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Ex-desabrigado, jovem do RJ reconstrói a vida escrevendo e ganha prêmios

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Livro de poesias sobre 450 anos do Rio (Foto: Affonso Andrade/G1 Rio)

Morador da Baixada Fluminense começou a compor poesias após sua casa ter desabado. Hoje celebra o primeiro livro, um romance, publicado.

Aline Gomes, no G1

Fabrício André tinha 15 anos quando tudo veio abaixo. Era 17 de julho de 2012 quando o terreno onde morava com os pais e dois irmãos cedeu, transformando em poeira a casa antiga e todos os pertences da família. A reconstrução do lar e da vida, decidiu ele, teria de passar pelos livros. Não só os estudos, mas sobretudo as letras.

Em seis anos, Fabrício se tornou um escritor e hoje comemora a publicação de seu primeiro romance, “Não me perdoe”. Antes, poemas seus já tinham sido selecionados em livro em quatro concursos literários.

A família escapou sem ferimentos do acidente, mas teve que morar de favor na casa de parentes até se restabelecer. Fabrício, então, se agarrou à literatura. A professora Elizabeth Bragança percebeu o esforço e o talento e deu corda. A família dele também entrou no jogo.

Dois anos depois do acidente, em 2014, Fabrício se animou com o concurso “Rio de Palavras, 450 anos de história”, da Prefeitura do Rio. De sua autoria, “Sim, o planeta é carioca” foi uma das obras selecionadas. “Foi uma alegria em dose dupla”, lembra o rapaz. “A premiação deu um empurrão para que eu começasse a perceber que tinha potencial”, emenda.

A partir daí, foi um concurso atrás do outro – ele seria selecionado para outras três coletâneas. E uma delas o levou, em 2017, à Bienal do Livro, onde jamais tinha pisado. “Eram muitas dificuldades, nunca tive como ir à feira literária”, diz.

Quando se deu conta, estava recebendo o convite para lançar o primeiro livro. Nascia “Não me perdoe”. “Quis trazer à luz uma face do perdão que muitas vezes fica escondida, o autoperdão”, explica o autor. O livro está disponível  no site da editora.

Um livro por ano

Fabrício começou o amor pelos livros quando ainda era criança. Apressado, aprendeu a ler em casa aos 3 anos. “Era um gibi”, conta. “Meu pai sempre trazia livro que ele catava em qualquer lugar pra gente, a gente passou a ter o gosto pela leitura”, continua.

Fabrício Andre com os pais Sidney e Lidiane durante lançamento do livro (Foto: Divulgação)

Aprovado para uma vaga no ProUni, Fabrício está cursando Administração em uma universidade particular. Com a cabeça fervilhante de idéias, Fabricio já pensa na produção de sua próxima obra, pois tem a meta de escrever um livro por ano.

Segundo o jovem, a literatura pode ser uma ótima válvula de escape, uma grande oportunidade. “Quando a gente passa a levar a educação mais a sério, a gente passa a encarar os problemas com mais maturidade, mais seriedade”, diz Fabrício André.

Lista de prêmios e publicações

“Rio de palavras, 450 anos de história”, 2015

Texto (poesia): “Sim, o planeta é carioca”

Coletânea “Diário do escritor”, 2016

Texto (poesia): “O olhar de um escritor”

Coletânea “Maravilha de Palavra”, 2017

Texto (poesia): “Leio”

Coletânea “Agenda literária”, 2018

Texto (poesia): “Meu eu antagônico”

“Não me Perdoe”, 2018

Livro publicado pela Litteris Editora

“Anuário de escritores 30 anos”, 2018

Texto (poesia): “Saberás”
Livro ainda será publicado

Livraria carioca realiza ‘queima de livros’ em resposta ao cancelamento da mostra LGBT

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Publicado no Hypeness

Se as pressões de grupos conservadores foram capazes de acabar com a exposição QueerMuseu: Cartografias da diferença na arte brasileira, as reações a tal censura também vêm sendo volumosas e contundentes – e, em alguns casos, especialmente bem humoradas.

Enquanto algumas editoras desafiaram o clima de perseguição promovendo, em suas páginas no Facebook, a “semana da arte degenerada”, oferecendo em promoção obras de artistas de viés erótico (em alusão à Alemanha Nazista, que destruiu obras de arte consideradas “degeneradas”), uma tradicional livraria carioca se antecipou e resolveu promover ela mesma sua “queima de livros”.

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Segundo a divulgação, a livraria Leonardo Da Vinci irá promover “uma queima para intolerante e fascista nenhum botar defeito”. Claro que não se trata de uma fogueira literal – como tantas já ocorreram, ao longo da história, em nome da moral e dos bons costumes – mas sim de uma bem humorada promoção.

O poeta Carlos Drummond de Andrade na livraria

O poeta Carlos Drummond de Andrade na livraria

Qualquer livro de arte será vendido com 25% de desconto, mas não para por aí: se tiver a palavra “sexo” no título, o desconto sobe para 30%; se a capa do livro trouxer nudez (incluindo joelhos e tornozelos), mais 5%; e quem apresentar, no ato da compra, uma caixa de fósforos ou um isqueiro, ganha ainda mais 10% de desconto.

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A Leonardo da Vinci é uma das mais importantes livrarias do Rio de Janeiro. Fundada em 1952 e independente há 65 anos, a livraria possui uma longa história de resistência contra a ditadura militar e as repressões. Famosa por possuir um vasto acervo a Leonardo da Vinci já foi homenageada em poemas de grandes nomes como Antônio Cícero e Carlos Drummond de Andrade. A livraria fica localizada no centro da cidade.

‘Geladeiras de livros’ serão instaladas em dois bairros de Cabo Frio, no RJ

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Unidades vão ficar disponíveis a partir desta quarta (30) nos bairros Jardim Esperança e São Cristóvão.

Publicado no G1

A Prefeitura de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, vai instalar três geladeiras com livros disponíveis para troca e doação a partir desta quarta-feira (30) em dois pontos diferentes da cidade.

Geladeiras vão guardar livros para doação e troca em bairros de Cabo Frio (Foto: Ascom Cabo Frio/Divulgação)

Geladeiras vão guardar livros para doação e troca em bairros de Cabo Frio (Foto: Ascom Cabo Frio/Divulgação)

 

A ação faz parte do projeto “Fome de Saber” e vai utilizar geladeiras doadas que foram pintadas por grafiteiros do município.

Duas peças serão colocadas no Hospital Otime Cardoso dos Santos, no bairro Jardim Esperança. Uma ficará no setor de marcação de consultas e outra na área de internação.

A outra geladeira vai ficar em uma loja na Avenida Joaquim Nogueira, nº 108, em São Cristóvão.

De acordo com a secretaria de Cultura de Cabo Frio, o objetivo do projeto é colocar novas peças em outros pontos da cidade para estimular a leitura.

Projeto incentiva leitura no VLT

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Projeto Leitura no vagão chega ao VLT - Divulgação / Centro de Operações Rio (COR)

Projeto Leitura no vagão chega ao VLT – Divulgação / Centro de Operações Rio (COR)

Cerca de 80 livros estarão disponíveis nos assentos de um vagão nesta terça-feira

Publicado em O Globo

RIO – O projeto Leitura no Vagão chega ao Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). A partir das 11h desta terça-feira, 80 livros estarão disponíveis nos assentos de uma das composições. Se você encontrar um livro com essa identificação, pode pegar, levar para casa e ler à vontade. Mas não esqueça de devolvê-lo em um lugar público após a leitura.

O objetivo do projeto, que surgiu em São Paulo e que já acontece no metrô do Rio, é incentivar as pessoas a deixarem um pouco de lado os smartphones e se dedicarem à leitura no trajeto para o trabalho ou para casa, para que elas possam aproveitar, de forma produtiva, o tempo de locomoção.

Criado pelo desenvolvedor de softwares Luís Fernando Tremonti, o projeto funciona da seguinte maneira: um livro é deixado no banco para que um usuário distraído possa lê-lo durante seu percurso no metrô. A ideia que a pessoa leia, tire uma selfie com o livro e use a hashtag #leituranovagao para relatar curiosidades sobre a obra. Depois disso, o livro deve ser passado para frente para que outros possam ler.

Projeto deixa livros em bancos de praças e em ônibus de Nova Friburgo, no RJ

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Livros foram deixados em bancos de praças de Nova Friburgo (Foto: Divulgação / Ascom Friburgo)

Livros foram deixados em bancos de praças de Nova Friburgo (Foto: Divulgação / Ascom Friburgo)

Qualquer pessoa que encontrar uma obra pode pegar e levar para casa. Projeto ‘Pegue o Livro’ começou nesta quarta (7) , com 70 exemplares espalhados pela cidade.

Publicado no G1

Quem estiver passando pelas praças de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, ou circulando nos ônibus de diferentes bairros nesta quarta-feira (7) poderá se surpreender ao encontrar um livro “esquecido”. Funcionários da secretaria de Educação lançaram o projeto “Achei o Livro” e distribuíram cerca de 70 obras em coletivos e bancos da praça.

Os exemplares, de diversos gêneros infantojuvenil e juvenil, foram doados pela secretaria de Cultura, Biblioteca da Secretaria de Educação, seus funcionários e parceiros. Segundo a subsecretária pedagógica, Patrícia Azevedo, o objetivo do projeto é incentivar a leitura.

“As pessoas que encontrarem os livros perceberão que existem dedicatórias em seu interior. Essas dedicatórias foram escritas à mão pelo prefeito Renato Bravo, funcionários da secretaria de Educação, vereadores e personalidades da cidade”, contou Patrícia.

Um endereço de e-mail também será encontrado pelos leitores que encontrarem os livros. A intenção é que as pessoas entrem em contato com a secretaria e deem seus depoimentos sobre o que acharam da experiência.

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