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Posts tagged resistência

ENEM, uma prova de resistência

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Quer garantir o acerto de algumas questões a mais no Exame Nacional do Ensino Médio? Então, além do estudo dos conteúdos mínimos e do desenvolvimento das competências e habilidades propostas pela prova, faça exercícios físicos nos dias anteriores ao exame.
ENEM-2013
Mateus Prado, Estadão

Quem já fez o ENEM sabe muito bem ele, além de uma prova que avalia capacidades e conhecimento de alguns conteúdos, é um teste de resistência, quase uma maratona. Em geral, a cada dia, a maioria dos alunos se sente cansada ao chegar entre as questões 65 e 70 (são 90 por dia). Exauridos, não conseguem manter o desempenho no resto da prova, mesmo quando sabem responder as últimas questões.

Se fosse possível analisar dois alunos com exatamente o mesmo acúmulo de conteúdos e o mesmo desenvolvimento das competências e habilidades cobradas pelo Enem e um deles fizesse um pouco mais que uma hora de caminhada por dia, enquanto o outro se mantivesse sedentário, o número de questões acertadas pelos dois seria diferente. Certamente, o candidato que se prepara fisicamente consegue chegar a um resultado mais condizente com a preparação que fez em toda a vida, dentro da escola e fora dela.

Mesmo que mais fáceis que as dos vestibulares convencionais, as 90 questões do primeiro dia do Enem exigem grande resistência e capacidade de concentração. Elas apresentam textos longos e cobram a utilização de capacidades cognitivas para interpretação, interpolação e extrapolação de suas propostas. Já no segundo dia, quando o candidato chega mais cansado, sem saber o que significa o resultado que teve no dia anterior, é exposto a uma situação pior.

No domingo, as questões de linguagens são as que possuem os textos mais extensos e as de matemática exigem que o candidato faça vários cálculos, mesmo sendo a maioria deles muito simples. São simples, mas, no seu conjunto, dão muito trabalho, levam muito tempo e exigem bastante concentração do aluno. Demora muito mais fazer a prova do segundo dia que a do primeiro. Além disso, é neste dia que está a redação, e o estudante só tem uma hora a mais de prova, tempo insuficiente para fazer tudo bem feito.

Para os candidatos sabatistas, como é o caso dos adventistas, a maratona fica ainda mais cansativa. Eles precisam chegar ao local de prova, no sábado, no mesmo horário dos demais, mas esperam até o começo da noite para iniciarem a prova e chegam em casa já na madrugada de domingo, dia em que terão de fazer uma nova prova.

Além de a prática de exercícios físicos ajudar o aluno no preparo para uma prova que também é de resistência, a caminhada, por exemplo, pode ajudar a manter a atenção, o que só melhora o desempenho.

Pesquisa

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Illinois, entre eles Charles Hillman, desenvolveu um trabalho com alunos de nove anos de idade. As crianças eram submetidas, em alguns dias, a caminhadas de 20 minutos em esteiras motorizadas. Em outros, apenas descansavam. Testes aplicados nos alunos mostram que, quando faziam caminhada, ficavam mais atentos, compreendiam melhor os textos e imagens, apresentavam melhor desempenho nas atividades escolares e melhor resultado nos testes. O estudo foi publicado em 2009, na edição de número 159 da Neuroscience.

Vida de monarca africano inspira Mia Couto

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O escritor Mia Couto, de passagem hoje pelo Brasil, fala sobre seu novo livro, uma ficção baseada na vida do último monarca africano que resistiu à dominação portuguesa

O moçambicano Mia Couto: "sempre amei o jornalismo. Mas me cansei de algumas coisas"

O moçambicano Mia Couto: “sempre amei o jornalismo. Mas me cansei de algumas coisas”

Publicado por O Povo Online

Quarenta anos após ter iniciado sua carreira de jornalista como um militante pró-independência infiltrado num diário português de Moçambique, o escritor Mia Couto, 59, volta ao campo da investigação da realidade para montar seu novo romance.

Trata-se de uma ficção baseada na vida de Ngungunhane (1850-1906), último monarca de um império africano que resistiu à dominação portuguesa.

Por telefone, Couto conta à reportagem como os anos em que participou da Frente de Libertação de Moçambique, nos anos 70, e atuando em meios de imprensa locais, como o jornal Notícias, o formaram como novelista.

“Eu sempre amei o jornalismo e esse contato privilegiado com a realidade. Mas me cansei de algumas coisas”, conta ele.

“Não aguentava cargos de chefia e, quando me enviavam a outra cidade para uma cobertura, sempre achava que precisava de mais tempo para entender o novo lugar em que estava. Como não podia ligar para meu editor e dizer que só mandaria o texto dali a duas semanas, resolvi desistir”, diz.

Sobre o novo livro, Couto diz que se sentiu desafiado a lidar com as diferentes interpretações que se fazem de Ngungunhane.

“Quando foi aprisionado, já estava muito debilitado. Mas os portugueses mesmo assim o celebraram como um importante inimigo vencido, obviamente para engrandecer sua conquista. Já os moçambicanos o reconstruíram de modo exagerado como mártir”, diz.

“Portanto, de alguma forma, as duas interpretações são ficcionais. E essa releitura, que a história faz sempre, com os olhos do presente, era o que mais me interessava investigar.”

O escritor é comumente comparado, no Brasil, a Guimarães Rosa (1908-1967) pelo uso do léxico do interior do país em sua obra. “Eu e minha geração buscamos no interior de Moçambique mais do que uma nova linguagem ou uma nova forma de tratar a língua portuguesa”, diz.

“Tratava-se de um compromisso de inserir aquela realidade na linguagem. Também correspondia a uma ideia de negar a homogeneidade que se buscava dar com a modernidade, mostrando um país complexo cheio de vozes e realidades diferentes.”

Couto, já bastante conhecido no Brasil entre os escritores de língua portuguesa contemporâneos, diz que faltam iniciativas para conectar ainda mais a literatura lusófona.

“Esse intercâmbio que passou a haver nos últimos anos é bem menor do que nos anos 60 e 70, quando havia regimes autoritários de ambos os lados que uniam os intelectuais”, explica.

Hoje, lamenta, Moçambique vive forte influência da televisão brasileira. “Não gosto do modo como o Brasil é mostrado lá, as pessoas ficam com uma sensação equivocada, de que é um mundo de pessoas ricas e brancas, principalmente veiculado pelas telenovelas.”

“Quando chegamos aqui há um choque, porque a realidade é mais complexa e veem-se as injustiças”, completa. (Sylvia Colombo, da Folhapress)

Ciência sem Fronteiras: aluno é pouco orientado e não tem disciplinas validadas

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Falta de chancela de coordenadores de cursos antes da viagem, livre escolha de matérias por parte do bolsista e resistência de universidades do País na validação de disciplinas cursadas no exterior impedem reconhecimento do que é aprendido lá fora

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Arquivo pessoal De volta do Canadá, a ex-bolsista do CsF Maria Clara não conseguiu validar todas as matérias

Davi Lira e Ocimara Balmant, no Último Segundo

A estudante universitária Maria Clara Pestana, de 22 anos, teve uma das melhores experiências de sua vida durante o intercâmbio realizado pelo programa Ciência Sem Fronteiras (CsF) do Governo Federal. Aluna do curso de Ciência da Computação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ela estudou de setembro de 2012 a dezembro de 2013 como bolsista no Canadá. No entanto, a felicidade da experiência só não foi completa porque, quando voltou ao Brasil, teve dificuldades com a UFPB no reconhecimento das disciplinas cursadas lá fora.

“Todas as cinco matérias que eu fiz eram da minha área de formação. Mas até agora apenas duas foram aceitas como créditos na minha universidade. Outra eu consegui, ao menos, transformá-la em atividade complementar, porque ela não foi validada. É uma pena, queria ter aproveitado as cinco”, diz Pestana.

O problema de reconhecimento de créditos não é um caso isolado. Existem situações ainda mais graves. É o caso do estudante pernambucano Victor Lira, de 22 anos. “Para mim, pela oportunidade que tive, já me sinto um privilegiado. No entanto, mesmo tendo aproveitado ao máximo a experiência, das seis disciplinas que eu fiz no exterior, eu não consegui dispensar nenhuma no Brasil”, conta Lira, que é estudante de Medicina em Pernambuco.

Pelo fato de o Brasil possuir um padrão distinto de carga horária das disciplinas, teor diferente dos programas dos cursos e até diferenças simples na nomenclatura da matéria, parte considerável da experiência e do conhecimento que o aluno adquiriu no exterior acaba, simplesmente, sendo desconsiderada pelas universidades brasileiras.

Assim, mesmo os alunos estando vinculados a um programa oficial do governo e estudando em instituições no exterior conveniadas pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), os estudos lá fora não são validados em sua totalidade no Brasil. A situação não é uma exceção. O número de queixas de ex-bolsistas é cada vez maior, conforme o iG Educação apurou.

Divulgação/UniBH Para Castro, ex-diretor da Capes, universidades brasileiras deveriam flexibilizar exigências

Divulgação/UniBH
Para Castro, ex-diretor da Capes, universidades brasileiras deveriam flexibilizar exigências

Problemas como esse, dizem os especialistas, poderiam ser evitados se as instituições fossem mais flexíveis. “Isso é um absurdo. Olhar certas ´miudezas´ é bobagem. É um erro da universidade”, afirma o especialista em educação Claudio de Moura Castro, ex-diretor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), agência do MEC que coordena o programa.

Gestores universitários admitem, contudo, que a situação poderia ser evitada caso houvesse um acompanhamento e planejamento prévio das atividades a serem realizadas pelos bolsistas de forma antecipada.

Tal orientação deveria ser dada pelos coordenadores de cursos das universidades de origem, por parceiros internacionais que têm a fundação de intermediar a relação com o bolsista e pela própria instituição brasileira, por meio de seu coordenador de cooperação internacional, que dá o aval para o aluno viajar para o exterior. Dessa forma, o estudante já sairia do Brasil sabendo que a disciplina que vai cursar lá fora será reconhecida quando ele retornar às atividades regulares em sua universidade de origem.

Atualmente, contudo, existem alunos que acabam decidindo, por si só, o que vão estudar. Há situações em que o estudante viaja sem que seu plano de estudos – exigência definida pelo programa – tenha passado pelo crivo do coordenador do curso no País.

“Só quando cheguei no Reino Unido foi que eu decidi quais seriam as matérias que eu iria cursar. Eu nem cheguei a conversar com o meu coordenador no Brasil. No intercâmbio de um ano, eu fiz quatro matérias. Elas foram escolhidas meio que no chute. Levei mais em conta os meus próprios interesses”, afirma o mineiro Breno Barcellos, de 21 anos, que voltou ao Brasil no início de 2014.

Descompasso

Outra situação comum reportada por estudantes é o descompasso entre o plano de estudos que eles definem antes da viagem e a disponibilidade da oferta de disciplinas que eles encontram quando chegam nas universidade no exterior. Por ausência de vagas, desconhecimento das regras de matrícula, falta de orientação adequada é até pouca fluência na língua estrangeira, há alunos que preferem, simplesmente, optar por disciplinas menos complexas e que, de antemão, já sabem que não serão aceitas no Brasil.

Divulgação/UFAL Segundo Josilan, programa precisa aprimorar sistemas de acompanhamento do bolsista

Divulgação/UFAL
Segundo Josilan, programa precisa aprimorar sistemas de acompanhamento do bolsista

“Uma aluna nossa do curso de Bilogia [disciplina dentro da área prioritária do programa, mais voltado às áreas de Exatas e Saúde], por algum motivo resolveu se matricular em Dança Africana. Outros, em vez de cursarem disciplinas relativas aos seus cursos, optam por italiano, por exemplo, mesmo não estando na Itália. Isso é um problema que é comentado entre todas as universidades, por meio de suas assessorias de cooperação internacional”, diz Josilan Barbosa, da coordenação do CsF da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Segundo ele, as universidades não têm um controle fidedigno de quais disciplinas foram escolhidas pelos estudantes após a matrícula no exterior e se elas estão sendo efetivamente cursadas. “Não conseguimos acompanhar os estudantes, nem temos acessos às notas deles durante a realização do intercâmbio”, completa Barbosa.

A culpa não é minha!

Mas cursar uma disciplina sem afinidade com a área de estudo nem sempre é resultado de falta de orientação ou de um “desvio proposital” de rota do estudante. Há casos em que essa adaptação é tudo o que se tem. Um bolsista consultado pela reportagem (ele preferiu não se identificar), é estudante de Cinema no Brasil [curso ligado à área do programa chamada Indústria Criativa]. Ao ser selecionado pelo programa, foi alocado em uma faculdade de Radialismo. “Tive de me adaptar porque o curso nem tem tanto a ver com o que eu realmente desejava”, diz ele, que estuda nos Estados Unidos.

Conheça algumas universidades que já receberam alunos brasileiros pelo CsF

Outro universitário consultado pelo iG Educação passou pelo mesmo problema de alocação em uma faculdade que não se relaciona com seu curso. Mas esse aluno, que também preferiu o anonimato, não está preocupado com a validação dos créditos. “Sabe que não tenho certeza [se as disciplinas serão aceitas pela universidade de origem]? Vou procurar saber depois. Mais do que minha formação acadêmica, essa experiência está sendo fundamental do ponto de vista cultural, antropológico e político. É a primeira vez que moro fora do Brasil.”

Divulgação/Unicamp Para Schwartzman, problemas são frutos da má concepção do programa "desde o início"

Divulgação/Unicamp
Para Schwartzman, problemas são frutos da má concepção do programa “desde o início”

Efeito dominó

Todo esse quadro, que compromente a missão principal do programa – a iniciativa busca fomentar o intercâmbio científico e o fomento à inovação tecnológica do Brasil -, é visto pelo sociólogo Simon Schwartzman, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como consequência direta da forma como a ação vem sendo “mal concebida desde o início”. Como o programa tem uma meta audaciosa de enviar 101 mil estudantes até 2015, critérios de qualidade na seleção, planejamento e acompanhamento dos estudantes não veem sendo respeitados de forma absoluta, diz o especialista. Atualmente, inclusive, o Governo Federal planeja lançar em breve a próxima versão do programa, o “Ciência sem Fronteiras 2.0”, com vistas a atingir a meta mais rapidamente.

“Simon: para as universidades [estrangeiras], muitas delas em crise, acabou sendo um bom negócio [receber o bolsista brasileiro]

“O governo inventa um número total [de meta], aciona o Itamaraty para pressionar os países. Esses, querendo agradar o Brasil, aderem ao programa. Para as universidades, muitas delas em crise, acabou sendo um bom negócio. É o Brasil quem paga a conta”, fala Schwartzman, referindo-se aos recursos repassados pelo governo a instituições estrangeiras e órgãos de intermediação de bolsistas brasileiros. Para ele, falta indicadores de qualidade ao programa. A questão foi o ponto central de uma das reportagens da série.

O professor brasileiro Marcus Smolka, que atua na Universidade de Cornell, nos EUA, acredita que o sucesso de um programa de intercâmbio científico vai depender do trabalho conjunto da universidade de origem e da instituição para a qual o aluno seguirá.

Ele conta como exemplo, uma parceria dos Estados Unidos (EUA) com o Vietnã. Antes do envio, o governo do Vietnã chamou 40 pesquisadores das principais universidades americanas para irem ao país e entrevistarem os alunos interessados. Lá, chegaram a um consenso sobre os alunos com mais qualificação para um programa de pesquisa. “É claro que, dessa forma, as chances de aproveitamento são muito maiores.”

Thinkstock/Getty Images Consultado, o MEC informou que cabe às universidades dos País a validação de disciplinas

Thinkstock/Getty Images
Consultado, o MEC informou que cabe às universidades dos País a validação de disciplinas

Posição do governo

Coube ao MEC a centralização do posicionamento do Governo Federal. Sobre o reconhecimento das disciplinas cursadas no exterior, o órgão afirma que a questão é de responsabilidade das universidades brasileiras.

“Elas possuem autonomia para reconhecer o que foi cursado no exterior. Cabe destacar, que as instituições de origem dos candidatos assinam termo de compromisso com a Capes no qual se comprometem a fazer o reconhecimento das disciplinas cursadas. Para evitar problemas, a Capes orienta os bolsistas a montarem planos de estudos no exterior sob a orientação do coordenador institucional da universidade de origem no Brasil”.

Assim, o MEC ratifica que as universidades brasileiras são co-responsáveis pelo o acompanhamento do desempenho acadêmico dos bolsistas no exterior.

Ainda de acordo com a pasta, “o controle também é realizado pelos parceiros internacionais do programa que verificam a assiduidade do bolsista, seu desempenho, auxiliam na obtenção de vagas de estágio e atuam, ainda, da resolução de problemas de ordem acadêmica e administrativa em relação às instituições de destino”.

iG Educação (Especial) - 2ª dia de reportagem: "TURISMO SEM FRONTEIRAS"

iG Educação (Especial) – 2ª dia de reportagem: “TURISMO SEM FRONTEIRAS”

Série analisa os principais entraves à internacionalização, com eficiência, da graduação do País

Editora Unesp libera livros para download gratuito

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(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Luciana Galastri, na Galileu

A Editora Unesp liberou mais 57 títulos do selo Cultura Acadêmica para download gratuito – em formato PDF ou Epub, compatível com leitores digitais. As obras agora integram a Coleção Propg/FEU Digital, que passa a contabilizar 249 títulos.

A Propg/FEU Digital foi lançada em 2010, com o objetivo de democratizar o conhecimento produzido dentro da Unesp. Todos os livros da coleção foram escritos por professores da universidade e abordam temas sob a alçada das Ciências Humanas – educação, história, geografia e política. O objetivo é publicar mil títulos até 2020.

Entre os livros já disponíveis destacam-se os seguintes títulos:

A construção do espaço da escrita na ficção contemporânea, de Cláudia Regina Bergamin

Caso Rushdie: direitos humanos e islamismo como instrumentos de conflito, de Luana Hordones Chaves (aliás, Salman Rushdie vem para o Brasil!)

Ensaio-fílmico – Cinema, loucura e resistência, de Rafael Christofoletti

Sustentabilidade e cidade – a complexidade na teoria e prática, de Pacelli Henrique Martins Teodoro

Conheça e baixe todos os títulos através deste link.

O que a Blogosfera Feminina está lendo

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Publicado no Dito pelo Maldito

Depois que fizemos uma postagem em que listamos os livros que alguns blogueiros convidados estavam lendo no momento, recebemos algumas críticas feministas válidas pelo fato de ter apenas ‘cuecas’ entre os citados. Eu lamento, mas a verdade é que na época da postagem eu entrei sim em contato com várias blogueiras, mas todas admitiram que não estavam lendo nada ‘naquele instante’. Fazer o quê?!

Bem, preferi acreditar que eu havia escolhido as mulheres erradas para me ajudar nessa tarefa, mas não desisti e fui atrás de blogs mais condizentes com a literatura. Deu certo! Dessa vez eu consegui reunir um time feminino que realmente entende e gosta do assunto para compartilhar conosco quais livros estão lendo, e suas primeiras impressões a respeito da obra.

Descubra o que a Blogosfera feminina está lendo…

Alessandra (Lelê)
Aqui vamos conhecer a história trágica da passagem do planeta Hercólubus pela Terra. Os cientistas diziam que ele passaria longe e não se chocaria, então ninguém precisaria se preocupar. Porém, no momento de sua passagem 70% da população cai desmaiada.
E quando acordam não são mais humanos. Com olhos leitosos, força descomunal, sede de sangue e fome de carne humana de preferência.
Acompanhamos a história de vários personagens, mas o foco é em uma família de sobreviventes que tenta se salvar e salvar todos os que estão em perigo. Uma jornada de aventura e ação, carregada de sangue, amizade e confiança. Estou amando muito o livro!! A leitura é ágil e perfeita!! Livro incrível!!!
 
Natália 
O Menino de Fantoches de Varsóvia podia ser “mais um livro” sobre o holocausto da Segunda Guerra Mundial, mas ele possui o diferencial de contar a história do gueto e de sua resistência.
Já Fangirl é um romance que atinge a todas garotas (e garotos) que participam dos fandoms na internet. Sobre sair da casca, do lugar comum, se aventurar em lugares novos e companhias novas. Pessoalmente me identifiquei bastante com o livro.
Milena Cherubim
O livro é todo feito em HQ, os personagens são ratinhos e conta a história do Holocausto. Estou bem no início, porém a leitura é surpreendente. O autor consegue fazer com que você entre na história com Vladek ele vai narrando desde o início como conheceu a mãe do Art (o autor do livro) e passando pela vida dele até o campo de concentração. Uma narrativa muito gostosa e a forma de quadrinhos deu uma certa leveza ao cenário.
 
Joyce Gadiolli
Sou fascinada por livros históricos e pela segunda guerra mundial, portanto, o livro me despertou muito interesse. Nele descobrimos que o Papa Pio XII não foi complacente com o holocausto de Hitler e o como sua rede de católicos e do Vaticano foi fundamental para a proteção dos judeus. Apesar do Papa Pio XII não ter se declarado publicamente contra o genocídio, foi uma voz importante dentro do Vaticano, já que através de suas ações, judeus puderam viajar para outros países e se livrar da perseguição. A leitura é densa por ter bastante personagens envolvidos, mas é importante para entendermos mais uma parcela dessa tragédia mundial.
 
Pamela Santiago
O livro se inicia pela segunda parte e isso tem um significado especial que estou passando a entender agora, após um terço do livro lido. Conhecemos o jovem Bruno, desde a época em que ainda era um estudante de medicina até o momento decisivo que todos passam que é sair do abrigo dos pais e parte então para conquistar seus sonhos. Mas um fato ocorrido antes de sua tão sonhada formatura faz com que o garoto enxergue a vida com outros olhos. Simples e belo, a narrativa te envolve como se estivesse presenciando cada cena, cada detalhe. Estou achando magnífico.
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