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A “Pátria Educadora” perde com a saída de Renato Janine do MEC?

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Publicado em UOL

A “Pátria Educadora” perde com a saída de Renato Janine do MEC? Segundo os especialistas consultados pelo UOL, a resposta à pergunta é: a educação perde, mas não perde muito.

O fato mais grave é em relação à condução do MEC (Ministério da Educação) — a pasta terá seu quarto ministro em dez meses e não especificamente em relação à saída do professor da USP (Universidade de São Paulo). Apesar da instabilidade no ministério, os especialistas lembram que as diretrizes para as políticas educacionais definidas pelo PNE (Plano Nacional de Educação) têm servido de condutor das últimas gestões.

“Estabilidade é muito importante para se observarem resultados [na área da educação]”, diz Alejandra Velasco, coordenadora geral do movimento Todos pela Educação. Com a mudança, explica, há uma natural pausa nas discussões [da Base Nacional Comum e do Sistema Nacional de Educação] enquanto as equipes se recompõem.

Para a especialista em educação Cleuza Repulho, a inconstância dos gestores no cargo é problemática. “A educação perde quando se muda tanto de gestor, que têm perfis tão diferentes”, afirma comparando Cid Gomes e Janine Ribeiro.

Faltou força política

Na avaliação de Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e blogueiro do UOL, Renato Janine Ribeiro não tinha força política para enfrentar um período de ajustes orçamentários como esse. “Ele não tinha domínio da pauta da educação básica nem o conhecimento necessário do relacionamento entre Estados e municípios”, diz.

Segundo Cara, um bom ministro precisa reunir três critérios: saber fazer política (para conseguir disputar por verbas e administrar demandas), ser um bom gestor (para colocar o ministério para funcionar) e ser um formulador de políticas públicas. E Janine Ribeiro não correspondeu a nenhum dos três quesitos.

Já o filósofo e escritor Paulo Ghiraldelli, professor da da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) afirma que foi justamente a falta de apoio político que levou Janine Ribeiro ao MEC. “Janine caiu porque entrou para cair”, escreveu o docente da Faculdade de Educação da UFRRJ em seu blog pessoal. Para ele, um nome frágil politicamente ajudaria numa eventual troca de ministro.
Perfil “técnico”

O professor Renato Janine Ribeiro durou menos de seis meses à frente do MEC (Ministério da Educação) — ele tomou posse no dia 6 de abril deste ano e foi demitido da função no dia 30 de setembro.

Na época da sua nomeação, a presidente, Dilma Rousseff, declarou que fazia uma escolha técnica e não, política após a saída brusca de Cid Gomes do MEC, que ficou menos de três meses no cargo.

A tarefa de Janine Ribeiro era desafiadora: em um ano marcado por cortes orçamentários, ele teria a implantação do PNE (Plano Nacional da Educação) pela frente — a legislação que determina os rumos da educação no país entre 2014 e 2024 previa, entre outras metas, o investimento de 10% do PIB no setor.

O que aconteceu na gestão Janine

Aniversário de um ano do PNE

Sob sua gestão, o PNE (Plano Nacional de Educação) deveria aprovar os planos estaduais e municipais, cujas discussões se voltaram para a inclusão ou exclusão de políticas de combate à discriminação baseada no gênero. Planos de, pelo menos, oito Estados baniram o que foi chamado de ideologia de gênero.

Especialistas já comentavam que, sem dinheiro, a implantação do plano ficaria prejudicada. À época da aprovação dos planos estaduais e municipais, Janine Ribeiro minimizou o fracasso do primeiro ano do PNE.

Greve nas universidades federais

Em sua passagem pelo MEC, Janine Ribeiro enfrentou uma greve de servidores e professores das universidades federais — a paralisação começou no final de maio e ainda há instituições que não voltaram às atividades. Os grevistas pedem diálogo, mas o salário da categoria já havia sido reajustado segundo o então ministro.

Ajustes no financiamento do ensino superior

Com o ajuste de orçamento na Esplanada, o Fies, programa de financiamento estudantil, sofreu reajuste nos juros, que passaram de 3,4% a 6,5%, além de redimensionar o público-alvo (cuja renda diminuiu). Em 2014, o programa era responsável por 40% das matrículas dessa etapa de ensino, ante os 15% que eram meta do governo. O crescimento do Fies era visto como exagerado.

Abertura de consulta da Base Nacional Comum

A proposta de um documento que traga os conteúdos básicos que devem ser ensinados na escola foi colocada em uma plataforma na internet para consulta pública até o final do ano. Especialistas consultados pelo UOL apoiam a iniciativa, mas acham que faltou rigor na elaboração da proposta.

Comitê de Gênero virou comitê de Comitê de Combate às Discriminações

Em 9 de setembro, Janine Ribeiro criou o Comitê de Gênero, que não durou um mês. No dia 21 do mesmo mês, foi substituído pelo Comitê de Combate às Discriminações, um resultado da pressão empreendida pela Frente Parlamentar Evangélica (FPE) sobre o Palácio do Planalto, segundo Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Na época da aprovação dos planos, ele havia criticado a retirada das questões de gênero do documento.

Encontro com Dilma foi cordial, diz ministro da Educação após sair do cargo

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Publicado em UOL

Renato Janine Ribeiro comentou nesta quarta-feira (30) em sua página do Facebook a sua saída do MEC (Ministério da Educação). “O encontro [com a presidente Dilma Rousseff] foi absolutamente cordial”, afirmou o agora ex-ministro, que também compartilhou uma nota publicada no site do MEC confirmando a sua saída.

Janine Ribeiro estava desde março no cargo. Segundo o comunicado, a presidente Dilma Rousseff esteve com o ministro por volta das 15h no Palácio do Planalto. “A presidente reconheceu e agradeceu o trabalho do ministro no MEC”, afirma a assessoria de imprensa.

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, deve suceder Janine à frente do Ministério da Educação. O ex-senador já havia chefiado a pasta entre 2012 e 2014.

Renato é professor titular de Ética e Filosofia Política da USP (Universidade de São Paulo) e foi diretor da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) entre 2004 e 2008. Ele ocupou o lugar de Cid Gomes (PROS), que deixou o cargo após desentendimento na Câmara dos Deputados.

Janine ficou conhecido pelo uso das redes sociais durante o seu comando no Ministério. Em maio deste ano, o ministro chegou a pedir que seu perfil no Facebook não fosse usado para mensagens destinadas ao MEC.

Ministro da Educação dá bronca em aluno no Facebook

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Renato Janine respondeu a estudante que perguntou tema da redação do Enem: ‘Estude ética. Muita ética! E pratique’

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Publicado em O Globo

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, deu uma bronca via Facebook em um estudante que perguntou sobre o tema da redação do Enem deste ano: “Estude ética. Muita ética! E pratique”, respondeu o ministro.

Em um post publicado em sua página na rede social, Janine afirma que recebe inúmeras mensagens diariamente, a maioria delas “boa, embora não tenha tempo de responder”. Mas, diante do pedido do garoto, ele disse que fez questão de se posicionar. Sem identificar o remetente, Janine reproduziu a mensagem que recebeu.

“Boa noite ministro!

Eu já estou estudando a (sic) algum tempo para o Enem, e estou pensando em alguns temas que podem cair na redação. O excelentíssimo não poderia me informar algo sobre? Ficarei muito agradecido.”

Após dar a “dica” sobre ser ético, precavido, Janine retornou aos comentários da publicação e escreveu:

“Antes que alguém entenda (!?) que ética será o tema da redação, informo: eu não tenho a menor ideia. Não passou por mim.”

Autor do livro “Ética na política”, o ministro da Educação tem demonstrado preocupação com a questão. Em entrevista ao Programa do Jô no mês passado, Janine afirmou inclusive que pretende implementar nas escolas iniciativas relacionadas à ética e ao combate à corrupção.

Brasil deve aprender com Coreia do Sul a valorizar professor, diz ministro

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Na Coreia do Sul, Janine Ribeiro falou sobre participação em fórum.
‘Não é um caminho fácil, carreira docente foi muito desprestigiada’, afirma.

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Publicado no G1

Após uma semana na Coreia do Sul participando do Fórum Mundial de Educação, o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro considera que a principal lição que o Brasil deve tirar da experiência coreana é a valorização do professor. O Fórum, realizado pela Unesco em Incheon, reuniu representantes de mais de cem países para discutir os próximos passos a serem seguidos pelos países para melhorar a educação mundial.

“O grande ponto que nós temos que tirar da lição coreana é a valorização do professor. Esse é um grande ponto que a Unesco recomenda, que o Brasil quer pelo seu Plano Nacional de Educação e que a Coreia [do Sul] pratica”, disse o ministro em entrevista ao G1.

“A valorização do professor e do diretor são outros pontos importantes do que o Fórum recomenda. Também estamos neste caminho e não é um caminho fácil, porque a carreira docente foi muito desprestigiada nas últimas décadas”, comentou.

Janine Ribeiro afirmou que as metas da Unesco e as do Plano Nacional de Educação são convergentes. Durante o Fórum, o Brasil foi apresentado como experiência exemplar de inclusão escolar. De acordo com o ministro, a imagem do Brasil nesse aspecto é muito boa.

“Nós fomos apresentados como uma história exemplar, quer dizer, uma história que outros devem seguir de como promovemos a inclusão social por medidas de várias naturezas, inclusive a educação. Como fizemos que as escolas universalizassem mais e que a miséria, que no Brasil afetava mais de 10% das pessoas de 0 a 15 anos há 10 ou 12 anos atrás, a miséria despencasse para menos de 1% nesta faixa de idade.”

O ministro afirmou que o país se colocou à disposição para explicar sua experiência a outros países. Ele reconheceu, no entanto, que apesar de estar no caminho certo o Brasil ainda precisa avançar.

“Nós ainda temos grandes desigualdades em postos ocupados por mulheres, postos ocupados por homens. Ainda temos discriminação de vários tipos, inclusive aquela discriminação mesquinha do médico que reclama da mulher que está dando a luz que diz que não chorou quando fez o bebê, reclamação que ele não faz para o pai da criança.”

Coreia do Sul
A Coreia do Sul é considerada um exemplo de país que conseguiu dar um salto na economia devido à sua melhora na educação. Nos rankings de desempenho escolar, como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), os alunos coreanos aparecem na elite dos países.

No último ranking divulgado sobre a capacidade de alunos de 15 anos em resolverem problemas de matemática, a Coreia ficou na segunda posição entre 44 países. Os brasileiros apareceram apenas no 38° lugar.

A valorização do professor no país foi um dos pilares dos avanços educacionais da Coreia do Sul. Em pesquisa feita pela Varkey Gems, em 2013, mais de 40% dos coreanos afirmaram que encorajariam seus filhos a seguirem a carreira de professor na Coreia.

Em uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre violência contra professores, 12,5% dos professores brasileiros informaram serem vítimas de agressões verbais por alunos ao menos uma vez por semana. Na Coreia do Sul, esse índice é zero.

Plano Nacional de Educação

Sancionado em 2014, o Plano Nacional de Educação tem, entre suas metas, a valorização da carreira docente. O objetivo é que até 2020 os professores da educação básica no Brasil tenham um salário equivalente ao de outros profissionais com mesma escolaridade.

O piso nacional do professor no País é de R$ 1.917,78 para 40 horas semanais. De acordo com o sistema de monitoramento das metas no MEC, o valor é equivalente a 72,7% dos ganhos de profissionais com mesma escolaridade.

Janine Ribeiro pede união de toda a sociedade para que o Brasil possa avançar na educação

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Publicado em Portal MEC

Em suas primeiras palavras como ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro pediu a união de todos os setores da sociedade para o Brasil poder avançar no setor. “Não só aos trabalhadores na educação, no MEC e fora dele, aos dois milhões de professores, mas também aos 50 milhões de alunos, a seus pais e familiares, aos cidadãos em geral, que deem o melhor de si pela educação”, afirmou, na solenidade de transmissão de cargo, realizada no Ministério da Educação, na tarde desta segunda-feira, 6. “Eduquem-se cada vez mais, nunca parem de aprender. Eduquem os outros, eduquem a sociedade.”

Empolgado com a nova missão de liderar a educação no país, o ministro classificou o setor como instrumento decisivo para a justiça social e para uma cultura de paz. “Queremos que o Brasil seja um país de todos, sem qualquer discriminação, com absoluta igualdade de oportunidades”, destacou. “Não poderemos, evidentemente, promover mudanças sem uma constante valorização do professor, em todos os níveis de ensino.”

Para Ribeiro, a inclusão social, por meio do programa Bolsa-Família e do aumento real do salário mínimo, atendeu a uma necessidade urgente das pessoas que viviam na miséria e na pobreza. Porém, a educação possibilita que essa inclusão seja sustentável e definitiva. “A educação se torna hoje o principal instrumento para ampliar e consolidar os avanços sociais, que desde 2003 o povo brasileiro colocou no primeiro lugar de nossa agenda política”, lembrou.

No meio do discurso, o ministro apresentou um vídeo do literato Antonio Candido, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), como uma homenagem a todos os mestres do Brasil. “Os melhores professores são os que nos transmitem o valor da criação e da transmissão do saber e, por que não dizer, também da sabedoria”, disse.

Autonomia —
Mais tarde, já em entrevista coletiva, o ministro afirmou que o apoio da União aos estados e municípios não será apenas financeiro. “Não é só com dinheiro que se faz educação” salientou. “Temos um conhecimento extremamente vasto que a União, até pela questão da escala, tem condições de sugerir modelos de seleção. Seria uma forma de contribuir sem ferir a autonomia de cada ente federado. Podemos também colocar dinheiro junto, mas o essencial é o conhecimento.”

Momentos antes do discurso de Janine Ribeiro, o secretário-executivo do Ministério da Educação, que acumulava o cargo de ministro interino, Luiz Cláudio Costa, reiterou a importância da escolha do nome de um professor. “Seu compromisso com a educação nos dá muita segurança de que teremos tempos de deságio, mas que nos permite delinear o futuro com tranquilidade”, afirmou.

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