Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Rotina

No país, 18% dos alunos estudam em escolas situadas em áreas de risco

0

Pesquisa do IBGE com estudantes do 9º ano do ensino fundamental revela que 12% deles deixaram de ir à aula por medo da violência
Em 2012, 1 em cada 5 adolescentes admitiu ter praticado bullying contra o colega
Dos entrevistados, 10,6% declararam ter sofrido agressão física por um adulto da família

escola_velha

Publicado em O Globo

RIO – A violência está dentro de casa, no trajeto de ida e volta às aulas, no ambiente escolar. É o que relatam estudantes brasileiros do último ano do ensino fundamental que participaram de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2012 e divulgada nesta quarta-feira, 19. Eles são adolescentes, em sua maioria (86%) estão na faixa de 13 a 15 anos, mas muitos já vivenciaram os transtornos causados pela insegurança. Para fugir dela, por exemplo, ao longo do ano passado, 12,1% dos alunos deixaram de frequentar aula, receosos dos riscos existentes no caminho entre a casa e a escola e até mesmo dentro da própria instituição de ensino.

– A pesquisa é um retrato bastante fidedigno do nosso jovem de 13 a 15 anos. Traz fatores de risco de proteção desse adolescente. Se levarmos em conta que esses riscos são cumulativos ao longo da vida, como o tabagismo e o sedentarismo, isso traz um impacto muito grande para a saúde – observou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, na cerimônia de lançamento da publicação, nesta quarta-feira, 19.

O levantamento mostra que, pelo menos em relação à insegurança, a rotina pode ser bem pior para os alunos de escola pública. A proporção dos que deixaram de ir à aula no ano passado por temerem episódios violentos no percurso ou dentro da escola foi, respectivamente, de 9,5% e 9,1%, praticamente o dobro da registrada entres alunos de instituições particulares (5% e 4,4%).Realizada, pela primeira vez, em 2009, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2012, feita em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, traz dados de 109 mil estudantes de 2.842 escolas de todo o país relacionados a fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes brasileiros. Nesta segunda edição, o levantamento traz também informações para o conjunto do país e para as cinco grandes regiões – anteriormente, limitavam-se às capitais e ao Distrito Federal. A amostra incluiu escolas com mais de 15 alunos matriculados, em turmas regulares.Para identificar a situação dos escolares, o IBGE usou um método pouco usual: um questionário eletrônico respondido, em um smartphone, pelos próprios entrevistados, sem interferência dos pesquisadores do instituto.

– É uma pesquisa bastante inovadora no Brasil e no IBGE por conta deo seu método, pois é respondida diretamente pelo estudante. Isso dá mais privacidade para o estudante e maio qualidade para o dado – diz o gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antônio de Andreazzi, explicando que a escolha dos alunos do 9º ano do ensino fundamental se deu por causa do preparo e da assiduidade dos estudantes. – Nesta faixa, eles já estão mais capacitados cognitivamente para entender as perguntas e tem uma frequência maior na escola do que a registrada no ensino médio.

Assim como os adolescentes, os diretores ou responsáveis pelas escolas foram ouvidos em relação ao mesmo problema. A PeNSE quis saber se a unidade de ensino avaliada estava ou não situada em área considerada de risco de violência, a maior parte do tempo ou todo o período, nos últimos 12 meses, e, diante das respostas, foi possível concluir que 17,9% dos alunos estudavam em instituições dentro deste perfil.

Mais uma vez, o quadro é bem pior para quem estuda na rede pública: 20,4% ante os 5,5% registrados na rede particular. O dado pode ser ainda maior quando a análise recai sobre as capitais. Em Belo Horizonte, praticamente metade dos adolescentes (46,2%) estudavam em unidades construídas em áreas de risco de violência. No Rio, a proporção foi de 11%.

A pesquisa mostra ainda um ligeiro aumento de quem se sentiu vítima de bullying no país, entre 2009 e 2012. A análise dos dados das capitais do país mostra que subiu de 5,4,% para 6,9% a proporção dos que afirmaram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações de colegas da escola, nos 30 dias anteriores à entrevista. No dado nacional, o número chega a 7,1%. Já o grupo que admitiu ter zombado ou humilhado algum de seus colegas da escola é bem maior: 20,8%. O dado do Rio superou o indicador nacional e chegou a 22,1%. Vitória, com 27,5%, apresentou situação mais complicada.

Preocupante também são os relatos de envolvimento com armas. Na pesquisa, 6,4% dos estudantes relataram participação em brigas na qual alguma pessoa usou arma de fogo. A proporção subiu para 7,3% quando o instrumento usado foi arma branca. Em ambas as situações, a proporção foi bem maior entre os meninos.

A PeNSE mostrou que, se fora de casa os riscos podem ser grandes, o ambiente familiar nem sempre é garantia de acolhida. Que o digam os 10,6% de estudantes que declararam ter sofrido agressão física por parte de um adulto da família, nos 30 dias que precederam a pesquisa. Considerando as regiões do país, a maior proporção foi registrada no Sudeste (12%) – no Rio, foi de 11%. No entanto, há capitais de outros regiões com indicadores mais elevados, como Boa Vista (13,9%), Salvador (13,5%) e Recife (13,3%). Há também diferenças por sexo: a proporção de meninas que relataram esste tipo de violência foi maior, 11,5%, do que a registrada entre os meninos (9,6%). A comparação das capitais entre 2009 e 2012 mostra que a proporção aumentou durante este intervalo de tempo: subiu de 9,5% para 11,6%.

A segunda edição da PeNSE, que reúne informações sobre contexto familiar, hábitos alimentares e prática de atividade física, entre outros, trouxe novos temas, como trabalho, saúde mental e prevalência de asma.

Um ano após assassinato, Elize trabalha em biblioteca e gosta de ler livros de história

0

Assassina confessa do marido, Marcos Matsunaga, ela vive rotina tranquila em presídio

1

Reprodução/Rede Record

Ana Cláudia Barros, no R7

Um ano após matar e esquartejar o marido, o executivo da Yoki Marcos Matsunaga, Elize Araújo Kitano Matsunaga mantém uma rotina tranquila na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 147 km de São Paulo, onde está desde o dia 20 de junho do ano passado. Diariamente, ela ocupa boa parte do tempo trabalhando na biblioteca da unidade prisional e tem ficado entretida com a tarefa de catalogar livros, conforme conta o advogado dela, Luciano Santoro.

— Ela estava agora manifestando para mim que tinha ficado contente porque havia chegado na penitenciária mil livros que ela estava catalogando.

De acordo com o defensor, a cliente lê muito sobre história e tem apresentado “excelente comportamento”.

— Não me surpreende, porque ela sempre foi uma pessoa supertranquila. Aconteceu um fato na vida dela, que a gente entende que teve motivação passional e ponto. Um evento que não costuma se repetir na vida de uma pessoa que age dessa forma.

Ex-menina pobre de Chopinzinho (PR), a bacharel em direito, que chegou a trabalhar como garota de programa em São Paulo, passou a desfrutar de um bom padrão de vida depois de se casar com o empresário. O casal morava com a filha pequena em uma cobertura triplex de 500 m², na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, o mesmo imóvel em que a acusada cometeu o crime.

Incorporou ao seu dia a dia hábitos caros, como viagens para caçar e cursos de vinho. Sua rotina foi modificada em 5 de junho do ano passado, quando foi presa e, inicialmente, levada para a cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo.

No dia 19 do mesmo mês, o Ministério Público ofereceu denúncia contra ela, que passou a responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recurso que impossibilitou defesa da vítima e meio cruel) e ocultação de cadáver. Naquela mesma data, a Justiça decretou a prisão preventiva da ré.

O advogado diz que a maior punição que Elize poderia ter recebido foi ficar longe da filha.

— Para uma mãe que sempre dedicou todos os segundos para a filha quando possível, é difícil.

Sem novo interrogatório

Luciano Santoro adiantou que a defesa não pretende que Elize seja novamente interrogada durante a fase de instrução do processo, o que poderia ocorrer após a conclusão do laudo de exumação do corpo da vítima.

— A defesa fez questão que ela fosse interrogada antes de ser feita a exumação. A defesa não tinha nada para esconder. Há a possibilidade de o juiz perguntar se a gente pretende que ela seja interrogada de novo, mas a defesa não quer, não acha que precisa. Não vai mudar em absolutamente nada. Ela já foi interrogada, já falou a versão dela. O que ela falou no interrogatório judicial bate com tudo que ela falou no interrogatório policial, porque é a verdade. E quando se fala a verdade, você pode falar uma, duas, três, quatro, cinco, dez vezes porque a versão vai ser sempre a mesma.

No dia 30 de janeiro deste ano, Elize foi interrogada por pouco mais de duas horas, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste. Durante o período, respondeu aos questionamentos do juiz, mas preferiu silenciar diante das perguntas apresentadas pela promotoria.

‘Faltei a dois dias de aula’, diz idosa que se formou aos 74 anos

0

Moradora de Quatro Pontes, no oeste do PR, ela é graduada em Pedagogia.
Além da graduação, a idosa também escreveu um livro sobre sua vida.

Lucia Santina Dresck concluiu a graduação em três anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Lucia Santina Dresck concluiu a graduação em três anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Cassiane Seghatti, no G1

Lúcia Santina Dresck tinha uma rotina de vida pacata. Natural de Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, se mudou para Quatro Pontes, no oeste do Paraná, em 1956. Lá construiu uma família de oito filhos, 17 netos e 12 bisnetos. Com 71 anos, decidiu realizar o sonho de ingressar na universidade. “Eu sempre imaginava que a pessoa sem estudo não é nada. Dentro de mim era algo que a gente precisava ter para viver melhor, para conseguir conversar com uma autoridade, com outra pessoa com grau de estudo mais elevado”, disse, orgulhosa, ao G1.

Hoje com 81 anos, Lúcia afirmou que começou a fazer um supletivo para poder concluir da 5ª série do Ensino Fundamental ao Ensino Médio. Até então, era o primeiro objetivo e não passava pela cabeça fazer uma faculdade. Contudo, sempre teve curiosidade em saber como funcionava. “Nós estávamos terminando o segundo grau e fomos convidados a fazer um passeio em uma faculdade de Toledo. Eu pensava, meus netos fazem faculdade e eu nem conheço. Eu quero ver como que funciona. Daí, fomos lá e eu ganhei uma inscrição de cortesia”, lembrou.

Ela conta que recebeu todo o apoio dos colegas (Foto: Arquivo Pessoal)

Ela conta que recebeu todo o apoio dos colegas (Foto: Arquivo Pessoal)

Faltando apenas dois dias para o término das inscrições, Lucia se candidatou para o curso de Pedagogia, e no dia da prova, para não incomodar os familiares, pediu carona para um amigo. “O vestibular foi bem tranquilo. Quando eu fui para casa, fui contente. A pessoa que me deu carona era um radialista. Daí, eu pedi o gabarito para ver quantas questões nós havíamos feito igual, mas percebi que tinha muita coisa diferente. E não é que depois que o resultado saiu eu acertei mais que ele?”, brincou.

Segundo ela, durante os três anos de curso, sempre recebeu ajuda dos colegas e nunca sofreu preconceito por ser de mais idade. “Nossa, eu fui muito bem recebida na faculdade. Tinha uma colega de outra cidade que reservava o lugar na poltrona do ônibus na ida e na volta”, assegurou. Dreck disse que os estudos foram pagos por uma filha e afirmou que deixou de ir à universidade apenas duas vezes, pois o ônibus atrasou. “Podia chover, fazer frio, estar cansada. Inclusive, eu não saia da sala de aula para ir ao banheiro porque eu pensava que se eu fosse ao banheiro eu perderia o que a professora iria passar”, disse.

Lucia escreveu um livro para contar a sua história (Foto: Arquivo Pessoal)

Lucia escreveu um livro para contar a sua história
(Foto: Arquivo Pessoal)

A idosa também contou ao G1 que o que mais a marcou foi o dia da colação de grau. Segundo ela, assim que recebeu o canudo da graduação concluída, todos pararam a cerimônia e a aplaudiram. “O dia da formatura foi uma vitória”, complementou.

Agora, Lucia não exerce a profissão, mas garante que o curso lhe ajudou a ter uma visão diferente da vida. “Olha, assim, a minha visão é de um grande conhecimento para a gente, não só com criança porque eu fiz pedagogia, mas com o ser humano. É uma forma de a gente ver o que é certo e o que é errado. Hoje, a minha visão é bem diferente do que era antes porque você tem os filhos com uma criação e hoje é bem diferente”, argumentou. Devido a idade, ela disse que não pretende mais voltar à universidade, mas não deixará de estudar. “Agora eu vou parar porque vejo que a vida da gente não vai ser longa. Eu não consigo mais andar muito. Mas dentro de mim existe uma coisa que parece que eu ainda tenho que estar aaprendendo”, acrescentou.

Além de formada em Pedagogia, em 2011, Lucia Dresck lançou um livro que conta a sua trajetória de vida e também uma forma de agradecer a todas as pessoas que a apoiaram nos estudos. Ela também é ligada às tecnologias e diz perder maior parte do tempo conversando com amigos e familiares pelo Facebook.

Lucia ao lado das filhas e das netas  (Foto: Arquivo Pessoal)

Lucia ao lado das filhas e das netas (Foto: Arquivo Pessoal)

Sergipana de 10 anos expõe livro em uma das principais feiras do mundo

0

‘O Monstro de Chocolate’ faz parte da The London Book Fair, na Inglaterra.
Livro aborda desaparecimento de crianças e ensina evitar situação de risco.

Alice já leu mais de 1,5 mil contos infantis (Foto: Marina Fontenele/G1)

Alice já leu mais de 1,5 mil contos infantis (Foto: Marina Fontenele/G1)

Marina Fontenele, no G1

A sergipana Alice Vitória Rocha Silva, 10 anos, é considerada uma menina prodígio. Começou a ler aos três anos de idade e aos cinco escreveu ‘O Monstro de Chocolate’, primeiro livro infantil do Brasil a ser publicado simultaneamente em português, inglês, francês e espanhol. O livro está sendo exposto na The London Book Fair, na Inglaterra, que acontece até esta quarta-feira (17).

O Monstro de Chocolate aborda a problemática do desaparecimento de crianças e ensina que não se deve abrir a porta para estranhos, neste caso, um homem utiliza o doce para atrair as vítimas. A publicação é ilustrada e tem linguagem de fácil compreensão justamente porque foi escrita por uma criança. O livro faz parte do acervo bibliotecário da rede de escolas públicas de Sergipe e já foi citado no programa Domingão do Faustão na TV Globo.

Alice leu mais de 1,5 mil contos infantis, está cursando o 7º ano do Ensino Fundamental e sonha em ser médica veterinária. “Sempre gostei muito de ler porque quando a gente lê se sente como se estivesse dentro da história”, afirma Alice. Crepúsculo foi um dos últimos livros que ela leu, mas só após a mãe conhecer o texto e saber se era adequado para a faixa etária.

A rotina diária de Alice é igual a de uma criança comum e inclui fazer as tarefas da escola, brincar com os irmãos e animais de estimação, ir para a aula à tarde, assistir desenho animado e ler antes de dormir. Entre as brincadeiras preferidas: pega-pega, pique-esconde, boneca e faz de conta, onde interpreta um personagem dos livros.

Contar histórias é antes de tudo uma diversão para Alice (Foto: Marina Fontenele/G1)

Contar histórias é antes de tudo uma diversão para Alice (Foto: Marina Fontenele/G1)

Reconhecimento

A menina está se preparando para o lançamento do segundo livro A Bruxinha Boazinha e os Ratinhos de Circo no dia 26 de abril. Alice já tem outras 15 histórias escritas, todas com intenção educativa e tratam temas como inveja, amor, desobediência e gratidão. “Eu vou escrevendo o que acho que pode ajudar as crianças do mundo todo. Penso nos assuntos que aprendo em casa, na escola e até o que escuto às vezes quando meu pai está assistindo o jornal”, afirma a garota.

O Monstro de Chocolate foi lançado em 2010, mesmo ano em que participou da Bienal Internacional do Livro em São Paulo e autografou livros para os escritores da literatura infantil Maurício de Sousa, Ziraldo e Laé de Souza. Desde então, Alice passou a ser convidada para participar de eventos de incentivo ao hábito da leitura a crianças.

Já a Bruxinha Boazinha e os Ratinhos de Circo terá o prefácio feito por Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica. O texto aborda a necessária compreensão das diferenças entre as pessoas, superação do preconceito e a valorização do talento artístico e cultural como instrumento de transformação das pessoas e do meio em que vivem.

Pai pediu empréstimo para apoiar o sonho da filha (Foto: Marina Fontenele/G1)

Pai pediu empréstimo para apoiar o sonho da filha (Foto: Marina Fontenele/G1)

Projeto

Os pais de Alice acreditaram no talento da filha e resolveram publicar os livros com recursos próprios. “Ela me chamou para ler O Monstro de Chocolate e não dei muita atenção no início até que parei para ver o que ela tinha escrito. Me surpreendi com a simplicidade e coerência da história e resolvi atender o pedido de levar o ensinamento para o máximo de crianças no mundo. Ela foi no site tradutor e colocou o texto em 20 idiomas, mas a convenci que só nos idiomas mais usados já seria suficiente”, lembra o pai dela, André Amoroso Jorge Silva.

Para financiar o primeiro livro, Amoroso pediu um empréstimo de R$ 20 mil que ainda está pagando com a renda da comercialização, mesma fonte de renda do projeto ‘Um sonho possível’ que tem como objetivo incentivar a leitura e revelar talentos literários.

“Nossa ideia é publicar livros infantis coletivos com historinhas escritas exclusivamente por crianças de todo o Brasil. O projeto transforma ainda a vida de famílias que passam a ter participação no lucro da comercialização dos produtos publicados”, explica Amoroso.

Criadora de “Diário de Classe” lançará livro sobre sua experiência

0
Isadora Faber caminha para a escola em Florianópolis / Marco Dutra/UOL

Isadora Faber caminha para a escola em Florianópolis / Marco Dutra/UOL

Publicado por UOL

A criadora do “Diário de Classe”, Isadora Faber, vai escrever um livro sobre sua experiência de ativismo pelas redes sociais. O contrato foi fechado com a editora Gutenberg e o livro deve sair até o fim do ano, explica Alessandra Ruiz, publisher da editora.

No livro, a garota contará toda a trajetória da experiência, começando pelos problemas na escola e a ideia de criar uma página no Facebook para denunciá-los até a fama e as conquistas na escola.

“O livro vai mostrar o poder das redes sociais e a coragem dela em denunciar os problemas de sua escola, mesmo sofrendo represálias”, afirmou Alessandra.

“A negociação foi rápida, já tínhamos recebido propostas anteriores, mas achamos que não era o momento. Agora a editora procurou a gente, conversamos com a Isadora, que gostou da ideia e resolveu fazer o livro”, conta Mel Faber, mãe de Isadora.

O texto será escrito pela própria Isadora Faber, com o suporte da editora. O livro trará também depoimentos de personalidades sobre a experiência da menina no “Diário de Classe”.

“Ela está gostando bastante da ideia. A gente está incentivando ela porque sempre tentamos passar a importância dos livros”, afirma a mãe de Isadora.

Após a fama, Isadora Faber, criadora da página “Diário de Classe”, tenta manter rotina escolar

A casa em que mora com a família tem de tudo, até piscina. Também vive lá a avó materna, portadora de uma doença degenerativa que exige cuidados. Isadora e as irmãs ajudam Mel. A tarefa de Isa é alimentar a senhora - o que faz com paciência e carinho /  Marco Dutra/UOL

A casa em que mora com a família tem de tudo, até piscina. Também vive lá a avó materna, portadora de uma doença degenerativa que exige cuidados. Isadora e as irmãs ajudam Mel. A tarefa de Isa é alimentar a senhora – o que faz com paciência e carinho / Marco Dutra/UOL

Fama
Isadora Faber foi citada em uma lista de “estrelas ascendentes” brasileiras do jornal inglês Financial Times. A lista de personalidades tem 25 nomes — Isadora está na categoria “social” junto com a escritora Thalita Rebouças — e foi divulgada no dia 22 de fevereiro.

Os protestos de estudantes por melhorias nas escolas públicas ganharam força nas redes sociais com a iniciativa da menina catarinense. A garota deu o que falar: ganhou muitos elogios, fez palestras e concedeu várias entrevistas, mas também criou inimizades, principalmente na escola, teve a casa apedrejada e acabou tendo que ir depor na delegacia mais de uma vez. O último episódio que a envolveu foi uma ameaça de morte pelo Facebook, rede social que a tornou famosa.

Go to Top