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Colégio Santo Agostinho, do Rio, suspende uso de livro considerado ‘comunista’ por grupo de pais

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Livro de Luiz Puntel seria usado na última prova de redação do ano Foto: Rafael Andrade/27-2-2012

Obra escrita nos anos 1980 foi retirada da lista de leitura do sexto ano; ‘Meninos sem pátria’ retrata vida de família exilada na ditadura

Ana Paula Blower e Renato Grandelle, em O Globo

RIO — Zé Maria chega em casa apavorado e anuncia para a família que o jornal em que trabalhava foi fechado pelos militares. Deixa o país, a mulher e os dois filhos, que depois o encontram no Chile. Não ficam lá muito tempo — vão para o exílio em Paris logo depois que o ditador Augusto Pinochet assume o poder em Santiago.

Esta é a história de “Meninos sem pátria” (Ática), livro de Luiz Puntel lançado em 1981 e que já está na 23ª edição. Apesar da longevidade, a obra enfrenta agora uma situação inédita — a pedido de alguns pais, o Colégio Santo Agostinho Leblon, na Zona Sul, suspendeu sua leitura, prevista desde o início do ano letivo.

‘Meninos sem Pátria’, de 1981, é um dos títulos mais vendidos da Coleção Vaga-Lume Foto: Reprodução

Pais de estudantes do 6º ano alegaram à escola que o livro “doutrina crianças com ideologia comunista”. Em uma página do Facebook, a obra é acusada de promover um “discurso esquerdopata”. No entanto, a decisão também foi alvo de críticas por internautas que se queixaram de ver o colégio se render a um “faniquito”. Procurada pelo GLOBO, a coordenação do Santo Agostinho não quis se manifestar.

Puntel destaca que o livro foi escrito dois anos após a anistia, evento histórico que lhe serviu de inspiração. O educador reforça que “Meninos sem pátria” se baseia no drama da volta dos exilados, e não em uma apologia ao comunismo.

— Falo sobre algo que aconteceu no final da ditadura militar. E agora, mais de 30 anos depois, um pai vê o filho lendo o livro e o interpreta como uma apologia ao comunismo — critica. — Lamento a existência da censura quando vemos como o país precisa da democracia. Quero pensar um pouco e ver com a editora se alguma coisa precisa ser feita.

Ônibus-biblioteca começa a emprestar livros de graça pelos bairros do Rio

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Publicado no Extra

O ônibus-biblioteca do projeto “Livros nas Praças” começa nesta terça-feira, dia 20, as visitas literárias, com empréstimos gratuitos de livros, na Praça Almirante Júlio de Noronha, no Leme. Estarão presentes o escritor Fábio Maciel e a ilustradora Patrícia Melo, que vão falar sobre o Haicobra, um livro que “espicha”. Impresso numa única folha de papel, recortada e dobrada, o livro se abre no formato de uma cobra e, a cada dobra, propõe um haicai, poema de apenas três versos de origem japonesa (veja programação completa abaixo).

A biblioteca sobre rodas oferece cerca de dois mil exemplares, sendo 70% de autores brasileiros, como Ana Maria Machado, Thalita Rebouças, Paulo Coelho e Monteiro Lobato. O acervo tem ainda 60 livros com ilustrações em braile para crianças, 30 livros em fonte ampliada para pessoas com problemas de visão, 20 audiobooks para deficientes visuais e 35 livros em braile para adultos.

O ônibus tem cadeira de transbordo, própria para cadeirantes e idosos com dificuldades de subir a escada de acesso, além de banheiro e água para os leitores que utilizarem o veículo como espaço de leitura. A iniciativa é um projeto de responsabilidade social das empresas Lojas Americanas e Americanas.com.

Os visitantes podem ler no ônibus ou levar até dois livros, gratuitamente, para casa. Para o empréstimo, é necessária apresentação de um documento de identidade e comprovante de residência. Os livros devem ser devolvidos ao ônibus-biblioteca em qualquer praça, durante a permanência do projeto. A biblioteca fica aberta ao público das 10h às 16h.

Programação

– Praça Almirante Júlio de Noronha (Leme)

20/03; 21/03; 04/04; 18/04; 02/05; 16/05; 30/06; 13/06

– Vila Olímpica Mané Garrincha (Caju)

03/04; 17/04; 01/05; 15/05; 29/05; 12/06

– Praça Mauá (Saúde)

22/03; 05/04; 19/04; 03/05; 17/05; 31/05; 14/06

– Largo do Estácio (Estácio)

23/03; 06/04; 20/04; 04/05; 18/05; 01/06; 15/06

– Parque de Madureira (Madureira)

24/03; 07/04; 21/04; 05/05; 19/05; 02/06; 16/06

– Vila Olímpica (Belford Roxo)

27/03; 10/04; 24/04; 08/05; 22/05; 05/06

– Vila Olímpica da Mangueira (Mangueira)

29/03; 12/04; 26/04; 10/05; 24/05; 07/06

– Nave do Conhecimento (Triagem)

30/03; 13/04; 27/04; 11/05; 25/05; 08/06

– Quinta da Boa Vista (São Cristóvão)

31/03; 14/04; 28/04; 12/05; 26/05; 09/06

– Praça João Luiz Nascimento (Praça Telemar – Mesquita)

28/03; 11/04; 25/04; 09/05; 23/05; 06/06

Teresópolis, RJ, recebe primeira Feira do Livro nesta semana

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Feira do livro vai até o dia 30 de janeiro em Teresópolis (Foto: Ascom Teresópolis | Divulgação)

 

Evento ocorre na Calçada da Fama e terá shows e contação de histórias até o dia 30 de janeiro.

Publicado no G1

Teresópolis, na Região Serrana do Rio, recebe a primeira Feira do Livro nesta semana. O evento começou nesta segunda-feira (8), na Calçada da Fama, na Várzea, e terá shows e contação de histórias até o dia 30 de janeiro.

“Nossa ideia é trazer a cultura a preços acessíveis, para incentivar a leitura em todas as classes sociais”, explica um dos expositores da feira, Michel Abreu.

De acordo com a Secretaria de Cultura de Teresópolis, a Feira do Livro, promovida pela Associação Brasileira do Livro, tem também a participação de livrarias da cidade.

Segundo o expositor Joaquim Pereira, 80% dos livros vendidos são usados e têm preços atrativos. “O público está gostando”, comentou.

O evento agrada aos leitores, como Mariana Neves, de 18 anos, que estava olhando os exemplares e contou que lê mais de dez livros por ano. Quem também gostou da iniciativa foi Luís Carlos dos Santos, de 45 anos.

“Eu encontrei na feira alguns livros de filosofia e continuei pesquisando outros títulos. A feira está muito boa”, afirmou.

Documentário reconta história do maior ladrão de livros raros do país

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Nathalia Durval, na Folha de S.Paulo

Laéssio Rodrigues de Oliveira, 44, decidiu largar o trabalho de balconista em uma padaria em São Bernardo do Campo, em São Paulo, para se tornar ladrão de livros.

Hoje na penitenciária Milton Dias Moreira, no Rio, teve outras quatro passagens pelo sistema carcerário. Cumpriu quase dez anos e foi condenado a mais uma década.

O jornalista e diretor Carlos Juliano Barros acompanhou a trajetória do ladrão incomum e trocou correspondência com ele de 2012 a 2017.

Em parceria com Caio Cavechini, ele conta essa história no documentário “Cartas para um Ladrão de Livros”.

O filme estreou no Festival do Rio e tem neste sábado (28), às 16h, sua última exibição na 41ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Considerado pela Polícia Federal o maior criminoso do gênero no país, Laéssio levou livros, fotos, mapas e documentos raros de bibliotecas e museus em diversos Estados.

O ladrão culpa Carmen Miranda pelos atos. Fã da cantora, decidiu colecionar a seu respeito. Uma revista “Fon Fon” dos anos 1940 com ela na capa foi o primeiro furto.

Motivado pela pobreza, diz, viu oportunidade nas falhas de segurança dos acervos e começou a agir no fim dos anos 1990. Percebeu que havia colecionadores dispostos a pagar por obras raras.

Laéssio gostou tanto da iconografia 'Os Trinta Valérios' (1901), de Valério Vieira, que decidiu não roubá-la

Laéssio gostou tanto da iconografia ‘Os Trinta Valérios’ (1901), de Valério Vieira, que decidiu não roubá-la

Seu maior feito, afirma, foi levar mais de 2.000 documentos, avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão, do Palácio do Itamaraty, no Rio.

Foi detido pela primeira vez em 2004, após denúncia de um vendedor que comprou dele por R$ 2.000 um livro estimado em R$ 70 mil, pertencente ao Museu Nacional.

Barros quer mostrar uma visão pessoal do criminoso, a quem considera “peculiar”. “Acho que a função do cinema é apresentar outro ponto de vista sobre uma boa história”, diz. “Isso não me faz relevar os atos criminosos”, ressalva o diretor. Ele, afinal, “lesou museus e bibliotecas”.

Nascido em Teresina, no Piauí, Laéssio fala inglês e iniciou faculdade de biblioteconomia. Ele afirma querer “deixar sua marca” para não ser “mais um na multidão”.

Na primeira carta a Barros, só concordou em falar se recebesse uma biografia de Carmen Miranda. Depois, recomendou a leitura de “A Menina que Roubava Livros”, de Markus Zusak.

As investigações não procuraram identificar quem comprou obras de Laéssio nem o paradeiro delas. Mas algumas foram recuperadas.

“Vários compraram essas obras de arte e se safaram. Me parece pouco provável que não soubessem da origem criminosa”, pondera Barros.

Rocinha ganha biblioteca com 1.200 livros e brinquedos para crianças

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Crianças brincam no primeiro espaço do projeto Cantos de Leitura no Rio, em Vila Isabel - Quezia Feliciano / Divulgação

Crianças brincam no primeiro espaço do projeto Cantos de Leitura no Rio, em Vila Isabel – Quezia Feliciano / Divulgação

 

Projeto Cantos de Leitura chega na comunidade no dia 10

Gabriel Rosa, em O Globo

RIO — A creche da Ação Social Padre Anchieta (ASPA), na Rocinha, vai ganhar uma biblioteca com 1.200 livros, brinquedos e mobiliário novo na próxima quinta-feira. A ação é fruto da parceria entre a associação e a Rede Educare, empresa responsável pelo programa Cantos de Leitura.

— Este projeto representa o resgate da leitura para muitas crianças. Por não saberem ler nem escrever, os pais acabam incentivando os filhos a usar muito o celular e a internet. O projeto significa um retorno ao livro — conta Suely Figueiredo, coordenadora institucional da ASPA.

Atualmente, a creche atende a 200 crianças (179 com idade entre 6 meses e 3 anos e 11 meses; e outras 21 maiores de 4 anos). Num primeiro momento, apenas estas crianças terão acesso à biblioteca. Mas o objetivo, de acordo com Suely, é expandir ao máximo a cobertura do espaço.

— A ideia é levar o projeto a todas as crianças que conseguirmos. Queremos abrir o espaço a todas as que vivem na comunidade — diz Suely.

Uma das etapas do projeto é a capacitação dos educadores que atuam na instituição. Kátia Rocha, diretora da Rede Educare e coordenadora do projeto Cantos de Leitura, explica que um dos principais objetivos da iniciativa é criar locais onde os pequenos possam se sentir relaxadas.

— Por causa da violência, as crianças de algumas localidades perderam muitos espaços de lazer. Acreditamos que precisamos criar locais de paz onde possam se sentir bem.

O Cantos de Leitura tem apoio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet. A primeira biblioteca no Rio foi inaugurada em julho, no Lar Cantinho Feliz, em Vila Isabel, na Zona Norte. A cidade ainda vai ganhar outros dois espaços. O objetivo é que haja 12 espalhados por todo o Brasil ainda em 2017.

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