Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Rubem Fonseca

6 Escritores indicam livros de Rubem Fonseca

0

Vilto Reis, no Homo Literatus

O homenageado do 2º Festival Literário de Extrema foi o escritor Rubem Fonseca

Perguntamos aos autores convidados do evento (Luiz Biajoni, Marcelino Freire, Edyr Augusto, Reinaldo Moraes, Raphael Montes e Ana Paula Maia) qual livro de Fonseca eles indicam. Vejam as melhores respostas!

Rubem Fonseca ganha prêmio da Academia Brasileira de Letras

0

Prêmio Machado de Assis por conjunto da obra foi anunciado nesta sexta.
Cerimônia de entrega está marcada para o dia 16 de julho.

Publicado no G1

Rubem Fonseca (Foto: AE/Guillermo Arias/)

Rubem Fonseca (Foto: AE/Guillermo Arias/)

O escritor Rubem Fonseca, de 90 anos, foi nomeado vencedor do Prêmio Machado de Assis, entregue pela Academia Brasileira de Letras (ABL) pelo conjunto da obra. Em nota divulgada nesta sexta-feira (22), a instituição destaca que o autor “é um dos mais importantes ficcionistas contemporâneos brasileiros” e cita que ele ganhou o Camões em 2003.

“Consagrou-se por sua narrativa nervosa e ágil, ao mesmo tempo clássica e moderna, entre o realismo e o policial, revelando a violência urbana brasileira, sem perder o olhar sensível para a tragédia humana a ela subjacente, a solidão das grandes cidades ou para os matizes do erotismo”, diz o texto.

“Seu estilo contido, irônico e cortante, ao mesmo tempo denota um leitor dos clássicos e um ouvido atento ao falar das ruas em seu tempo. Exerceu profunda influência em nossa cena literária, inaugurando a tendência que Alfredo Bosi chama de ‘brutalista’.”

Dentre os principais livros de Rubem Fonseca, estão os volumes de contos “Lucia McCartney” (1967), “Feliz ano novo” (1975) e “O cobrador” (1979) e os romances “O caso Morel” (1973), “A grande arte” (1983) e “Agosto” (1990).

Nascido em Juiz de Mora (MG) em 11 de maio de 1925, José Rubem Fonseca se mudou para o Rio aos 8 anos de idade. Formado em Direito, trabalhou como comissário de polícia no início dos anos 1950. Na década seguinte, prestou serviços para o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), vinculado ao golpe militar de 1964. Mais tarde, ele negou que tivesse apoiado o regime.

A cerimônia de entrega do Prêmio Machado de Assis a Rubem Fonseca está marcada para o dia 16 de julho.

Câmara Brasileira do Livro anuncia finalistas do 56º prêmio Jabuti

0
Laurentino Gomes concorre com o livro 1889  (Foto: Divulgação)

Laurentino Gomes concorre com o livro 1889 (Foto: Divulgação)

A entrega do prêmio será 18 de novembro, em São Paulo

Publicado no Correio da Bahia
Dedicado a reconhecer as principais etapas de produção de um livro e os mais diversos gêneros, a Câmara Brasileira do Livro anunciou, ontem, os 10 finalistas de suas 27 categorias da 56ª edição do prêmio Jabuti. Na lista, Laurentino Gomes, que ganhou livro reportagem e livro do ano pelos dois primeiros volumes de sua trilogia histórica – 1808 e 1822 – concorre agora com 1889.

O jornalista e biógrafo Lira Neto, terceiro lugar no ano passado, disputa com Getúlio – Do Governo Provisório à Ditadura do Estado Novo (1930- 1945). Entre os finalistas da categoria conto e crônica está Milton Hatoum e seu Um Solitário à Espreita. Ele concorre com Rubem Fonseca (Amálgama), Luiz Vilela (Você Verá), Antonio Prata (Nu, de Botas), João Vereza (Noveletas), Everardo Norões (Entre Moscas), Cristovão Tezza (Um Operário em Férias), Ettore Bottini (Uns Contos), Jádson Barros Neves (Consternação) e Moema Franca (Bem Aqui).

Entre os romancistas estão Bernardo Carvalho, Michel Laub, Veronica Stigger, Marcos Peres, Flávio Cafiero, Sergio Rodrigues, Marcelino Freire, Fernanda Torres, Luis S. Krausz e Laura Erber. Adelia Prado, com Miserere, lidera a lista de poesia. Pedro Veludo, com Da Guerra dos Mares e das Areias: Fábula Sobre as Marés, a de infantil. O resultado sai em 16 de outubro. A entrega do prêmio será 18 de novembro, em São Paulo.

Pesquisas apontam Machado de Assis como o autor brasileiro mais estudado

0

Marco Rodrigo Almeida, na Folha de S.Paulo

O Itaú Cultural divulgou no fim da tarde desta quarta (dia 3), na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), novas pesquisas sobre o estudo da literatura brasileira, aqui e no exterior.

A doutoranda da Universidade de Brasília (UnB) Laeticia Jensen Eble mapeou os escritores nacionais mais citados nos trabalhos de doutores em literatura brasileira no país. A pesquisa teve como base os currículos disponibilizados na plataforma Lattes, banco de dados mantido pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), de 2.176 pesquisadores.

Como a edição da “Ilustrada” desta quarta já havia antecipado, Machado de Assis lidera a lista com 122 citações.

Movimentação na tenda Flipinha em Paraty durante a Flip

Movimentação na tenda Flipinha em Paraty durante a Flip

Flip – 1º dia

Depois dele, nos primeiros cinco lugares, surgem Guimarães Rosa (100 citações), Clarice Lispector (63), Graciliano Ramos (54) e Mário de Andrade (44).

Entre os autores vivos, Milton Hatoum é o mais citado, com 22 menções, à frente de Rubem Fonseca (20), Manoel de Barros (18) e Chico Buarque (13).

A pesquisa identificou 477 autores diferentes. As mulheres são uma parte quase ínfima do grupo –apenas 21%. Depois de Clarice, Cecília Meireles (16º lugar, com 20 menções) é a segunda mulher mais lembrada.

NO EXTERIOR

O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) João Cezar de Castro Rocha apresentou uma pesquisa semelhante, só que realizada com 224 pesquisadores que vivem no exterior.

Também neste grupo Machado lidera, com 135 menções. Depois estão Clarice (117), Rosa (102) e Jorge Amado (82).

Castro Rocha chamou a atenção para as diferentes posições ocupadas por Amado nas duas listas –ele é o quarto na dos pesquisadores que vivem no exterior e o 19º na dos brasileiros.

“Isso ocorre porque, nos anos 1940 e 1950, Jorge Amado foi fundamental para a difusão da literatura brasileira no mundo. Mesmo que aqui no Brasil não seja mais tão estudado hoje, permanece como um símbolo da literatura brasileira no exterior”, comentou o professor.

Castro Rocha também destacou que, proporcionalmente, pesquisadores estrangeiros citam mais autores contemporâneos do que os pesquisadores brasileiros ou residentes no Brasil.

“Para o pesquisador que se encontra fora do Brasil, a atualização é um valor em si. Já para os pesquisadores daqui, dedicar-se aos cânones é uma forma mais segura para conseguir fundos de pesquisas”, afirmou.

FEIRAS LITERÁRIAS

O jornalista Felipe Lindoso apresentou dados sobre a proliferação de feiras literárias no Brasil nos últimos anos.

O portal da Biblioteca Nacional, comentou, tem 261 feiras registradas país.

Lindoso apontou a mudança de perfil desses eventos. Até o final dos anos 1990, as feiras eram majoritariamente encontros comerciais, voltadas para a venda de livros.

Nos últimos anos, contudo, ganharam relevo os debates e a troca de ideia entre o público e os escritores.

“E de 2001 em diante, surgiram depois os festivais literários –Flip, Fliporto, Fórum das letras— nos quais a venda de livro é secundária”, afirmou.

Luiz Ruffato relacionou esse crescimento das feiras literárias à profissionalização da carreira de escritor.

“O ano da primeira Flip, 2003, é para mim um ano marcante da profissionalizaçãoda profissão de escritor. Foi quando eu larguei o jornalismo para me dedicar apenas à literatura”, explica.

“Há dez anos vivo como escritor profissional. Vivo de cachê de festival, júri de concursos literários. Vivemos um momento muito interessante. Antes eu era um dos poucos casos. Hoje sou só mais um dos casos.”

INTERNET

Fábio Malini, professor de jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, apresentou uma pesquisa sobre a presença da literatura brasileira na internet, em especial no Facebook e no Twitter.

Nas redes sociais, Caio Fernando Abreu, Clarice e Carlos Drummond de Andrade são os campeões de popularidade.

Clarice, por exemplo, tem 743 mil “fãs” no Facebook. Caio tem 373 mil e Drummond, 108 mil.

A lista no Twitter é liderada por Paulo Leminski, autor que alcançou a lista de mais vendidos com “Toda Poesia”

O cruzamento dos dados indica que fãs de Clarice tendem a ser fãs de Caio também. Representam um grupo mais heterogêneo, com usuários de perfis diferentes “curtindo” os dois autores.

Já os que preferem Leminski e Machado formam um grupo mais homogêneo e especializado nesses dois escritores, com pouca relação com outros assuntos das redes sociais.

Go to Top