Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Rio Preto

Enem 2012: hino do Palmeiras garante 500 pontos à redação

0

Estudante usa dois parágrafos do texto para escrever canção do time

Em redação que recebeu nota 500, candidato escreve o hino do Palmeiras em dois dos quatro parágrafos Reprodução

Em redação que recebeu nota 500, candidato escreve o hino do Palmeiras em dois dos quatro parágrafos Reprodução

Lauro Neto e Leonardo Vieira, em O Globo

Vale tudo na redação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), até declarar o amor pelo time de futebol. Foi o que fez um candidato na última edição da prova ao escrever o hino do Palmeiras em seu texto. Apesar de dedicar dois dos quatro parágrafos à canção, o estudante tirou 500 pontos num total de 1000. O aluno até aborda o tema “Movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI”, mas nos parágrafos de desenvolvimento se dedica à paixão por seu clube.

O autor do texto é o paulista Fernando Maioto, que já havia sido aprovado em Medicina na Faculdade Faceres, em São José do Rio Preto. Ele conta que sua intenção foi a de testar a banca de correção do Enem.

— Sempre escutei histórias de pessoas que fizeram a redação e colocaram receitas de bolo. Como eu sabia que este ano a redação poderia ser visualizada, resolvi escrever o hino do meu time. Mas o grande intuito mesmo era mostrar que os corretores não leem completamente a redação — diz Fernando, que acredita que merecia zero na redação.

No segundo parágrafo, após a frase introdutória “As capitais, praia e as maiores cidades são os alvos mais frequentes dos imigrantes”, ele começa a escrever parte do hino: “porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente e que a dureza do prélio não tarde. E o palmeiras no ardor da partida, transformando a lealdade em padrão. Sabe sempre levar de vencida e mostrar que de fato é campeão”. Depois do trecho do hino, ele retoma o tema da imigração, ainda no mesmo parágrafo, com a frase “Por este o principal motivo de invasão de imigrantes”.

No parágrafo seguinte, o estudante acrescenta a conjunção adversativa “entretanto”, antes de voltar ao hino com o trecho “defesa que ninguém passa, linha e atacante de raça torcida que canta e vibra por nosso alviverde inteiro. Porque quem sabe ser brasileiro, hostenta (sic) a sua fibra”. Como o hino chega ao fim, ele fecha o parágrafo com “Fazendo com que muitos imigrantes se tornem escravados (sic) do século XXI”.

Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) esclarece que os avaliadores identificaram a impertinência do texto inserido, o que trouxe para a redação palavras e expressões sem sentido e em estilo inadequado ao tipo textual exigido na prova. Segundo o Inep, a redação obteve nota 500, tendo nota baixa especialmente nas competências I e II. De acordo com a nota “desconsiderada a inserção inadequada, o texto tratou do tema sugerido e apresentou ideias e argumentos compatíveis. O texto indica compreensão da proposta da redação, não fugiu ao tema por completo e não feriu os direitos humanos”.

Já para o professor de Letras e vice-reitor da Universidade Estácio de Sá, Deonísio da Silva, mesmo que candidato tenha comentado parcialmente o tema, sua prova deveria ser desconsiderada e sua nota, zerada.

— Ele usou o hino do Palmeiras no meio da frase para disfarçar. Eu penso que é deboche, mas, mesmo se não for, ainda sim ele quebrou com a lógica argumentativa. Eu daria zero — opinou o vice-reitor.

Já Lucília Garcez, doutora em linguística aplicada defende a nota 500, dizendo que a orientação aos corretores é aproveitar o que for possível no texto.

— Se você observar bem a redação, excluindo a brincadeira de colocar o hino do Palmeiras, o participante escreve bem, não comete muitos erros de língua portuguesa, articula bem as ideias. E não fugiu totalmente do tema, chegou a desenvolvê-lo bem. Talvez, se ele não tivesse feito essa brincadeira, poderia até tirar nota máxima. Ele foi apenado por inserir um trecho fora do tema — diz Lucília.

Ex-corretor da banca, o professor Wander Lourenço afirma que exemplos como esse texto devem ser desconsiderados pelo avaliador.

— Esses casos mostram uma grande crise de ética. Eles têm o propósito de enganar a banca — argumenta.

Estudante do ensino médio passa em seis faculdades de medicina

1

‘Eu prestei para ver como era, achei que tinha ido mal’, diz estudante. Ação está sendo movida pela família para garantir matrícula em uma delas.

 Quem sonha em ter curso superior sabe a dificuldade que é ser aprovado no vestibular e conseguir uma vaga. Agora imagine a situação de um estudante de São José do Rio Preto (SP) que passou em seis faculdades de medicina e não pode cursar porque ainda não terminou o Ensino Médio. Para tentar resolver esse "problema", a família entrou com uma ação na Justiça. O estudante Leandro Bertolo, de 17 anos, prestou e foi "aprovado" em duas universidades estaduais e quatro federais. São elas: UFSCar, em São Carlos, interior de São Paulo; UFCSPA, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre; Unifesp, Escola Paulista de Medicina e Universidade Federal de Santa Catarina. O estudante ainda prestou como treineiro – e passou – na Unicamp e USP. “Eu prestei para ver como era, todo mundo dizia que era difícil. Até achei que tinha ido mal, mas fiquei surpreso com os resultados, deu certo”, comenta o estudante. Para a família não teria como ser diferente. A mãe, Eny Bertolo, conta que desde pequeno Leandro nunca tirou uma nota abaixo de 9. "Ele sempre foi disciplinado para estudar, sempre quis prestar medicina, sabia que era difícil e se dedicou”, comenta Eny. saiba mais     Cursar faculdade sem concluir ensino médio é 'queimar etapas', diz doutora     Aluno consegue liminar para estudar na USP sem concluir o ensino médio     Jovem de 14 anos passa em 5º na UFMS e Justiça autoriza matrícula     Jovem de MS vai cursar medicina sem ter concluído o ensino médio     Estudante de 16 anos é aprovada em nove vestibulares para medicina Entre tantas opções, como fazer a matrícula sem ter concluído o ensino médio? A família quer garantir que o filho tenha na Justiça esse direito mesmo sem ter concluído o Ensino Médio. Para isso, uma ação foi iniciada para garantir os direitos do jovem. O pedido se baseia em uma lei federal que assegura ao aluno o direito de frequentar o curso, mesmo sem ter concluído os estudos do colegial. A ação está sendo movida para a vaga para a Unifesp, a Escola Paulista de Medicina. “Infelizmente a primeira avaliação não foi positiva, mas vamos entrar no Tribunal Superior Eleitoral para uma nova ação", comenta a mãe. Até que o resultado saia, Leandro continua focado nos estudos. “Se não der certo eu tento ano que vem”, diz o estudante. O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação sobre o caso. Por nota, disseram que é obrigatório concluir o ensino médio para poder cursar uma faculdade, mas que, em alguns casos semelhantes, é possível tentar um recurso com os conselhos estaduais de educação e as próprias universidades.

Leandro aguarda decisão da Justiça para tentar se matricular (Foto: Reprodução / TV Tem)

Publicado no G1

Quem sonha em ter curso superior sabe a dificuldade que é ser aprovado no vestibular e conseguir uma vaga. Agora imagine a situação de um estudante de São José do Rio Preto (SP) que passou em seis faculdades de medicina e não pode cursar porque ainda não terminou o Ensino Médio. Para tentar resolver esse “problema”, a família entrou com uma ação na Justiça.

O estudante Leandro Bertolo, de 17 anos, prestou e foi “aprovado” em duas universidades estaduais e quatro federais. São elas: UFSCar, em São Carlos, interior de São Paulo; UFCSPA, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre; Unifesp, Escola Paulista de Medicina e Universidade Federal de Santa Catarina. O estudante ainda prestou como treineiro – e passou – na Unicamp e USP. “Eu prestei para ver como era, todo mundo dizia que era difícil. Até achei que tinha ido mal, mas fiquei surpreso com os resultados, deu certo”, comenta o estudante.

Para a família não teria como ser diferente. A mãe, Eny Bertolo, conta que desde pequeno Leandro nunca tirou uma nota abaixo de 9. “Ele sempre foi disciplinado para estudar, sempre quis prestar medicina, sabia que era difícil e se dedicou”, comenta Eny.

Entre tantas opções, como fazer a matrícula sem ter concluído o ensino médio? A família quer garantir que o filho tenha na Justiça esse direito mesmo sem ter concluído o Ensino Médio. Para isso, uma ação foi iniciada para garantir os direitos do jovem. O pedido se baseia em uma lei federal que assegura ao aluno o direito de frequentar o curso, mesmo sem ter concluído os estudos do colegial.

A ação está sendo movida para a vaga para a Unifesp, a Escola Paulista de Medicina. “Infelizmente a primeira avaliação não foi positiva, mas vamos entrar no Tribunal Superior Eleitoral para uma nova ação”, comenta a mãe. Até que o resultado saia, Leandro continua focado nos estudos. “Se não der certo eu tento ano que vem”, diz o estudante.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação sobre o caso. Por nota, disseram que é obrigatório concluir o ensino médio para poder cursar uma faculdade, mas que, em alguns casos semelhantes, é possível tentar um recurso com os conselhos estaduais de educação e as próprias universidades.

Aluna de Rio Preto, SP, acerta todas as questões da 1ª fase da Unesp

1

Estudante mostra o gabarito corrigido com 100% de acerto. Questões de 26 a 30 quase foram passadas erradas para o gabarito, mas ela percebeu o erro a tempo (Foto: Marcos Lavezo/G1)

Marcos Lavezo, no G1

Tirar nota 10 em uma prova difícil é o objetivo de todo estudante. Gabaritar um dos vestibulares mais concorridos do Brasil, então, é uma missão quase impossível. Mas não para a estudante de São José do Rio Preto (SP) Elisa Carmo de Pina, de 18 anos, que acertou todas as 90 questões do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para o curso de medicina.

A estudante ficou em primeiro lugar no curso nesta primeira fase. Para gabaritar o vestibular, ela afirma que o importante não são só os estudos. “É claro que tem de estudar muito, mas isso apenas não adianta se você estiver nervoso e desconcentrado no dia da prova. Por isso, além de estudar, o mais importante é ter tranquilidade”, afirma a aluna.

Elisa soube que gabaritou a prova horas depois de prestar o vestibular, no dia 18 de novembro, enquanto corrigia o gabarito com a mãe, Marlene Pina. Ela conta que, a cada questão que acertava, ficava cada vez mais nervosa. “Quando saí da prova falei para a minha mãe que tinha ido muito bem e estava muito feliz, mas nunca ia imaginar que iria acertar todas as questões”, diz a estudante. Para ela, história foi a parte mais difícil, já que prefere a parte de exatas e biológicas.

Elisa contraria quem acha que foi uma questão de sorte. “Chutei apenas uma, porque estava em dúvida entre duas alternativas. No restante eu sabia todas. Me preparei muito para o vestibular e estava bem tranquila no dia, o que me ajudou bastante”, comenta.

Candidata ficou em 1º lugar na classificação geral (Foto: Reprodução / Site da Unesp)

A estudante faz um curso preparatório para vestibular há dois anos, no qual estuda das 7h às 14h. Na parte da tarde, ela alterna os estudos em casa e as aulas complementares do cursinho. “Esta maratona de estudos e vestibular é uma rotina cansativa. Não tem fim de semana, não tem feriado, mas é preciso conciliar com outras atividades para não ficar maluco. Há dois meses que é um vestibular atrás de outro, sem um fim de semana livre sequer”, afirma.

Além do vestibular da Unesp, Elisa fez a prova da primeira fase da Fuvest, que seleciona para vagas na Universidade de São Paulo (USP) e vai prestar a prova da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e também da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), todas para o curso de medicina.

E ainda se prepara para a segunda fase da Unesp, que acontece nos dias 16 e 17 deste mês, com provas dissertativas e redação. “Esta segunda fase será muito mais difícil, mas eu gosto mais de provas dissertativas. O problema para mim será a redação, mas já venho fazendo aulas extras para melhorar até lá.”

Para os estudantes que vão prestar a segunda fase da Unesp, Elisa dá uma dica importante: ter tranquilidade, principalmente na hora de fazer a prova. “Não adianta você estudar o dia inteiro e chegar na prova nervoso e não lembrar do que estudou. É importante ter tranquilidade e, é claro, estudar muito. A maratona de vestibular exige isso. Vou fazer aniversário no dia 12 de dezembro e não vou fazer festa, porque terei muitos vestibulares até o fim do ano e preciso estudar”, afirma.

Para a mãe de Elisa, Marlene Pina, ver a filha acertar todas as questões de um vestibular é motivo de orgulho. Ela faz questão de levar a filha para todos os exames que ela presta. “Ela estava muito feliz quando saiu da prova da Unesp e, à noite, a gente corrigiu juntas o gabarito. Foi uma emoção muito grande ver que ela estava acertando todas. A Elisa se dedica bastante. Nem precisamos ficar cobrando os estudos dela, porque ela é muito responsável. Merece ter acertado todas as questões”, diz a mãe.

‘Nunca vi isso’

Professor do ensino médio e de cursos pré-vestibulares há 12 anos, Jair Vieira Júnior afirma que nunca viu um aluno acertar todas as questões de um vestibular, principalmente um dos mais difíceis do Estado de São Paulo. “Eu estava no colégio quando me disseram que um aluno tinha acertado 83 questões, o que para mim já é um grande feito. Agora, quando me falaram que a Elisa tinha acertado todas, eu não acreditava. Ela é uma menina dedicada e disciplinada, merece passar neste vestibular”, afirma.

Professor de biologia de Elisa, ele se sente um pouco “culpado” por ela ter ido tão bem. “Como ela foi minha aluna, me sinto um pouco realizado também por ela ter conquistado o que alcançava, ainda mais por ela escolher medicina, uma área que acaba envolvendo a minha área também”, diz.

Para as provas da segunda fase da Unesp, Jair recomenda que o aluno tenha organização na hora de fazer a prova. Segundo ele, o candidato não pode perder muito tempo para não se apressar no fim do exame. “Os textos das respostas devem estar bem organizados para que o examinador não se confunda ou perca muito tempo na correção. Porque eles não vão fazer muito esforço para corrigir, se as respostas não estiverem boas”, explica.

Go to Top