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As melhores cidades do mundo para fazer faculdade

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Estudo da Economist mediu o retorno para estudantes estrangeiros que querem se graduar em outros países; Montreal, no Canadá, ficou em primeiro lugar

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Lilian Sobral, na Exame

Malas prontas

São Paulo – Pensando em estudar fora? Se a ideia for fazer um curso de graduação, Montreal, no Canadá, é a cidade que oferece as melhores condições. A conclusão é do estudo Sea Turtle Index, feito pela The Economist Intelligence Unit (EIU, unidade de pesquisas do grupo The Economist) para o banco chinês Bank of Communications, que mediu o custo benefício para estrangeiros de realizar uma graduação fora de seu país.

A pesquisa avaliou 80 cidades e regiões do globo em cinco critérios: retorno educacional (qualidade dos cursos x preços), retorno financeiro (investimentos e riscos econômicos), ambiente do mercado imobiliário, abertura do mercado de trabalho e experiência social.

Com esses critérios, alguns achados interessantes apareceram. O efeito da crise econômica, por exemplo, pesou nas cidades que aumentaram o nível de desemprego. Já o efeito do câmbio foi sentido em lugares onde a moeda tem cotação alta.

Confira os detalhes dos dez primeiros colocados no ranking.

1) Montreal
Pontuação total: 72,4 pontos
Retorno educacional: 73,3 pontos, em 6º lugar (empate)
Retorno financeiro: 57,2 pontos, em 52º lugar
Mercado imobiliário: 69,8 pontos, em 12º lugar
Experiência de trabalho: 66,4 pontos, em 4º lugar
Experiência social: 92,5 pontos, em 1º lugar (empate)

Wikipedia / S. Lacasse

Wikipedia / S. Lacasse

2) Londres
Pontuação total: 70,2 pontos
Retorno educacional: 78,9 pontos, em 3º lugar
Retorno financeiro: 64,3 pontos, em 16º lugar
Mercado imobiliário: 70,2 pontos, em 11º lugar
Experiência de trabalho: 40 pontos, em 40º lugar
Experiência social: 92,5 pontos, em 1º lugar (empate)

Philip Lee Harvey/AFP

Philip Lee Harvey/AFP

3) Hong Kong
Pontuação total: 69,2 pontos
Retorno educacional: 64,2 pontos, em 20º lugar
Retorno financeiro: 82,6 pontos, em 1º lugar
Mercado imobiliário: 82,7 pontos, em 1º lugar
Experiência de trabalho: 53,1 pontos, em 16º lugar
Experiência social: 81,8 pontos, em 22º lugar (empate)

Ronald Martinez/Getty Images

Ronald Martinez/Getty Images

4) Toronto
Pontuação total: 69,1 pontos
Retorno educacional: 63,6 pontos, em 21º lugar
Retorno financeiro: 57,1 pontos, em 53º lugar
Mercado imobiliário: 74,6 pontos, em 4º lugar
Experiência de trabalho: 68,6 pontos, em 3º lugar
Experiência social: 90 pontos, em 5º lugar

Carlo Allegri/Getty Images

Carlo Allegri/Getty Images

5) Cambridge
Pontuação total: 68,5 pontos
Retorno educacional: 83,5 pontos, em 1º lugar
Retorno financeiro: 66,5 pontos, em 6º lugar (empate)
Mercado imobiliário: 59,8 pontos, em 35º lugar
Experiência de trabalho: 38,9 pontos, 43º lugar
Experiência social: 77,1 pontos, em 33º lugar (empate)

Dan Kitwood/Getty Images

Dan Kitwood/Getty Images

(mais…)

No país, 18% dos alunos estudam em escolas situadas em áreas de risco

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Pesquisa do IBGE com estudantes do 9º ano do ensino fundamental revela que 12% deles deixaram de ir à aula por medo da violência
Em 2012, 1 em cada 5 adolescentes admitiu ter praticado bullying contra o colega
Dos entrevistados, 10,6% declararam ter sofrido agressão física por um adulto da família

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Publicado em O Globo

RIO – A violência está dentro de casa, no trajeto de ida e volta às aulas, no ambiente escolar. É o que relatam estudantes brasileiros do último ano do ensino fundamental que participaram de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2012 e divulgada nesta quarta-feira, 19. Eles são adolescentes, em sua maioria (86%) estão na faixa de 13 a 15 anos, mas muitos já vivenciaram os transtornos causados pela insegurança. Para fugir dela, por exemplo, ao longo do ano passado, 12,1% dos alunos deixaram de frequentar aula, receosos dos riscos existentes no caminho entre a casa e a escola e até mesmo dentro da própria instituição de ensino.

– A pesquisa é um retrato bastante fidedigno do nosso jovem de 13 a 15 anos. Traz fatores de risco de proteção desse adolescente. Se levarmos em conta que esses riscos são cumulativos ao longo da vida, como o tabagismo e o sedentarismo, isso traz um impacto muito grande para a saúde – observou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, na cerimônia de lançamento da publicação, nesta quarta-feira, 19.

O levantamento mostra que, pelo menos em relação à insegurança, a rotina pode ser bem pior para os alunos de escola pública. A proporção dos que deixaram de ir à aula no ano passado por temerem episódios violentos no percurso ou dentro da escola foi, respectivamente, de 9,5% e 9,1%, praticamente o dobro da registrada entres alunos de instituições particulares (5% e 4,4%).Realizada, pela primeira vez, em 2009, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2012, feita em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, traz dados de 109 mil estudantes de 2.842 escolas de todo o país relacionados a fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes brasileiros. Nesta segunda edição, o levantamento traz também informações para o conjunto do país e para as cinco grandes regiões – anteriormente, limitavam-se às capitais e ao Distrito Federal. A amostra incluiu escolas com mais de 15 alunos matriculados, em turmas regulares.Para identificar a situação dos escolares, o IBGE usou um método pouco usual: um questionário eletrônico respondido, em um smartphone, pelos próprios entrevistados, sem interferência dos pesquisadores do instituto.

– É uma pesquisa bastante inovadora no Brasil e no IBGE por conta deo seu método, pois é respondida diretamente pelo estudante. Isso dá mais privacidade para o estudante e maio qualidade para o dado – diz o gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antônio de Andreazzi, explicando que a escolha dos alunos do 9º ano do ensino fundamental se deu por causa do preparo e da assiduidade dos estudantes. – Nesta faixa, eles já estão mais capacitados cognitivamente para entender as perguntas e tem uma frequência maior na escola do que a registrada no ensino médio.

Assim como os adolescentes, os diretores ou responsáveis pelas escolas foram ouvidos em relação ao mesmo problema. A PeNSE quis saber se a unidade de ensino avaliada estava ou não situada em área considerada de risco de violência, a maior parte do tempo ou todo o período, nos últimos 12 meses, e, diante das respostas, foi possível concluir que 17,9% dos alunos estudavam em instituições dentro deste perfil.

Mais uma vez, o quadro é bem pior para quem estuda na rede pública: 20,4% ante os 5,5% registrados na rede particular. O dado pode ser ainda maior quando a análise recai sobre as capitais. Em Belo Horizonte, praticamente metade dos adolescentes (46,2%) estudavam em unidades construídas em áreas de risco de violência. No Rio, a proporção foi de 11%.

A pesquisa mostra ainda um ligeiro aumento de quem se sentiu vítima de bullying no país, entre 2009 e 2012. A análise dos dados das capitais do país mostra que subiu de 5,4,% para 6,9% a proporção dos que afirmaram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações de colegas da escola, nos 30 dias anteriores à entrevista. No dado nacional, o número chega a 7,1%. Já o grupo que admitiu ter zombado ou humilhado algum de seus colegas da escola é bem maior: 20,8%. O dado do Rio superou o indicador nacional e chegou a 22,1%. Vitória, com 27,5%, apresentou situação mais complicada.

Preocupante também são os relatos de envolvimento com armas. Na pesquisa, 6,4% dos estudantes relataram participação em brigas na qual alguma pessoa usou arma de fogo. A proporção subiu para 7,3% quando o instrumento usado foi arma branca. Em ambas as situações, a proporção foi bem maior entre os meninos.

A PeNSE mostrou que, se fora de casa os riscos podem ser grandes, o ambiente familiar nem sempre é garantia de acolhida. Que o digam os 10,6% de estudantes que declararam ter sofrido agressão física por parte de um adulto da família, nos 30 dias que precederam a pesquisa. Considerando as regiões do país, a maior proporção foi registrada no Sudeste (12%) – no Rio, foi de 11%. No entanto, há capitais de outros regiões com indicadores mais elevados, como Boa Vista (13,9%), Salvador (13,5%) e Recife (13,3%). Há também diferenças por sexo: a proporção de meninas que relataram esste tipo de violência foi maior, 11,5%, do que a registrada entre os meninos (9,6%). A comparação das capitais entre 2009 e 2012 mostra que a proporção aumentou durante este intervalo de tempo: subiu de 9,5% para 11,6%.

A segunda edição da PeNSE, que reúne informações sobre contexto familiar, hábitos alimentares e prática de atividade física, entre outros, trouxe novos temas, como trabalho, saúde mental e prevalência de asma.

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