Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Rio de Janeiro

‘Walking tour’ passeia por livrarias e sebos do Rio nesta sexta

0

Guia de turismo Juliana Fiúza mostra como o mercado livreiro carioca influenciou a vida cultural no Brasil (Foto: Lincoln Menezes/Divulgação)

Publicado no Jornal do Brasil

Quem nunca teve que recorrer aos velhos sebos para conseguir aqueles livrinhos baratos e até aqueles títulos que tornaram-se raros nas livrarias convencionais e que só conseguimos encontrar naquelas estantes das livrarias especializadas? Além de serem e possuírem um acervo único, sebos, livrarias e cafés são marcados pela por sua estética e estilo nostálgico, bucólico e aconchegantes e também por suas histórias que se confundem com o próprio surgimento das cidades e seus polos culturais. Por isso, a guia de turismo Juliana Fiuza criou o walking tour “Revelando um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés”, que passeará pelos principais marcos livreiros do Rio, nesta sexta (16), o ponto de encontro é na escadaria do Theatro Municipal, às 15h. Contribuições a partir de R$10.

Muita gente não sabe, mas a origem dos sebos é a origem das livrarias no Rio, que começaram no período colonial. Era comum que as pessoas encomendassem livros aos seus parentes que viajavam de Portugal para o Rio, quando não possuíam um, recorriam à figura do livreiro viajante, que trazia os livros e vendia por toda a colônia. A origem da palavra sebo possui inúmeras versões, a mais conhecida é que seria uma metonímia sobre livros que são muito manuseados ficarem ensebados. Quem conta essas histórias é Juliana, que foi a fundo nas pesquisas e nos livros para montar o roteiro do passeio cultural:

“Eu recebi um folheto com a referência de todos os sebos e livrarias do Rio, alguns eu não conhecia, mesmo frequentando mensalmente a maioria deles. Como já faço inúmeros passeios no meio literário, resolvi criar um que falasse dos sebos e das livrarias, sem excluir os cafés que coexistem em algumas. A pesquisa se concentrou então e livros escritos por cronistas, como João do Rio, Luís Edmundo, Machado de Assis e Lima Barreto, que se preocuparam em registrar o Rio e sempre abriam um espaço para a literatura. Artigos acadêmicos também foram essenciais”, afirma a guia de turismo.

O tour tem a concentração inicial no Theatro Municipal e passa pelos principais sebos da cidade: Academia do Saber, Letra Viva e Antiqualhas. E também pelas maiores e mais antigas livrarias alternativas: Folha Seca e Leonardo da Vinci. Esta última existe há mais de cinquenta anos e atualmente é comandada por Daniel Louzada que trouxe novos ares para a livraria, como café e coleções interativas e instigantes. Um exemplo: uma das bancadas da livraria ficam livros embrulhados em papel, de forma que é impossível saber o livro que está dentro. No embrulho, Daniel escreve frases, pequenos resumos ou figuras. O leitor, caso goste, compra sem saber qual é o livro que está levando.

“Trabalho com livros há muito tempo. A Da Vinci foi a oportunidade de realizar um sonho pessoal e continuar trabalhando com livros em algo que fizesse sentido para mim, uma livraria independente que não fosse um mero entreposto de venda, mas um espaço de discussão e troca para a comunidade, para a cidade. Acredito que esse é o presente e o futuro possível para o comércio de rua com as nossas características. A Da Vinci se baseia, em primeiro lugar, no espírito que a livraria cultivou e desenvolveu ao longo de décadas. Esse é o pilar fundamental. Em segundo lugar, estamos sempre atentos ao que as livrarias independentes estão fazendo no mundo e no Brasil para se manter em conexão com os leitores e cidadãos”, afirma Daniel

Três histórias cariocas que ilustram como o Rio mudou o mercado editorial no Brasil:

1) Outra descoberta de Juliana foi a forma como os livros eram vendidos e que contrasta com o cenário atual do setor livreiro. Em “A Alma Encantadora das Ruas”, João do Rio detalha sobre os livreiros, que não só eram muitos pelas ruas, mas que também recitavam versos e histórias para venderem as obras: “O curioso é que ele informa que era uma profissão muito rentável, que o lucro do dono de uma livraria era de seiscentos por cento, e que a comissão dos livreiros ambulantes era ótima, portanto, se vivia tranquilamente só vendendo livros. Hoje vivemos em uma crise do mercado editorial, e se passaram só cem anos”, explica Juliana.

2) A livraria José Olympio, com fundador homônimo, foi criada em 1931, em São Paulo, mas logo depois, em 1934, foi transferida para o Rio, na Rua do Ouvidor, 110. Foi a maior editora do país nas décadas de trinta e quarenta. Entre os trabalhos editoriais mais proeminentes de Olympio estão uma coleção de José de Alencar, de 1951; e, em 1952, publicou a primeira tradução brasileira de Dom Quixote.

3) Numa época em que o comércio de livros era dominado por estrangeiros: Garnier (francês), Laemert (irmãos e alemães), surge o fluminense Pedro da Silva Quaresma, que comprou a Livraria do Povo. Por cinquenta anos foi o único livreiro brasileiro. Ele sentiu que tinha um público-alvo a ser conquistado: a população semiletrada e ofereceu um livro fácil de compreensão e bem prático de ser lido. Propõe então um livro de cunho popular em formato reduzido, o que chamamos hoje de Pocket Book. Acessível também no preço. Ficaram conhecidos como “Edições Quaresma”.

Estas e outras histórias podem ser aprendidas em “Revelando Um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés” e é dedicado a todos aqueles que amam livros, cultura e história. O valor é o pedido de uma contribuição a partir de R$10, que pode ser pago no dinheiro ou cartão, para a manutenção do projeto e remuneração dos guias, que não recebem qualquer tipo de patrocínio e o projeto é financiado com as contribuições dos próprios participantes. Outras datas estão previstas para acontecer o mesmo tour, para mais informações basta entrar em contato com a guia de turismo Juliana Fiuza pelo telefone e whatsapp 21 98091-2606.

Serviço: Evento: Revelando um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés / Walking tour que revela as origens dos livreiros do Rio de Janeiro através de visitações a sebos, livrarias e cafés históricos do centro da cidade / Data: 16 de agosto (Sexta) / Horário: 15h / Duração: 3h aprox. / Começa: Escadaria do Theatro Municipal / Termina: Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor) / Guia de Turismo: Juliana Fiúza / Sugestão do que levar: Água, sapatos e roupas confortáveis / Valor: Contribuições a partir de R$10. É possível pagar em dinheiro e cartão de crédito ou débito. Em caso de contribuição acima de R$20, é possível parcelar o valor.

Tradicional Livraria Arlequim, no Centro do Rio, vai fechar as portas

0

Livraria Arlequim, no Paço Imperial, fecha as portas no dia 18 de maio Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo

Loja que fica no Paço Imperial está fazendo saldão de seus produtos

Jan Niklas, em O Globo

RIO — Uma das mais tradicionais livrarias do Centro do Rio de Janeiro irá fechar as portas. Em funcionamento há 25 anos, a Arlequim, que fica no Paço Imperial, se despede definitivamente dos cariocas no dia 18 de maio, confirma um funcionário da casa.

O local, onde também funciona um bistrô, é famoso por reunir um acervo de obras de filosofia, história, literatura e artes. Além disso, o espaço vende CDs de gravadoras independentes brasileiras, jazz e clássicos de selos importados e nacionais. A Arlequim contava ainda com uma programação cultural que recebia apresentações de música e lançamentos de livros.

— Aqui tem uma miscêlanea que é rara de se encontrar no Rio. Desde Thelonious Monk e Chet Baker, até Voltaire e Ingmar Bergman, de toda essa cultura você podia encontrar obras aqui — afirma o funcionário.

Até o fechamento definitivo do espaço, os produtos comprados pela loja (que não são consignados) estão sendo vendidos em um saldão com descontos de até 80%.

O Centro do Rio, cuja tradição de livrarias remete aos tempos de Machado de Assis — frequentador da Garnier, na Rua do Ouvidor — vem sofrendo com o fechamento de importantes lojas do ramo nos últimos anos . Em março deste ano, a Travessa teve que fechar sua loja na Avenida Rio Branco, pois o espaço, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, avisou que o prédio vai entrar em obras.

No ano passado, a Livraria Cultura da Rua Senador Dantas encerrou as atividades após 6 anos funcionando no local. O fechamento ocorreu pouco antes da rede entrar com pedido de recuperação judicial, devido a crise do mercado editorial. Também fecharam as portas nos últimos anos o tradicional sebo Al-Farábi, point cultural localizado na Rua do Rosário, e a Livraria Marins, na praça Tiradentes .

J.K. Rowling pode ambientar novo ‘Animais Fantásticos’ no Rio de Janeiro

0

Jude Law, Ezra Miller, Claudia Kim, Zoë Kravitz, Callum Turner, Katherine Wasterson, Eddie Redmayne, Dan Fogler, Alison Sudol e Johnny Depp fazem parte do elenco de ‘Animais fantásticos: Os crimes de Grindelwald’ — Foto: Divulgação/Warner Bros.

Autora revelou que escreveu muitas vezes o nome da cidade brasileira nos últimos meses.

Publicado no G1

J.K. Rowling, autora das sagas “Harry Potter”, revelou que está escrevendo bastante sobre o Rio de Janeiro e deixou os fãs intrigados: a sequência de “Animais Fantásticos” pode ser ambientada no Brasil.

Nesta quinta, Rowling trocou a foto de capa no Twitter por uma imagem histórica do Rio nos anos 1930. A escritora costuma usar o recurso para dar pistas aos seguidores sobre o que ela escreve no momento.

J.K. Rowling posta foto do Rio de Janeiro em rede social. — Foto: Reprodução

Questionada sobre a possível ambientação da história na cidade carioca, ela respondeu: “Vamos dizer que eu realmente deveria saber escrever a palavra “Rio de Janeiro” depois da quantidade de vezes que eu a digitei nos últimos meses”. Antes disso, ela havia cometido um pequeno erro e chamado a cidade de “Rio da Janeiro”.

O segundo filme da sequência, “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, estreia em 15 de novembro. A série terá cinco filmes.

Frankenstein e a Campeã do Carnaval 2018 no Rio de Janeiro

0

Daniela Marttos, na Estação Nerd

A Beija-flor levou para a avenida um tema clássico da literatura e foi a campeã do carnaval 2018 no Rio. A escola conseguiu extrair a essência da história de Mary Shelley em carros super criativos e enredo contagiante.

É claro que, leitora e nerd, não entendo muito de carnaval, mas achei muito legal que uma festa popular que tem uma abrangência tão grande, reacenda o interesse por um clássico da literatura. E se você ficou curioso pela história, trouxe aqui algumas informações que podem ser úteis!

O livro escrito em 1816, quando autora tinha apenas 18 anos. Uma das mais célebres histórias de ficção científica e de horror, choca ainda nos dias de hoje por tratar de um tema delicado: os limites da invenção humana, da ciência, medicina ética e por aí vai.

A obra foi inspiração para inúmeros conteúdos da literatura, TV e cinema. Há um sem número de livros, séries e filmes, em que um cientista obcecado pelo poder do conhecimento arrisca-se na área geneticista e da criação da vida, assim como Victor Frankenstein. O médico que cria o monstro “montado” a partir de partes de outras pessoas que ele rouba do cemitério.

E para quem curte um bom e arrepiante romance gótico, e está interessado em ler o clássico, a Companhia das Letras está lançando uma edição especial incluindo: todas as revisões feitas por Mary Shelley, uma introdução da autora e textos críticos de Percy B. Shelley e Ruy Castro. Há ainda um apêndice com textos de Lorde Byron e do dr. John Polidori.

 

Projeto social no subúrbio do Rio de Janeiro vira livro com histórias de superação e depoimentos de famosos

0

Wal com a Malu Mader no projeto No Palco da Vida (Foto Jorge Pualino B)

Úrsula Neves, no Cabine Cultural

Um sonho de menino que virou realidade e transforma centenas de vidas. Assim é o projeto No Palco da Vida, idealizado pelo ator Wal Schneider, que está completando dez anos.

Para comemorar o sucesso do projeto, Wal e sua equipe lançam o livro Um Palco e Muitas Vidas, 10 anos de histórias No Palco da Vida de Teresa Montero, no dia 16 de janeiro, na Livraria Argumento, no Leblon. Localizado em um casarão no bairro de Olaria, no Rio de Janeiro, o projeto já atendeu mais de 3000 alunos com aulas gratuitas de teatro, cinema, dança, música, literatura, palestras e acesso a uma biblioteca com mais de 6 mil livros e 8 mil DVDs.

Nascido na cidade de Tabuleiro do Norte, interior Ceará, José Valdemir da Silva Gomes se encantou pelas artes quando o circo chegou à sua cidade. Tinha apenas 7 anos. Aos 17 pegou carona em um caminhão de melões e com apenas R$ 25 no bolso, foi atrás do sonho de se tornar ator. No Rio de Janeiro lavou pratos, fez faxina, mas mesmo com muitas dificuldades, conseguiu ajuda para engrenar nos estudos. Formou-se ator, fez pós-graduação em direção teatral na conceituada CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), adotou o sobrenome de um de seus benfeitores e tornou-se Wal Schneider.

“Em um determinado momento vi que o que eu tinha conseguido – ser ator – não podia parar ali. E agora? Agora eu precisava distribuir a arte, compartilhar com o máximo de pessoas. Não é apenas teatro, é contribuir para a formação do cidadão e do ser humano” – conta Wal, que deu aulas na UERJ e, em seguida ministrou uma oficina no Sesc de Ramos para a meninada do Complexo do Alemão. O interesse foi tanto que a mãe de uma aluna ofereceu o quintal de casa para Wal continuar ensinando sua arte. Tantos vieram que Wal precisou ampliar o espaço e alugou o casarão da Rua Uranos, em Olaria, Zona Norte do Rio, onde hoje funciona o projeto que atende crianças, adolescentes, adultos, a turma da melhor idade e alunos especiais.

Marcando esses dez anos de sucesso, o livro Um Palco e Muitas Vidas, 10 anos de histórias No Palco da Vida conta trajetória do projeto, que já recebeu vários prêmios, e traz depoimentos de artistas que apoiam e ajudam a causa, como Dira Paes, Malu Mader, Bianca Ramoneda, Bete Mendes, Ruth de Souza, Amir Haddad, dentre outros. Escrito por Teresa Montero, biógrafa da escritora, Clarice Lispector, com orelha por Sergio Fonta, quarta capa assinada por Elizabeth Jhin e Malu Mader, a obra já pode ser adquirirda nas livrarias Eldorado e Copabooks e online apenas pelo site da Livraria Eldorado. Toda a renda das vendas será revertida para a manutenção do projeto, inclusive o percentual da editora e da autora.

Prêmios recebidos pelo projeto No Palco da Vida

Prêmio AABB de Melhor Expressão Artística pelas peças Os Meninos da Rua Paulo e Memórias de Nossa Infância – 2011
Prêmio Extraordinários, na Categoria Superação do Jornal Extra (por voto popular) – 2015.
Prêmio João Canuto – Direitos Humanos – MHuD – 2015.
Prêmio Heloneida Studart de Cultura – ALERJ – 2017

Confira um vídeo promocional do projeto com a participação das atrizes Dira Paes e Malu Mader:

Go to Top