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Professores veem como protestos no país podem cair no vestibular

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Manifestações podem ser ligadas a Revolta do Vintém, caras-pintadas e privamera árabe no Enem 2013 ou Uerj
Movimentos em épocas e países distintos têm elementos em comum com atual, mas é preciso observar diferenças também

Nas ruas. Manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, em São Paulo Eliária Andrade

Nas ruas. Manifestação contra o aumento da passagem de ônibus, em São Paulo Eliária Andrade

Mariana Moreira, em O Globo

RIO — Um grupo de manifestantes se reúne em São Cristóvão para protestar contra o preço do transporte público e do alto custo de vida no Rio. A frase anterior poderia se referir aos protestos que começaram na semana passada. No entanto, é o resumo da “revolta do vintém”, de 1878, um dos assuntos que podem vir a ser abordados do 2º exame de Qualificação da Uerj e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2013), como avalia Cezar Menezes, professor de História do Colégio e Curso GPI. Assim como a revolta, temas como a primavera árabe, a passeata dos cem mil, o impeachment de Fernando Collor, em 1993, e a participação dos jovens na política pela redes sociais podem ser abordados tanto em questões como em temas de redação, apontam professores.

Na revolta do vintém, um grupo de revoltosos se reuniu próximo ao Palácio de São Cristóvão para exigir a dimuição da taxa de vinte réis dos bondes.

— Embora a gente saiba que o movimento em si não esteja ligado ao aumento das passagens, é bem possível que relacionem um evento ao outro. Ambos são movimentos espontâneos das massas e os dois expõe uma repulsa à associação aos partidos políticos. No final do século XIX, o partido republicano tentou liderar o movimento – explicou o professor.

Márcio Branco, professor de História do Colégio e Curso Pensi, observou que o Enem não tem uma banca fixa, o que dificulta traçar um panorama sobre a possível abordagem da temática na prova de ciências humanas. Ao contrário da banca da Uerj, formada por cinco professores que moram no Rio de Janeiro, explica ele.
Branco aponta que há grandes chances de ter uma questão que trace um paralelo entre as manifestações que estão ocorrendo no país com a primavera árabe, iniciada em 2010 na Tunísia. Ele diz, no entanto, que as semelhanças não vão muito além do caráter de organização dos jovens por meio das redes sociais e da ausência de líderes políticos.

— Os movimentos somente porque surgiram nas redes sociais. No mundo árabe as manifestações tinham um alvo que eram um governos ditatorais. O movimento que vemos hoje nas ruas tem questões pontuais que afetam diretamente o cotidiano como a corrupção, as tarifas de impostos e o gasto com os grandes eventos – avaliou o professor ao comentar também que a participação dos jovens “caras pintadas” do impeachment contra o presidente do Collor também pode ser lembrado, mas aponta as diferenças — Aqui não há nenhuma reivindicação de destituição de poder. E na época, estudantes da União Nacional dos Estudantes estavam articulados com o Partidos dos Trabalhadores (PT), hoje não há articulação política.

Além das possíveis abordagens em questões, os professores também apontaram aspectos das manifestações que valem ser criticados e refletidos pelos estudantes porque podem ser tema de redação. Menezes avalia que o eixo central da discussão é a difusão das lideranças e a falta de partido político.

— Acho que o mais importante, embora ainda estejamos vivendo ainda o movimento, é prestarmos atenção ao comportamento dos jovens, que tem mostrado demandas reprimidas, cansados da apatia política. Gerações anteriores, bem ou mal, tiveram o apoio do PT. Essa perda de referência política e como governos de diversos países vem lidando com isso pode ser tema de redação.

Erros de português das celebridades (4)

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Publicado por UOL

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No caso da estrela do sertanejo universitário Luan Santana, o problema foi a concordância para se referir ao fim das férias. O cantor também tem um jeito peculiar de dizer que suas fãs são uns “amores”

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Já o cantor Latino escorregou mesmo foi na ortografia. Ao fazer uma referência bíblica, trocou “exaltados”, por “exaustados”

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A apresentadora Regina Casé se empolgou um pouco com a volta do programa “Esquenta” e sambou no português. Além de não atentar para o fim do acento agudo em “plateia”, também adicionou um “i” em “ritmistas”

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O autor de novelas Aguinaldo Silva, por sua vez, quase acertou. Não fosse o “em” no fim da frase, o seu “saiba por quê” estaria correto.

Estudantes fazem “ato pela paz” em escola de menina que criou o “Diário de Classe”

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Renan Antunes de Oliveira, no UOL

Estudantes fizeram cartazes durante “ato pela paz” na escola de Isadora Faber

A direção da escola municipal Maria Tomázia Coelho, de Florianópolis (SC), promoveu nesta segunda-feira (12) um “ato pela paz” reunindo cerca de 600 alunos e 40 professores para acalmar os ânimos entre as turmas pró e contra Isadora Faber, 13, a aluna da 7ª série autora do polêmico “Diário de Classe”.

Só faltou a estrela: Isadora estava em São Paulo, participando de um seminário de publicidade. Ela falou de sua experiência com o Diário também para cerca de 600 pessoas, mas todas adultas, no Instituto Tomie Ohtake.

O ato foi encenado na frente da escola pela manhã e repetido à tarde, com execução do hino nacional e hasteamento de bandeiras e uma colega de Isadora leu um discurso pela paz. O secretário de Educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz, participou da manifestação.

Isadora Faber acompanha as iniciativas de outros estudantes na internet; saiba mais

A tensão na escola com os posts dela chegou ao seu ponto máximo quando seu pai, Christian Faber (48), bateu boca com o pintor Francisco da Costa (47) na porta da escola, no início da semana passada. Os dois registraram boletins de ocorrência.

Isadora também sofreu ameaças de colegas e chegou a ter a casa apedrejada. Agora, ela não vai mais sozinha à escola.

Costa diz que foi contratado pela escola para pintar a quadra esportiva, no ano passado, mas nunca concluiu o serviço. Alegou doença e disse que quando puder vai terminar a obra –falta riscar o chão da quadra delimitando as canchas de vôlei e futebol de salão.

Posts incomodam

O próprio secretário de Educação reclamou da repercussão que o caso ganhou.

“O governo construiu nove quadras esportivas e dez ginásios em sete, mas bastou esta menina dizer que a fechadura do banheiro estava quebrada para o caso sair de proporção, hoje só se fala que o sistema está sucateado, diz. Pelo amor de Deus, vão lá ver que escola bonita ela tem. Agora ela disse que precisa ser toda pintada, mas não é bem assim. A quadra está mal riscada? Está, mas não é tão ruim assim”.

Mesmo assim, Pinto da Luz afirmou que conversou com os pais de Isadora na última sexta-feira (9). “Eu pedi para eles desarmarem o espírito, ninguém quer fazer mal para a filha deles, escola não é local de violência”. Ele ainda não falou com o pintor Francisco – que mora a 600 metros da casa dos Faber.

A manifestação pela paz é a reedição de um ato anterior, quando surgiram as denúncias de Isadora. Os professores dizem que os posts da menina têm incomodado e que não refletem a realidade da escola.

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