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Cachorro entra em Universidade e deixa aula muito mais animada

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Não se sabe como o cãozinho entrou na sala, mas ele adorou a atenção que recebeu dos alunos e deixou o clima no local muito mais leve

Andrezza Oestreicher, no Portal do Dog

Nós já publicamos casos de cachorros que escolheram escolas para viver aqui no Brasil, como é o caso do cãozinho Amarelo, que escolheu a escola estadual Dom Hermeto, localizada em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, como lar e tem permissão para entrar em todas as salas de aula.

Mas, parece que não é só aqui no Brasil que os cães gostam de se abrigar dentro de escolas. Nos Estados Unidos, um cachorro ficou famoso após “invadir” uma sala de aula da Universidade de Auburn, no Alabama, e divertir os alunos, que publicaram vários vídeos do animal nas redes sociais.

De acordo com os alunos, o cachorro apareceu na sala durante uma aula não tão divertida que acontece logo cedo, pela manhã. O animal entrou pouco tempo depois que a aula começou e mudou o clima do local.

“Não é incomum ver um cão de serviço ocasionalmente, mas este não era um cão de serviço. Não pertencia a ninguém na classe ou mesmo no prédio e não tinha identificação de serviço”, disse Hunter Greenwell, um dos alunos que estava na classe da Universidade de Auburn, Alabama, à Press Association.

Ainda segundo os alunos, a professora só percebeu a presença do cão depois que viu a movimentação dos alunos. O cachorrinho perambulou muito feliz por toda a sala e deixou que os alunos lhe fizessem carinho, distraindo todos os estudantes.

O aluno Hunter Greenwell comentou que acredita que o cão estava na rua e entrou no prédio no momento em que alguém deixou a porta aberta. Ele disse ainda que, quando a professora pediu que os seguranças retirassem o cachorro da sala, o animal pareceu triste ao ter que sair, mas que ele adorou a atenção que recebeu nos minutos em que passou ali.

Hunter contou que os alunos têm um certo medo daquela aula, porém o aparecimento do cão ajudou a deixar o clima bem mais leve naquele dia. “Resumindo, eu acho que, se houvesse uma lição, é que: a) os cachorros são incríveis e podem sempre animar as pessoas, e b) a vida é surpreendente”, disse o aluno.

Fonte: Irish Examiner

 

Professora que fala 35 idiomas vence ‘Nobel da Educação’

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Andria Zafirakou, Nobel da Educação. Para ela, o cumprimento é a maneira mais simples de fazer com que seus alunos se sintam parte da comunidade escolar (Foto: Divulgação/Varkey Foudation )

 

Britânica superou 9 concorrentes, inclusive um brasileiro

Publicado na Época Negócios

A professora de artes britânica Andria Zafirakou foi eleita neste domingo (18/03) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a melhor educadora do mundo na edição 2018 do “Global Education & Skills Forum”, considerado o “Nobel da Educação”. Zafirakou foi premiada com US$1 milhão na cerimônia organizada pela Varkey Foudation – organização sem fins lucrativos criada para promover a educação. Ela superou outros noves concorrentes, dentre eles, o brasileiro Diego Mahfouz Faria Lima, de São José do Rio Preto, por seus esforços para promover a integração educacional se destacando não só dentro da sala de aula, mas fora dela.

Zafirakou ensina na Alperton Community, escola de ensino médio no distrito de Brent, em Londres. O local é um dos lugares com etnias diversas e cerca de 35 idiomas são falados na escola. A professora, inclusive, sabe dizer “bom dia” em todas as línguas – entre elas, hindi, árabe e português.

Segundo Zafirakou, o cumprimento é a maneira mais simples de fazer com que seus alunos se sintam parte da comunidade escolar.

Além disso, dentre suas atividades de destaque está a inserção de aulas de música e esportes na rotina dos estudantes. O objetivo é mantê-los longe do tráfico que domina a região. O evento, apresentado pelo comediante sul-africano Trevor Noah, também contou com a participação do piloto britânico de Fórmula 1, Lewis Hamilton, do presidente da Argentina, Mauricio Macri, além da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

 

Anotar as aulas: confira os erros mais comuns na hora de fazer anotações em sala de aula

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Publicado no Amo Direito

Anotar as aulas é uma das maneiras mais recomendadas para absorver os conteúdos explicados pelos professores e, por isso, costuma ser um hábito incentivado desde os primeiros anos na escola. No entanto, a tradição não significa que o aproveitamento desse método seja total. Isso acontece porque, muitas vezes, os estudantes cometem alguns erros inconscientes na hora de anotar, que prejudicam a compreensão da matéria.

Se você quer evitar essas armadilhas e potencializar suas anotações, confira abaixo os principais problemas que podem surgir nas anotações e como superá-los:

1- Copiar mecanicamente
O maior erro dos estudantes é concentrar apenas no processo de escrita, copiando da lousa, e não prestar atenção ao professor. Lembre-se que não adianta ter o conteúdo escrito se você não puder recordar o que foi explicado em aula.

SOLUÇÃO: Foque sua atenção no professor. Preste atenção aos tópicos em que ele ou ela se demora mais, ou dá mais detalhes, fazendo até mesmo anotações extras. Dê prioridade a esses temas e procure anotar o que foi dito, não necessariamente tudo o que está na lousa.

2 – Tentar transcrever a aula
Na ânsia de guardar todos os conteúdos ditos, muitos estudantes fazem um grande esforço para tentar anotar tudo, o que é impossível. Nessa situação, acabam voltando ao primeiro erro já mencionado, prejudicando seu aprendizado.

SOLUÇÃO: Simplificar as anotações é o melhor jeito de fazê-las de maneira mais eficiente e rápida. Para isso, você pode escrever utilizando as suas palavras em vez de tentar colocar no papel tudo o que o professor disse e adotar um sistema de abreviaturas.

3 – Não participar da aula
A escola é um espaço de interação e deve ser aproveitado como tal. O momento de contato entre alunos e professores precisa ser encarado como uma oportunidade valiosa de troca de ideias, por isso, focar em fazer anotações em vez de participar de debates e tirar dúvidas acaba prejudicando a construção do conhecimento.

SOLUÇÃO: Para se sentir mais à vontade na aula e entender o conteúdo mais rapidamente, ler um pouco sobre o tema da aula em casa pode ser uma boa opção. Dessa maneira, você acompanhará a turma mais facilmente e se sentirá mais seguro para deixar de anotar por alguns momentos.

Fonte: Universia Brasil

 

“Mamug koe ixo tig”, o inovador método de alfabetização indígena no Brasil

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Elisângela Dell-Armelina Suruí e crianças educadas com "Mamug koe ixo tig" (Foto: EFE)

Elisângela Dell-Armelina Suruí e crianças educadas com “Mamug koe ixo tig” (Foto: EFE)

Projeto rendeu o título de educadora do ano à professora Elisângela Dell-Armelina Suruí

Publicado na Época Negócios

Mamug koe ixo tig”, um inovador método de alfabetização que preserva a língua indígena em uma distante aldeia da Amazônia, se sobressaiu entre mais de 5 mil projetos de escolas do Brasil e rendeu o título de educadora do ano à professora Elisângela Dell-Armelina Suruí.

“O nome do meu projeto é ‘Mamug koe ixo tig’, que significa ‘A fala e a escrita das crianças’, para crianças do primeiro ao quinto ano do ensino básico”, contou à Agência Efe a professora, de 38 anos, vencedora em 2017 dos prêmios “Educadora Nota 10” e “Educadora do Ano”, ambos da Fundação Victor Civita.

Elisângela explicou que seu grupo de estudantes “são crianças que falam a língua materna paiter-suruí, então, chegavam à sala de aula falando a língua materna, mas se deparavam com livros e materiais em português. Então, juntos, para incentivar o uso da língua materna, construímos o material”.

A aldeia Nabecob Abalakiba, que pertence à tribo dos Suruí, fica na zona rural do município de Cacoal, a 525 quilômetros de Porto Velho, capital de Rondônia. Uma região de difícil acesso e um dos epicentros do conflito pela disputa de terras na Amazônia.

Elisângela não nasceu na aldeia nem tem raízes indígenas, mas decidiu radicar-se nesse lugar depois de participar em 2001 de um projeto voluntário e lá conhecer suas “duas paixões”: Naraimi Suruí, seu marido e filho do cacique Anine Suruí, e a docência.

Em 2012, a professora contrariou o método que é aplicado em muitas tribos brasileiras e apostou na valorização da língua autóctone materna, muitas vezes só utilizada pelos membros mais velhos das comunidades indígenas.

O projeto da pedagoga começou na escola de ensino primário Sertanista Francisco Meirelles, à qual todas as crianças da aldeia vão para frequentar a mesma sala de aula, independentemente do nível escolar, e se fundamentou no direito dos menores de estudar na língua paiter-suruí.

A professora observou temas do cotidiano da comunidade que serviram de inspiração para o material didático usado nas aulas e que agora é exemplo reconhecido em nível nacional para o ensino nas comunidades indígenas. Com esse reconhecimento, a pedagoga espera que seus livros sejam impressos de forma mais organizada e suas publicações sejam compartilhadas com outras aldeias do povo Suruí.

De acordo com a educadora, o método desenvolvido na aldeia “também pode ser realizado em outras comunidades tradicionais não indígenas, como as comunidades quilombolas”. Além de preservar a língua paiter-suruí, a educadora incluiu em seu material a linguagem de sinais pensando nas crianças com deficiência auditiva das aldeias Suruí.

Como vencedora do prêmio, Elisângela recebeu R$ 30 mil para compras em diferentes lojas e R$ 6 mil para a escola, que serão destinados à construção de um pequeno parque infantil e da iluminação para o campo de futebol da aldeia.

No momento em que recebeu o prêmio em São Paulo, a professora o dedicou em língua paiter-suruí aos 15 alunos da aldeia que contribuíram para a elaboração do projeto, que segundo ela pode abrir portas para uma enciclopédia em uma língua que, depois de séculos, só conseguiu elaborar sua forma escrita há dez anos.

Além do seu trabalho como docente, a professora e seu marido lideram o projeto de uma cooperativa própria de produção de alimentos, o que despertou o descontentamento dos madeireiros da região e aparentemente motivou atentado a tiros que o casal sofreu no último dia 30 de novembro, do qual saíram ilesos.

O governo de Rondônia apoia a iniciativa e espera que ela se estenda às 118 escolas indígenas do estado e passe a integrar o projeto “Açaí”, que forma os professores que trabalham nelas. Rondônia, segundo a Secretaria de Educação, tem 3.637 alunos indígenas matriculados e 332 professores, dos quais 240 são os próprios membros das tribos.

 

Professor com pós-doutorado pede emprego no semáforo em Taubaté

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Professor com pós-doutorado pede emprego no sinal em Taubaté (Foto: Arquivo Pessoal/Luana Ribeiro)

Professor com pós-doutorado pede emprego no sinal em Taubaté (Foto: Arquivo Pessoal/Luana Ribeiro)

Ele está desempregado há um ano e oito meses e recorreu à placa no sinal para tentar uma oportunidade.

Poliana Casemiro, no G1

Um doutor em literatura pela Universidade de São Paulo (USP) está pedindo emprego no semáforo em Taubaté. Eduardo Cobra, 57 anos, trabalhou 20 anos como professor em universidades, mas está há quase dois anos desempregado. Ele estava vendendo doces nas ruas, mas conta que tomou a atitude ‘radical’ porque precisa manter a família.

O professor relata que até 2015 dava aulas em uma universidade em Pindamonhangaba, mas foi demitido depois de um corte no orçamento. Após a perda, tentou vagas em outras instituições, mas não conseguiu – foram mais de 600 currículos enviados. Com o tempo, desistiu de buscar uma vaga apenas em sua área e chegou a fazer bicos.

“A gente se esforça para ser o melhor no que faz, mas diante da necessidade, tudo vale. Minha última atividade foi vendendo doces nas ruas da cidade, mas não foi o bastante para manter minha família”, conta Eduardo.

Ele afirma que, apesar de querer voltar à sala de aula, aceita propostas fora da sua área. Familiares têm ajudado com as contas da casa, relata o professor.

Há uma semana ele passa cerca de sete horas no semáforo da avenida Nove de Julho com uma placa em que pede emprego e onde mostra suas formações acadêmicas. No currículo constam licenciatura em história, bacharelado em teologia, mestrado em ciências da religião, doutorado em educação e pós-doutorado em letras. O último curso, de acordo com a USP, onde ele foi realizado, foi concluído no início de 2016.

O professor conta que começou a atuar na área de educação ainda jovem e que se especializou acreditando no potencial da troca de conhecimentos. “Foram anos de renúncia, de estudo e qualificação para oferecer o melhor aos meus alunos. Mas é triste ver que a educação também é negligenciada. Com tantos títulos, terminei pedindo qualquer emprego no semáforo”, diz.

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