Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Roupas

Biblioteca em Amsterdã empresta roupas em vez de livro

0

526844

Em Amsterdã há uma biblioteca com peças de roupa vintage, ecológicas ou de criadores emergentes. Podem ser requisitadas durante cinco dias.

Inês Garcia, no Publico

A maioria das mulheres usa apenas 20% daquilo que tem no armário, estimam as responsáveis pelo projeto LENA The Fashion Library, sediado em Amsterdã, Holanda, mas com o objetivo de criar espaços físicos em todas as “grandes cidades”, entre elas Nova Iorque, Barcelona, Londres, Los Angeles ou Paris.

“O consumo excessivo é um dos maiores problemas da indústria da moda, que deveria focar-se mais no lado artesanal e na qualidade, de forma a produzir produtos mais duradouros que todas possamos partilhar”, diz Suzanne Smulders, co-fundadora da LENA. Com o objetivo de “poupar o ambiente e a carteira”, a biblioteca de moda LENA foi criada exclusivamente para transações de roupa de mulher, desde tops a saias, vestidos, calções ou malas.

“Ainda que as marcas comecem a usar materiais amigos do ambiente, o objetivo ainda é fazerem o máximo lucro possível”, acusa. Por isso oferecem um “closet infinito”, querem mudar a forma como se consome moda e querem também consciencializar as pessoas para a forma como tratam e lavam as suas roupas para que durem mais tempo.

Segundo a agência Reuters, os millennials (os jovens nascidos entre 1980 e 2000) dão menos importância à posse e mais à partilha, troca ou negociação de acesso a bens, privilegiando a compra em lojas de roupa em segunda mão, vendendo o que já não usam e alugando roupas para ocasiões formais. “Na era do Facebook, as pessoas não querem ser fotografadas mais do que uma ou duas vezes com o mesmo vestido”, explicou Dan Nova, investidor da empresa Highland Capital Partners, à Reuters.

Nesta biblioteca, a lógica “reutilizar, qualidade e partilha”. Existem três planos de subscrição, disponíveis mediante registro prévio no site e consoante um número de pontos atribuídos conforme a exclusividade, estilo ou qualidade das peças. A subscrição mais baixa, de 100 pontos, permite fazer qualquer combinação de peças de roupa desde que não ultrapasse esse valor, por exemplo: 50+50 equivale a duas peças, enquanto 25+25+50 equivale a três peças e custa 19,95 euros por mês – essas três ou duas peças podem estar sempre na posse de quem as requisita e podem ser trocadas todos os dias ou todas as semanas por outras. O segundo plano é de 200 pontos e custa 34,95 euros, enquanto o terceiro é de 300 pontos e tem o valor de 49,95 euros. Mas se gostar mesmo de uma peça que requisitou, também a pode comprar, a um preço “acessível”.

Atualmente, a biblioteca de moda tem 1200 itens em stock e 500 requisitados – todos lavados com detergentes naturais para aumentar “a esperança média de vida” das peças. Tal como nas bibliotecas convencionais, esta também aceita doações, desde que as peças de roupa não tenham nódoas ou outros danos e não sejam de marcas de moda rápida como a Primark, H&M, Zara, Mango, Bershka ou Pull&Bear.

“O nosso sonho é ir de férias com uma mala de mão e um cartão de biblioteca e ter acesso a um guarda-roupa LENA gigante, onde quer que estejamos”, diz Smulders.

‘Holocausto Brasileiro’ resgata história de 60 mil mortos em hospício mineiro

0

Publicado por Livraria da Folha

O hospício conhecido por Colônia, em Barbacena (MG), foi palco de uma das maiores atrocidades contra a humanidade no Brasil. Lá, com a conivência de médicos e funcionários, o Estado violou, matou e mutilou dezenas de milhares de internos.

Divulgação

Pacientes protegiam sua gravidez passando fezes sobre a barriga / Divulgação

Epilépticos, alcoólatras, homossexuais, prostitutas, tímidos e meninas que engravidaram antes do casamento engrossavam o número de “pacientes”. Aproximadamente 70% deles não tinham doença mental.

No hospício, perdiam seus nomes e suas roupas. Viviam nus, comiam ratos, bebiam água do esgoto, dormiam ao relento, eram espancados. Nas noites geladas, cobertos por trapos, morriam pelo frio, pela fome ou pela doença. Em alguns períodos, 16 pessoas morriam por dia nesse manicômio.

Os cadáveres eram vendidos para faculdades de medicina. Quando não havia comprador, os corpos eram banhados em ácido no pátio, diante dos internos.

Em “Holocausto Brasileiro: Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes no Maior Hospício do Brasil “, a jornalista Daniela Arbex conta a história entre os muros da Colônia para evitar que atrocidades assim voltem a acontecer. Abaixo, veja o vídeo de divulgação do livro.

Com cruzes e roupas pretas, alunos de medicina da UFSCar protestam

0

Estudantes simbolizaram o luto pelo fim do sonho de formação em medicina.
Eles reclamam da falta estrutura no curso e da indefinição sobre estágios.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Publicado por G1

Cruzes e roupas pretas simbolizando luto marcaram um protesto realizado, na tarde desta quarta-feira (24), pelos estudantes do curso de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que estão completando 40 dias em greve. Eles reclamaram da falta de estrutura do curso e da demora para a aprovação do acordo de estágios nas unidades de saúde da cidade. Em nota, a Prefeitura afirmou que o anteprojeto está sendo elaborado pelo setor jurídico e deve ser encaminhado aos vereadores na próxima semana.

A manifestação aconteceu nas ruas do campus. Os alunos caminharam vestidos de preto e com cruzes representando o fim do sonho de formação em medicina. Eles também levaram uma faixa criticando o Ministério da Educação (MEC) pela situação do curso.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto
de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Também houve a leitura de um obituário simbólico sobre os projetos ideais da educação médica no país. Em seguida, as cruzes foram colocadas no terreno da Praça da Bandeira.

O MEC informou, em nota, que a pauta de reivindicações dos estudantes foi debatida com a universidade e os pontos já foram equacionados. “O entendimento sobre a realização de estágios na rede municipal, porém, depende da ultimação de tratativas entre o executivo municipal e a Câmara dos Vereadores”, dizia um trecho do comunicado.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o anteprojeto ainda está sendo elaborado pelo setor Jurídico para ser enviado à Câmara, já que o acordo com a UFSCar prevê mudança na jornada de trabalho dos médicos.

“Para isso, é necessário uma análise do plano de carreira dos profissionais para que não haja nenhum entrave”, informou a assessoria. A previsão é que o projeto seja enviado na próxima semana para votação dos vereadores.

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Estudantes de medicina da UFSCar fazem protesto de luto em São Carlos (Foto: Ely Venâncio/EPTV)

Greve
Os estudantes de medicina da UFSCar entraram em greve no dia 15 de março, já que havia falta de estrutura para continuarem estudando. Estágios paralisados nos postos da cidade, falta de professores, atraso na entrega de laboratórios e internatos em outras cidades foram os principais problemas apresentados.

No dia 5 de abril, a Prefeitura e a universidade entraram em um acordo para o novo contrato para o credenciamento de médicos preceptores, que orientam os alunos nos postos de saúde. Porém, 19 dias depois, o projeto ainda não foi aprovado pela Câmara de Vereadores, o que gerou reclamações dos estudantes..

Eles também cobram um posicionamento do Ministério da Educação (MEC) sobre os problemas do curso, que não teria estrutura. Segundo eles, faltam professores e a entrega do 2º departamento de medicina, que vai abrigar alguns laboratórios, está atrasado.

Em entrevista o Jornal Regional do dia 1º de abril, o reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, disse que seis vagas para professores em aberto e que novos concursos serão feitos. Ainda explicou que outros professores podem assumir o lugar dos que estão faltando. Sobre o 2º Departamento, ele admitiu que houve atraso por problemas com a empresa responsável pela obra e que a primeira parte será entregue até o final de abril.

Inglês fotografa salas de aula em 19 países

0

Patrícia Gomes, no Porvir

Das meninas iemenitas de segunda série, com roupas verdes e cabeça coberta, até a classe só para meninos no Peru, todos vestidos com um uniforme que lembra o dos militares. Dos rapazes e moças ingleses de ensino médio usando gravata, passando pelos nigerianos de área rural que assistem aula em uma sala com mobiliário doado e até pelos adolescentes de uma escola pública de Belo Horizonte. Nada escapou às lentes de Julian Germain. Desde 2004, o inglês percorreu 19 países, dentre eles o Brasil, fotografando salas de aula. O resultado desse projeto se transformou em um apanhado de 87 imagens de escolas de todo o mundo, publicadas no livro classroom portraits (ou Retratos da Sala de Aula, em livre tradução), da Prestel, lançado nesta semana.

Em todas as salas de aula que visitou, disse Germain ao Porvir, ele se apresentava, contava do projeto e pedia licença para assistir à aula sentado em um canto. Quando o professor terminava, o fotógrafo posicionava seus equipamentos e tirava o retrato. O procedimento durava, no máximo, 15 minutos. Ele conta que sua preocupação era registrar uma atividade cotidiana. Por isso, pedia que o professor não apagasse o quadro e que os alunos não tirassem seus pertences de lugar. Outro cuidado que tinha era o de registrar tanto escolas rurais quanto urbanas e atividades de todas as disciplinas.

Escola Estadual Nossa Senhora do Belo Ramo, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Series 6, Matemática. 17 de novembro de 2005. Do classroom portraits 2004-2012, Julian Germain, copyright © Julian Germain, 2012.

Escola Estadual Nossa Senhora do Belo Ramo, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Series 6, Matemática. 17 de novembro de 2005. Do classroom portraits 2004-2012, Julian Germain, copyright © Julian Germain, 2012.

Fora esses critérios, não havia nenhum outro grande pré-requisito. “Eu não sou cientista, eu não sou sociólogo. Eu sou um artista. Eu não quero assumir a responsabilidade de dizer que isso é um fato. Eu prefiro dizer que, quando eu fui naquele dia àquele lugar, isso foi o que eu vi”, diz ele. Assim, as escolas e as classes fotografadas não foram escolhidas segundo um mapeamento rígido. Em alguns casos, a viagem foi financiada por uma instituição que lhe abria portas de certos países, especialmente no Oriente Médio. Em outros, ele viajou por conta própria ou para desenvolver um projeto paralelo e aproveitou para fotografar escolas. Nesses casos, era fundamental conhecer alguém cujo filho estudava na escola ou até conhecer alguém, que conhece alguém que pudesse intermediar sua entrada.

Em instituições no Reino Unido, onde educação é um direito adquirido, 47% das crianças disseram achar que a escola era chata. No entanto, em países muito pobres, como Iêmen e Bangladesh, o fotógrafo percebeu que os alunos tinham outra perspectiva.

Foi o que aconteceu com as fotografias de Minas Gerais. Ele veio ao país para desenvolver um outro projeto e alguns conhecidos facilitaram a sua entrada nas três escolas que fotografou. Uma das fotos, a tirada na escola estadual Nossa Senhora do Belo Ramo, em Belo Horizonte, foi parar na capa do livro. “Foi uma opção muito simples de fazer”, diz ele. Segundo o fotógrafo, o fato de o país ser multicultural e conseguir reunir, em uma só imagem, características do mundo todo, facilitou a escolha. “Se eu pusesse uma foto da Nigéria na capa, as pessoa poderiam ter a impressão de que o livro era sobre pobreza ou educação rural. Nós decidimos que essa imagem em particular [a da capa] era interessante porque ela tem um toque levemente global, com crianças negras, hispânicas”, disse ele. Outro fator determinante, acrescentou, é que o menino no centro captura o olhar das pessoas e as convida a entrar na imagem. (mais…)

Go to Top