Posts tagged Sala de Bem-Estar

Denise Guilherme tem paixão por livros

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Denise Guilherme tem paixão por livros – e pode ajudar seu filho a ler mais e melhor

Mirela Mazzola, no Projeto Draft

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Apaixonada por livros, a pedagoga criou um site que ajuda os pais a navegar pelo oceano da literatura infanto-juvenil

A pedagoga Denise Guilherme, 38 anos, cresceu rodeada por livros. Cursando o ensino médio, em Osasco (SP), foi arrebatada de vez pela literatura. O cenário era uma biblioteca aberta, onde qualquer um podia passear entre as estantes e manusear os livros. Havia também uma bibliotecária sempre pronta a indicar uma boa obra. “Li muito nessa época. A biblioteca da fundação onde estudei não era aquele ambiente típico de pesquisa e silêncio”, lembra.

A faculdade de Pedagogia foi o caminho natural para Denise. Depois vieram o mestrado e a chance de recuperar e organizar a documentação de uma editora. A vontade de se dedicar a projetos de incentivo à leitura surgiu quando ela passou a lecionar para professores no interior de São Paulo, em 2005. “Descobri que seria feliz ajudando a despertar essa paixão em outras pessoas”, diz Denise, grávida de Maria e mãe de Manuel, de 2 anos.

O sonho de levar mais leitura à vida de crianças e jovens e a experiência acumulada em literatura fizeram nascer o blog Meu Diário de Leitura, de resenhas de livros infanto-juvenis. Era o embrião do A Taba, site de curadoria que entrou no ar em 2013 em parceria com bibliotecários, professores e contadores de histórias.

Quando idealizou o projeto, Denise reuniu os profissionais e chegou a uma lista de mil obras indicadas para crianças e jovens, todas avaliadas e divididas em listas temáticas. Não foi fácil viabilizar um site com tanta informação e ainda logística de venda online, mas a versão completa saiu após um ano de ajustes. A criadora dá o tom do trabalho:

“Os textos buscam indicar livros de leitor para leitor, não são uma crítica literária”

Além do conteúdo, A Taba tem espaço para um fórum de leitores e livraria virtual. A ideia, diz Denise, é que a loja seja coadjuvante diante do grande número de resenhas gratuitas. “Não temos vínculo com editoras e não indicamos leituras que consideramos ruins, com conteúdo moralista ou estereotipado, por exemplo.” Há ainda um serviço de assinaturas (mensal, trimestral, semestral ou anual) que, mediante um valor fixo, seleciona e envia um livro por mês de acordo com o perfil da criança ou adolescente presenteado.

Para a idealizadora do projeto, o livro não é nada sem o leitor. “O personagem mais importante nessa história é a leitura, ou seja, a forma como interpretamos a obra e como ela mexe conosco”. Denise sonha que a iniciativa tenha um papel relevante na formação de uma comunidade leitora. Para que cada dia mais pessoas sejam crianças rodeadas por livros, como ela foi.

Escola de comunicação Énois

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A escola de comunicação Énois já ajudou mais de 3 mil jovens a ler, escrever (e pensar) melhor

Mirela Mazzola, no Projeto Draft

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Nina Weingrill criou uma agência de comunicação que também ensina jovens da periferia a se comunicar. E, não satisfeita, ainda criou a Velô, grife de roupas voltadas para ciclistas.

As oportunidades que a paulistana Nina Weingrill teve ao construir a carreira estão fora do alcance de milhares de jovens brasileiros. Formada na primeira escola de jornalismo do Brasil e uma das mais conceituadas na área, a Faculdade Cásper Líbero, ela concluiu uma pós-graduação em marketing digital e já trabalhou nas maiores editoras de revistas do país, a Globo e a Abril.

Mas, em 2009, a jornalista de 29 anos começou a encurtar a distância que a separava de quem não teve as mesmas chances. Ao lado da colega Amanda Rahra, foi plantada a semente da escola e agência de comunicação Énois – quando as duas passaram a ministrar, voluntariamente, aulas de jornalismo para meia dúzia de jovens do Capão Redondo, bairro da periferia de São Paulo.

Depois de quatro fins de semana, a ideia era criar um fanzine, como é chamada uma publicação independente, não periódica e de baixo custo. Deu certo: no final do curso, quase 30 jovens compunham o grupo, a revistinha ganharia outras edições e passou a ser distribuída em onze escolas da região.

Os dois primeiros anos da escola foram viáveis graças à verba de um programa de incentivo da Prefeitura de São Paulo. “Depois disso, o modelo começou a não se mostrar sustentável”, lembra Nina. Não havia sede própria e, por vezes, as fundadoras tiravam dinheiro do próprio bolso.

Enquanto isso, o avanço dos alunos era notável: ao ler e escrever melhor, eles começaram a desenvolver a argumentação e o questionamento, além da melhora nas notas de português. “Estar perto desses garotos nos inspirava a seguir em frente”, diz Nina. Foi então que elas conceberam a agência de conteúdo Énois. Funciona assim: os participantes da iniciativa criam, sob a supervisão das jornalistas, projetos para o mercado, e a venda deles financia a escola.

Em 2011, a Énois se fez presente em outros bairros periféricos e, no ano seguinte, ganhou uma sede própria, no Centro. Calcula-se que mais de 3 mil jovens do ensino médio de escolas públicas já foram impactados. E mais podem ser, já que uma plataforma on-line de ensino à distância deve ser lançada no primeiro semestre.

Em meados de 2014, outra causa importante entrou no caminho de Nina: a da melhora da mobilidade urbana. Com a mãe, Cláudia, e uma amiga dela, a estilista Camila Silveira, a jornalista criou Velô, grife de roupas voltadas a ciclistas. São feitas de tecidos tecnológicos (não amassam facilmente, deixam a pele respirar e têm proteção solar, entre outras propriedades) e apresentam cortes versáteis. A proposta é que as peças sejam usadas durante as pedaladas, em compromissos sociais e até no trabalho. “Os preços mais altos se devem a nossa cadeia produtiva, com fornecedores nacionais e certificados”, explica.

Mãe de primeira viagem da pequena Mia, de 4 meses, ela tenta dividir o tempo que resta entre a Énois e a Velô. A jornalista sentiu na pele que empreender não é um caminho fácil e nem sempre as contas fecham. “Mas chegar ao fim do dia e pensar ‘era isso mesmo que eu queria ter feito’ recompensa tudo”, conclui.

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Escola Digital

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Escola Digital: 1200 ferramentas online para ajudar a aprender – e a educar – melhor

Mirela Mazzola, no Projeto Draft

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A Escola Digital, iniciativa do Instituto Natura, busca ensinar com ferramentas que o aluno já conhece bem

Que tal passar conhecimento por meio de ferramentas como games, animações, vídeos e aplicativos, tão familiares ao mundo dos estudantes? É o que propõe a Escola Digital, plataforma lançada em dezembro de 2013 pelo Instituto Natura em parceria com os institutos Inspirare e Educadigital, a TIC Educa e a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

O conteúdo, gratuito e baseado nos parâmetros curriculares nacionais, pode ser filtrado por tipo de mídia (apresentação, videoaula ou mapa, por exemplo), disciplina, tema e ano em que é ministrado. Além dos próprios alunos, a Escola Digital subsidia educadores, pais e responsáveis de maneira rápida e acessível. Por meio dela é possível aprofundar-se em temas, alimentar a curiosidade e até sugerir novos conteúdos, preenchendo um formulário na página inicial do site.

Resultado de pesquisa online, entrevistas com educadores, especialistas e usuários, a plataforma contém cerca de 1 200 ferramentas, muitas garimpadas por professores da rede estadual de São Paulo. A ideia é que outras secretarias estaduais se inspirem e adotem o portal como suporte pedagógico que atenda às demandas locais.

A professora Gislaine Batista Munhoz, 39 anos, responsável pelo laboratório de informática da Escola Professor Rivadávia Marques Júnior (em São Mateus, na capital paulista), foi consultada durante a elaboração do projeto. Hoje, ela busca engajar alunos e professores. “Apresentamos o site aos professores e os incentivamos a trabalhar os conteúdos em sala, além de liberar os computadores para consulta de alguns estudantes”, conta. Assim, aos poucos, ela pretende inserir de vez a Escola Digital no ambiente escolar.

A história da Natura em prol da educação começou em 1995 com o lançamento da linha Crer para Ver, divulgada e comercializada sem lucro pelos consultores. A partir de 2010, a gestão de Crer para Ver passou ao Instituto Natura, que atua em 19 projetos voltados à melhora do ensino público no Brasil.

Conheça mais sobre a Escola Digital e todos os projetos do Instituto Natura. E saiba como são aplicados os recursos obtidos com a venda de Crer Para Ver.

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O homem que distribuía livros

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O homem que distribuía livros
Conheça a história de Binho, o criador da Bicicloteca

Robinson Padial, no Projeto Draft

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Binho. Do Bar do Binho. Do Sarau do Binho. Da Bicicloteca. Um poeta cuja maior poesia é distribuir livros.

“Nasci em Taboão da Serra e fui criado no Campo Limpo, bairro da zona sul de São Paulo, carente de centros culturais. Sempre gostei de literatura, mas quando era mais jovem tinha que me deslocar para outros lugares em busca de bibliotecas.

“Há quase vinte anos abri o Bar do Binho, que hoje não funciona mais. A coisa mais bacana que acontecia por lá era a Noite da Vela, evento em que nos reuníamos para ouvir boa música em discos de vinil, sob luz bem baixinha. Apareciam umas 30 pessoas, e vez ou outra alguém resolvia recitar poesias.”
“Acho que aquele ambiente acolhedor, repleto de amigos, inspirava potenciais poetas. E não é que surgiram alguns? Em 2013 até lançamos um livro, o Sarau do Binho, que reúne poesias de 179 autores da região.

“Em 2004, a Noite da vela deu lugar ao Sarau do Binho, evento que acontece toda semana em escolas, praças e até em unidades do Sesc de bairros distantes da zona sul. Também já inventamos outras atividades itinerantes, como a Bicicloteca, que começou em Mongaguá, no litoral paulista. Era assim: uma bike adaptada repleta de livros rodava divulgando o sarau e distribuindo exemplares. Também já fomos até Curitiba organizando saraus em várias cidades. E, detalhe, caminhando!

“Além do grupo de amigos poetas, minha mulher, a Suzi, sempre me apoiou. Ela me ajuda, e muito, na nossa nova empreitada: receber doações de livros e distribuí-los sem custo no Terminal Campo Limpo. O evento, que acontece em média a cada dois meses desde 2013, arrecada mais de 3 mil livros a cada vez que acontece. Os exemplares costumam acabar em menos de 5 horas.

“Meu sonho, atualmente, é morar fora de São Paulo, em um sítio, e fazer deste lugar um centro cultural. Se acho que o meu trabalho na capital vai acabar? Claro que não. A semente já está plantada!”

Robinson Padial, o Binho, 50, poeta, vive em São Paulo (SP).

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