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Concurso Cultural Literário (124)

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1233-20150629121736Susan Sontag – Entrevista completa para a revista Rolling Stone

Jonathan Cott (autoria), Rogério Bettoni (tradução) 

Susan Sontag foi escritora, crítica de arte e ativista dos direitos humanos. Em 1978, Jonathan Cott, um dos fundadores da revista Rolling Stone, entrevistou Sontag pela primeira vez em Paris e, posteriormente, em Nova York. Apenas um terço de sua conversa de doze horas foi reproduzido na edição de 4 de outubro de 1979 da Rolling Stone.

Mais de três décadas depois, a prestigiosa editora de Yale publica a transcrição completa dessa entrevista memorável, agora traduzida pela Autêntica, acompanhada de um prefácio e das lembranças desse encontro. Aqui estão reunidas sua visão de mundo, sua trajetória, seus embates pela liberdade de expressão, comentando, a fundo, suas obras que influenciaram várias gerações.

Instigantes, as perguntas de Jonathan Cott provocaram respostas reveladoras, e o resultado fornece um olhar indispensável àquela que se descrevia como “esteta inebriada” e “moralista obsessiva”.

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Em parceria com a Autêntica, vamos sortear 3 exemplares de “Susan Sontag – Entrevista completa para a revista Rolling Stone“, livro de Jonathan Cott.

Para concorrer, acesse este formulário.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 30/7 neste post.

Boa sorte! 🙂

 

ATENÇÃO PARA OS SORTEADOS!

 

Leonardo Nóbrega da Silva, Caroline e Roberta Martins. Parabéns!

 

Banidos, proibidos e queimados na fogueira

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Publicado por Rolling Stone Brasil

1Não precisa de nenhum grau de clarividência para adivinhar que uma trilogia de apelo jovem que fala de sadomasoquismo e bate recordes de venda, no mínimo, levantaria sobrancelhas em semblantes mais conservadores. De fato, Cinquenta Tons de Cinza, da escritora britânica E L James, está dando o que falar. Os livros contam a história de um relacionamento de submissão/domínio entre uma estudante e um bilionário. Grupos de diversos lugares já se manifestaram contra a obra, e uma entidade de auxílio às mulheres que ajuda vítimas de violência doméstica anunciou uma queima de exemplares da obra no dia 5 de novembro.

Mas não são só livros de conteúdo sexual que foram banidos, proibidos, queimados e repudiados pela sociedade. Bruxaria, crítica religiosa, comportamento subversivo e outros temas (além do uso de expressões chulas, mesmo que dentro de um contexto) também já foram vítimas de censura, que armam fogueiras para os títulos, proíbem a existência deles nas bibliotecas públicas e condenam as escolas que incentivam sua leitura. Foram dezenas e dezenas de casos. Relembre alguns mais emblemáticos e que comece a caça às bruxas!

 

 

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Saga Harry Potter, de J. K. Rowling – Livros que envolvem bruxaria enfrentam preconceito e não é pouco. Os religiosos mais fervorosos, que colocam no mesmo balaio os feitiços de Hermione e rituais que sacrificam recém-nascidos, caem em cima. E a regra é, quanto mais o sucesso literário, mais intensa é a caçada a ele, de forma que a American Library Association (Associação Americana de Bibliotecas) divulgou uma lista com os livros mais banidos do século e a série de Rowling estava em primeiro lugar.

 

 

 

 

 

 

 

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Ratos e Homens, de John Steinbeck – O clássico de 1937, escrito pelo autor vencedor do Nobel John Steinbeck, conta a história trágica de George Milton e Lennie Small, dois homens simples e deslocados que migram de um lugar para o outro atrás de trabalho na área rural. A história se passa na Califórnia durante a Grande Depressão. A obra faz parte da lista de leituras obrigatórias de muitas escolas, mas desde aquela época é alvo frequente de censores, que repudiam a vulgaridade e a linguagem racial ofensiva do texto. A acusação principal é de que o livro promove a eutanásia (sem detalhes para não fazer spoiler). Foram 54 objeções ao título desde que ele foi publicado.

 

 

 

 

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As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain – O livro saiu no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos em 1885. Desde então, os norte-americanos encrencam com ele. Foi banido de muitas bibliotecas, recebendo críticas a respeito de como a linguagem era chula, obscena e, em geral, muito deselegante. Fosse hoje em dia, essa crítica viraria meme. Seu “livro-irmão” As Aventuras de Tom Sawyer passou pelos mesmos apuros.

 

 

 

 

 

 

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O Apanhador no Campo de Centeio, de JD Salinger – Poucos livros trazem histórias tão curiosas em seus bastidores como esse, cujo autor se tornou notoriamente recluso posteriormente (e até o fim da vida), que nunca pôde virar filme e foi acusado até de ter tido influência no assassinato de John Lennon. Retratando a angústia juvenil de forma única, foi publicado em 1951 e sofreu críticas logo de cara. Entre 1961 e 1982, foi o livro mais censurado em escolas e bibliotecas em todos os Estados Unidos. Em 1960, uma professora foi demitida por dar o livro como leitura de classe, gerando comoção – ela foi recontratada, posteriormente. Em 1981, foi tanto o livro mais censurado, quanto o segundo título sobre o qual mais se deu aulas nas escolas públicas norte-americanas. Ele figura constatemente na lista anual da American Library Association até hoje. Os protestos dizem respeito, na maior parte, à linguagem vulgar usada pelo protagonista, Holden Caufield, referências sexuais, palavrões e o questionamento de códigos morais e valores familiares, bem como o “encorajamento da rebeldia” e o incentivo ao mundo de bebidas, cigarro, promiscuidade etc. A perseguição chegou a causar o efeito contrário – havia listas de espera para pegar o livro emprestado, em alguns momentos da história.

Um elemento que não ajudou a causa do livro foi quando Mark David Chapman, o assassino de John Lennon, foi preso logo após o crime e tinha com ele uma cópia da obra de Salinger. Robert John Bardo, que perseguiu e matou a atriz Rebecca Schaeffer, e John Hinckley, Jr., que atentou contra a vida de Ronald Reagan, também eram grandes fãs do romance.

 

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Crepúsculo, de Stephenie Meyer – Se os bruxinhos teen caíram nas garras da proibição, que chances tinham as criaturas mortas e chupadoras de sangue de escaparem ilesas? Os “problemas” com a saga, de acordo com a ALA, giram em torno dos mesmos tópicos de sempre: “explícito sexualmente” e “inapropriado para a idade do público alvo”. Os livros aparecem na lista da ALA desde que o primeiro volume chegou ao mercado mas, curiosamente, nenhuma das obras da saga está no ranking mais recente, de 2011.

 

 

 

 

 

 

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Lolita, de Vladimir Nabokov – Sexo? Sim. Incesto? Sim. Menor de idade com apelo sexual? Sim. O autor russo caprichou nos conteúdos socialmente proibidos em seu livro mais conhecido. Tanto que ele nem estava conseguindo publicar a obra na Rússia. Encontrou uma editora na França que topou o desafio, em 1955. A obra foi logo considerada pornografia pura. Ainda assim, se espalhou pela Europa e alcançou os Estados Unidos três anos depois. Em cada país que chegava, sofria algum tipo de censura.

 

 

 

 

 

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Catch-22, de Joseph Heller – O romance satírico se passa no final da Segunda Guerra Mundial. Ele começou a escrevê-lo em 1953, mas a obra só foi publicada oito anos depois. A expressão “Catch-22” entrou para a cultura pop, posteriormente, como sinônimo de uma “situação problemática para qual a única solução é negada pelas circunstâncias inerentes ao problema ou por alguma regra”. Mal traduzindo e simplificando, é um belo de um beco sem saída. A primeira grande razão para ele ter sido banido foi o uso constante da palavra “puta” para se referir às mulheres.

 

 

 

 

 

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Versos Satânicos, de Salman Rushdie – A obra literária do escritor britânico de origem indiana Salman Rushdie saiu em 1988, retrata uma versão dele do Islã e faz críticas veladas a várias religiões. O autor foi acusado de “abusar da liberdade de expressão”, foi jurado de morte em fevereiro de 1989 em uma fatwa (edito religioso) do aiatolá Khomeini, dirigente espiritual do Irã. Rushdie acabou vivendo dez anos na clandestinidade.

 

 

 

 

 

 

 

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Por favor Não Matem a Cotovia, de Harper Lee – Publicado em 1960, foi inicialmente contestado em 1977 (e temporariamente banido) por causa do uso das palavras “maldito” e “mulher puta”. Depois disso, foram mais dezenas de contestações de bibliotecas e escolas, tanto por causa de expressões específicas, quanto por causa do conteúdo. Retratando um acontecimento marcante em uma cidade sulista na década de 30, o livro de fato traz um retrato doloroso do racismo e muitas das expressões usadas não são nada politicamente corretas. Mas fazem parte do retrato que a autora pinta de uma sociedade terrivelmente imbuída de preconceito.

 

 

 

 

dica do João Marcos

Os livros preferidos de dez artistas da música

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Publicado na Rolling Stone

Neil Young Em sua autobiografia lançada em 2012, Neil Young revela alguns de seus favoritos na música e no cinema. O cantor também fala de literatura e aponta seu livro preferido: As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley. “Há muito neste livro que tem a ver comigo pessoalmente”, conta.

Neil Young
Em sua autobiografia lançada em 2012, Neil Young revela alguns de seus favoritos na música e no cinema. O cantor também fala de literatura e aponta seu livro preferido: As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley. “Há muito neste livro que tem a ver comigo pessoalmente”, conta.

Jay-Z O rapper aponta The Seat of the Soul, do norte-americano Gary Zukav, como seu livro predileto. Na obra, o autor argumenta que a alma desenvolve de acordo com o desenvolvimento dos poderes latentes de uma pessoa. Jay-Z diz ter se inspirado muito com o livro. O livro ainda não ganhou edição brasileira.

Jay-Z
O rapper aponta The Seat of the Soul, do norte-americano Gary Zukav, como seu livro predileto. Na obra, o autor argumenta que a alma desenvolve de acordo com o desenvolvimento dos poderes latentes de uma pessoa. Jay-Z diz ter se inspirado muito com o livro. O livro ainda não ganhou edição brasileira.

Nick Cave A influência da religião é notável na carreira de Nick Cave, e não surpreende que um de seus textos preferidos seja O Evangelho Segundo Marcos,  segundo livro do Novo Testamento. Cave tem uma interpretação bastante interessante sobre o livro, dizendo que este é o único evangelho em que Cristo é mostrado comprometido com sua luta épica, em vez de só observar calado o que acontecia. Existem vários livros que analisam detalhadamente este evangelho, como este escrito por Steiner.

Nick Cave
A influência da religião é notável na carreira de Nick Cave, e não surpreende que um de seus textos preferidos seja O Evangelho Segundo Marcos, segundo livro do Novo Testamento. Cave tem uma interpretação bastante interessante sobre o livro, dizendo que este é o único evangelho em que Cristo é mostrado comprometido com sua luta épica, em vez de só observar calado o que acontecia. Existem vários livros que analisam detalhadamente este evangelho, como este escrito por Steiner.

Mandy Moore A cantora leu Um Amor Para Recordar, escrito pelo romancista Nicholas Sparks, ao ser escolhida para interpretar a protagonista Jamie no cinema (no filme Um Amor Para Recordar). A obra tornou-se o livro de cabeceira da cantora.

Mandy Moore
A cantora leu Um Amor Para Recordar, escrito pelo romancista Nicholas Sparks, ao ser escolhida para interpretar a protagonista Jamie no cinema (no filme Um Amor Para Recordar). A obra tornou-se o livro de cabeceira da cantora.

Veja os demais aqui.

Michael Jackson morreu virgem, diz nova biografia do cantor

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Publicado no UOL

Michael Jackson morreu virgem, segundo uma nova biografia do cantor escrita pelo ex-editor da “Rolling Stone” Randall Sullivan. De acordo com o jornal “New York Times”, no livro “Intocável: A Estranha Vida e a Trágica Morte de Michael Jackson”, o escritor relata que o artista nunca teve relações sexuais.

“Ele morreu como um virgem de 50 anos e nunca teve relação sexual com qualquer homem, mulher ou criança, o que o colocou num estado de solidão que era uma grande parte do que o fez tão único como artista e tão infeliz como ser humano”, escreveu Sullivan ao comentar as acusações de pedofilia que pairam sobre Jackson.

O escritor ainda comentou a respeito da turnê “This Is It’, que estava sendo elaborada pelo cantor pouco antes de sua morte, em 2009. Segundo fontes envolvidas na produção, os shows iriam ajudá-lo a se estabilizar financeiramente. E para Kenny Ortega, diretor do espetáculo, com a turnê Jackson poderia recuperar “sua dignidade como artista”.

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