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Primeira obra autorizada sobre Roberto Carlos custará R$ 4.500

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Emanuelle Najjar, no Cabine Literária

Depois das polêmicas a respeito de biografias, o cantor Roberto Carlos acabou se rendendo e autorizando um livro sobre sua carreira. A informação publicada no site G1 é de que a obra, divulgada oficialmente no último domingo (9), é o primeiro livro autorizado a seu respeito e tem algumas curiosidades:

O livro, intitulado “Roberto Carlos”, será lançado pela editora Toriba como uma edição de colecionador, tendo a tiragem limitada de 3 mil exemplares e também um preço salgado para a maioria dos bolsos: R$ 4.500 cada.

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A obra conta com aproximadamente 400 páginas e é composta por fotos de sua carreira e versos de suas canções.

O lançamento oficial do livro acontecerá em abril, que é o mês de aniversário do cantor. A pré-venda acontecerá no navio MSC Preziosa, onde ocorre o cruzeiro comemorativo dos 10 anos do “Emoções em Alto-Mar”. Quem adquirir o produto durante esse período terá um desconto de R$ 500. O valor do exemplar, que sairá a R$ 4 mil neste caso poderá ser dividido em seis prestações.

De acordo com o presidente da editora Toriba, 70 reservas do livro já foram feitas.

Respondendo a respeito das polêmicas das biografias não autorizadas, Roberto afirmou que está escrevendo sua autobiografia e que está gravando depoimentos que serão entregues a um biógrafo no futuro.

Julgamento sobre biografias não autorizadas deve acontecer no 1º semestre de 2014

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Severino Motta, na Folha de S.Paulo

O julgamento da ação que discute a publicação de biografias não autorizadas deve acontecer no primeiro semestre de 2014 no STF (Supremo Tribunal Federal). A informação foi dada nesta quinta-feira (19) pelo presidente da corte, Joaquim Barbosa.

O julgamento definirá se dois artigos do Código Civil são inconstitucionais. Um deles trata da necessidade de autorização para publicação ou uso da imagem de uma pessoa. O outro diz que a vida privada é inviolável.

A ação foi proposta pela Anel (Associação Nacional dos Editores de Livros), uma vez que a Justiça vem atendendo a alguns pedidos de biografado ou seus familiares, impedindo a publicação de obras.

Recentemente o caso ganhou destaque devido à presença de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e Roberto Carlos, que defendem a publicação de biografias somente com autorização.

O grupo de artistas foi criticado por escritores e por pessoas que enxergam a necessidade de autorização prévia como uma forma de censura.

Roberto Carlos mostra estar mais flexível e prepara a própria biografia

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Publicado no Terra

Roberto Carlos prepara autobiografia e diz que vai falar de acidente na infância Foto: Alex Palarea e André Muzell  / AgNews

Roberto Carlos prepara autobiografia e diz que vai falar de acidente na infância Foto: Alex Palarea e André Muzell / AgNews

Roberto Carlos falou pela primeira vez sobre a polêmica das biografias não autorizadas em entrevista ao Fantástico, exibido neste domingo (27). Ele apresentou um ponto de vista mais flexível e revelou à Renata Vasconcellos que está preparando a própria biografia e que contará sobre o acidente na infância.

 

Em consequência de uma ação judicial movida por Roberto Carlos, em 2007, milhares de exemplares da biografia Roberto Carlos em detalhes, escrita pelo jornalista e historiador Paulo César de Araújo, foram recolhidos das livrarias em todo o País.

 

O grupo Procure Saber, do qual o rei faz parte, ao lado de outros artistas, fez um anúncio em outubro de 2013: eles não aceitam mudanças na lei que trata de biografias no Brasil. Querem que o biografado continue a ter o direito de proibir uma obra não-autorizada.

 

O artista deu sua opinião sobre o projeto de lei que está no Congresso e que permite, que pretende liberar a publicação de biografias sem a autorização do biografado. “Acho que tem que se conversar e chegar a esse equilíbrio. Não é que mudei de opinião. Há algum tempo, para proteger o direito a privacidade, era preciso não permitir uma biografia não autorizada”.

 

Sobre tomar uma atitude apenas depois da publicação, com um pedido de indenização, ele salientou: o resultado é um pouco tardio.

 

Questionado se não daria para as pessoas julgarem pelo critério próprio se vale a pena dar respaldo para o que está escrito ou não, o cantor diz: “não dá para as pessoas avaliarem. Nesse caso não. Precisa conversar, discutir e chegar a uma conclusão para todo mundo”.

 

Ele agora se diz a favor das biografias “porém com certos ajustes que têm que acontecer”. “Tem que haver equilíbrio para que a lei não venha a prejudicar o lado de um nem do outro. Que não fira liberdade de expressão e nem a privacidade”.

 

Renata Vasconcellos perguntou se Roberto permitiria a biografia dele que foi feita há alguns anos. “Isso tem que ser discutido”, despistou o rei.

 

“O biografo pesquisa uma historia que está feita pelo biografado. Narra uma história que não é dele. E a partir do momento que escreve ele passa a ser dono dessa história”, defendeu.

 

O astro afirmou estar escrevendo sua história com detalhes que sabe “muito mais que outra fonte”. A jornalista questionou: “quem escreveria a biografia do Roberto com as bênçãos do rei?” Roberto foi direto: “eu”.

 

“Às vezes os biografados não querem contar tudo, não é roberto? “, insistiu Renata.  O cantor disse que vai abordar tudo, inclusive o acidente que sofreu aos 6 anos de idade, em que teve a perna prensada, atropelado por um trem. “Ninguém poderá contar do meu acidente melhor do que eu. Ninguém poderá contar o que eu senti e passei”.

 

Roberto atualmente procura um autor que finalize o livro, ou livros, afinal, são muitos anos de vida e carreira.

Gilberto Gil elege os livros prediletos de sua biblioteca

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Gil listou os livros mais importantes de sua formação como homem e artista Fábio Seixo / Agência O Globo

 

Publicado no jornal O Globo

Todos os livros de Gilberto Gil têm vista para o mar. Na sua casa, os volumes estão reunidos em três estantes: uma ocupa uma parede inteira da sala de estar, outra fica na sala de jantar, e a terceira, na sala de TV, todas bem em frente à praia de São Conrado. São centenas deles. Os livros sobre música ficam ao lado dos que tratam de arte barroca; os de religião estão escorados por um “Dicionário gonzagueiro”. Há livros sobre o Rio de Janeiro, a Bahia, o Brasil, e há um chamado “69 lugares para amar”, uma espécie de roteiro romântico do mundo. Há uma pilha só com enciclopédias botânicas. Roberto Carlos talvez nem desconfie, mas nas estantes do Gil estão a salvo dois exemplares da biografia não autorizada “Roberto Carlos em detalhes”, de Paulo César Araújo — cuja tiragem foi incinerada em 2007. A coleção Jorge Amado fica numa prateleira alta, sobre a cabeça de quem circula entre os ambientes, junto a outros objetos sagrados da casa, como uma imagem de São Jorge. Os livros dividem prateleiras com fotos dos filhos, DVDs e instrumentos musicais. Alguns estão com a lombada desgastada pelo uso e há muitos com o cheiro fresco da livraria.

Em meio ao agitado momento político do país, o cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil abre com um show a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o mais importante evento sobre livros e literatura no Brasil, quarta-feira. De lá, volta direto para o Rio, para o lançamento de sua biografia, “Gil bem perto” (Nova Fronteira), feita em conjunto com a jornalista Regina Zappa.

E foi nesse clima de celebração da leitura e de reflexões sobre a própria vida e o Brasil que Gil, a convite da Revista O GLOBO, listou os livros mais importantes de sua formação como homem e artista.

— Minha primeira memória com livros é da cozinha de casa, em Ituaçu (cidade natal, no interior da Bahia). Para mim, os livros eram um utensílio doméstico a mais, como as gamelas que minha avó usava. Estudar era como cozinhar. Foi assim que li Monteiro Lobato, o Tesouro da Juventude, as revistas de guerra que meu pai trazia, misturado aos perfumes da cozinha — detalha Gil, lembrando que em 1976 esta intimidade com o universo “bananada de goiaba, goiabada de marmelo” viraria a música “Sítio do Picapau Amarelo”, a trilha de abertura do seriado infantil da TV Globo. — Eu fui buscar nesta memória da infância, a maneira como eu lia Monteiro Lobato, os elementos da canção.

Da cozinha da avó, o mapa literário de Gilberto Gil segue pela biblioteca da escola, com os livros de poesia de Olavo Bilac, Gonçalves Dias e Castro Alves. Que foram influenciá-lo mais à frente, quando começou a escrever os primeiros poemas, entre 1961 e 1962 (a ultrarromântica “Triste serenata” é uma música originada de um poema dessa época).

— Descobri a poesia estudando português na escola. A poesia era uma categoria importante na vivência da língua. Lendo poesia, você percebe o que mais te atrai, o que mais te surpreende como articulação frasística, como capturação de originalidade. Meus primeiros exercícios de poesia estão impregnados de Olavo Bilac.

Aos nove anos, foi estudar em Salvador, e o mar passou a fazer parte da sua rotina. Foi quando “Capitães de areia” caiu nas suas mãos:

— Foi um magnetismo, a realidade da praia, as negras mercando acarajé, os pescadores. Havia um mundo narrativo sobre essas pessoas organizado em dramaturgias próprias… E era Jorge Amado.

Foi na universidade que os livros começaram a pesar nas costas. Gil estudou Administração de Empresas, e a formação humanística do curso o levou a descobrir o historiador Caio Prado Jr, o sociólogo Florestan Fernandes. Começou a questionar o Brasil e os brasileiros. A perceber as “assimetrias”, como diz, entre as gentes. Até que tomou emprestado na biblioteca da universidade um livro de capa alvinegra. “O capital”, de Karl Marx.

São 14h30m de uma quarta-feira, 19 de junho, aniversário de Chico Buarque, na semana em que as manifestações pelo país ganham corpo. Gil ainda não almoçou, que ver o jogo do Brasil x México, às 16h, pela Copa das Confederações. No dia seguinte viajaria cedo para a Paraíba, onde começaria uma turnê de shows juninos. Pouco antes da entrevista, finalizou uma música nova para a nora, a cantora Ana Cláudia Lomelino, mulher do filho Bem Gil. Está na sala de casa, deixa-se rabiscar para as fotos (escolhe um poema de Pablo Neruda). Usa sandálias que parecem tão confortáveis quanto um par de pantufas. E fala de “O capital”.

— Foi um livro capital — ri. — Li a maior parte do tempo sem entender nada. Lia, relia. Mesmo assim, me despertou o interesse pela crônica política e econômica. Lia nas horas de trabalho. Nessa época eu trabalhava na alfândega, minha função era fiscalizar navios, e eu ia muitas vezes de madrugada para o porto, e ficava ali, algumas vezes lendo dentro do próprio navio. Me lembro de ler “O Capital” às 3h, 4h da manhã, completamente confundido, naquela barafunda de termos e sentimentos.

Impacto parecido ao de “O capital” só sentiria mais tarde, com “Morte e vida severina”, do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto. Já tinha ouvido falar no livro à época do seu lançamento, em 1955. Mas o épico tupiniquim só lhe revirou o estômago no teatro, na montagem com música de Chico Buarque, dez anos depois, em São Paulo.

— O mergulho foi ali. Depois li “Duas águas”, depois alguém me deu de presente a “Obra completa”. Eu fiz uma escolha: o poeta-símbolo pra mim é João Cabral. Toda minha poesia sofreu uma exigência “cabraliana” depois de conhecer a sua obra — atesta Gil, citando o próprio Tropicalismo.

Tirando a própria “Obra completa” de João Cabral, e “Capitães de Areia”, nenhum dos outros títulos lembrados por Gil está nas estantes de São Conrado. Alguns foram para a casa de Salvador, outros se perderam com o tempo. Há uma dose de desapego, mas outra de circunstância. Certo dia, conta Gil, estava em Salvador, em casa, e fuçou a estante em busca de uma leitura para a tarde. Tomou da prateleira o volume de “Distraídos venceremos”, presente do próprio autor, o poeta curitibano Paulo Leminski, em 1987. Mas qual não foi sua surpresa…

— Já estava todo comido pelas traças. Mas sabe que eu achei interessante? Achei que aquele efeito estava ligado ao tipo de poesia do Leminski… O caminho das traças era o caminho do tempo. Um acréscimo à poesia. O caminho delas foi roubando as letras, deixando palavras esburacadas, e o que é mais pós-modernista? — provoca Gil, citando outro tomo que levaria a uma ilha deserta, acaso houvesse motivo.

Levaria também o romance autobiográfico “As palavras”, de Jean-Paul Sartre, o primeiro livro apresentado a ele pelo amigo Caetano Veloso.

— Eu passo a me interessar por Sartre por causa de Caetano, ele, que até hoje se confessa um existencialista, foi quem me apresentou. Ali fui refletir sobre o que é o existencialismo, e viver o sentimento desta plenitude, da individualidade, erguendo-se em si próprio, sustentando-se em si próprio — comenta Gil, para quem a compreensão “da existência frente à essência”, se for possível resumir o existencialismo desta maneira, pôs em xeque a própria religiosidade. — Todos esses questionamentos, mesmo os anteriores, lá, com “O capital”, de descoberta dos problemas sociais, das assimetrias da sociedade, das imperfeições do indivíduo, tudo isso ia minando uma segurança minha, aquela vida no berçário da divindade (ri da própria metáfora).

A amizade com o escritor e músico suíço Walter Smetak ampliou os questionamentos. Espécie de guru esotérico e filosófico de toda uma geração da MPB, que incluía Tom Zé e Caetano, Smetak emprestou a Gil livros essenciais na sua formação, como os ensaios teosóficos da escritora russa Elena Blavatsky, a “Madame Blavatsky”.

— Houve ainda “Religião comparada”, os “Upanixades” (escrituras hindus). Foi uma época de muita leitura de livros, ao contrário de hoje, que tudo chega pra gente de maneira mais fragmentada, em estantes de links — compara Gil, tirando da prateleira imaginária, no entanto, a Bíblia. — Nunca li inteira. Dos textos que li, “O cântico dos cânticos” foi o que mais me comoveu, e que acabou, futuramente, chegando ao “quântico dos quânticos”, verso chave do álbum “Quanta” (1997).

Da discografia de Gilberto Gil, “Quanta” foi o álbum que mais exigiu estudo, comenta a mulher, Flora Gil.

— Ele mergulhou nas leituras sobre física quântica, neurociência, física, nunca o vi lendo tanto — diz ela.

Do período em que se exilou com Caetano Veloso em Londres, entre 1969 e 1971, Gil lembra-se de outro título que o deixou fascinado: “The politics of ecstasy”, do neurocientista Timothy Leary, o papa da onda hedonismo-LSD nos anos 60 e 70.

— Fiquei louco com aquilo. Fui com uma sacola numa livraria em Charing Cross e roubei dez livros, pois não tinha dinheiro para comprar. Mandei pelo correio para amigos no Brasil. As pessoas precisavam ler aquilo — diverte-se Gil, antes de comparar com o momento atual, das manifestações que levaram o Brasil todo às ruas nas últimas semanas. — Era muito parecido com o que está acontecendo agora. Havia um mundo novo eclodindo, que estimulava minha imaginação, minha criatividade.

Além das longas entrevistas que fez com o músico para a biografia “Gil bem perto” (que inclui também depoimentos de amigos de Gil), a jornalista Regina Zappa passou dias convivendo com ele, em Salvador. Assistiam à novela “Avenida Brasil”, tomavam café da manhã juntos. Aos poucos, Gil ia se lembrando de histórias, nomes, causos. Da relação com os livros, Regina observou que ele é absolutamente intuitivo, lê o que lhe cai nas mãos, o que acha por acaso.

— A formação da infância é muito presente para ele, me chamou a atenção como ele lembra os detalhes daquela época — comenta Regina, também autora de biografias de Chico Buarque, Hugo Carvana e Paulo Casé. — Ele lê muito o que indicam os amigos, Caetano Veloso foi muito importante neste sentido, e agora, Hermano Vianna, José Miguel Wisnik. É interessante como isso tudo vai virando música.

A música “A paz”, por exemplo (“invadiu o meu coração…”), que compôs com João Donato, surgiu do título do livro “Guerra e paz”, de Leon Tolstoi. Na biografia, Gil explica a história: “A letra foi sendo construída sobre essa contradição, reiterando minha insistência sobre o paradoxo”.

Escrever letras de música, sim, muito, e sempre; poesias também, bem como prefácios de outros livros e ensaios (mês passado, lançou o livro “Cultura pela palavra”, em conjunto com o também ex-ministro da Cultura Juca Ferreira, reunindo textos e discursos de ambos sobre Economia Criativa, Lei do Direito Autoral e Lei Rouanet). Mas ficção…

— Eu não me vejo, de maneira alguma. A letra de música é concentrada, econômica, pá, pá, pá. “Domingo no Parque” é uma narrativa, uma tragédia, são três personagens maravilhosos que estão ali. Mas passar dali para 200 páginas é um fôlego que nunca quis ter. Se penso em alguma história, vira música. “Foi a polícia que deu a notícia, que meu amor tinha morrido…” (cantarola “A notícia”). Diferentemente de Chico Buarque, que tem vocação para romancista — explica Gil, cujo romance preferido do amigo é “Estorvo”, fechando a lista da sua estante fundamental.

Flora ainda lembraria outros dois:

— Assim que nos conhecemos, ele me deu um livro que estava lendo, fascinado, “A autobiografia de um iogue” — observa ela. — Outro muito importante é um que ele tem na mesinha de cabeceira, “Autocontroleterapia” (do educador japonês Tomio Kikuchi), sobre técnicas de meditação. Quando ele está doente, em vez de abrir a gaveta de remédio, ele abre este livro.

Lei contra biografias não autorizadas faz editora LeYa engavetar livro sobre José Dirceu

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Mônica Bergamo, na Folha de S.PauloLogo-Leya-1

A editora LeYa decidiu engavetar livro sobre a vida de José Dirceu que publicaria ainda neste ano. Motivo: a lei brasileira que proíbe o lançamento de biografias sem a autorização do biografado seria tão drástica que poderia gerar multas e punições que colocariam em risco a própria existência da empresa no país. O parecer foi dado pelo departamento jurídico da editora portuguesa.

FORO ÍNTIMO
“Não houve ameaça do José Dirceu. Nós é que tivemos dúvidas e decidimos consultar advogados. Mas o direito à reserva da vida privada é considerado absoluto no Brasil, o que faz com que seja impossível publicar livro sobre qualquer personagem histórico do país”, diz Maria João Costa, editora-executiva da LeYa. “Até personagens secundários citados em fatos irrelevantes poderiam processar a editora.”

DÁ UM FILME
A obra é assinada por Otávio Cabral, jornalista da revista “Veja”. “Cada linha do livro poderia ser provada. Já tínhamos comprado os direitos”, diz a executiva. “É absolutamente frustrante e algo que não ocorre em outros países democráticos. Aqui tudo é proibido. Histórias fantásticas não poderão ser contadas no Brasil.” Como a vida de Dirceu, que, segundo Maria João Costa, “é digna de cinema”.

NA GAVETA
Entre os precedentes que assustam a LeYa estão a vitória do cantor Roberto Carlos, que já conseguiu recolher e incinerar a edição de um livro sobre sua vida, e o processo que o dono de uma academia de boxe moveu contra editora que lançou a biografia de Anderson Silva.

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