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USP não tem calouro preto nas três carreiras mais concorridas de 2013

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Cristiane Capuchinho, no UOL

As três carreiras mais concorridas do vestibular 2013 da USP (Universidade de São Paulo) não têm alunos pretos matriculados no 1° ano –conforme classificação de cor do IBGE (no quadro ao lado). Juntos, os cursos de medicina, engenharia civil em São Carlos e publicidade e propaganda matricularam 369 alunos, segundo a Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular). Desses, 78,3% se declararam brancos, 9,5% são pardos e 11,9%, amarelos.

IBGE

As nomenclaturas “pretos”, “pardos”, “indígenas”, “amarelos” e “brancos” dizem respeito a cor e são termos utilizados pelo IBGE em suas pesquisas

Segundo o Censo do IBGE de 2010, 63,9% dos habitantes paulistas se declararam brancos, 29,1% pardos, 5,5% pretos, 1,4% amarelos e 0,1% indígenas.

Nos dez cursos mais concorridos do processo seletivo 2013, apenas 4 pretos se matricularam. O curso de ciências médicas de Ribeirão Preto, o quarto mais concorrido, teve apenas um preto entre seus 103 calouros. Em jornalismo, sexto lugar na concorrência, ingressou um de 66 alunos. No bacharelado de artes cênicas (8°), há um calouro preto. E no curso de design, matriculou-se este ano apenas um entre 43 alunos.

No momento da inscrição na Fuvest, 4,3% dos candidatos do processo seletivo para a USP se autodeclararam pretos, 15,1% pardos, 5,1% amarelos e 0,2% indígenas.

No momento da matrícula, a presença de pretos e pardos passa a ser menor. Dentre os estudantes que se matricularam em 2013, 2,4% são pretos, de acordo com informações da Fuvest. Os pardos compõem 11,3% dos calouros, os amarelos são 7,5% e os indígenas formam 0,2% dos alunos.

Escola pública
O número de alunos de escola pública a ingressarem na USP aumentou de 28%, em 2012, para 28,5% dos matriculados em 2013. O crescimento é pequeno frente ao aumento do percentual de egressos da escola pública a se inscreverem na Fuvest no mesmo período — o índice passou de 33,8% em 2012 para 35,3% em 2013.

Para melhorar os resultados, a universidade estuda aumentar o bônus oferecido a alunos de escola pública em seu vestibular. “É possível aumentar o bônus do Inclusp sem prejudicar a qualidade do aluno. Temos um vestibular muito competitivo”, afirmou a pró-reitora de Graduação da USP Telma Zorn.

Em 2012, o percentual de estudantes da educação básica na rede pública do Estado de São Paulo era de 80%, segundo o Censo da Educação Básica.

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Programa de inclusão
No final do ano passado, o governo paulista apresentou um programa de inclusão com o objetivo de aumentar o número de alunos pretos, pardos e indígenas e de escolas públicas nas universidades paulistas, o Pimesp (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Público Paulista).

A meta do programa é de aumentar para 17,5% o percentual de estudantes pretos, pardos e indígenas em cada curso do ensino superior público do Estado. O programa precisa ser aprovado pelo conselho universitário da USP e da Unicamp para passar a valer, a Unesp já aprovou as metas.

O programa tem sido alvo de críticas pelos movimentos sociais por prever que o estudante que não for aprovado pelo vestibular faça um curso de até dois anos de duração, inspirado nos “colleges” norte-americanos e ministrado parcialmente a distância, para só então ter direito a uma vaga nas estaduais paulistas.

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Para ler na escola

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Jairo Marques, na Folha de S.Paulo

Fico imaginando o quanto deve doer o “Coração de Estudante” do Milton Nascimento ao ser bombardeado com imagens de professores com suas caras arroxeadas que não param de aparecer na televisão, nos jornais, nas “internets” e nos hospitais.

Professor pega gripe de menino catarrento que dá bom-dia com beijo, faz curativo no atentado que se rasgou na hora do recreio, é o psicólogo preferido do adolescente meio “revolts” e o defensor-mor da igualdade no reino das diferenças que imperam em uma escola.

Agora, porém, o respeito, a consideração e a admiração ao mestre, valores intocáveis e inquestionáveis, parecem que estão sucumbindo a qualquer mimo, a qualquer charme, a quaisquer garotões ou garotonas bobos que se acham, mas que, no fundo, estão bem perdidos.

Professor é o cara que entrega para a gente, em alguns casos, quase de graça, uma chave universal que destranca portas ao longo de toda a trajetória de vida. Mesmo assim, a tranca da ignorância de quem acha que ensinar é algo ultrapassado parece estar ganhando adeptos com velocidade.

Quero ver o Google inspirar a pensar que, talvez, o segundo resultado de uma pesquisa seja mais íntegro e válido do que o primeiro link apresentado. Duvido que haja jogos on-line mais interessantes do que um bom debate sobre a danada da Capitu.

De nada valem aplicativos geniais e vídeos engraçados no YouTube se alguém não ensina o que é a ironia, o que são os efeitos da trigonometria, a importância do porto de Alexandria, a razão por que tantos buscam isonomia e os relevos da geografia.

Passou da hora de a galera do fundão reagir criando uma marchinha de agrado ao professor. E também é momento de os nerds fazerem uma campanha no ciberespaço de valorização do conhecimento.

As bonitas poderiam ajudar a dar um up no make caído que fazem para o “prô”. A galera da timidez poderia preparar um grito bem gritado de “cheeeega”, de cale-se e preste atenção, que é meu futuro o que está no gramado. Aos puxa-sacos caberia fazer redondilhas cheias de xodó.

Quando a violência não é mais um tema da rua e de ambientes hostis, em que a gente tem sempre um político safado a quem impor a responsabilidade, e começa a ser fotografada dentro do palco maior de aprendizado, a escola, parece que o futuro está avisando, com calafrios, que ficará doente.

Este texto não é para ser lido na escola porque vai cair na Fuvest nem trata de um tema modernoso, que não para de ser discutido nos mundos acadêmicos. Ele também não tem palavrão caprichado e escracho sujão para se morrer de achar bom, compartilhar com os amigos.

Ele só serve para lembrar e reafirmar que escola e professor são fundamentos que instigam acordar para fazer melhor, para ganhar mais uma dose de estímulo para ir além. Não é a história de um fulano em uma caverna distante que é afetada quando um mestre apanha de um aluno. É a história que você está construindo para seus filhos e para si mesmo.

Que as caras manchadas dos prófis sejam de tanto rir de conquistas daqueles a quem se doaram ou pela maquilagem escorrida de tanto chorar de orgulho por aqueles a quem se dedicaram. E desculpe-me do tom professoral.

Série de livros leva jovens leitores para Idade Média

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Os mitos do Santo Graal são o tema de “O jovem Templário”

A capa do livro “O jovem Templário - Trilha do destino” Reprodução / Editora Rocco

A capa do livro “O jovem Templário – Trilha do destino” Reprodução / Editora Rocco

Publicado em O Globo

Reconstituir a idade média com riqueza de detalhes e atrair interesse do público jovem foi o grande desafio do escritor Michael P. Spradlin. A série de livros “O jovem Templário” traz uma boa dose de História, além dos componentes habituais das histórias juvenis: romance, aventura e um pouco de mistério. O personagem central é Tristan, um garoto que acompanha um Cavaleiro Templário em uma jornada repleta de perigos. O segundo livro da saga, “Trilha do Destino”, acaba de ser lançado no Brasil pela editora Rocco.

Ao protagonista é dada a missão de guardar o Santo Graal, instrumento que suscitou lendas e teorias ao longo dos séculos. O objeto seria um cálice usado por Jesus Cristo na última ceia. Mas, na prática, sua existência nunca foi comprovada. Segundo o folclore, ele daria grande poder a quem o possuísse, e os Cavaleiros Templários, guerreiros da idade média, eram encarregados de protegê-lo.

Spradlin conta que tentou explicar todos os sentidos do mítico objeto para os jovens leitores.
– O meu primeiro dever foi explicar o que é o Graal e todos os diferentes significados que ele tem na nossa cultura. Há, literalmente, milhares de poemas, histórias e lendas a respeito do objeto, dos Cavaleiros Templários até Rei Artur e a Távola Redonda. Eu escolhi seguir um dos mitos mais famosos, de que os templários seriam os guardiões – diz o autor por e-mail.

Além dos métodos de pesquisa tradicionais, o americano viajou até a cidade inglesa de Dover, famosa pelo castelo homônimo datado do século XII. Lá ele procurou imergir completamente no assunto: tirou fotos, gravou vídeos e tomou notas de tudo. Como recompensa para tanto esforço, o retorno da garotada, segundo ele, tem sido o melhor possível.

– A reação dos jovens de todo o mundo tem sido fantástica. Eu recebo cartas e e-mails de leitores de todo o globo – comemora.

O autor explica que o virtuoso Tristan, protagonista da saga, foi inspirado em alguém de carne e osso que ele conhece muito bem.

– Eu não consigo escrever um romance até que eu tenha um personagem que me conte a história. Um dia, Tristan simplesmente surgiu na minha cabeça e fez isso. As características dos personagens são muito baseadas nas do meu filho. Eles têm a mesma moral, a mesma lealdade e desejo de fazer a coisa certa. Fisicamente, eles também se parecem um pouco – revela o pai coruja.

Menor professor do mundo já foi confundido com um bebê

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Publicado por R7

Com 22 anos e 91 centímetros, o indiano Azad Singh da aulas de computação

Reprodução/ Mail Online Foi dando aulas de computação, numa escola só para meninas em Haryana, que conquistou o respeito da sociedade

Reprodução/ Mail Online
Foi dando aulas de computação, numa escola só para meninas em Haryana, que conquistou o respeito da sociedade

Com uma mesa de apoio, Azad Singh ensina adolescentes que têm mais que o dobro do seu tamanho. O indiano de 22 anos e 91,44 centímetros é o menor professor do mundo. Depois de ser rotulado de aberração de circo, Singh contou em entrevista ao jornal Mail Online, que foi dando aulas de computação, numa escola só para meninas em Haryana, que conquistou o respeito da sociedade.

Desde que tinha cinco anos, Singh parou de crescer por causa de um distúrbio hormonal raro, e até hoje precisa usar roupas para criança. Um guarda já confundiu Singh com um bebê num trem, quando ele tinha 18 anos.

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Quando o indiano era ainda era um estudante, sofreu bullying na escola. Outros alunos diziam que Singh seria sequestrado por um circo por ser uma aberração, e indiano ficava apavorado com as ameaças. Apesar disso, o professor diz que tudo influenciou para formação de seu caráter.

Chamado de “pequeno senhor” pelos alunos, ele precisa de uma mesa como apoio para alcançar a lousa, e foi assim que se tornou o orgulho da família.

Editora suspende distribuição de livro de psiquiatra acusada de plágio

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Juliana Gragnani e Laura Capriglione, na Folha de S.Paulo

O selo Fontanar, da Editora Objetiva, decidiu suspender a comercialização e a distribuição do livro “Corações Descontrolados”, da psiquiatra de Ana Beatriz Barbosa Silva. Autora de livros de autoajuda psiquiátrica que são campeões de vendas, ela é acusada de plágio.

A médica psiquiatra Ana Carolina Barcelos Cavalcante Vieira, que trabalhou na clínica Medicina do Comportamento, de Ana Beatriz, alega que “Corações Descontrolados” tem trechos que são cópias de textos de sua autoria. Ela diz que entrará na Justiça contra Ana Beatriz e a Objetiva com ação de indenização por danos morais e materiais na próxima semana.

A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva (esq.) e a autora de novelas Gloria Perez

A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva (esq.) e a autora de novelas Gloria Perez (Divulgação)

A acusação de Ana Carolina soma-se à do médico Tito Paes de Barros Neto, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, autor do livro “Sem Medo de Ter Medo” (Casa do Psicólogo, 2000). Segundo Barros Neto, no início de 2012, uma amiga procurou-o para dizer que tinha lido um livro “igual” ao dele.

Em nota, a Editora Objetiva afirmou estar consultando advogados a respeito da questão. “Diante da natureza das questões levantadas sobre essas duas obras, vamos iniciar uma avaliação interna da eficácia de nossos processos de análise de originais recebidos.”

“Corações Descontrolados” vendeu 50 mil exemplares. Em novembro, sofreu alterações nos trechos onde foi detectado plágio. “Mentes Ansiosas”, cujas vendas foram suspensas em outubro, chegou a vender 200 mil exemplares.

Procurada, a psiquiatra não foi localizada nem em sua clínica nem por intermédio da assessoria de imprensa, que não respondeu aos recados deixados pela Folha.

O advogado Sydney Limeira Sanches, que representa Ana Beatriz, declarou nesta sexta (1º) que a decisão da Objetiva não tem fundamento. “Hoje está sendo comercializada uma versão que não tem nenhuma referência com o que está sendo reivindicado pela dra. Ana Carolina Barcelos Cavalcante Vieira”. Ainda segundo ele, Ana Beatriz não dará entrevistas sobre o assunto. (mais…)

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