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Saiba como motivar os seus filhos para o estudo

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Carmen Saraiva, no Delas

É tempo de avaliar os resultados do primeiro trimestre escolar e perceber se há arestas a limar no que toca ao estudo. O seu filho sente-se motivado, ou nota nele pouco interesse pela escola? É proativo e responsável, ou tem de o lembrar constantemente que na semana seguinte terá dois testes? Como deve proceder para lhe dar aquele “empurrãozinho” para melhorar as notas?

Ana Manta, psicóloga, mãe de três filhos e autora dos livros ‘Motivar os filhos para o estudo’ e ‘Filho, presta atenção!’, da editora Clube do Autor, beneficiou da sua própria experiência enquanto mãe e educadora para ajudar outros pais a lidar com as complicações diárias que o estudo (ou a falta dele) trazem à rotina familiar. Segundo a especialista, a chave está em saber cativar a atenção e a curiosidade da criança consoante a sua idade, tornando divertida a aprendizagem.

“Ao longo do percurso escolar a criança vai mudando de interesses e de gostos. Para uma criança no primeiro ciclo uma boa forma de motivar é através de jogos e desafios, por exemplo, trabalhando conceitos de gramática através de sopa de letras (use dois pacotes de massa sopa de letras, uma caixa de plástico e vários cartões com conceitos gramaticais). Os pais devem mostrar sempre aos filhos que a escola é uma coisa boa, que pode ser divertido. Estabelecer rotinas é fundamental para a adaptação, para uma criança desta idade se sentir segura e tranquila deve saber o que se vai passar a seguir.”

No que diz respeito aos mais velhos, podem ser propostos outro tipo de desafios mais exigentes. “No livro ‘Filho, presta atenção!’ existe um capítulo destinado a filhos adolescentes. Mas o mais importante para motivar os filhos em qualquer idade é confiar neles e transmitir-lhes essa confiança.”

Para a psicóloga, o apoio e incentivo dos pais é essencial para o sucesso escolar, mas há que saber traçar a linha entre o apoio e interesse natural pelo percurso escolar da pressão para os bons resultados que alguns pais, consciente ou inconscientemente, transmitem aos filhos e que, segundo Ana, é contraproducente.

“A criança consegue distinguir bem as coisas: uma coisa é o interesse, que é normal e saudável; outra é a pressão pelos resultados. Nenhum tipo de pressão é positivo e nenhuma criança consegue ter bons resultados neste tipo de ambiente.”

Rita Sousa, mãe de Lourenço, 7 anos, e de Pedro, 12 anos, reconhece que por vezes se excede na sua tentativa de motivar os filhos para os bons resultados. “Tento acompanhar ambos com afinco, mais o Pedro do que o Lourenço, claro, que ainda está no início. E sei que por vezes exagero na forma como exijo deles sempre mais e melhor. O meu objetivo é o mais nobre, tentar que aprendam que tudo se consegue com trabalho, uma lição para a vida, mas por vezes penso se não os estarei a pressionar demasiado.”

Palavras mágicas

Motivar uma criança ou adolescente pode ser tão simples quanto proferir uma única palavra ou frase. Ana Manta refere que “Deve dizer-se sempre, todos os dias, que os amamos e que o que mais queremos é que sejam felizes. O incentivo tem de ser natural, qualquer criança aprende muito melhor e tem melhores resultados se se sentir segura e amada.” Rita Sousa é exemplo disto, e garante que não se esquece de lembrar aos filhos constantemente que os adora, quer tenham boas ou más notas. Quando as avaliações superam as expectativas, Rita prefere recompensar o sucesso com saídas em família ou outro tipo de atividades divertidas, em vez de bens materiais.

“A minha mãe dava-me sempre um bom presente no final de cada ano letivo, se as notas estivessem acima da média, o que sempre aconteceu. Eu posso até dar uma lembrança a cada um, mas nunca a associo ao final do ano nem às boas notas.”

Ana Manta corrobora: “Devemos incentivar sim, com elogios e com pequenos gestos diários, nunca com presentes materiais. A criança não deve sentir que é «paga» para ter boas notas. Uma boa forma de recompensar é ler os testes com eles, perceber o que correu bem, o que correu menos bem. Reconhecer com pequenos privilégios, uma sobremesa especial, uma palavra de apreço, um recadinho na lancheira, enfim, com mimo…”, explica a especialista.

Dever de casa, sim ou não?

Habitualmente, o momento mais conflituoso do dia em muitas casas acaba por ser a realização dos deveres de casa, que muitos professores optam por enviar apenas à sexta-feira. Muitos pais insurgem-se atualmente contra estes exercícios, alegando que são desnecessários e diminuem ainda mais o tempo de qualidade em família, mas Ana Manta acredita que os deveres de casa não têm de ser o “bicho-papão”.

“Os deveres de casa, com conta peso e medida, são benéficos, fomentam a responsabilidade e são uma forma de os pais terem conhecimento do que os filhos estão a aprender na escola. O ideal é que os deveres de casa não ultrapassem os 30 minutos por dia. Penso que os pais devem incitar a realização dos mesmos, já que deve haver sintonia entre a escola e a família.”

Rita Sousa considera que em alguns casos os deveres de casa podem sim ajudar a consolidar matéria, mas tem noção de que os filhos passam já grande parte do seu dia nas instalações escolares, o que torna preciosos todos os minutos em casa. “Sim, por vezes preferia que não trouxessem deveres de casa, já que a sobrecarga horária é uma realidade. Tento desdramatizar e não lhes dar a entender que não valorizo os deveres de casa, para lhes incutir esse sentido de dever, e normalmente o que acontece é que acabo por ajudá-los, para que os terminem mais depressa e possamos fazer outra coisa agradável a seguir, o que também os motiva. A verdade é que também eu fazia os meus trabalhos de casa responsavelmente, e acredito que assim seja o correto.” Ana Manta assegura que deve existir um tempo estipulado para o estudo diário em casa, nada de muito rígido, mas regular, sem nunca esquecer a importância da brincadeira. “Meia hora por dia é o suficiente para mostrar aos pais o que se aprendeu, mas claro que a partir do segundo ciclo esse tempo deve aumentar. No entanto, nunca devemos esquecer que as crianças precisam de brincar e que a brincar se aprende muita coisa.” A psicóloga aconselha também atividades extracurriculares divertidas que façam a criança feliz e que a ajudem a descontrair. “A música é das atividades que mais ajudam na concentração. A dança também ajuda a trabalhar o ritmo e a concentração, mas cada família saberá escolher tendo sempre em conta a personalidade dos filhos.”

Desdramatizar os maus resultados

Rita Sousa considera-se felizarda por ter dois filhos que, até agora, têm demonstrado interesse pela escola e alcançam bons resultados. No entanto, sabe que se assim não fosse, não deixaria de lhes prestar todo o seu apoio do mesmo modo, para que não se sentissem “sozinhos”. “Acho que é fundamental que eles percebam que uma má nota não compromete o valor do esforço, que o essencial é não baixar os braços, e que eu estarei lá para os ajudar a superar esse percalço, no dia em que acontecer.” Ana Manta reforça que “Nenhuma criança gosta de ter maus resultados, e é quando os tem que mais precisa de um pouco de colo, de um abraço forte… Se sentirmos que o seu esforço não foi suficiente, aí é importante refletir em conjunto sobre o que falhou para que na próxima vez possa correr melhor. O mais importante é a criança sentir que não está só no caminho, tem o apoio dos seus pais.”

E porque é que há crianças que naturalmente têm inclinação para o estudo, e outras que fogem dos livros como o diabo da cruz? A especialista explica: “Cada criança é única, para além do seu patrimônio genético e da educação, tem algo que é só seu: o seu temperamento. Cada uma delas tem a sua forma de se relacionar com o estudo, no entanto, o nosso dever como adultos e responsáveis pela sua educação é incentivar, levá-los a perceber que a escola é uma coisa boa e que é o sítio certo para aprender e descobrir coisas novas.”

Saiba quanto custa estudar em 5 universidades americanas de ponta

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Campus da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (Darren McCollester/Newsmakers)

Campus da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos (Darren McCollester/Newsmakers)

 

Na prestigiada Harvard, por exemplo, o aluno vai desembolsar cerca de US$ 72.100

Denise Charato, na Veja

Não basta ter apenas uma boa conta bancária. Para estudar nas melhores universidades dos Estados Unidos, e do mundo, é preciso passar por um rigoroso processo de seleção que inclui da avaliação do desempenho escolar ao histórico pessoal do candidato. “Essas universidades querem saber o que esse aluno irá agregar para a comunidade”, explica Carolina Lyrio, responsável pelo desenvolvimento de bolsistas da Fundação Estudar, uma entidade que apoia estudantes interessados em estudar nos Estados Unidos.

Os custos anuais vão de US$ 60 mil a US$ 85 mil, mas muitas dessas instituições têm programas de bolsas totais ou parciais. A Fundação Estudar (www.estudar.org.br) seleciona, todo início do ano, candidatos interessados em disputar uma vaga nessas universidades.

Harvard

A mais conhecida e premiada universidade americana, localizada em Cambridge, Massachusetts, não é a mais cara. O aluno vai desembolsar cerca de US$ 72.100, sendo US$ 43.280 de matrícula e aula, US$ 3.974 de taxas, US$ 9.894 de moradia, US$ 6.057 de alimentação e US$ 1.000 de livros. Sem falar nas despesas pessoais, em torno de US$ 2.875, e deslocamento, US$ 5.000. Entre os critérios para a admissão, a universidade pede ao estudante que escreva um texto com até 500 palavras sobre ele mesmo.

MIT

Com 77 professores premiados com o Nobel, Massachusetts Institute of Technology (MIT) é um dos principais centros de estudo e pesquisa em ciências, engenharia e tecnologia do mundo. Localizada em Cambridge, a instituição segue os mesmos padrões de seleção das demais universidades americanas. O custo anual é de cerca de US$ 65.478, incluindo US$ 48.452 de taxas e matrículas, US$ 14.210 com moradia e alimentação e US$ 2.816 com despesas pessoais.

Stanford

Situada em Palo Alto, na Califória, a Stanford University é uma das instituições mais prestigiadas do mundo. Não à toa, é também uma das mais caras. A universidade calcula gastos anuais de US$ 83.719, entre matrícula e aulas (US$ 63.108), taxas (US$ 1.488), moradia (US$ 6.359), alimentação (US$ 5.880), livros (US$ 1.000), despesas pessoais (US$ 2.875) e deslocamento (US$ 3.000). Stanford também valoriza muito o perfil do aluno _ um dos critérios de seleção é a análise do texto de uma carta que o candidato deve escrever com até 200 palavras direcionada ao seu futuro colega de quarto.

UC Berkeley

A University of California, Berkeley é uma universidade pública e, por isso, uma das mais seletivas do mundo. A instituição destina 80% de suas vagas aos estudantes da Califórnia e as 20% restantes são disputadas por alunos dos demais Estados americanos e do mundo todo. Mesmo sendo pública, não é nada barato estudar aqui_ os custos anuais giram em torno de US$ 61.582,00: US$ 40.167 entre matrícula e taxas, US$ 15.115 para moradia e alimentação, além de US$ 1.240 com livros e US$ 5.060 com deslocamento.

Yale

A universidade onde estudaram os ex-presidentes Bill Clinton e George Bush fica em New Haven, Connecticut, e também é muito procurada por estudantes brasileiros. Os custos anuais para um estrangeiro, segundo a própria instituição, chegam a US$ 68.230. Entre matrícula e taxas, o aluno desembolsa US$ 49.480, mais US$ 8.520 com moradia, US$ 6.650 com alimentação e US$ 3.580 com livros, despesas pessoais e deslocamento.

Saiba como uma estudante gaúcha alcançou a nota mil na redação do Enem

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Izadora Peter Furtado, 17 anos, foi uma das 104 pessoas no país que chegaram à nota máxima na dissertação do exame

Izadora Peter Furtado, 17 anos, foi uma das 104 pessoas no país que chegaram à nota máxima na dissertação do exame

 

Fernanda da Costa, no Zero Hora

Quando os olhos da pelotense Izadora Peter Furtado, 17 anos, passaram pelo tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015, o nervosismo se transformou em alívio. Não era a primeira vez que a estudante teria de dissertar sobre o assunto da violência contra a mulher, que ela também acompanhava pela mídia. O conhecimento rendeu frutos: a adolescente conquistou nota máxima na prova, mérito de apenas outros103 candidatos no país.

A nota mil é fruto de muita preparação. Amante dos livros desde criança, Izadora herdou dos pais o prazer pelas palavras. De tanto ver o casal com livros, nunca saiu da biblioteca da escola de mãos vazias. Queria seguir o exemplo.Outra vantagem foi ter um pai formado em Letras, que hoje atua como gerente comercial, a quem recorria na hora das dúvidas.

– Desde pequena, eu fui muito incentivada pelos meus pais a ler bastante. Via eles com livros e sentia vontade de ler também. Então, fui cultivando o hábito na escola – conta.

Não há um escritor favorito na lista da adolescente. Ela afirma ser eclética nas escolhas dos autores, mas costuma optar por romances e suspenses.

– A leitura, de forma geral, auxilia na interpretação além do que está escrito e na questão da linguagem, da norma culta padrão. Isso é essencial para todo mundo, é algo enriquecedor – observa a jovem.

Confira as dicas de um dos candidatos que gabaritaram matemática no Enem

No último ano, Izadora passou a exercitar a redação com foco no Enem. Na escola particular, produzia textos a cada duas semanas. No cursinho preparatório, que frequentou de junho a outubro, escrevia uma vez por semana.

– Eu sempre me saía bem, tirava entre 920 e 960, mas nunca tinha tirado nota máxima. Tanto na escola quanto no cursinho, dificilmente davam nota máxima, para poder cobrar mais. Sempre diziam algo que eu podia arrumar, como trocar um pronome, por exemplo.

No cursinho, uma das primeiras atividades propostas à adolescente foi fazer a introdução de uma redação para 12 temas distintos, entre eles o feminicídio. Quando leu a proposta do Enem, de escrever sobre a “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, lembrou do exercício. Seguiu a orientação dos professores, de começar pelo rascunho da redação, quando a cabeça estava “fresca”. Depois, resolveu a prova de linguagens, área em que tem mais habilidade. Na sequência, releu o rascunho da redação com calma, fez alterações e passou o conteúdo a limpo. A prova de matemática ficou por último.

– Meu foco principal foi abordar o argumento histórico, a origem dessa violência. Desde cedo a mulher foi submissa, teve o direito do voto muito depois dos homens, não podia escolher a própria roupa. Não fiquei apenas na violência física, mas na violência em geral – conta a aluna.

Quando saiu da prova, Izadora sentiu-se insegura sobre o resultado da redação. Disse nunca ter imaginado que poderia atingir o patamar máximo. Na segunda-feira, ficou sabendo de outra conquista: foi aprovada em primeira chamada pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o curso de Biotecnologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), que planejava cursar desde o primeiro ano do Ensino Médio. Descobriu a profissão em palestras na escola e por meio de conversas com recém-formados.

– É um curso bem amplo, que atinge desde questões agrícolas à área da saúde. Meu interesse maior é pela pela área da saúde – conta a adolescente.

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5 técnicas para aprender de verdade

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Saiba como desenvolver o pensamento crítico dos seus alunos

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Publicado em Universia Brasil

Durante o ano letivo, os estudantes têm que lidar com uma série de conteúdos, seja na escola ou no cursinho. Nem sempre o grau de afinidade com todas as matérias é o mesmo: alguns alunos dão preferência à área de Exatas, já outros a de Humanas, por exemplo. Contudo, é preciso estar por dentro de todos os assuntos, principalmente durante o ano de vestibular. Para isso, apenas decorar fórmulas prontas não é o suficiente: o aluno deve compreender de fato o que está estudando, sabendo aplicar o conhecimento em qualquer situação.

Sabendo disso, separamos 5 técnicas de estudo para aprender de verdade. Confira abaixo:

1 – Questione

Uma boa estratégia para ver se entendeu realmente um assunto é questioná-lo, construindo a sua própria opinião sobre o conteúdo em questão. Em disciplinas da área de Humanas ou em Atualidades, isso pode ser bastante eficiente.

 

2 – Faça gravações

Gravar os conteúdos, seja a voz do professor durante a aula ou com a sua própria voz, pode ajudar bastante durante os estudos. Isso porque, ao retomar o assunto na gravação, você pode identificar quais foram os tópicos que não ficaram claros, para depois tirar as suas dúvidas. Uma outra dica é gravar as suas próprias observações pessoais a respeito da matéria.

 

3 – Proponha desafios

Na hora de estudar, experimente desafiar a si mesmo ou aos colegas. Você pode propor a resolução de um exercício diferente, com um maior grau de dificuldade, para que vocês treinem a capacidade de raciocínio e de trabalhar sob pressão, por exemplo. Essa pode ser uma atividade bastante divertida e motivadora.

 

4 – Explique e interprete os conteúdos

Não basta apenas memorizar o significado dos conteúdos. Procure explicar a um colega ou ao professor a sua própria interpretação sobre determinado assunto. Explique o que o levou a chegar nessa conclusão.

 

5 – Compare conteúdos diferentes

É interessante ter o hábito de estabelecer relações entre diferentes assuntos. Afinal, algumas vezes, eles podem apresentar muitas ligações entre si, facilitando o seu aprendizado.

 

 

Usuários de táxi de BH têm acesso grátis a livros

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Cerca de 1.500 dos 6.576 táxis que rodam pela capital têm exemplares

Benefício. O taxista Almeida aproveita projeto para ler e diz preferir autores de sua terra, a Bahia

Benefício. O taxista Almeida aproveita projeto para ler e diz preferir autores de sua terra, a Bahia

Camila Bastos em O Tempo

Atendente em um restaurante no centro da capital, Beatriz Eugênia de Jesus, 42, adora ler, mas reclama da dificuldade de acesso aos livros. “É muito caro comprar, e é fora de mão ir às bibliotecas públicas”, diz. No entanto, ela descobriu uma campanha que disponibiliza exemplares em táxis da cidade, e desde a última semana, todas as noites lê um pouquinho de um romance – seu gênero literário preferido.

Denominado Bibliotáxi, o projeto disponibilizado pelo aplicativo para smartphones Easy Taxi desde março de 2013 objetiva que o passageiro pegue um exemplar durante a corrida e leve para ler em casa. Não há prazo para a devolução, que pode ser feita em qualquer carro da rede. Em Belo Horizonte, cerca de 1.500 dos 6.576 táxis que rodam pela cidade carregam os livros.

Os passageiros também são incentivados a doar livros ao Bibliotáxi. “Algumas pessoas pegam o livro e acabam trazendo mais uns de casa. Mas também tem muita gente que não devolve, e a gente fica um tempo sem nenhum”, diz o taxista Luiz Sérgio Amaral, que aderiu ao projeto há cerca de um ano.

“Nossa ideia é incentivar a leitura. Se a pessoa leva um livro para casa já é uma vitória. Se ela devolve e doa outros, melhor ainda”, avalia o criador do aplicativo, Tallis Gomes.

Adesão. Para tentar garantir que os livros sejam devolvidos, o taxista Osvaldo de Almeida, 59, oferece os livros para os passageiros que já conhece. “Como o livro fica exposto, o usuário do táxi pode pedir o livro, mas eu só divulgo o projeto para quem eu conheço”, afirma. Ele conta que a estratégia deu certo, e quase sempre recebe os livros de volta. Nesta segunda, ele foi buscar mais dois no ponto de recolhimento, na região Oeste, porque todos os exemplares estavam emprestados.
Além de emprestar os livros, Almeida aproveita para colocar a leitura em dia e até troca opiniões sobre as histórias com os passageiros. Baiano, ele prefere os autores da sua terra, mas diz que gosta de ler de tudo. “A literatura da Bahia é mais leve, mais divertida”, diz o taxista, fã de Jorge Amado.

Destaque
Minas.
Belo Horizonte tem o maior número de analfabetos entre as capitais do Sudeste: 69.183 pessoas, quase 3% da população, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010).

Saiba mais
Funcionamento.
O passageiro escolhe um livro em um dos táxis do programa e o leva para casa. Sem prazo para fazer a devolução, ele pode entregar o exemplar em qualquer carro da rede Easy Taxi e também fazer doações ao programa.

Frota. São 6.576 táxis na capital mineira. Desses, cerca de 1.500 participam do projeto. Ao todo, cem cidades no Brasil, no Chile, no Peru e na Colômbia participam do Bibliotáxi.

Minas. No Estado, além da capital, a campanha também está presente em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e em Contagem e Betim, na região metropolitana.

Parceria. Em maio deste ano, o programa recebeu uma doação de mais de 80 mil exemplares da livraria Saraiva. O acervo conta com livros de todos os estilos literários.

Alcance. Ao todo, 111,4 mil passageiros andam de táxi todos os dias em Belo Horizonte. São realizadas 87,7 mil corridas diárias na cidade, e mais de 12 mil taxistas trabalham na capital mineira.

Metrô mantém acervo com 4.000 obras

O metrô de Belo Horizonte também tem uma iniciativa que une mobilidade urbana com incentivo à cultura. A Biblioteca Estação Leitura fica na Estação Central, no centro da cidade, e está aberta a todos os moradores da cidade.

O acervo conta com cerca de 4.000 exemplares das literaturas nacional e internacional. Segundo o site do Metrô BH, até junho desse ano, cerca de 4.500 pessoas eram sócias da biblioteca.
Para o cadastro, é preciso cópia do documento de identidade, do CPF e do comprovante de residência. Os menores devem ir acompanhados pelos pais.

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