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As 7 melhores Biografias do Rock’n Roll

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Fabio Mourão no, Dito pelo Maldito

O som pesado invadiu o mercado literário, e o resultado são dúzias de biografias de bandas e roqueiros consagrados que ressurgem em uma gana incessante de contar suas histórias antes que,… Antes que,…. Que,… Digamos, desencarnem deste mundo. Sejam escritas por eles mesmos, com a ajuda de jornalistas ou por escritores habilitados, parece que os astros do Rock encontraram uma forma bem simples de driblar as biografias não autorizadas, contando eles mesmos suas histórias antes que algum oportunista o faça de forma retorcida. Entre fatos pessoais e narrativas de bastidores, a verdade é que as biografias de Rock´n Roll são um verdadeiro deleite para os fãs do estilo, tanto do gênero literário, quanto do gênero musical.

E para evitar que você saia por aí ‘batendo cabeça’ sem saber se já chegou a biografia traduzida da sua banda favorita, ou se já foi escrita a vida do seu grande ídolo, o DpM foi atrás e selecionou aqui as melhores biografias do Rock’n Roll que merecem a sua atenção.

✔ Metallica

Metallica - A Biografia, de Mick Wall

Metallica – A Biografia, de Mick Wall

Formado em 1981, misturando os riffs poderosos da NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal) com a atitude punk, o Metallica criou seu próprio gênero, o thrash; foi seguido pelas bandas Slayer, Anthrax e Megadeth, mas nunca quis ficar restrito a esse rótulo. Trinta anos depois, em qualquer sentido que se examine, o Metallica superou todas as expectativas e é considerada a maior banda de metal de todos os tempos; também foi a mais votada pelos brasileiros para estar na edição do Rock in Rio, em setembro de 2001, numa apresentação para 100 mil pessoas.
O Metallica passou por todos os clichês do rock: sexo, drogas, bebidas e mulheres. Também sofreu com a morte de um de seus principais membros, o baixista Cliff Burton, em um acidente de ônibus em 1986, foi criticado quando tentou se reinventar durante os anos do grunge e quase chegou ao fim depois de atacar os próprios fãs no caso Napster. Depois de tantas mudanças, muita terapia e um novo baixista, o Metallica continua lotando estádios em todo o mundo com seus shows viscerais.
Não havia uma biografia oficial da banda até a primeira edição de Metallica – A biografia. O conceituado jornalista britânico Mick Wall, que a acompanha desde o início, mistura entrevistas e memórias para contar a história completa e definitiva do Metallica.

✔ Lobão

50 anos a mil, de Lobão

50 anos a mil, de Lobão

Assim como o autor, o livro assusta logo de cara, são quase 600 páginas com um pequeno recheio de fotos que dão um volume considerável ao exemplar, mas basta que se comece a ler para não mais parar e mergulhar de cabeça em sua escrita, seja pela ânsia de conhecer um pouco mais da cena da década de oitenta ou simplesmente para, pela primeira vez, podermos conhecer a versão de Lobão dos anos em que os jornais (como ele mesmo canta) lhe gritaram, lhe devassaram e fizeram de tudo para silenciar sua voz.
Paralelo a sua vida pessoal, Lobão parece atuar quase como uma espécie de Forrest Gump da música brasileira, aparecendo como coadjuvante em diversos momentos famosos do cenário musical como a criação da Blitz, a quase morte (uma queda do quarto andar) do Mutante Arnaldo Baptista, sua contribuição para o clássico ‘Menina Veneno’ do Ritchie, e seu ativismo na luta pela aprovação da lei de numeração de CDs, hoje em vigor.

✔ KISS

 Nothin To Lose: A Formação do Kiss, de Ken Sharp

Nothin To Lose: A Formação do Kiss, de Ken Sharp

O cenário musical dos anos 1970 foi marcado pelos homens maquiados e com roupas espalhafatosas. Quando levaram essas características ao extremo, Gene Simmons e Paul Stanley ficaram a um passo de criar o Kiss.
Com maquiagem, roupas chamativas e botas plataforma, se transformaram em figuras paradoxais: cativantes e assustadoras ao mesmo tempo. Simmons virou “Demon”, e Stanley se tornou “Starchild”. Aos dois, juntaram-se “Space Man” (Ace Frehley) e “Catman” (Peter Criss). Com duas dezenas de discos lançados e 100 milhões de cópias vendidas, o Kiss é praticamente uma instituição do rock. Em mais de 40 anos de carreira, seu legado parece inesgotável, e sua legião de fãs, inacabável. Para explicar o Kiss, o jornalista Ken Sharp, com a colaboração de Stanley e Simmons, vasculhou o passado atrás de material exclusivo e histórias inéditas. E descobriu muito. Mais de 200 entrevistas depois, o resultado é Nothin to Lose, um relato íntimo e original sobre os passos iniciais da banda que conseguiu reinventar o rock.
O livro narra, pela primeira vez e com detalhes notáveis, os anos de formação do Kiss, entre 1972 e 1975, culminando com seu primeiro grande sucesso, o lançamento do álbum Alive! e do hino “Rock and Roll All Nite”. Construído como um bate-papo, Nothin to Lose inclui entrevistas com Ace Frehley e Peter Criss, bem como com produtores, engenheiros de som, roadies, proprietários de clubes e outras figuras importantes do meio musical. Artistas contemporâneos do Kiss também nos brindam com seus relatos: Alice Cooper, Joe Perry (Aerosmith), Noddy Holder (Slade), entre outros.

✔ Keith Richards

 Vida, de Keith Richards

Vida, de Keith Richards

Keith Richards o mito do rock, faz revelações em seu livro que surpreende até quem conviveu com ele, com verdades até hoje não ditas. Imagina para os fãs do Rolling Stones?
Nesta obra, Keith Richards conta, de maneira crua e feroz, sua história, vivida de forma intensa no meio do fogo cruzado – desde a primeira infância, quando cresceu num bairro pobre ouvindo obsessivamente os discos de Chuck Berry e Muddy Waters, até o modo como levou a guitarra ao limite absoluto e uniu forças a Mick Jagger para formar os Rolling Stones.
Com honestidade rasgada, Keith revela altos e baixos do rock´n´roll, a subida meteórica para a fama, as notórias prisões, as mulheres que teve, o vício em álcool e heroína. A lenda viva reconta como criou os solos envenenados que definiram Gimme Shelter e Honky Tonk Woman, seu romance com a infame Anita Pallenberg (mãe de três de seus filhos) e a morte trágica de Brian Jones.
Da paixão por Patti Hansen a seu relacionamento com Mick Jagger, o leitor segue Keith em uma viagem inacreditável, porque é a jornada de um artista que vive sem temores e sem limites.

✔ Ozzy Osbourne

Eu Sou Ozzy, de Ozzy Osbourne

Eu Sou Ozzy, de Ozzy Osbourne

Ozzy Osbourne é um dos nomes mais importantes no rock. Ao formar a banda Black Sabbath, ele ajudou a moldar um estilo que, anos mais tarde, se tornaria conhecido no mundo todo e adorado por milhares de fãs. Além do impacto musical, sua personalidade carismática e desvairada foi responsável por sua popularidade.
Nos anos loucos em que esteve à frente do Sabbath, Ozzy protagonizou episódios de exageros com drogas, os quais resultaram em sua saída do grupo. Iniciou uma carreira solo bem-sucedida, também permeada pelos excessos. Após a morte trágica do guitarrista de sua banda e grande amigo Randy Rhoads em um acidente de avião, Ozzy diminuiu o ritmo e a intensidade de seu comportamento, mas nunca o talento. Lançou discos excelentes que se tornaram clássicos e voltou a se reunir em algumas turnês com a antiga formação do Black Sabbath. Formou uma família tão feliz quanto insólita, o que lhes rendeu o convite para protagonizarem um reality show na MTV, ‘The Osbournes’. Nesta autobiografia, o “madman” conta em detalhes e com muito humor sua trajetória de sucesso, escândalos, amor e muito rock ‘n’ roll.

✔ Slash

Slash, de Slash com Anthony Bozza

Slash, de Slash com Anthony Bozza

“Esse não é um desabafo. Essa é apenas a história como eu a conheci”, diz Slash em sua autobiografia, intitulada apenas Slash. Realizado junto com o escritor Anthony Bozza, o livro tem como destaques longas partes sobre a criação do guitarrista do Guns N’ Roses e muitos detalhes sobre seu vício em heroína e álcool, além de contar sem meias palavras suas experiências sexuais.
Do início da carreira à turnê da atual banda Velvet Revolver, conheça o homem e o mito: todas as lendas sobre sexo, drogas e rock and roll são reveladas ao longo de sua incrível viagem desde a infância até o fim de uma das maiores bandas de rock dos anos 80.
Os cabelos encaracolados bagunçados. A cartola na cabeça. O cigarro dependurado no canto da boca. Estas são marcas registradas de um dos maiores e mais irreverentes guitarristas do mundo, uma celebridade da música conhecida por um nome: Slash. Slash é tudo o que inspira o mito, o homem e a lenda. É engraçado, honesto, de cair o queixo. Resumindo em uma palavra: exagerado.

✔ Motorhead

 A História Não Contada do Motorhead, de Joel  McIver

A História Não Contada do Motorhead, de Joel McIver

Na estrada desde 1975, o power trio britânico comandado pelo lendário Lemmy Kilmister estabeleceu uma trajetória impressionante, pontuada por músicas rápidas, farras homéricas e um dos shows ao vivo mais poderosos que se tem notícia. São quase 40 anos de bons serviços prestados ao rock’n’roll, e a banda não dá sinais de cansaço. Desde a época dos clássicos Ace of Spades, Overkill e Iron Fist, o trio acumula mais de 20 discos de estúdio na bagagem, além de muitos registros ao vivo, coletâneas e dezenas de singles.
Com prefácio escrito por Glenn Hughes (Black Sabbath/Deep Purple), A história não contada do Motörhead faz jus ao seu título, e conta tudo, a história toda, através de entrevistas com aqueles que viram essa viagem rock’n’roll com seus próprios olhos! Groupies, drogas, sexo e rock! Rock pesado, sujo, agressivo, intransigente. Rock ao estilo Motörhead, original e inimitável. Como reforça o autor Joel McIver, num texto exclusivo para o Brasil, “O Motörhead não é apenas mais uma banda de rock, da mesma forma que Lemmy não é apenas mais um ser humano”.’

Professor une suas duas paixões, o rock e a física, em suas aulas

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Thiago Varella, do UOL

Em 1969, o inglês David Bowie surgiu no cenário musical com a odisseia do major Tom, um astronauta que dizia que “a Terra é azul, e não há muito que eu possa fazer”. Mais de 40 anos depois, a canção é apresentada em sala de aula, pelo professor de física Emerson Gomes, no 3º ano do Ensino Médio do colégio E.E. Dr. Gaspar Ricardo Junior, em Iperó, interior de São Paulo

Aliás, não só Bowie. Black Sabbath, Queen, Byrds, Yes e até Mutantes e Novos Baianos servem não apenas para mostrar um novo universo cultural aos estudantes, mas, principalmente, como material pedagógico em aulas de astronomia e física moderna.

“O estudante não precisa apenas se preparar para o vestibular. A grade curricular do 3º ano me permite utilizar o rock como material paradidático”, afirmou o professor. “Bowie e sua música Space Oddity trata a corrida especial com um tom crítico e de sarcasmo. Outras canções como Astronomy Domine, do Pink Floyd, descrevem corpos celestes”, completou.

fisica

Desta maneira, o professor Gomes consegue misturar em sala de aula suas duas paixões: o rock e a física. A ideia começou com uma pesquisa, que acabou se tornando seu projeto de doutorado, atualmente em andamento na Universidade de São Paulo (USP).

O professor pesquisa como trabalhar com diferentes produtos culturais em sala de aula. No mestrado, Gomes usou a literatura. Mas, sua relação com o rock é antiga. O professor teve banda na adolescência e adora heavy metal. Isso o levou a estudar a relação entre o rock e a astronomia, e como aplicar isso para os alunos do ensino médio.

“Eu levo a canção e a letra para que eles acompanhem. Muitos estranham o som, já que a maioria está acostumada com funk e sertanejo universitário. O estranhamento funciona bem para a didática. O aluno fica incomodado com aquilo e acaba se interessando mais. A curiosidade aguça o conhecimento”, explicou.

Claro que o professor não utiliza o rock em todas as aulas. No ano inteiro, ele faz três atividades com música. E todas elas fazem muito sucesso. Como parte de sua pesquisa de doutorado, seu projeto deve chegar a escolas de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo.

“Principalmente quem não é muito fã de exatas acaba gostando mais. Os alunos simulam air guitar e querem conhecer mais da matéria e das bandas”, contou.

Em sua tese, o professor se inspira na teoria sociocultural desenvolvida pelo pedagogo francês Georges Snyders, que considera que a música aproxima os alunos do conhecimento científico.

“O rock faz um discurso crítico da sociedade e é importante o aluno fazer, na escola, uma análise crítica do mundo. O estudante tem de ter um espaço para dialogar, para sair um pouco daquele ensino hermético do passado. E é isso que eu tento proporcionar”, explicou.

Paraná

O professor de história Ramon Dimbarre, de Ponta Grossa, no Paraná, também acredita que o rock pode ser utilizado como material paradidático em sala de aula. Seu projeto de graduação foi sobre o heavy metal.

“O heavy metal pode, por exemplo, ajudar o aluno a entender as mudanças ocorridas na Inglaterra na década de 1970. O Black Sabbath em suas canções mostram a insatisfação da sociedade”, explicou.

No entanto, ao contrário de seu colega paulista, Dimbarre ainda não conseguiu levar seu projeto de pesquisa para a prática. Após ter se formado, o professor não conseguiu emprego como professor.

“Consegui levar o heavy metal para a sala de aula quando eu era estagiário. Meu sonho agora é colocar meu projeto em prática. Os colégios, principalmente os mais tradicionais, ainda têm muito preconceito com as tribos urbanas como os headbangers ou os punks. Quero acabar com isso”, contou.

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