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Qual o segredo do Vietnã para melhorar tanto a qualidade de sua educação?

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Publicado em UOL

O desempenho do Vietnã na última prova PISA – Programa para a Avaliação Internacional de Alunos – foi excelente.

Na primeira participação do país asiático nas provas organizadas pela OCDE, os jovens vietnamitas de 15 anos tiveram pontuações mais altas em leitura, Matemática e Ciências do que muitos estudantes de países desenvolvidos, incluindo Estados Unidos e Grã-Bretanha.

O feito surpreendeu as autoridades do Vietnã e os observadores externos.

Existem três fatores importantes que contribuíram para estes resultados incríveis: um governo comprometido, um plano de estudos bem pensado e um forte investimento nos professores.

Investimentos

O governo do Vietnã vem dedicando tempo e recursos para avaliar os desafios relativos à Educação.

O país criou um plano de Educação de longo prazo e parece estar disposto a destinar o financiamento que for necessário para atingir seus objetivos.

Quase 21% de todos os gastos públicos de 2010 foram dedicados à Educação, uma proporção muito maior do que em qualquer país membro da OCDE – o clube dos países mais desenvolvidos do mundo.

Os educadores do país também criaram um plano de estudos que busca fazer com que os alunos desenvolvam um conhecimento mais profundo de conceitos centrais das diversas disciplinas e um domínio das habilidades básicas.

É fácil entender a razão de muitos destes estudantes vietnamitas terem se sobressaído nos testes ao se comparar alunos da Europa e da América do Norte, onde as escolas costumam abordar muitos assuntos, mas aprofundando pouco.

Além da memorização

O modelo vietnamita de Educação espera que os estudantes, ao terminar os estudos, não apenas sejam capazes de recitar o que aprenderam, mas também aplicar estes conceitos e práticas em contextos que não sejam familiares.

Nas aulas ministradas no país há um nível impressionante de rigor, com professores que desafiam os estudantes com perguntas difíceis.

Os professores se concentram em ensinar poucas coisas bem e com uma grande coerência, algo que ajuda os estudantes a avançarem.

E os mestres vietnamitas são muito respeitados, tanto na sociedade como em sala de aula.

Isto pode ser um atributo cultural, mas também reflete o papel que é dado aos professores no sistema educativo, que vai mais além de dar lição na escola e também engloba funções de apoio ao estudante e preocupação com seu bem-estar.

No país é esperado que os mestres invistam em seu próprio desenvolvimento profissional. Eles também trabalham com um alto grau de autonomia.

Além disso, os professores de Matemática, especialmente os que trabalham em escolas desfavorecidas, recebem mais formação profissional que a média dos países da OCDE.

Alunos fora da escola

Alunos do Vietnã ficaram à frente dos americanos em ciências e matemática

Estes professores sabem como criar um ambiente de aprendizagem positivo, fomentam a disciplina em aula e ajudam a construir atitudes positivas dos estudantes em relação à Educação.

E isto sem esquecer o estímulo aos pais, que geralmente têm grandes expectativas em relação aos filhos, e o fato de que a sociedade vietnamita dá muito valor à Educação e ao trabalho duro.

Mas, cerca de 37% dos vietnamitas de mais de 15 anos não estão escolarizados e o desafio agora é conseguir colocá-los na escola. Os resultados da prova PISA, baseados nos jovens que vão à escola e estão dentro do sistema educativo, não dizem nada sobre esses outros jovens não escolarizados.

O governo já estabeleceu como prioridade escolarizar todos os jovens e, até o momento, o sistema conseguiu absorver as crianças desfavorecidas e dar a elas acesso equitativo à Educação.

Quantidade X Qualidade

Mas, conseguir manter a qualidade é mais difícil que aumentar a quantidade, e o Vietnã terá que ter cuidado para não perder a qualidade conforme amplie o acesso à educação.

Assim como mostram os países que têm melhores desempenhos no setor, a excelência geralmente está associada à mais autonomia para as escolas, para que elas determinem seus planos de estudo e provas.

Para o Vietnã isto significa que o governo terá que encontrar uma forma de equilibrar uma gestão centralizada com um entorno flexível e autônomo para cada escola.

Para colher todos os frutos do investimento na Educação, o Vietnã precisa mudar não apenas a oferta de conhecimento, mas também a demanda.

Como sugere um informe recente, o Vietnã pode ganhar três vezes seu PIB atual até 2095 se todas as crianças comparecerem à escola secundária e todos eles adquirirem pelo menos conhecimentos básicos em Matemática e Ciências até 2030 – e se o mercado de trabalho do país for capaz de absorver e utilizar todo este talento.

Se o Vietnã não criar uma demanda para quem tem mais conhecimentos, o país corre o risco de que os mais qualificados escolham desenvolver seus talentos em outro lugar.

É necessário levar em conta uma possível liberalização do mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que o país se esforça para construir uma força de trabalho mais capacitada.

Talvez seja muito pedir para um país e seus cidadãos, mas o Vietnã já demonstrou que está pronto e, o que é mais importante, está disposto e ansioso para aceitar o desafio e superá-lo.

Andreas Schleicher é Diretor de Educação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)

25 imagens que resumem a sua relação com os professores

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Quando ele te faz uma pergunta porque pensa que você tá desatento e você acerta.

Rafael Capanema, no BuzzFeed

1. Quando ele te faz uma pergunta e você erra.

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Via Twitter: @momentoselena

2. Quando ele faz pergunta pros melhores alunos.

Via Twitter: @victorac

Via Twitter: @victorac

3. Quando ele te faz uma pergunta porque pensa que você tá desatento e você acerta.

Via Twitter: @tiago_costa9

Via Twitter: @tiago_costa9

4. Quando ele te faz uma pergunta porque pensa que você tá desatento e você acerta. (2)

Via Twitter: @raafaelacvieira

Via Twitter: @raafaelacvieira

5. Quando ele te faz uma pergunta porque pensa que você tá desatento e você acerta. (3)

Via Twitter: @BatataReal

Via Twitter: @BatataReal

6. Quando ele manda sublinhar.

Via Twitter: @SamuelBeuran

Via Twitter: @SamuelBeuran

7. Quando ele passa filme na aula.

Via Twitter: @realjoaoverde

Via Twitter: @realjoaoverde

8. Quando ele falta…

Via Twitter: @gomeznoiada

Via Twitter: @gomeznoiada

9. …mas tem professor substituto.

Via Twitter: @opaparazzii

Via Twitter: @opaparazzii

10. Quando ele coloca conteúdo a mais na prova.

Via Twitter: @ejuniorls

Via Twitter: @ejuniorls

(mais…)

John Green: o autor camarada

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Autor de ‘A Culpa É das Estrelas’ mantém uma relação próxima com seus leitores através das redes sociais

John Green, autor de bestsellers para o público jovem (Foto: Divulgação)

John Green, autor de bestsellers para o público jovem (Foto: Divulgação)

Sarah Mund, na Monet

De um dia para o outro, parece que todo mundo é fã de John Green. Pessoas lêm seu livro nos transportes públicos, as livrarias expõe sua obra logo à entrada para facilitar quem entra em busca dos títulos e uma multidão chorou ao assistir ‘A Culpa É das Estrelas’ no cinema. E ainda assim o maior trunfo do autor é outro: a relação com seus leitores.

'A Culpa É das Estrelas' (Foto: Divulgação)

‘A Culpa É das Estrelas’ (Foto: Divulgação)

Tudo bem que a atuação de Shailene Woodley e Ansel Elgort do jovem casal desafortunado que se apaixona mesmo enfrentando a morte iminente catapultou os outros títulos de Green, como ‘Quem É Você, Alasca?’, ‘Cidades de Papel’ e ‘Deixe a Neve Cair’ – os três em diferentes estágios de produção para o cinema.

Mas independente disso, ele se tornou um dos principais representantes da nova onda literária comumente chamada de YA, sigla de Young Adult, ou jovem adulto em tradução livre. O público adolescente e no início da vida adulta são os grandes consumidores de literatura do momento, com a ajuda das redes sociais ser visto lendo um título faz parte de sua identidade – o que talvez explique por que a geração mais tecnológica até hoje continue preferindo o papel.

A grande sacade de Green foi saber se aproximar de seu público. Se quando alguém dessa faixa etária sente que ele realmente lhe entende ao ler suas histórias, é por que ele provavelmente entende mesmo. Extremamente acessível a seus fãs através de Tumblr, Instagram, Twitter, e um canal de vídeos, ele se tornou provavelmente um dos autores mais próximos de seus leitores. E isso é genial!

Livros de John Green (Foto: Divulgação)

Livros de John Green (Foto: Divulgação)

Confesso que demorei para entrar na febre John Green, e nem sei se de fato cheguei a pegá-la (até agora só li ‘A Culpa É das Estrelas’ e estou achando que o filme é mais hypado que o livro, mas enfim… isso pode mudar depois que me dedicar aos demais títulos). Mas uma rápida olhada em sua atuação nas redes sociais torna impossível continuar a ignorá-lo.

É difícil ver autores tão dedicados e divertidos. Não que isso seja algo crucial para ser bom escritor, mas para atingir esse público que vive tão imerso na realidade online, pode ser essencial para o sucesso e John Green achou (um)a fórmula.

Quem É Você, Alasca?
Looking For Alaska
John Greeen
229 páginas
Preço: R$ 29,90
Martins Fontes

Cidades de Papel
Paper Towns
John Green
368 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

O Teorema Katherine
An Abundance of Katherines
John Green
304 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

A Culpa É das Estrelas
The Fault In Our Stars
John Green
288 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

Deixe a Neve Cair
Let It Snow
John Green,
Lauren Myracle e
Maureen Johnson
336 páginas
R$ 29,50
Rocco

Will & Will –
Um Nome, Um Destino

Will Grayson, Will Grayson
John Green e David Levithan
Tradução:
352 páginas
R$ 29
Galera Record

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