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Roteirista de Carol irá adaptar romance de Patricia Cornwell

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A ideia é criar uma franquia com uma protagonista feminina forte.

Robinson Samulak Alves, no Cinema com Rapadura

A roteirista Phyllis Nagy (“Carol“) ficará responsável pela adaptação dos livros de Patricia Cornwell para os cinemas. Os filmes serão lançados pela Fox 2000, que pretende iniciar uma franquia da saga Scarpetta. A informação é do The Hollywood Reporter.

O objetivo do estúdio é criar uma franquia com uma protagonista feminina forte, assim como nos livros. Nagy já demonstrou sua habilidade nesse tipo de adaptação com “Carol”, baseado no livro homônimo, de Patricia Highsmith e que conta com Cate Blanchett (“Cavaleiro de Copas“) e Rooney Mara (“Lion – Uma Jornada Para Casa“) no elenco. “Carol” rendeu uma indicação ao Oscar de melhor roteiro adaptado à Nagy neste ano.

Patricia Cornwell é jornalista e romancista. Em 1990, lançou seu primeiro romance, Postmortem, livro que inicia a saga de Kay Scarpetta, médica legista e protagonista principal dos romances policiais de Cornwell.

Marcelo Rubens Paiva vence categoria de votação popular do Prêmio Jabuti

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Marcelo Rubens Paiva (1).jpg SAO PAULO SP 06/06/2016 EXCLUSIVO COLUNA DIRETO DA FONTE - Pré estreia do filme MAIS FORTE QUE O MUNDO - A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO - Shopping Eldorado Foto: Silvana Garzaro/ESTADÃO

Marcelo Rubens Paiva (1).jpg SAO PAULO SP 06/06/2016 EXCLUSIVO COLUNA DIRETO DA FONTE – Pré estreia do filme MAIS FORTE QUE O MUNDO – A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO – Shopping Eldorado Foto: Silvana Garzaro/ESTADÃO

 

‘Ainda Estou Aqui’, do colunista do ‘Estado’, foi escolhido pelos internautas na categoria romance; essa foi a primeira vez que o prêmio abriu para voto popular

Publicado no Estadão

O escritor e colunista do Estado Marcelo Rubens Paiva foi o vencedor da categoria romance na Escolha do Leitor do Prêmio Jabuti, com seu novo livro Ainda Estou Aqui (Alfaguara). A categoria premiou pela primeira vez em 2016, e foi realizada em parceria com a Amazon — leitores puderam escolher entre os finalistas das categorias Romance, Contos & Crônicas e Poesia em votação na web.

Na categoria de votação popular, ainda foram premiados os livros Amora, de Natalia Borges Polesso (Não Editora) em Contos & Crônicas; e Vertigens, de Wilson Alves Bezerra (Iluminuras) em Poesia. Bezerra também é colaborador frequente do Caderno 2.

Trainspotting pode ganhar série de TV, segundo autor do livro

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Irvine Welsh diz que uma adaptação de seus outros romances pode ser interessante

Arthur Eloi, no Omelete

Trainspotting pode acabar ganhando uma série de TV segundo Irvine Welsh, autor do livro que inspirou o filme de 1996 e sua vindoura sequência.

Em entrevista ao NME, Welsh contou que poderia muito bem fazer um seriado baseado em seus livros derivados que expandem a história dos personagens: “Basicamente, tenho planos para todos eles em vários tipos de adaptações. TV a cabo está dando certo e tem vários processos de desenvolvimento interessantes. Estamos trabalhando com essas coisas diferentes.”

Por fim, o autor também falou que o processo de criação dos livros já deve considerar possíveis adaptações: “Penso que quando se escreve personagens para um livro, goste ou não, você já planeja como eles funcionariam em um filme. Tenha isso em mente: assim que você os escreve, você já pensa em como leva-los à outros meios.”

Na trama de Trainspotting 2, 20 anos se passaram, muitas coisas mudaram e muitas continuam iguais quando Mark Renton (Ewan McGregor) retorna para o único lugar que pode chamar de lar, enquanto Spud (Ewen Bremmer), Sick Boy (Jonny Lee Miller) e Begbie (Robert Carlyle) esperam por ele. Além disso, sentimentos do passado como tristeza, perda, alegria, vingança, ódio, amor, desejo, arrependimento e auto-destruição também retornam.

Danny Boyle dirige e o lançamento da sequência no Brasil é previsto para 16 de fevereiro de 2017.

Chega aos cinemas ‘Indignação’, adaptação de romance de Philip Roth

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(foto: Sony/divulgação)

(foto: Sony/divulgação)

 

Diretor James Schamus afirma que foi um desafio levar o livro para o cinema. ‘Joguei fora as melhores partes do livro’, confessa

Publicado no UAI

Philip Roth é o maior escritor americano vivo, com prolífica produção de mais de 30 livros. Só que, até o ano passado, apenas cinco deles haviam sido levados para o cinema. Produtor e roteirista renomado, o cineasta James Schamus resolveu arriscar. Já de posse dos direitos do romance Indignação – lançado no Brasil pela Companhia das Letras –, escreveu um roteiro e, antes de começar a filmar, cometeu o que chama de “um ato de idiotice”. Enviou o texto para Roth, atrás de consentimento.

Roth, porém, recusou-se a ler. Para ele, o filme pertencia a Schamus. “Sou um grande fã dos livros do Roth. Então mandei o roteiro porque não ficaria bem com minha consciência se fizesse um filme que ele odiaria. Mas ele fez o incrível favor de me dar liberdade”, diz o diretor.

Sexta adaptação da obra de Roth, Indignação estreia nesta quinta no Brasil. Seus temas são bem típicos do autor: o protagonista judeu, o preconceito, as amarras da tradição, a formação da identidade americana e uma sociedade com a sombra da guerra. As mesmas questões também estarão representadas em Pastoral americana, de Ewan McGregor, que chega ao Brasil em 15 de dezembro.

“O que faz os romances do Roth incríveis é sua voz, a qualidade, a honestidade brutal, que vem da manipulação da forma literária no nível mais alto”, explica Schamus. “A dificuldade em adaptar sua obra está exatamente nessa voz. O cinema é basicamente representação, não tem voz. Você pode ter algum estilo, há cineastas que conseguem fazer do estilo uma espécie de voz literária, mas eles são muito raros e não necessariamente são contadores de história. Para fazer Indignação, cometi a violência terrível de tirar a voz do Roth e deixar apenas os diálogos e as ações dos personagens. Basicamente joguei fora as melhores partes do livro e captei o que havia de cinema ali”, revela.

Schamus é um dos mais respeitados produtores e roteiristas dos EUA. Por suas parcerias com Ang Lee ganhou o prêmio de melhor roteiro em Cannes com Tempestade de gelo (1997) e foi indicado ao Oscar de melhor filme com O segredo de Brokeback Mountain (2005) e de canção original e roteiro adaptado por O tigre o dragão (2000).

UNIVERSIDADE Indignação é seu primeiro longa-metragem como diretor. O filme se passa na década de 1950, nos anos da guerra da Coreia. Logan Lerman faz o papel de um jovem universitário judeu, filho de um açougueiro, que entra em conflito com a repressão sexual e o atraso social da instituição de ensino. O longa-metragem teve sua primeira exibição no Festival de Sundance, em janeiro, e foi muito bem recebido pela crítica americana.

“A história é bastante atual. Roth mostra que é mais fácil olhar para os dias de hoje através de um espelho distorcido do passado. Temos hoje a mesma homofobia, o mesmo machismo, o mesmo racismo e a mesma militarização daquela época”, afirma Schamus.

‘Anatomia do paraíso’ é escolhido o melhor romance de 2015

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Beatriz Bracher foi a vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura com ‘Anatomia do paraíso’ - Leo Martins / Agência O Globo

Beatriz Bracher foi a vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura com ‘Anatomia do paraíso’ – Leo Martins / Agência O Globo

 

Além do prêmio de R$ 200 mil, Beatriz Bracher irá à Feira de Guadalajara

Alessandro Giannini, em O Globo

SÃO PAULO — Beatriz Bracher recebeu na noite desta segunda-feira o Prêmio São Paulo de Literatura de melhor romance do ano, com “Anatomia do paraíso” (Editora 34). Entre os estreantes, Marcelo Maluf venceu na categoria reservada a autores com mais de 40 anos, com “A imensidão íntima dos carneiros” (Reformatório), e Rafael Gallo na de escritores com menos de 40, com “Rebentar” (Record). É a primeira vez, desde a criação do concurso, em 2008, que autores paulistas ganham em todas as categorias.

— Tem prêmios que são muito importantes, mas este tem uma importância maior porque é uma meio de fazer o meu livro chegar ao leitor. Este romance, inclusive, intimida as pessoas, que podem achar muito difícil o fato de ter um poema, “Paraíso perdido”, do John Milton, como tema. Mas não é necessário. Acho que a história tem mais a ver com o aprofundamento das relações entre o homem e a mulher — disse Beatriz.

Além do prêmio de R$ 200 mil, a vencedora desta edição ganhará um bônus: Beatriz participará da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. Gallo e Maluf receberam R$ 100 mil cada um.

— Embora inicialmente o júri tivesse opiniões divergentes, não foi difícil chegar a um consenso, o que indica um corpo de finalistas muito bom e também uma escolha final muito segura. Sobre o fato de serem autores paulistas, é uma novidade para mim, porque não levamos isso em conta em momento algum — disse o escritor Estevão Azevedo, vencedor em 2015 (com “Tempo de Espalhar Pedras”), e que fez parte do corpo de jurados, com o professor Adriano Schwartz, a crítica Elisabeth Brait, a editora Heloísa Jahn e o poeta Ronald Polito de Oliveira.

Escritora, editora e roteirista de cinema, a paulistana Beatriz, de 55 anos, estreou na literatura com “Azul e dura” (2002, 7 Letras). Mas ganhou projeção com seu terceiro livro, “Antonio” (2007, Editora 34), que ficou em terceiro lugar no Prêmio Jabuti e em segundo lugar no Prêmio Portugal Telecom e foi finalista do Prêmio SP de Literatura. “Meu amor” (2009, Editora 34) recebeu o Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional, de melhor livro de contos de 2009.

Mais ambicioso dos três romances premiados, “Anatomia do paraíso” conta a história de um jovem estudante de classe média que escreve uma dissertação de mestrado sobre o poema épico “Paraíso perdido” (1667), de John Milton, e seu envolvimento com as vizinhas. Propõe, diz Azevedo, várias camadas de leitura:

— Por um lado, o livro conversa com a literatura, a crítica literária e a tradução; por outro, tem um drama urbano que fala do corpo que sofre e que goza.

FICÇÃO E REALIDADE

“A imensidão íntima dos carneiros” parte de um dado autobiográfico de Maluf, nascido em Santa Barbara D’oeste, em uma família de imigrantes libaneses, para criar um romance de ficção. O autor se coloca como personagem da saga que remonta à história do avô nas montanhas de Zahl, no Líbano, e chega até a ditadura no Brasil.

Em “Rebentar”, por sua vez, Gallo, também paulistano, faz uma prosa realista, na qual não há espaço para a fabulação. No romance, ele conta a história de Ângela, uma mãe que espera pelo filho desaparecido há três décadas e, apesar de tudo, precisa fazer sua vida seguir adiante.

A nona edição do Prêmio São Paulo de Literatura teve finalistas de Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco e Rio de Janeiro. Também teve, pela primeira vez, um finalista internacional, o moçambicano Mia Couto, com “Mulheres de cinzas — As areias do Imperador 1” (Cia. das Letras).

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