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Famosos que as crianças curtem falam sobre seu livro infantil preferido

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Montagem/UOL

Publicado por UOL

Boas histórias são sempre um bom passatempo e a maioria delas está sempre em um livro.

18/4 é o Dia Nacional do Livro Infantil. A data celebra o nascimento do escritor brasileiro Monteiro Lobato, autor de obras clássicas que passam de pai para filho como a série “Sítio do Picapau Amarelo”.

Para comemorar, o UOL Crianças conversou com alguns famosos que a garotada adora para saber qual é o livro infantil preferido de cada um deles!

Mauricio de Sousa / Reprodução

Mauricio de Sousa / Reprodução

Mauricio de Sousa

O criador da Turma da Mônica diz que adora os livros de Monteiro Lobato até hoje!

“Quando criança devorava os livros de Monteiro Lobato. Lia e relia com prazer. Hoje, quando me vejo lendo de novo os velhos livros de Lobato, sinto que o envolvimento é o mesmo. Volto no tempo com o mesmo prazer”, diz.

Maísa Silva (Lourival Ribeiro/SBT)

Maísa Silva (Lourival Ribeiro/SBT)

Maísa Silva

“O livro que marcou a minha infância foi o “Diário de uma Garota Nada Popular” e “Diário de um Banana: A Gota d”Água”.

Eu adoro livros do tipo diário desde que ganhei um de presente e passei a amar o gênero. Até 2014 tenho mais de 10 livros longos pra ler.

Sempre presenteio minhas amigas com livros também”, conta a Valéria, da novela “Carrossel”.

Xuxa / AgNews

Xuxa / AgNews

Xuxa

O livro infantil preferido da apresentadora se chama “Ami, o menino das estrelas” e foi escrito por Enrique Barrios.

“Ele me fez imaginar o mundo em outra dimensão, acho que foi por isso que eu quis ter a nave no meu programa”.

Jean Paulo Campos / Lourival Ribeiro/SBT

Jean Paulo Campos / Lourival Ribeiro/SBT

Jean Paulo Campos

“O meu livro preferido é “O Pequeno Príncipe”. Acho muito legal, porque ele (o personagem) desenha as coisas e aí elas acontecem, aí estimula a nossa imaginação! Gosto bastante de livros de aventura e um pouco de terror também”, conta Jean, o Cirilo, da novela “Carrossel”

Matheus Ueta / Leonardo Soares de Souza/UOL

Matheus Ueta / Leonardo Soares de Souza/UOL

Matheus Ueta

O ator que interpreta Kokimoto, na novela “Carrossel”, conta empolgado:

“Eu amo ler! Adoro mesmo. Tenho vários livros aqui em casa. Não tenho um preferido, eu leio um monte de livros. A gente aprende com eles! Eu gosto mais de histórias de terror. O primeiro livro que eu li na minha vida era de uns piratas. O último que eu li é “O Mágico de Oz”. É muito bom aquele livro, adorei!”

André Vasco / Manuela Scarpa / Foto Rio News

André Vasco / Manuela Scarpa / Foto Rio News

André Vasco

O apresentador conta que adorava o livro “O Menino Maluquinho”.

“É um livro que marcou muito minha infância. Quase uma autobiografia (risos)! Uma história simples com bastante ilustrações em preto e branco. Eu vivia pirando nesse livro. Nas entrelinhas dessa aventura há a mensagem de se aceitar como é, ser feliz como é! Que na vida tudo tem seu tempo de acontecer. A simplicidade do livro o torna mais especial ainda.”

Lucas Santos / Lourival Ribeiro/SBT

Lucas Santos / Lourival Ribeiro/SBT

Lucas Santos

Quem assiste às cenas de Paulo em “Carrossel” não imagina como Lucas é diferente do personagem.

“Gosto bastante de ler livros de terror, mas o que eu mais gostei foi um romance que li pra escola, o “Romeu e Julieta”, de Shakespeare. Gostei porque ele (o Romeu) faz que nem eu: corre atrás do seu sonho.

E o sonho dele era ficar com a Julieta, os dois até morrem juntos! É uma busca implacável pelo amor”, conta. Vale lembrar que a obra, escrita há mais 400 anos por um dos mais importantes escritores, já ganhou versões adaptadas para o público infanto-juvenil.

“Outros livros que eu gosto são “O Pequeno Príncipe” e os da série “The Walking Dead””, conta.

Dani Calabresa / Alex Palarea e Léo Marinho/AgNews

Dani Calabresa / Alex Palarea e Léo Marinho/AgNews

Dani Calabresa

“Eu li muitas vezes seguidas o livro “A Bela ou a Fera”, da Anna Flora, porque sempre me identifiquei com a menina que inventava personagens e também adorava os livros da Bruxa Onilda”, conta a engraçada apresentadora do programa “CQC”.

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Presos do DF leem dez vezes mais que a média do brasileiro

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De acordo com pesquisa, 70% dos presos e 80% das presas se tornam leitores assíduos

Gustavo Frasão no R7

Divulgação

Projeto remissão de pena: presos poderão ser beneficiados com 48 dias a menos na prisão se lerem uma obra literária por mês e fizerem uma resenha sobre o livro a cada 30 dias

Projeto remissão de pena: presos poderão ser beneficiados com 48 dias a menos na prisão se lerem uma obra literária por mês e fizerem uma resenha sobre o livro a cada 30 dias

Presos têm um grande potencial para leitura. Uma pesquisa de mestrado feita na UnB (Universidade de Brasília) mostra que os detentos do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, leem em média 3 livros por mês, dez vezes a média do brasileiro, de 0,33 livros mensais ou quatro por ano, de acordo com dados da 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2012.

A pesquisadora Maria Luzineide Costa Ribeiro, responsável pelos estudos da UnB, disse que cerca de 70% dos presos que estão na PDF 1 (Penitenciária do Distrito Federal 1) no Complexo da Papuda, em São Sebastião, região administrativa do DF, tornaram-se leitores assíduos de livros de romance, ação, autoajuda  e literatura estrangeira dentro da cadeia. Os dados fazem parte da  dissertação de mestrado dela no curso de Letras apresentada no segundo semestre do ano passado.

Luzineide foi professora de Língua Portuguesa do sistema prisional durante 14 anos. Ela disse que nesse período observou que mesmo encarcerados e sem nenhum tipo de estímulo os internos tinham o hábito de ler. Interessada em pesquisar o assunto e confirmar essa impressão, ela levou a proposta para o Departamento de Teoria Literária e Literaturas da UnB e deu início aos estudos no ano de 2009.

Em 2010, ela voltou a penitenciária como pesquisadora e fez um primeiro levantamento. Aplicou questionários e avaliou os presos, que na Papuda são separados por crimes. Em 2011, ela e a equipe da UnB passaram 15 dias na cadeia promovendo oficinas literárias, com métodos dos próprios mestrandos da instituição.

— A recepção foi muito boa. Depois de coletar todos os dados, eu confirmei o que já sabia. Os presos realmente têm pré-disposição para a leitura.

Ela explicou que o próprio sistema ajuda a exercer esse hábito entre os internos, porque eles ficam 22h por dia dentro da cela. Os locais estão superlotados, mas por conta do ócio eles procuram ocupar o tempo fazendo leituras, mesmo com barulho, falta de espaço e conforto.

— Eles leem de dois a quatro livros por mês. Devem passar três ou quatro horas por dia lendo e se esforçam para concentrar na leitura, mesmo com o ambiente inadequado para esse procedimento.

Entre os autores preferidos estão Machado de Assis, Paulo Coelho e Oswaldo de Andrade. Os estilos de livros, no entanto, são os mais diversos. Os preferidos são temas de ação, romance, literatura estrangeira e até mesmo autoajuda.

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Pesquisa mostra que 70% dos presos da Papuda tornaram-se leitores assíduos

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No presídio feminino, o índice chega a 40%. Os resultados são de uma dissertação de mestrado em letras na UnB

Detentos participam de apresentação do projeto Portas Abertas: desenvolvido pela Universidade de Brasília, o programa tem participação da professora Maria Luzineide Costa Ribeiro

Detentos participam de apresentação do projeto Portas Abertas: desenvolvido pela Universidade de Brasília, o programa tem participação da professora Maria Luzineide Costa Ribeiro

Publicado por Correio Braziliense

O último livro que Luiz Carlos*, 30 anos, leu foi Quando Nietzche chorou, romance de Irvin D. Yalom sobre o filósofo alemão do século 19. “Nietzche sabia aproveitar suas depressões, em vez de fazer delas um inferno. Por isso, gostei bastante”, comenta.

Luiz é um leitor comum. Talvez incomum seja o local onde ele aproveita a leitura. Atualmente, o rapaz cumpre o nono dos 12 anos e 10 meses de pena por homicídio e assalto, detido em regime fechado na Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), no Complexo da Papuda. Antes, costumava ler apenas o que era cobrado no ensino médio, mas, na prisão, os livros se tornaram um prazer, uma forma de preencher o ócio e uma via de escape.

Não é raro isso acontecer. A conclusão é de uma pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB): Luiz não foi o único a mudar os hábitos de leitura depois de ir para a cadeia.

 

Livros de autoajuda podem aumentar a motivação; confira dez indicações

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Divulgação/Montagem/UOL

Divulgação/Montagem/UOL

Marina Oliveira e Thaís Macena, no UOL

Títulos que compartilham experiências pessoais são úteis para quem se identifica com o problema, pois além de fornecer conselhos, servem de impulso para o leitor buscar o aprimoramento pessoal

Fenômenos editoriais há alguns anos, os livros de autoajuda continuam conquistando fãs, apesar de também enfrentarem muita desconfiança e nariz torcido por parte do público. A variedade de temas é imensa: há obras para quem precisa vencer a depressão, para quem quer buscar a fé, aprender a lidar com pessoas difíceis, alcançar a tão sonhada prosperidade, salvar uma relação e até educar os filhos. Mas todos têm algo em comum: o propósito de fazer do leitor uma pessoa mais feliz.

“Os livros de autoajuda muitas vezes conseguem colocar em palavras o que o leitor sente, mas não sabe definir. Eles ajudam a nomear o que a pessoa percebe apenas como um incômodo. E isso já é meio caminho andado para a resolução do problema”, afirma o filósofo Jorge Claudio Ribeiro, professor da PUC de São Paulo. No entanto, o conteúdo só será realmente eficiente se estiver alinhado à busca pessoal e ao momento de vida de quem lê. Assim como os remédios receitados pelo médico, um título recomendado por um amigo pode não servir a você.

Veja o álbum dos 10 livros consagrados de autoajuda

Além disso, como em todo gênero literário, existem obras de qualidade superior e outras nem tanto. Para avaliar se a publicação vale o seu tempo, o primeiro passo é analisar a experiência do autor. “Deve-se checar a formação profissional de quem escreve e sua vivência no assunto. O ideal é buscar informações em outras fontes e não tirar conclusões só a partir da descrição que o próprio livro traz”, recomenda o psicólogo Armando Ribeiro, especialista em neuropsicologia pela Universidade Federal de São Paulo.

Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o psicólogo Marlos Bezerra concorda que, além da qualificação acadêmica de quem assina o livro, é importante verificar sua experiência na área sobre a qual se propôs a escrever. “O autor pode não ter um título de doutorado, mas falar com autoridade sobre temas específicos, baseando-se na sua experiência prática dele”, pondera.

Títulos que compartilham experiências pessoais são úteis para quem se identifica com o problema, pois além de fornecer conselhos, servem de impulso para o leitor buscar o aprimoramento pessoal. Já as publicações que propõem fórmulas e receitas de sucesso instantâneo devem ser vistas com cautela, de acordo com os especialistas.

Até porque, para realmente funcionar, o autor deve motivar o leitor a tomar a iniciativa. “O bom livro de autoajuda se apoia na trilogia do conhecimento, pense-aprenda-faça”, acredita o psicólogo e instrutor da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística, Alexandre Bortoletto. “Todo livro que prega apenas o ‘pense e as coisas irão se resolver’ geralmente não dura no mercado literário”, completa.

‘P.S. Eu te amo’

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Dedicatórias e cartas encontradas em livros revelam histórias emocionantes que mexem com corações e mentes de donos de sebos do Rio

 Sylvio Massa e a foto da mulher. No sebo Baratos da Ribeiro, ele reencontrou a dedicatória que escreveu para a falecida esposa em um livro de J.D. Salinger, em 1966 Foto: Leonardo Aversa / Agência O Globo
Sylvio Massa e a foto da mulher. No sebo Baratos da Ribeiro, ele reencontrou a dedicatória que escreveu para a falecida esposa em um livro de J.D. Salinger, em 1966 Leonardo Aversa / Agência O Globo

Mariana Filgueiras, em O Globo

RIO – Era uma noite de terça-feira insuspeita em Copacabana. No fim daquele dia, 23 de outubro, um grupo de frequentadores do sebo Baratos da Ribeiro faria exatamente o que faz há cinco anos: se espremeria entre as prateleiras abarrotadas da livraria para mais um encontro do Clube da Leitura, evento quinzenal em que leem trechos de livros e trocam impressões sobre contos próprios. Quando chegou a sua vez na roda, o dono do sebo e fundador do clube, Maurício Gouveia, tirou da gaveta um livro que guardava há dez anos escondido no acervo: um exemplar em italiano de “Nove contos”, do escritor americano J.D. Salinger.

Não tinha coragem de vendê-lo. Com as bordas amareladas e as páginas carcomidas, aquele “Nove racconti” guardava uma dedicatória em português na página de rosto que Maurício considerava mais bonita do que todo o livro do autor do clássico “O apanhador no campo de centeio”. Um homem comum — que poderia ser um médico, um vendedor de sapatos ou um trapezista de circo — declarava seu amor a uma mulher, em Milão, em 26 de dezembro de 1966. Maurício leu a dedicatória enorme, que começava com a frase “De tudo que vem de você, permanece em mim uma vontade de sorrir” e se encerrava com a oração “a vida é um contínuo chegar de esperanças”. Ao final, subiu o tom para ler o nome do santo: Sylvio Massa de Campos.

Foi quando um dos frequentadores do clube soltou um “opa!”. O jornalista George Patiño conhecia a família Massa, da qual Sylvio era o patriarca. Ele não vendia sapatos, trabalhava em circo ou morava em Milão: o matemático e escritor Sylvio Massa de Campos estava vivo, trabalhara a vida toda na Petrobras, tinha 74 anos e morava logo ali, no Leblon.

— Tem certeza? — perguntou Maurício.

— Trago ele aqui no próximo encontro — prometeu George.

Feito. No dia 6 de novembro, um senhor de cabelos brancos, sorriso fácil e porte altivo entrou no sebo acompanhado de duas filhas e três netos. Emocionado, recebeu das mãos de Maurício o livro perdido. Releu a dedicatória em voz alta, com pausas longas entre uma frase e outra, o que só aumentava o suspense na livraria, entrecortado pelo ruído dos netos inquietos. Depois de ser longamente aplaudido, contou aos novos colegas a história por trás daquela mensagem.

Em 1966, ele fazia mestrado em Matemática em Milão com uma bolsa do governo brasileiro. Lá, conheceu uma italianinha de nome Febea, que tinha concluído os estudos em Literatura em Londres, e acabava de retonar à Itália. Quando ela comentou que conhecia José Lins do Rego e João Cabral de Melo Neto, e que adoraria aprender português para ler Guimarães Rosa, Sylvio se apaixonou na hora: apesar de trabalhar com algoritmos, era na literatura que descansava seus teoremas. Prestes a terminar a pós-graduação, no entanto, logo voltaria ao Brasil. O amor foi construído à distância.

— Nosso namoro durou um ano, 136 cartas, nove livros, dois telegramas e um telefonema — contou Sylvio, para suspiro coletivo da plateia, e espanto das filhas, que não conheciam todos aqueles números. — Naquele tempo, dar um telefonema era uma fortuna. Esta dedicatória escrevi no dia do meu aniversário, já doido por ela. Eu nem sei como perdi o livro, acho que foi numa mudança nos anos 80.

Um ano depois, Febea veio morar no Brasil, e Sylvio montou um apartamento no Méier para ela. Tiveram duas filhas, Isabella e Gabriella — que a essa altura se debulhavam em lágrimas na livraria —, e viveram felizes para sempre. Até que um câncer levou Febea aos 41 anos de idade. Sylvio nunca mais se casou.

— A arte de viver é a arte de acreditar em milagres, disse o poeta italiano Cesare Pavese, e se hoje eu estou aqui é porque ele está certo. Febea foi a pessoa que eu amei mais profundamente em toda a minha vida. E ela está presente aqui, nessas cinco pessoas que fizemos, nossas duas filhas e três netos. Esse é o milagre — declarou Sylvio, lembrando, ao final, uma frase que ouvira do neto quando ele tinha 4 anos, e que levava como mantra de vida: “Vovô, nada é grave.” (mais…)

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