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Posts tagged Roma

André Aciman divulga Find Me, sequência de Me Chame Pelo Seu Nome

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Diego Barbarossa, no Cosmonerd

O livro que dará sequência a história de Me Chame Pelo Seu Nome teve sua capa e nome relevados. André Aciman, autor da obra, divulgou, através de seu Twitter, a capa de seu próximo romance Find Me. Confira abaixo.

Com previsão de lançamento para outubro deste ano, a publicação ainda não tem título em português. A nova história se passará em Roma, Nova Iorque e Paris.

O livro deverá focar mais no pai de Elio, Samuel, agora divorciado e em uma viagem de Florença à Roma para visitar o filho. Elio se tornou um pianista clássico, enquanto Oliver está casado e lecionando em uma universidade em New England.

Me Chame Pelo Seu Nome (2007) se passa no verão de 1983, no Norte da Itália em, e traz Elio Perlman, um garoto ítalo-americano de 17 anos, que passa seus dias na casa de campo de sua família. Um dia, Oliver, um charmoso pesquisador americano de 24 anos, que está fazendo doutorado, chega na cidade para trabalhar como estagiário de verão, encarregado de ajudar o pai de Elio, um renomado professor especializado em cultura greco-romana. É nesse cenário que Elio e Oliver descobrem a beleza inebriante do desejo despertado ao longo de um verão que mudará suas vidas para sempre.

O filme, lançado 2018, tem Luca Guadagnino na direção, e conta com Tymothée Chalamet, Armie Hammer e Michael Sthulbarg no elenco, a brasileira RT Features na produção do filme.

Contra ódio, ‘Diário de Anne Frank’ foi lido antes de partidas de futebol

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O diário de Anne Frank (Foto: Domínio Público)

O diário de Anne Frank (Foto: Domínio Público)

Publicado na Galileu

tradicional minuto de silêncio que antecede algumas partidas de futebol foi diferente na rodada do meio da semana do Campeonato Italiano. Enquanto todos os jogadores e a arbitragem perfilavam, uma criança logo começava a leitura: “Eu vejo o mundo lentamente se transformando em selvageria; eu escuto o aproximar de um trovão que, um dia, vai nos destruir também. Eu sinto o sofrimento de milhões. E ainda, quando eu olho para o alto no céu, de alguma forma eu sinto que tudo vai mudar para melhor, que essa crueldade também vai acabar, que a paz e a tranquilidade vai retornar mais uma vez”.

O texto é um trecho do Diário de Anne Frank, escrito entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944, enquanto a jovem, então com 14 anos, quando se escondia com sua família e outros judeus perseguidos pelo exército alemão em um compartimento secreto junto aos escritório de seu pai, em Amsterdã. Menos de um ano depois, Anne foi encontrada pelos nazistas e morreu em um campo de concentração, mas suas palavras sobreviveram e viraram livro símbolo do extermínio judeu.

No último domingo (22) membros de uma torcida organizada da Lazio, clube da capital italiana, espalhou fotos de Anne Frank vestida com a camisa da rival Roma pelo setor sul do Estádio Olímpico, após a partida contra o Cagliari. Conhecidos como Irriducibili, os fascistas travestidos de torcedores normalmente ocupam o setor norte do estádio, mas o local estava interditado justamente devido a manifestações racistas três semanas antes, em uma partida contra o Sassuolo.

A ligação da torcida da Lazio com a extrema-direita não é nova. Começou ainda na primeira metade do século passado, graças a um famigerado torcedor, o ditador fascista Benito Mussolini. Na temporada de 1998/1999, em um clássico contra a Roma, os Irriducibili estenderam uma faixa na arquibancada com a frase “Auschwitz vossa Pátria, os fornos vossas casas”, em referência ao campo de concentração na Polônia que matou milhares de judeus em fornos e câmaras de gás. Uma das vítimas foi Anne Frank. Também não é difícil encontrar bandeiras nazistas pela arquibancada.

Os jogadores da Lazio até tentaram fazer com que a torcida tome um jeito. Na noite de quarta-feira (25 de outubro), eles entraram em campo para a partida contra o Bologna, no estádio local Renato Dall’Ara, com camisetas que estampavam a foto de Anne Frank e trazia uma mensagem contra o anti-semitismo. Mas não deu muito resultado. A maioria da torcida da Lazio boicotou a partida, enquanto alguns poucos que entraram ficaram cantando “Ne me frego”, ou “Eu não ligo”, enquanto o trecho do livro era lido.

O presidente do clube, Claudio Lotito, também tentou fazer sua parte. Ou mais ou menos isso. Ainda na segunda-feira visitou uma sinagoga em Roma e anunciou planos de levar alguns torcedores para conhecer Auschiwitz. Mas não demorou muito para ser desmascarado. Em um áudio vazado na quarta-feira aparecia afirmando que suas atitudes eram “um teatro que tinha que fazer”.

Na maioria dos estádios do país, da primeira à terceira divisão, a leitura do trecho do livro deu certo. Com aplausos da torcida e respeito. Em Turim, no entanto, quando a Juventus se preparava para enfrentar o SPAL, parte da torcida virou as costas para o campo e cantou o hino italiano durante a leitura. Torcedores da própria Roma também ignoraram as palavras de Anne Frank e não cantando em apoio a seu time.

Recordista mundial em diplomas conclui 15º curso universitário

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Luciano Baietti, de 70 anos, acaba de se formar em Turismo, seu 15º título universitário - Alberto Pizzoli/AFP

Luciano Baietti, de 70 anos, acaba de se formar em Turismo, seu 15º título universitário – Alberto Pizzoli/AFP

 

O italiano Luciano Baietti, de 70 anos, se formou em Turismo

Publicado em O Globo

ROMA — Nada mais distante da imagem típica de um erudito. O italiano Luciano Baietti, de 70 anos, tem um desejo de superação que o converteu na pessoa com mais diplomas universitários no mundo, o que não o impede de levar uma vida normal.

— Através dos livros, me sinto mais livre. Efetivamente, as duas palavras têm a mesma etimologia — reconhece à AFP Luciano Baietti, que tem 15 títulos acadêmicos, um recorde mundial.

O escritório de sua casa de Velletri, uma localidade perto de Roma, decorado com um estilo kitsch, tem as paredes cobertas com seus diplomas.

Uma cópia do retrato do escritor francês Louis-François Bertin, produzido pelo pintor Dominique Ingres em 1832, decora o espaço.

“Era um homem de cultura e conhecimento”, diz Baietti, ex-diretor de uma escola de ensino médio, que entrou no Livro Guinness dos Recordes em 2002 depois de ter obtido seu oitavo diploma universitário, em Ciências do Esporte na Universidade Sapienza de Roma.

Entre os títulos alcançados há mais de 15 anos figuravam Sociologia, Humanidades, Direito, Ciências Políticas e Filosofia.

Desde então somou outros sete diplomas à lista, entre eles o de Ciências Estratégicas da Universidade de Turim, de Criminologia em Roma e o último, alcançado no dia 1º de fevereiro, em Turismo, em Nápoles.

— A cada vez me sinto diante de um novo desafio, um desafio que impus a mim mesmo. Quero testar o limite do meu corpo e do meu cérebro, até onde posso chegar — conta com tom divertido este homem, que foi professor de educação física.

Foi justamente enquanto estudava Educação Física, seu primeiro diploma, obtido em 1972, que surgiu seu interesse pelo mundo acadêmico.

— Além dos eventos esportivos, tínhamos aulas teóricas que eu gostava muito e que fizeram com que eu me entusiasmasse pelo estudo — lembra Baietti, que é casado e tem um filho de 22 anos.

A parede da casa de Baietti com quadros de seus diplomas - Alberto Pizzoli/AFP

A parede da casa de Baietti com quadros de seus diplomas – Alberto Pizzoli/AFP

— Passei da pedagogia à sociologia, à literatura e à psicologia, depois ao direito para chegar a disciplinas mais profissionais, como a ciência da investigação e da estratégia — explica este estudioso.

O último diploma foi o que gerou mais problemas. “Foi organizado conjuntamente pelo Ministério da Defesa e pela Universidade de Turim e tratou de temas delicados relacionados à segurança nacional. Tinha que se apresentar de uniforme”, lembra.

Para seu diploma número 15, da Universidade Pégaso se Nápoles, Luciano Baietti precisou encarar mais um desafio: a telemática.

— Levando em conta que usar a internet não é algo tão fácil para alguém da minha geração, eu queria demonstrar que a educação à distância é tão boa quanto o ensino tradicional e quebrar um preconceito tenaz — explicou.

Outro diploma que deu trabalho para conquistar foi o de Criminologia, já que precisou entrevistar vários detidos na prisão.

— Depois de falar com eles, de ouvir seus argumentos, você se pergunta sobre o que é justo ou não — confessa.

Apesar de sua idade, prepara um novo diploma, o número 16, em Ciências da Alimentação. Assim como fez com os outros títulos, se prepara em silêncio, em seu escritório, entre as três e as cinco da madrugada.

— É a hora na qual meu cérebro está disponível para assimilar conhecimentos e que me permite manter uma vida familiar normal — confessa entre estudioso, que também é voluntário da Cruz Vermelha italiana.

Cliente é obrigado a comprar livros para menor vítima de prostituição

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© Getty Images

© Getty Images

 

Homem de 35 anos foi condenado pelo tribunal de Roma a dois anos de prisão, mas isso foi apenas uma parte do castigo.

Publicado no Notícias ao Minuto

A mídia italiana informa que um juiz inventivo obrigou o criminoso a comprar à jovem, que tem apenas 15 anos, livros sobre dignidade feminina. Na lista estão obras de Virginia Wolf, O Diário de Anne Frank e versos de Emily Dickinson, informa AFP. A decisão do juiz foi criticada pela filósofa italiana, Adriana Cavarero, que disse ao Corriere della Sera que era melhor ler estas obras ao próprio condenado. Ela explicou suas palavras:

“A adolescência não é um momento de reflexão, o que ele fez foi muito pior. Um adulto que, sabendo, pagou para ter sexo com uma menor”, disse a filósofa citada pela edição portuguesa Diário de Notícias.

Segundo o Corriere dela Sera, a decisão do juiz pressupõe que a menina possa compreender o verdadeiro mal que tinha causado a si própria e como sofreu sua dignidade feminina.

De acordo com o DN, em 2013 na capital italiana começou a ser investigada uma rede de prostituição de menores no bairro de classe alta de Parioli. As meninas usavam o dinheiro ganho para comprar roupa nova e os últimos modelos de celulares. (Sputnik)

Arte em Revista: Empire State ganha novas luzes ecológicas

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Publicado por BBC Brasil

Empire State Building ganhou iluminação econômica em Nova York

Empire State Building ganhou iluminação econômica em Nova York

O Arte em Revista – boletim semanal de artes da BBC Brasil – mostra as novas luzes do famoso prédio Empire State em Nova York.

Mais ecológicas, as lâmpadas LED gastam até 70% menos energia do que as antigas. As cores do prédio foram escolhidas por votação online no Facebook.

Perto de Paris, um vilarejo que já foi retratado por Paul Gauguin e outros mestres franceses é tema de uma exposição.
Em Roma, paisagens da Sicília foram recriadas por um mafioso que virou testemunha contra o crime organizado.
E em Londres, uma obra-prima levará cinco anos para ser restaurada.

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