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O escritor americano David Foster Wallace vira ícone depois do suicídio

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CONSAGRADO
O escritor David Foster Wallace numa fazenda em Illinois em 2001. Seu livro de ensaios (acima, à esq.) acaba de sair no Brasil. Sua biografia (à dir.) faz sucesso em países de língua inglesa
(Fotos: Marion Ettlinger/Corbis Outline e divulgação (2))

Guilherme Pavarin, na Revista Época

O escritor americano David Foster Wallace cometeu suicídio em 2008. Sofrendo de “depressão atípica”, ele se enforcou no pátio de sua casa, em Claremont, na Califórnia. Na garagem, onde costumava escrever, deixou uma carta de duas páginas à mulher, ao lado de manuscritos inacabados de seu último romance. Tinha 46 anos.

Com a morte trágica, Wallace virou uma espécie de mártir literário. Seus fãs inundaram a internet com depoimentos passionais em blogs e fóruns. Os cadernos culturais, que já festejavam seu talento, também dedicaram páginas de homenagem. Num dos textos mais célebres o jornal The New York Times descreveu Wallace como “a melhor cabeça de sua geração”.

A partir daí, seu estilo singular de escrever ficou popular como símbolo de uma literatura inovadora. Wallace mesclava referências eruditas com trivialidades. Usava gírias de viciados em drogas. Tratava de histórias melancólicas com humor. Sua marca mais conhecida eram notas de rodapé gigantescas, como parte da narrativa.

Mais importante que o virtuosismo, de acordo com os críticos, era a capacidade de captar a fala de seu tempo. Poucos entenderam a complexidade do mundo atual como ele. “A voz de Wallace é instantaneamente reconhecível, mesmo quando ouvida pela primeira vez”, escreveu Anthony Oliver Scott, do New York Times. “Era – é – a voz dentro de nossa própria cabeça.”

Em entrevistas, Wallace dizia explorar literariamente as questões que tornavam as pessoas ansiosas e isoladas. Seus personagens eram os desajustados. “A mensagem e os temas deles são similares na ficção e nos ensaios”, diz o escritor paulista Daniel Galera. Ele organizou e traduziu, com Daniel Pellizzari, a coletânea de ensaios Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo (Companhia das Letras, 312 págs., R$ 44,50). Para Galera, Wallace queria transcender o mal-estar social.

Aproveitando a fama pós-morte de Wallace, uma biografia dele acaba de ser lançada nos Estados Unidos – e faz enorme sucesso. Escrita pelo jornalista americano Daniel T. Max, a obra mostra Wallace como a síntese do que retratava nos livros. Chamada Every love story is a ghost story (Cada história de amor é uma história de fantasma), sem previsão de lançamento no Brasil, a biografia mostra um Wallace atormentado, cheio de vícios, sofredor.

Max escreve que os “sentimentos depressivos ansiosos” de Wallace começaram aos 9 anos. Seus pais, um filósofo e uma professora de gramática, contam que a depressão ia e voltava. Da ansiedade ele nunca se livrou. Na adolescência, suava tanto que passou a usar uma bandana na cabeça. Virou marca pessoal.

Nessa mesma idade, Wallace passou a fumar maconha, hábito que manteve por anos. Começou a jogar tênis, esporte em que se destacou até entrar na faculdade de artes em Amhrest, Massachusetts. Lá, formou-se como o melhor aluno da classe e se tornou uma figura querida no campus. No percurso, a depressão voltou.

Ainda na graduação, passou a se medicar com Nardil, um antidepressivo que tomaria a vida toda. Wallace estudou filosofia, matemática e, por fim, se apaixonou pela ficção experimental. No projeto de conclusão de curso, aos 24 anos, escreveu The broom of the system (A vassoura do sistema), seu primeiro livro publicado.

Nos anos seguintes à estreia literária, a vida de Wallace foi de vícios incontroláveis. Além de usar maconha, passou a beber demais. Começava a dar aulas e, logo depois, por crises depressivas ou tratamentos contra dependência química, parava.

Numa das internações, nos anos 1990, Wallace largou as drogas. Sua vida continuou turbulenta. As passagens por clínicas psiquiátricas inspiraram seu romance mais famoso, Infinite jest, (Zombaria infinita), apelidado de IJ. Em estilo hermético e experimental, de leitura difícil, contou as histórias que presenciou e viu nos tratamentos. Cultuado como obra-prima, esse livro será o primeiro romance de Wallace lançado em português. O tradutor é Caetano Galindo, o mesmo de Ulysses, de James Joyce. “É um livro em certo sentido mais virtuosístico que Ulysses”, diz Galindo. “A invenção corre ainda mais solta.” A tradução brasileira sairá em 2013.

O período que sucedeu a IJ foi de fama. Reconhecido no círculo literário, passou a sair com mulheres compulsivamente. Sua competitividade também cresceu. Gostava de dizer que era mais inteligente que qualquer escritor, incluindo seu amigo Jonathan Franzen, com quem chegou a romper relações.

Anos antes de sua morte, viveu um período de calmaria. Casou-se e se dedicou a dar aulas. Largou o Nardil e começou a escrever para denunciar o que estava errado nos EUA. Passado algum tempo, a depressão voltou, até o fim da vida. Depois dela, o grande reconhecimento.

Livro sobre a vida de Dilma Rousseff será lançado na Coreia do Sul

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Dilma Rousseff – livro sobre sua vida será lançado na Coreia do Sul /Foto: Reprodução

Bruno Astuto, na Revista Época

Dilma Rousseff vai estampar as livrarias da Coreia do Sul em dezembro. O livro A 1ª Presidenta, do escritor e colunista político Helder Caldeira, sobre a trajetória da mandatária brasileira sob contexto histórico e político, teve sucesso de crítica e público por aqui. Agora Caldeira fechou contrato de cessão de direitos de publicação com a Korea Brazil Society (Kobras), em Seoul. “O mercado asiático é gigantesco, mas é bastante hermético, especialmente no que tange à literatura. Alcançá-lo de forma tão expressiva é um marco para a minha vida e minhas atividades profissionais como escritor”, disse Helder, que assinou o contrato ano passado. O lançamento faz parte de um projeto que visa divulgar o Brasil e ativar o intercâmbio entre os países, como o Knowing Brazil, que publica livros que refletem o povo e a sociedade brasileira. Além da Coreia do Sul, A 1ª Presidenta ganhará versões em outros oito idiomas e chegará às estantes da Bulgária, Dinamarca, Bélgica, Espanha, Portugal e Reino Unido.

Zoara Failla: “Se o professor não é leitor, não consegue transmitir o prazer pela leitura”

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País tem o desafio de fazer com que pessoas adultas descubram o gosto pela leitura, diz a socióloga Zoara Failla (Foto: Sxc.hu)

Amanda Polato, na Revista Epoca

Os professores são os principais influenciadores nos hábitos de leitura dos brasileiros. Mas há indícios de que, no seu tempo livre, eles raramente abrem um livro, assim como a maioria dos brasileiros. O dado está no livro Retratos da Leitura do Brasil 3, que foi lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo, no último mês. A obra analisa a pesquisa de mesmo nome feita pelo Instituto Pró-Livro, sob organização da socióloga Zoara Failla.

Ela diz que a amostra de professores ouvidos em 2011 – apenas 145, entre cerca de 5.000 entrevistados de todo o Brasil – é pequena, mas o resultado surpreendeu. Apenas três docentes disseram que gostam de ler no tempo livre. Ao serem questionados sobre títulos preferidos, eles citaram os de autoajuda e religiosos.

O Brasil ainda não é um país de leitores. Cerca de 50% da população não lê, quantidade maior do que a verificada em 2007, quando 55% se diziam leitores. Mas é preciso considerar que houve algumas mudanças na forma de conduzir as entrevistas entre uma edição e outra do estudo. O que mais afasta os brasileiros da leitura não é o preço dos livros ou a dificuldade de acesso e, sim, a falta de interesse. Por isso, a atuação de bons “professores-leitores” é estratégica. “Se o professor for um bom ‘marketeiro’ dos livros, ele consegue despertar o interesse dos alunos”, diz Zoara Failla. Em entrevista a ÉPOCA, a pesquisadora fala sobre os hábitos de leitura de quem ensina e de quem aprende.

ÉPOCA – Qual é o perfil dos professores ouvidos na pesquisa?
Zoara Failla
– É muito parecido com o dos demais entrevistados. A gente imaginava que, sendo educador, fosse haver um indicador melhor de leitura, de indicação de literatura, de clássicos, diferente da população como um todo. É uma amostra pequena, a gente não pode generalizar, mas é um indício. No seu tempo livre, eles preferem a televisão e as redes sociais.

ÉPOCA – O que afasta o professor da leitura?
Zoara –
Temos problemas na formação desse professor. São as universidades. Quem está formando esse professor não está desenvolvendo esse interesse e apresentando a leitura não só como forma de atualização, mas como forma de lazer. Temos problemas também com tempo de trabalho. Muitos [professores] têm uma carga excessiva. Além disso, a maioria tem familiares de escolaridade não muito privilegiada. Há problemas de acesso. Boa parte das escolas tem bibliotecas, mas elas estão com acervos desatualizados, têm poucos livros. E, pelos salários baixos, os professores têm dificuldades para comprar obras.

ÉPOCA – O professor aparece na pesquisa como um dos maiores influenciadores do hábito da leitura dos brasileiros. Se ele não gosta de ler, como pode cativar os alunos?
Zoara
– Isso é um dos principais problemas. A escola é um espaço privilegiado para formar leitores. Tanto que a gente percebe, pela pesquisa, que eles [os jovens] leem mais quando estão na escola. Depois que saem, deixam de ler porque não foram despertados para isso. Se o professor não é um leitor, não consegue transmitir esse prazer pela leitura e conquistar os alunos. Não tem repertório para indicar. Quando você tem uma conexão com os livros, consegue despertar emoções no outro. O bom leitor interpreta, fala sobre os personagens, cita frases e faz quase um marketing dos livros. Se o professor for um bom “marketeiro” dos livros, ele consegue atrair o interesse dos alunos.

ÉPOCA – É comum que a leitura nas escolas vire apenas uma atividade obrigatória. O professor tem que indicar obras clássicas que nem sempre são do gosto dos jovens. Como, então, despertá-los para a leitura por prazer?
Zoara
– Sim, a leitura pode virar uma tarefa feita apenas para responder um questionário frio, que pergunta a escola literária, a época em que o autor viveu. Você massacra a obra de arte. Às vezes, o professor obriga uma leitura que não é adequada para uma faixa etária. Machado de Assis é maravilhoso, mas uma criança não vai ter condições de apreender aquele universo. Se você apresenta à garotada uma narrativa que tenha a ver com o momento dela, vai despertar interesse. É preciso dar opções de escolhas. Mesmo entre os clássicos, há várias possibilidades. Infelizmente, o ensino médio está preso também aos vestibulares. Mas você pode deixar o momento mais interessante, com contação de história daquele romance ou rodas de leitura. Você pode fazer integração com outras disciplinas, facilitando a leitura, na medida em que a contextualiza.

ÉPOCA – O que fazer para melhorar as taxas de leitura entre os professores?
Zoara
– É preciso rever o currículo da formação dos professores nas universidades. Para os que saíram da escola, a alternativa é a formação continuada, cursos de especialização. É um grande desafio para os educadores pensar em como fazer com que pessoas adultas descubram os livros e o prazer de ler.

ÉPOCA – Muitos brasileiros dizem não gostar de ler. Isso pode estar relacionado a dificuldades de leitura?
Zoara
– Avaliações internacionais, como o Pisa, mostram que cerca 30% dos brasileiros não têm compreensão leitora. Se não têm a possibilidade de compreender um pequeno texto, não vão gostar de livros. Primeiro, temos que resolver essa questão, que é essencial: o letramento. Segundo a pesquisa [do Instituto Pró-Livro], 50% dos brasileiros não são leitores, ou seja, não leram nenhum livro nos últimos três meses. Desses, 30% não são leitores porque a escola não os capacitou para a leitura. Portanto, temos 20% de brasileiros que dominam a leitura, mas não gostam de ler.

ÉPOCA – Por que mesmo crianças pequenas têm dito que não gostam de ler?
Zoara
– A criança fica fascinada com contação de história, quer que repita a mesma história muitas vezes. Mas nós temos que desenvolver esse interesse. É preciso ler para criança, ler na frente dela, dar livros de presente. São formas de conquistá-la, de mostrar que a leitura tem valor. Será que alguém nasce gostando de futebol no Brasil? Gostam porque isso é valorizado.

Quase 300 mil crianças de 6 a 14 anos nunca frequentaram a escola

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Crianças que vivem em locais de difícil acesso estão mais sujeitas a abandonar os estudos, diz relatório da Unicef (Foto: Valter Campanato/ABr)

Crianças que vivem em locais de difícil acesso estão mais sujeitas a abandonar os estudos, diz relatório da Unicef (Foto: Valter Campanato/ABr)

Amanda Polato, na Revista Época

Quase 300 mil brasileiros em idade escolar, de 6 a 14 anos, nunca frequentaram a escola. E ninguém sabe quem eles são e porque não estão matriculados, diz Maria de Salete Silva, coordenadora do programa de educação do Unicef do Brasil – fundo da ONU para a infância. A organização divulgou, nesta sexta-feira (31), um relatório sobre a falta de acesso à educação no Brasil.

“Uma hipótese é que muitas dessas crianças tenham deficiência e nunca saiam de casa. Ainda há famílias que têm dificuldades para levar o filho à escola ou não veem sentido naquilo. Outra hipótese é que parte desse número [300 mil] corresponda a populações isoladas, sem acesso a serviços públicos, como ribeirinhas, quilombolas e indígenas”, diz Salete.

Além da exclusão em razão de deficiências ou de dificuldades de acesso, a pobreza extrema e o trabalho infantil são as principais barreiras à universalização da educação no país, diz o relatório.
O país está quase lá. 98% das crianças entre 7 e 14 anos estão na escola, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, em números absolutos, a porcentagem de excluídos (2%) corresponde a 534.872. As desigualdades sociais se refletem no sistema de ensino do país, já que os mais atingidos são pobres, negros, indígenas e populações sob risco de violência e exploração.

No país, a matrícula é obrigatória de 7 a 14 anos, correspondendo ao ensino fundamental, mas uma lei aprovada em 2009 determina a ampliação desta faixa para 4 a 17 anos. O país tem até 2016 para se adaptar a ela. É justamente na educação infantil e no ensino médio que estão os maiores problemas de falta de vagas ou evasão. Segundo o Censo 2010, 3,8 milhões de crianças e jovens até 17 anos estão fora da escola.

A coordenadora da Unicef afirma que é mais fácil para o Brasil cumprir as metas para a faixa etária dos 4 a 5 anos do que para adolescentes. “Quem tem de 15 a 17 anos, em geral, já entrou no mundo do trabalho e a questão fica mais complicada. As taxas de evasão e repetência são muito altas. Metade dos jovens ainda está no ensino fundamental”, diz Salete. Ela cita outros problemas: faltam professores em disciplinas da área de exatas, a escola é pouco atrativa e não prepara para a vida profissional. “Adolescentes nos relatam que aprendem mais no trabalho do que na escola.”
A situação de muitos jovens mostra que a própria instituição escolar pode ser uma das responsáveis pela exclusão, afirma a representante da Unicef. “Quando políticas sociais não consideram as desigualdades, começam a excluir. A escola tem que ser diferente, para garantir a inclusão de crianças diferentes.” Ela afirma que o sistema educacional deve levar em conta a situação socioeconômica e também necessidades específicas dos alunos.

Possíveis soluções

O relatório da Unicef faz uma série de recomendações para a inclusão de todos na escola. Uma delas trata da articulação de diversas políticas relacionadas à infância: assistência social, saúde, cultura, esporte e lazer. Crianças que vivem em abrigos ou são vítimas do trabalho infantil, por exemplo, participam de diversos programas e ações. A integração de cadastros e estratégias é o primeiro passo para garantir melhor atendimento a elas, diz o texto.

A Unicef defende ainda a ampliação dos investimentos da educação, de 7% para, no mínimo, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em dez anos – proposta que está no Plano Nacional de Educação. A Câmara já aprovou o projeto, mas ele ainda deve passar pelo Senado.

O documento do fundo da ONU recomenda a solução de problemas antigos, como falta de transporte e alimentação escolar adequados, em especial na zona rural, além de melhor formação e salários para os professores. Outras sugestões são a garantia da acessibilidade para crianças com deficiência e criação, nas escolas, de medidas antidiscriminatórias em relação a gênero, raça e etnia, religião, deficiências e orientação sexual.

Livros para baixar a libido

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Rafael R., na Revista Época

Você está cansado da enorme excitação de Cinquenta tons de cinza – o livro mais comentado do momento? Poderíamos seguir recomendando a leitura de outros tantos romances eróticos que estão devidamente guardados nas estantes secretas da literatura. Coisas como os famosos livros de Marquês de Sade, os romances desconhecidos de Leopold von Sacher-Masoch ou alguns livros da escritora Catherine Millet, para citar alguns. No entanto, muitos leitores estão com a libido tão alta que resolvemos fazer algo diferente: recomendar uma lista alternativa com cinco livros para você baixar as altas temperaturas, recompor as forças e estimular outras partes do seu corpo, como o cérebro, por exemplo.

1. Deus foi almoçar, de Ferrez
De uma hora para outra a vida cotidiana de um homem comum perde totalmente o sentido e ele não sabe como reagir. Assim começo o périplo de Calixto até a sua redenção. É como topar com Dostoiévski e Herman Melville na periferia da vida.

2. O perseguidor, de Júlio Cortázar
Um crítico musical persegue uma lenda do jazz chamada Johnny Carter na tentativa de compreender e apresentar ao público sua obra brilhante e sua vida atormentada. O conto pertence originalmente ao livro As armas secretas, publicado em 1959. A edição ganhou um belo tratamento gráfico com as ilustrações do quadrinista argentino José Muñoz.

3. O sentido de um fim, de Julian Barnes
Escrito de forma precisa e brilhante. O livro captura as dores e delícias do envelhecimento, do resgate da memória e da passagem irreversível do tempo.

4. Granta em português – volume 9
Com o subtítulo “Os melhores jovens escritores brasileiros”. Uma seleção que captura a diversidade e a ambição da nossa prosa contemporânea. Rende discussões excitantes na mesa do bar ou nas redes sociais.

5. Razão e sensibilidade, de Jane Austen
Um clássico! A história das irmãs Elinor e Marianne Dashwood continua sendo a melhor introdução sobre o amor, a desilusão e a dinâmica do casamento na sociedade inglesa do século XIX.

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