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Posts tagged Retratos

Artista Javier Bellomo imprime retratos em folhas de livros

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Publicado em O Beijo

Para o artista Javier Bellomo, um livro é mais do que um livro. É um suporte para impressão de fotografias. O argentino produz retratos que depois ganham dezenas de páginas de publicações diversas.

A mescla entre as imagens e as letrinhas miúdas é quase hipnótica. “O que está escrito tem relação com a expressão do personagem retratado”, é uma das perguntas que surge quando o trabalho é visto.

Em seu site, o artista conta que a fotografia surge de um processo intenso. Há muita conversa antes da câmera ser disparada. A fragmentação também é um aspecto a ser discutido, Bellomo intitula esta série de “Quebra-Cabeças”.

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Fotógrafo lança livro com série de retratos íntimos e expressivos de animais domésticos

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Publicado no Hypeness

O fotógrafo britânico Robert Bahou cresceu numa casa onde os animais transitavam livremente. Gatos, cachorros e até mesmo cavalos marcaram sua infância e fizeram com que seu olhar pudesse captar, no futuro, a “Alma Animal”.

Animal Soul é o primeiro livro de fotografias do artista, financiado via Kickstarter. Para compor a publicação, Robert contou que fez uma cuidadosa curadoria dos animais, a fim de captá-los de perto; e acrescenta que os animais têm uma relação diferente da nossa ao serem fotografados: “Eles não se ajustam, não escolhem seu melhor lado, já têm o rosto preparado e não escondem nada. O que nos resta é um momento verdadeiramente honesto entre eles e a câmera”.

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Todas as fotos © Robert Bahou

Exposição apresenta fotos de escritores feitas por Daniel Mordzinski em hotéis

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Entre os retratados na mostra que tem entrada gratuita estão Vargas Llosa, Borges, Saramago e Verissimo; veja galeria de imagens

Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

Mario Vargas Llosa deitado fazendo anotações. Agustina Bessa-Luís passando batom no banheiro. José Eduardo Agualusa sentado na cama, com a mala pronta. Salman Rushdie dentro da banheira, de roupa e comendo frutas. Essas cenas foram presenciadas, ou montadas, pelo fotógrafo Daniel Mordzinski ao longo de sua trajetória profissional – recheada de encontros com célebres escritores.

Uma exposição em São Paulo vai apresentar cerca de 50 fotografias tiradas por ele exclusivamente em hotéis. Quartos de Escrita – Retrato de Escritores em Hotel, que já passou pelo festival Fliaraxá em 2014, fica em cartaz no Sesc Bom Retiro até o dia 8 de março. A curadoria é de Afonso Borges, idealizador do Sempre um Papo – série de encontros realizados com escritores em Belo Horizonte e também em São Paulo.

EXPOSIÇÃO QUARTOS DE ESCRITA – RETRATO DE ESCRITORES EM HOTEL

Daniel Mordzinski/Divulgação > O escritor Mario Vargas Llosa, colaborador do Estado, foi agraciado com o Nobel em 2010

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O escritor Mario Vargas Llosa, colaborador do Estado, foi agraciado com o Nobel em 2010

Daniel Mordzinski/Divulgação > O escritor argentino Jorge Luis Borges; livros escritos por ele com o amigo Adolfo Bioy Casares acabam de chegar às livrarias brasileiras

Daniel Mordzinski/Divulgação
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O escritor argentino Jorge Luis Borges; livros escritos por ele com o amigo Adolfo Bioy Casares acabam de chegar às livrarias brasileiras

Daniel Mordzinski/Divulgação > Prêmio Nobel de 1998, José Saramago deixou um romance inacabado ao morrer, em 2010; Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas foi publicado no Brasil em 2014

Daniel Mordzinski/Divulgação
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Prêmio Nobel de 1998, José Saramago deixou um romance inacabado ao morrer, em 2010; Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas foi publicado no Brasil em 2014

Daniel Mordzinski/Divulgação > Cronista do Caderno 2, o escritor Luis Fernando Verissimo é um dos brasileiros retratados por Daniel Mordzinski

Daniel Mordzinski/Divulgação
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Cronista do Caderno 2, o escritor Luis Fernando Verissimo é um dos brasileiros retratados por Daniel Mordzinski

Daniel Mordzinski/Divulgação > O angolano José Eduardo Agualusa é autor de Nação Crioula, entre outras obras; A Rainha Ginga, seu mais recente trabalho, será lançado no Brasil em abril

Daniel Mordzinski/Divulgação
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O angolano José Eduardo Agualusa é autor de Nação Crioula, entre outras obras; A Rainha Ginga, seu mais recente trabalho, será lançado no Brasil em abril

Daniel Mordzinski/Divulgação > Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, que lhe rendeu uma ameaça de morte e anos de reclusão

Daniel Mordzinski/Divulgação
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Salman Rushdie, autor de Versos Satânicos, que lhe rendeu uma ameaça de morte e anos de reclusão

Daniel Mordzinski/Divulgação > Um dos principais nomes da literatura portuguesa, Agustina Bessa-Luís é tema de outra exposição em São Paulo; até março, sua vida e obra estão em destaque no Museu da Língua Portuguesa

Daniel Mordzinski/Divulgação
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Um dos principais nomes da literatura portuguesa, Agustina Bessa-Luís é tema de outra exposição em São Paulo; até março, sua vida e obra estão em destaque no Museu da Língua Portuguesa

Daniel Mordzinski/Divulgação > A reclusa escritora Herta Müller, romena homenageada com o Nobel em 2009

Daniel Mordzinski/Divulgação
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A reclusa escritora Herta Müller, romena homenageada com o Nobel em 2009

Há retratos, ainda, de Eric Hobsbawm, Nadine Gordimer, Umberto Eco, Jorge Luis Borges, José Saramago, Gabriel García Márquez, Eduardo Galeano, Herta Müller e de brasileiros, como Luis Fernando Verissimo, cronista do Caderno 2, e João Paulo Cuenca, entre outros autores.

Daniel Mordzinski, também conhecido como o fotógrafo dos escritores, nasceu em Buenos Aires, mas vive em Paris há quase quatro décadas. Suas fotos já foram publicadas em veículos como Le Monde e El País e foram tema de exposição na Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Inglaterra, Grécia, França, México, Colômbia, Argentina e outros países.

Exposição – Quartos de Escrita – Retrato de Escritores em Hotel
Sesc Bom Retiro ( Alameda Nothmann, 185, tel. 3332- 3600)
Até 8 de março
De terça a sexta, das 9h às 20h30; sábados e domingos, a partir das 10h
Grátis

Por que o brasileiro não lê?

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Filipe Larêdo no Papo de Homem

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“Somos todos feitos do que os outros nos dão: primeiro nossos pais, depois aqueles que nos cercam; a literatura abre ao infinito essa possibilidade de interação com os outros e, por isso, nos enriquece infinitamente.”

– Tzvetan Todorov (A literatura em perigo, 2009)

A importância da leitura dentro da história da humanidade sempre surgiu como uma condição essencial para a construção do poder crítico do indivíduo. Para entender — e compreender — os acontecimentos de sua época, a pessoa deve possuir ferramentas que apenas o conhecimento pode transmitir.

Esse conhecimento pode estar guardado em inúmeros lugares. Porém, para escutarmos o que as gerações antigas têm a nos dizer, precisamos consultar os livros, pois neles ficaram registrados seus pensamentos, incluindo certas instruções para a resolução de problemas que, no fundo, apenas se repetem.

Vejamos um exemplo. Milênios atrás, Aristóteles, um filósofo grego, escreveu um livro chamado Política, no qual analisa o contexto de sua época e de épocas anteriores, além de apontar os regimes políticos possíveis. Apesar da grande distância de tempo, os teóricos políticos dos tempos atuais precisam passar pelo estudo das teorias aristotélicas para refletir acerca das condições atuais.

Para continuar na Grécia, passemos para o professor de Aristóteles, Platão. Em sua mais conhecida obra, A República, ele descreve um modelo ideal de cidadão que, se fosse reproduzido em larga escala dentro da cidade, constituiria uma sociedade perfeita, na qual todas as pessoas viveriam em perfeita harmonia. Milênios depois de ter escrito sua teoria, ele permanece sendo referência para os estudiosos posteriores, que o leem com bastante atenção.

Esses dois exemplos citados serviram para que possamos perceber a importância dos pensamentos antigos para a reflexão contemporânea dos acontecimentos. E até hoje, o modo mais comum de registro ainda é o livro.

E o que é ser leitor?

Para ser leitor, basta ler.

Simples.

Se a leitura for assim considerada, então os brasileiros não tem problema algum com ela, já que estão constantemente lendo alguma coisa, seja na internet, nas placas de trânsito, nas legendas dos filmes e dos jogos de videogames ou nos anúncios dos shopping centers.

Leitura é o que não falta no dia a dia das pessoas no Brasil e no mundo. Nesse caso, é melhor recolher o texto que estou escrevendo, porque o brasileiro lê, sim. Mas será?

Para organizar melhor os argumentos, foi escolhido uma fonte de referência que se renova de dois em dois anos e já se encontra no terceiro volume, que é a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, feita pela Instituto Pró-livro de São Paulo. Nela, pessoas espalhadas por todo o país responderam diversos questionários, e foi possível saber, dentre muitas coisas, não apenas a quantidade de pessoas que têm o hábito da leitura, mas também porque  os brasileiros não leem.

Segundo o livro Retratos da leitura no Brasil, leitor seria “aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses”. E não leitor seria “aquele que não leu, nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses”. Sendo assim, excluem-se leituras em jornais, revistas, folhetos, internet etc.

Na pesquisa feita em 2007, o número de livros lidos por habitante/ano era de 4,7. Na pesquisa divulgada em 2013, esse número caiu e atingiu a marca de apenas 4 livros por ano, sendo 2,1 inteiros e 2,0 em partes.

Preocupante, não?

Se considerarmos que grande parte das pessoas pesquisadas ainda participa de algum estágio da formação escolar ou acadêmica, muitos desses quatro livros por ano são leituras técnicas e/ou obrigatórias, e as quantidade de leituras espontâneas, aquelas que a pessoa faz por iniciativa própria, são ainda menores.

Outro ponto importante para identificarmos os leitores no Brasil são as regiões. O Nordeste é o que mais lê, com cerca de 4,3 livros por ano. Já o Norte puxa toda a média para baixo, com 2,7.

Com isso, é possível verificar que o brasileiro já lia pouco em 2007. Contudo, conseguiu diminuir ainda mais esse número na última pesquisa e alcançou uma marca preocupante para um país que deseja se desenvolver e que figura entre as dez maiores economias do mundo

E por que o brasileiro não lê?

Com o baixo interesse do brasileiro em leitura confirmado pela pesquisa, resta agora tentar entender os motivos que geram essa problemática. Vamos lá.

Pais que não têm o hábito de ler não são boas referências de leitura para o filho.

Para que uma criança descubra o prazer pela leitura, a primeira influência que ela pode receber é a familiar. Assim, se os pais têm o hábito de ler constantemente em seus horários livres, a criança rapidamente vai associar essa prática a uma coisa legal e divertida.

Mas, se ao contrário, os pais não têm o hábito de pegar um livro nas mãos, a criança vai apenas reproduzir aquilo que vê em casa.

Um detalhe interessante para se destacar nesse ponto é sobre o que os brasileiros costumam fazer quando têm tempo livre, ou seja, quando estão fora do trabalho, da escola ou de quaisquer obrigações. A resposta é surpreendente.

A leitura ocupa uma singela sétima colocação  colocação, atrás de assistir à televisão, descansar e escutar música ou rádio. Porém, um dado rivaliza com esse que acabamos de descobrir. Questionados sobre as razões que o fizeram não ter lido nos últimos três meses, 53% dos brasileiros responderam que não tinham tempo para ler.

Com esses dados em mãos, fica fácil perceber que, embora tenham rapidamente apontado, o verdadeiro problema não é a falta de tempo, e sim a falta de interesse pela leitura. O que acontece é que a pessoa prefere tomar uma cerveja no bar com os amigos, assistir a um jogo de futebol ou a um filme do que sentar numa poltrona ou sofá para ler um livro.

O mesmo ocorre quando as pessoas questionam que não têm dinheiro para comprar um livro ou que o livro custa caro. Muitas vezes, sim, ele custa caro, mas o mesmo sujeito que faz essa reclamação reserva uma quantia de seu salário para gastar em farra no final de semana.

Então, mais uma vez, o problema não é o dinheiro, e sim o interesse.

O paradoxo do preço do livro

Ah, o preço do livro é alto demais? Chegou a hora de você conhecer o paradoxo que envolve esse problema.

Resumidamente, para o preço do livro ser definido, a editora soma diversos valores, que incluem as seguintes etapas:

1. produção (que se resume basicamente em preparação de texto, diagramação/projeto gráfico, revisão e design de capa);

2. impressão;

3. marketing;

4. distribuição.

Todas essas etapas variam de preço, sempre dependendo da qualidade do profissional que vai executá-las.

Porém, uma delas possui um detalhe que é universal: quanto mais livros são impressos, mais barato fico o preço unitário.

Isso acontece porque o custo de colocar uma máquina de impressão para funcionar é alto e, para se manter, as gráficas precisam dar prioridade às grandes tiragens, que, embora utilizem mais material, compensam na continuidade do trabalho.

Para ilustrar, vamos usar um exemplo. Digamos que a tiragem de um determinado título tenha sido de 3000 exemplares e seu preço de capa — ou seja, aquele aplicado nas livrarias — seja R$40,00. Em virtude do preço gasto na gráfica e em todas as etapas de produção, fica impossível para a editora fazer um preço menor.

Todavia, se ela optasse por mandar imprimir 10.000 exemplares, provavelmente o preço de capa do livro baixaria para algo em torno de R$20,00 e R$30,00. E por que as editoras não fazem isso sempre? Porque não existem leitores suficientes para bancar uma tiragem de 10.000 exemplares.

Entenderam o paradoxo?

As pessoas não comprar livros por os considerarem caros, e os livros são caros porque as pessoas não os compram.

A influência da família no cultivo do hábito da leitura em casa é de extrema importância. Pais que gostam de ler estimulam seus filhos. E essa questão muitas vezes não tem relação com o baixo ou alto poder aquisitivo, já que bibliotecas existem para conceder o acesso.

Mas e quando os pais não sabem ler? (mais…)

Presos do DF leem dez vezes mais que a média do brasileiro

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De acordo com pesquisa, 70% dos presos e 80% das presas se tornam leitores assíduos

Gustavo Frasão no R7

Divulgação

Projeto remissão de pena: presos poderão ser beneficiados com 48 dias a menos na prisão se lerem uma obra literária por mês e fizerem uma resenha sobre o livro a cada 30 dias

Projeto remissão de pena: presos poderão ser beneficiados com 48 dias a menos na prisão se lerem uma obra literária por mês e fizerem uma resenha sobre o livro a cada 30 dias

Presos têm um grande potencial para leitura. Uma pesquisa de mestrado feita na UnB (Universidade de Brasília) mostra que os detentos do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, leem em média 3 livros por mês, dez vezes a média do brasileiro, de 0,33 livros mensais ou quatro por ano, de acordo com dados da 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2012.

A pesquisadora Maria Luzineide Costa Ribeiro, responsável pelos estudos da UnB, disse que cerca de 70% dos presos que estão na PDF 1 (Penitenciária do Distrito Federal 1) no Complexo da Papuda, em São Sebastião, região administrativa do DF, tornaram-se leitores assíduos de livros de romance, ação, autoajuda  e literatura estrangeira dentro da cadeia. Os dados fazem parte da  dissertação de mestrado dela no curso de Letras apresentada no segundo semestre do ano passado.

Luzineide foi professora de Língua Portuguesa do sistema prisional durante 14 anos. Ela disse que nesse período observou que mesmo encarcerados e sem nenhum tipo de estímulo os internos tinham o hábito de ler. Interessada em pesquisar o assunto e confirmar essa impressão, ela levou a proposta para o Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB e deu início aos estudos no ano de 2009.

Em 2010, ela voltou a penitenciária como pesquisadora e fez um primeiro levantamento. Aplicou questionários e avaliou os presos, que na Papuda são separados por crimes. Em 2011, ela e a equipe da UnB passaram 15 dias na cadeia promovendo oficinas literárias, com métodos dos próprios mestrandos da instituição.

— A recepção foi muito boa. Depois de coletar todos os dados, eu confirmei o que já sabia. Os presos realmente têm pré-disposição para a leitura.

Ela explicou que o próprio sistema ajuda a exercer esse hábito entre os internos, porque eles ficam 22h por dia dentro da cela. Os locais estão superlotados, mas por conta do ócio eles procuram ocupar o tempo fazendo leituras, mesmo com barulho, falta de espaço e conforto.

— Eles leem de dois a quatro livros por mês. Devem passar três ou quatro horas por dia lendo e se esforçam para concentrar na leitura, mesmo com o ambiente inadequado para esse procedimento.

Entre os autores preferidos estão Machado de Assis, Paulo Coelho e Oswaldo de Andrade. Os estilos de livros, no entanto, são os mais diversos. Os preferidos são temas de ação, romance, literatura estrangeira e até mesmo autoajuda.

(mais…)

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