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Cédulas de dinheiro com retratos de grandes escritores

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Pode não parecer, mas os escritores são pessoas importantes. E uma grande prova disso é a quantidade de selos que homenageiam autores, assim como suas obras e personagens. E se hoje em dia a literatura não rende mais o valor que ela merece dentro da sociedade, gostaríamos de lembrar que um dia ela já foi representada na coisa mais valiosa já produzida pelo mercado,… O dinheiro. Não há muitas moedas dedicadas a escritores, no entanto, cédulas em papel já foram usadas para homenagear alguns escritores clássicos de todo o mundo.

Abaixo separamos algumas amostras de notas que retratam grandes autores, e que formam uma coleção bem peculiar e específica de dinheiro.

Miguel de Cervantes

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César Vallejo

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Leopoldo Alas ‘Clarín’

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Carlos Drummond de Andrade

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Charles Dickens

dickens (mais…)

Machado de Assis aparece em foto, ao lado de princesa Isabel, numa missa que homenageou o fim da escravidão

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Reprodução

Reprodução

Autores como Sidney Chalhoub, Alfredo Bosi, John Gledson e Roberto Schwarz mostram que o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas não era alienado

Euler de França Belém, no Jornal Opção

Durante anos, leituras apressadas e redutoras frisaram que Machado de Assis (1839-1908), o maior escritor brasileiro, autor do seminal romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas” — que influenciou, entre outros, Philip Roth —, era politicamente “alienado”. Não era, claro. Mas sua sutileza verbal, sua linguagem apurada e irônica e sua ambiguidade à Henry James não são percebidas por leituras à realismo socialista. Sua prosa, cada vez mais estudada no e fora do Brasil, por expert como o brasileiro Alfredo Bosi e o britânico John Gledson, está sempre revelando coisas novas, descortinando seu tempo e, ao seu modo, dialogando com o futuro. Pode-se dizer que Machado de Assis passou a ser mais conhecido na medida que escritores começaram a “repeti-lo”, mesmo sem citá-lo diretamente, e os críticos passaram a lê-lo com mais atenção. Agora, os jornais revelam mais uma “surpresa” do criador de “Dom Casmurro”. Uma fotografia o mostra — tudo indica que se trata do escritor — numa missa campal realizada no dia 17 de maio de 1888, há 127 anos, em São Cistovão, no Rio de Janeiro.

Era uma homenagem à abolição escravidão e Machado de Assis estava presente — próximo da Princesa Isabel e do marido desta, o conde D’Eu. O portal Brasiliana Fotográfica ampliou a fotografia — 15 vezes — e, por isso, ficou mais fácil identificá-lo. A “Folha de S. Paulo” ouviu especialistas em Machado de Assis e eles concordam que a pessoa é mesmo muito parecida com o escritor.

“A foto é uma representação muito importante do contexto da época, e ainda demonstra que Machado estava próximo da questão abolicionista”, disse Sergio Burgi, coordenador de fotografia do Instituto Moreira Sales, à “Folha”.

Ubiratan Machado, autor do “Dicionário de Machado de Assis”, afirma que “a presença” do autor de “O alienista” na missa era “fato até hoje desconhecido pelos biógrafos”. O que prova que o autor que morreu há 107 anos — no ano em que nasceu Guimarães Rosa, o Machado de Assis do modernismo literário — ainda é um enigma e carece de novas pesquisas. O livro “Machado de Assis Historiador”, de Sidney Chalhoub, revela que o escritor tinha uma compreensão poderosa de seu tempo — inclusive (talvez sobretudo) da escravidão. Roberto Schwarz e Raymundo Faoro, nos seus clássicos, mostraram o tanto que Machado de Assis era atento ao seu tempo e o registrou com a finura do escritor, não com o registro às vezes seco e frio do historiador.

“Não bato o martelo de que é o Machado, mas realmente parece muito com ele”, disse Valentim Facioli, mestre aposentado da USP, à “Folha”. “Se for realmente ele, é mais uma prova para desqualificar as bobagens de que Machado era indiferente à escravidão. Sempre foi um abolicionista, mas à moda dele, sem militar em grupos ou comícios”, afirma. O livro de Sidney Chalhoub comprova, em detalhes, que as preocupações sociais de Machado são expostas, ainda que não de maneira engajada, na sua prosa perspicaz e antenada.

O pesquisador britânico John Gledson, um dos maiores machadianos internacionais, concorda com seus pares: “Parece realmente o Machado daquele período. Me surpreende que ele estivesse tão perto da princesa. Ele não era exatamente membro da elite, embora já fosse famoso na época”. Se foi uma jogada de “marketing” da princesa, tê-lo tão perto, o tempo mostra que foi um acerto. A fotografia indica que tanta a aristocrata quanto o intelectual plebeu tinham sensibilidade social e estavam conectados com os tempos ventos-tempos.

Historiador afirma ter encontrado único retrato de Shakespeare em vida

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shakespeare

Dramaturgo inglês que viveu entre 1564 e 1616 seria objeto de gravura em capa de livro botânico

Publicado no Divirta-se

Um historiador botânico britânico disse afirmou nesta terça-feira ter descoberto o único retrato conhecido feito em vida do mais famoso dramaturgo inglês, William Shakespeare (1564-1616) – uma tese recebida com ceticismo por alguns especialistas.

Mark Griffiths diz ter descoberto este retrato na gravura que adorna a capa da primeira edição de um famoso livro botânico do século 16, “The Herbal”, um compêndio de 1.484 páginas do botânico John Gerard (1545-1612).

“Esta é a primeira vez que temos um retrato identificado como sendo de Shakespeare, feito ainda em vida. Os únicos outros dois retratos autênticos de Shakespeare são póstumos”, explicou à AFP Mark Hedges, editor de revista Country Life, onde o artigo de Griffiths será publicado nesta quarta-feira.

“Este é William Shakespeare, aos 33 anos, no auge de sua carreira”, acrescenta Hedge, que o descreveu como um “jovem incrivelmente belo”. O físico de jovem observado na gravura contrasta com os retratos previamente conhecidos dele, onde o ‘bardo’ aparece mais velho.

A gravura contém quatro personagens principais nos quatro cantos, previamente identificados como sendo pessoas imaginárias, mas consideradas reais por Griffiths, graças aos padrões florais em torno deles e vários códigos e enigmas dos quais os contemporâneos de Elizabeth I eram entusiastas.

O historiador-botânico explicou à AFP que ele identificou William Shakespeare através de suas roupas poéticas, a frutilária que ele segura (flor intimamente ligada, de acordo com o pesquisador, à peça Vênus e Adônis) assim como um enigma que, uma vez decodificado, forma o nome do dramaturgo.

Os outros personagens foram identificados como o autor do livro, o célebre botânico flamengo Rembert Dodoens, e o tesoureiro da rainha, Lord Burghley.

“Sou profundamente cético. Eu não vi os argumentos com detalhes, mas Country Life certamente não é a primeira publicação a fazer esse tipo de declaração”, rebateu Michael Dobson, diretor do Instituto Shakespeare na Universidade de Birmingham. Outros especialistas também expressaram ceticismo.

“Eu fiz esta descoberta pela primeira vez há cinco anos e eu sempre tentei refutá-la desde então. E uma equipe de especialistas de universidades como Oxford e Heidelberg”, defende Griffiths.

“Tudo o que eu digo é baseado em provas documentais, históricas e científicas”, garante, citando uma dupla especialização em botânica e literatura inglesa.

Carta de Karl Marx é vendida por US$ 678 mil em leilão na China

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Foto: Reprodução/Xiling Yinshe

Foto: Reprodução/Xiling Yinshe

Publicado por BOL Notícias

Uma carta do filósofo alemão Karl Marx, junto com uma fotografia do pensador, foi vendida por US$ 678 mil em um leilão realizado na China.

Segundo informou nesta terça-feira o jornal “China Daily”, o lote foi oferecido em um leilão especial sobre documentos originais dos pioneiros do comunismo realizado na casa Xiling Yinshe da cidade chinesa de Hangzhou (província de Zhejiang, leste do país).

Na fotografia leiloada, é possível ver Marx com os cabelos e a barba longos e envelhecidos, vestido com um traje escuro e uma camisa branca sobre a qual destaca-se um monóculo que leva pendurado ao pescoço, apoiando sobre uma mesa seu braço direito enquanto coloca o dedão na gola de sua jaqueta.

A carta vendida ontem foi escrita em 2 de junho de 1881 pelo filósofo, que morreu em Londres em 1883 aos 63 anos de idade.

Como consequência de sua má saúde, o intelectual baixou notavelmente sua produção em seus últimos anos de vida, por isso que esta carta é um dos poucos escritos que foram conservados desta etapa.

No documento, que ocupa uma página (incluindo um longa post scriptum), o autor de “O capital” menciona Friedrich Engels e a sua esposa e se refere aos pensamentos progressistas do século XIX.

Esta carta assinada por um dos pais do comunismo já foi publicada na versão chinesa das Obras Completas de Marx e Engels e em uma monografia russa sobre o pensador.

Na República Popular da China, os estudos da obra de Marx e das ideias marxistas são obrigatórios na educação média e universitária, já que nelas se inspirou a construção de seu sistema político atual, que entrou em vigor em 1949.

No entanto, em um leilão que aconteceu em julho em Xangai, no qual foi colocada à venda outra carta do filósofo alemão, ninguém ofereceu os US$ 1,34 milhão que era pedido para começar o leilão.

dica do Guilherme Massuia

Menos novelas e mais livros

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O número de novelas que as pessoas assistem, na maioria das vezes, é maior do que o número de livros que leem

Paulo Sérgio Buhrer no Administradores

Às vezes chego a pensar que as novelas geram ganhos a quem assiste, tamanho é o fascínio que despertam nas pessoas. Mas, longe disso. Elas geram mesmo é paralisia, de todos os gêneros, inclusive, físico, afinal, há pessoas que nem piscam quando a cena é chocante, picante, emocionante.

Você já ouvir dizer que alguém foi promovido porque sabia o nome de todos os personagens da novela das nove? Ou, porque recitou o último capítulo da novela das seis? Menos novelas e mais livros significa mais conforto, saúde, bem-estar, relacionamentos… mais vida.

Alguma pessoa coloca no currículo: “expert em novelas”. A não ser que você seja um crítico de TV, ou ganhe dinheiro com notícias noveleiras, ninguém melhora de vida vendo novela.

É uma pena, porque enquanto os capítulos das novelas avançam, a carreira das pessoas, a competência e o aprendizado andam para trás. Raramente, e raramente mesmo você aprende alguma coisa produtiva vendo uma novela.

“Então não posso mais assistir minha novelinha?” Claro que pode, afinal, cada um é dono de si mesmo. A questão é que, pelo menos, nos intervalos, deveríamos trocar a novela por páginas de livros. Livros que aumentem nossa competência, que despertem nossa motivação e entusiasmo pela vida. Livros que nos direcionem para a carreira que pretendemos, e nos auxilie na preparação de competências e diferenciais para que ela seja um sucesso, enfim, ler os capítulos de livros traz resultados positivos e muito aprendizado, enquanto que acompanhar os capítulos da novela traz inércia, acomodação, e, pior, corremos o risco de criar um estado mental com inversão de valores, afinal, o que se passa nas novelas de hoje é todo tipo de imprestabilidade.

“Ah, mas a novela é um retrato da vida real”. Mentira. A vida real tem se deixado influenciar pelas novelas, invertendo valores morais como se fosse esse o padrão. Não é padrão a traição, o sexo sem amor, o pobre ser feliz e o rico depressivo, como se quisessem perpetuar a fome, a miséria, o pouco, incentivando de que feliz mesmo é quem não tem dinheiro, e, que, os ricos, cedo ou tarde apontam uma arma para a própria cabeça. Tudo isso é enganação e não podemos trazer para os capítulos da nossa vida o que se passa nas novelas.

Quer ver sua novelinha, veja, mas, prefira trocá-la por conhecimento que enobrece, por outras imagens que façam bem à sua mente, por ideias de especialistas nas mais diversas áreas, e não pelas infames imagens, sons e experiências novelísticas.

De outro ponto de vista, é preciso que compreendamos que nós é que nos deixamos influenciar, e, parecemos gostar do que se passa na TV, tamanha é a audiência desses programas. Não se chateie com quem quer lhe ajudar a sair do marasmo, da inércia de ficar no sofá, esparramado, vendo novela enquanto os filhos brincam sozinhos lá fora e seu companheiro (a) implora por atenção, ou enquanto um colega de trabalho está sendo promovido porque leu mais, foi a cursos, o que possibilitou a ele comprar o carro que você sempre quis, mas, a novela o convenceu de algum modo, que ela era mais importante que seu aperfeiçoamento e qualidade de vida.

Me dá uma dor no coração ver pessoas não indo a cursos, palestras, não lendo pelo menos um livro por ano, porém, recitando o nome dos personagens e o que cada um fez no capítulo anterior, deixando queimar o arroz, o feijão e derramar o leite no fogão, mas, não perdendo segundos da novela.

Assista sua novela, mas, com todo carinho do mundo, sugiro que comece a trocá-la por algo produtivo, divertido, instigante, como um livro, um curso, ou, simplesmente em sair para passear num parque sozinho ou em família, e observar a natureza, só para quebrar esse hábito de acomodação que a novela traz.

Eu sei que você chega em casa exausto, e tudo o que enxerga é a poltrona do sofá e tela da TV, porém, estar extenuado é um ótimo sinal de que está suando no trabalho, no entanto, suor já não é mais sinal de sucesso. Temos que complementá-lo com evolução, aprendizado, habilidades, coisas essas que a gente não aprende vendo novela.

O pior de tudo é que ficarmos vidrados na TV não permite sequer que descansemos, pois ficamos focados, atentos a tudo o que se passa, enchendo a mente com bobagens que vão atrapalhar num momento ou outro nossa vida.

Não sou contra a TV e suas novelas. Sei do papel importante que a TV tem. Sou contra você não estudar, não se empenhar, não participar de eventos que a empresa oferece, negar hora extra, negar carinho, atenção a quem ama você, enfim, sou contra rejeitar conforto, bem-estar, crescimento. Aposto que nunca um artista de novela lhe deu esses conselhos, deu? Garanto que nenhum deles se preocupou em ligar pra você oferecendo ajuda quando não sobra dinheiro para comprar um tênis para o filho ir para o colégio, ou, duvido que algum deles tenha oferecido ajuda nos momentos mais difíceis que você enfrentou, e, mais, tenho certeza que nunca ligaram pra você oferecendo apoio para uma consulta médica particular para seu filho, enquanto você reclamava da demora no posto de saúde. Por que eles não fazem isso?

A resposta é simples: porque eles são personagens, e você é real. Não se deixe inverter, tornando-se um mero expectador da própria vida. Você é real e tem que sair do sofá e dos capítulos da novela para se tornar protagonista do filme da sua vida, da sua carreira, do seu destino e escrever belos capítulos no livro da sua história.

Firme campeão, campeã. O carro, a casa, o conforto, a vida que você deve sonhar não está nas novelas. Tudo isso está nos livros, cursos e na sua evolução constante. Mais livros e menos novela.

Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre.

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