quarta a média obtida nas provas objetivas pelos 30 melhores alunos de cada escola. E a “elite intelectual” das estaduais do Brasil alcançou 550,2 pontos, enquanto a média de todos os estudantes da rede privada foi de 558 pontos. Caso fosse considerado somente o resultado dos melhores alunos da rede privada, a distância seria ainda maior: a média foi de 618 pontos.

O resultado demonstra que, mesmo com a evolução do desempenho — de 487,9 pontos, em 2013, para 550,2, em 2014 (no caso dos estudantes “de elite”); e de 479,3 pontos, em 2013, para 544,8, em 2014 (na média geral) —, as escolas estaduais não conseguiram superar o déficit em relação à rede particular.

QUEDA EM MATEMÁTICA

O primeiro lugar da rede estadual é ocupado por São Paulo, com nota média de 505,6; seguido do Distrito Federal, com 502,7; e do Rio Grande do Sul, com 499,9. Apesar de estar acima da média nacional (487,9), o Rio de Janeiro aparece na sétima posição, com 492,6 pontos. O estado caiu três colocações em relação ao ano passado.

— Isso não é um fenômeno assustador. A educação básica não é algo que evolui linearmente como se espera. O que observamos este ano é que, em matemática e redação, houve uma ligeira queda no desempenho. É preciso uma metodologia diferenciada. Este ano, aumentamos o foco em matemática. Já havíamos implementado uma disciplina de resolução de problemas de matemática, por exemplo — argumentou o secretário de Educação do Rio, Antônio Neto.

PERFIL SOCIOECONÔMICO

Sobre o resultado da rede, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, considera que o desempenho inferior pode estar relacionado à diferença de perfil socioeconômico.

— O ranking compara unidades educacionais muito heterogêneas. Para analisar a unidade escolar, também temos que avaliar o indicador socioeconômico. Vamos nos debruçar sobre os resultados apresentados e ver em quais itens podemos fazer intervenções para resolver os problemas da rede estadual — afirmou.

O presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista Oliveira, concorda que o nível socioeconômico é um ponto importante a ser levado em consideração no ranking, mas destaca que, em muitos casos, ainda que com perfis parecidos, alunos das redes privada e pública apresentam resultados diferentes.

— Mesmo quando comparamos alunos de nível socioeconômico igual nas escolas públicas e privadas, o desempenho dos que cursam colégios particulares é melhor. A que se atribui isso? Normalmente, à gestão, à melhor organização do ensino. Ou seja, no Brasil, quem estuda em escola particular aprende mais, independentemente do seu nível socioeconômico — argumenta Oliveira, para quem a gestão é uma das razões mais importantes. — A outra razão se refere à política equivocada que o país tem para o ensino médio. Se a maioria dos alunos pudesse frequentar cursos médios profissionalizantes, eles teriam um desempenho muito melhor, e as taxas de conclusão seriam bem maiores.

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