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Sandman | Clássica HQ de Neil Gaiman ganha nova versão no Brasil

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Gabriel Avila, no Omelete

Sandman, a obra-prima de Neil Gaiman em quadrinhos, ganhou uma nova versão no Brasil. Publicada pela Vertigo, o selo adulto da DC Comics, a série completou 30 anos em 2018 e ganhou uma versão comemorativa que chega ao Brasil em março. Confira a capa da nova versão, publicada em capa cartão, e a sinopse abaixo:

Em PRELÚDIOS & NOTURNOS, um ocultista que busca aprisionar a morte para barganhar a vida eterna acaba capturando seu irmão mais novo, Sonho, em seu lugar. Após um cárcere de 70 anos, Sonho, também conhecido como Morpheus, parte numa jornada para recuperar seus objetos de poder. Em sua jornada, ele encontrará, Lúcifer, John Constantine e um homem insano e poderoso. Este livro também inclui a história “O som de suas asas”, que apresenta a personagem Morte.

Divulgação/Vertigo

A nova versão de Sandman será publicada em 10 encadernados de capa cartão e é um dos grandes lançamentos da editora Panini para este ano

Neil Gaiman anuncia nova linha de quadrinhos de Sandman

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Dyeison Martins, no Poltrona Nerd

Neil Gaiman, autor da celebrada série em quadrinhos Sandman, que foi lançada pela DC Comics (e depois foi para o selo Vertigo) no início dos anos 1990, anunciou a Entertainment Weekly uma nova linha de quadrinhos em seu universo.

Serão lançadas quatro novas séries de quadrinhos ambientadas no mundo de Sandman. Gaiman não irá escrever nenhuma delas, mas estará presente no projeto, que irá expandir o universo do Sonhar.

Sandman narrava as aventuras de Sonho, a personificação antropomórfica dos sonhos, que se encontrava e lidava com deuses, monstros e humanos, enquanto analisava a própria essência das histórias. A série durou oito anos, e foi uma das mais importantes de seu tempo, ganhando diversos prêmios, como o World Fantasy Award.

O novo projeto começará em agosto, com uma edição única que permitirá aos leitores saberem o que acontece com o universo do Sonhar. Sonho está desaparecido, o que trouxe caos ao seu reino. Uma fissura entre os mundos mostra que existe algo além do Sonhar. Lucien ainda é o bibliotecário da biblioteca dos livros sonhados, mas jamais escritos, mas um desses livros foi parar no reino desperto, com um grupo de crianças.

Existe um novo residente no Sonhar, porque agora existe uma Casa dos Sussurros (House of Whispers, em tradução livre), que surgiu junto a Casa dos Mistérios, de Abel, e da Casa dos Segredos, de Cain. Lúcifer caiu de novo, mas dessa vez em um Inferno mais seu. E o menino Timothy Hunter tem sonhos de ser o maior mago da Terra, ou ser seu pior vilão.

The Sandman Universe #1 foi pensada por Gaiman, mas escrita por Nalo Hopkinson, Kat Howard, Si Spurrier e Dan Watters, com arte de Bilquis Everly e capa de Jae Lee. Cada um dos escritores vai escrever uma das novas séries, que ainda não tiveram seus artistas anunciados:

Hopkinson vai escrever House of Whispers, e explicar como a entidade vodu Erzulie chegou no Sonhar com uma casa própria. Isso pode ter relação com uma mulher em coma chamada Latoya, cuja namorada e irmãs usaram o Livro dos Sussuros para curá-la. Agora já acordada, ela acredita que está morta, e passando essa crença para as pessoas ao seu redor e aumentando a fissura que existe no Sonhar.

Howard vai escrever Books of Magic, sequencia de uma minissérie escrita por Gaiman em 1990, e explorar a educação mágica de Timothy Hunter, que está separado entre dois destinos.

Spurrier vai escrever The Dreaming, que vai seguir o elenco de apoio de Sandman, como Lucien, o corvo Matthew e como eles viajam através do Sonhar, procurando Sonho.

Watters vai escrever Lucifer, que encontra o personagem título cego e destituído, vivendo em uma pensão de uma quieta cidade, onde ninguém pode sair.

The Sandman Universe #1 vai sair em agosto.

Neil Gaiman divulga capa de seu novo livro sobre Mitologia Nórdica

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Escritor britânico conhecido por obras como “Sandman” e “O Oceano no Fim do Caminho” divulgou imagem da capa de seu novo livro.

Eliana Lee, no Blasting News

Nascido em Hampshire, na Inglaterra, o escritor Neil Gaiman coleciona sucessos literários e cinematográficos, além de milhões de fãs ao redor do mundo.

Ele é conhecido por obras repletas de fantasia com críticas e simbolismos que podem representar a realidade (ou não). Seus #Livros mesclam seres fantásticos, lugares sombrios e ficção cientifica, além de deuses e entidades misteriosas.

Neil Gaiman também tem uma carreira de sucesso no cinema: adaptou e produziu, por exemplo “Coraline e o Mundo Secreto”, além de ter trabalhado também em “Stardust: O Mistério da Estrela” (com Michelle Pfeiffer e Robert De Niro) e “Beowulf” (com Angelina Jolie).

Nesta quarta-feira (14), Gaiman apresentou aos seus leitores a capa de seu novo livro sobre Mitologia Nórdica. Na imagem, é possível ver o martelo de #Thor no centro.

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Segundo ele, o projeto começou ainda em 2012 e em 2017 chegará às livrarias americanas. No Brasil, é provável que o livro seja publicado pela editora carioca Intrínseca, que detêm os direitos de publicação do autor, mas nada foi confirmado ainda.

No anúncio de hoje, Gaiman escreveu em seu blog: “Eu tenho trabalhado num livro recontando os mitos nórdicos desde 2012. Tenho escrito lentamente, entre outros projetos. Lendo e relendo a Edda em prosa [manual e compêndio de mitologia nórdica] em todas as edições que pude encontrar”. O autor deixa claro também que sempre foi apaixonado pelo tema e que encontrou diversas versões e informações desencontradas enquanto pesquisava.

Gaiman também conta no mesmo post que “agora o livro está pronto” e que criou “até mesmo um glossário”. E acrescenta: “Loki e Thor e Odin e Frigga e Sif e todos os outros, do início de tudo até o Ragnarok! [fim dos tempos na mitologia nórdica]”.

Além de apresentar a futura capa em seu blog, Gaiman também tuitou a imagem em formato GIF com um tom bem humorado: “Será publicado em 7 de fevereiro [de 2017]. Assim ficará a capa de Mitologia Nórdica. Só não posso garantir que o martelo ficará se movendo.”

Logo após o anúncio da capa do livro, o escritor aproveitou para contar que seu filho Ash vai completar um ano de idade daqui a dois dias. Gaiman é casado com a cantora Amanda Palmer desde 2011.

Neil Gaiman é provavelmente a pessoa mais interessante que você vai conhecer

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FILE - This July 21, 2013 file photo shows Neil Gaiman speaking at the Spotlight on Neil Gaiman panel on Day 5 of Comic-Con International in San Diego. Gaiman says his return to Vertigo Comics’ realm of the Endless is no mere continuation of the series that spawned a creative revolution altering the medium. Instead, “The Sandman: Overture” is a chance to do the “weird things” and “different things” that he never got to explore in writing the best-selling and critically lauded series. (Photo by Chris Pizzello/Invision/AP, File)

Publicado no Brasil Post

Alto, magro, ligeiramente descabelado e sempre vestido em preto, ele parece um personagem de seu universo fictício, como disse um de seus seguidores no Twitter recentemente. Neil Gaiman é provavelmente a pessoa mais interessante que você vai conhecer.

Quando o escutei na Flip de 2008, lendo um trecho de Os Treze Relógios, de James Thurber, pensei: todos os contos do mundo deveriam ser lidos assim. Gaiman superou a língua presa da infância com a ajuda de uma professora exigente, e hoje os seus áudio books são prova de que a sua voz foi mesmo feita para contar histórias.

Em seu novo livro, a coletânea de não ficção The View from The Cheap Seats (A Visão dos Lugares Baratos, em tradução livre), há semanas na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, podemos conhecer um pouco mais sobre o homem por trás da voz. Ele conta sobre diferentes momentos de sua vida e carreira, e as pessoas que encontrou pelo caminho: Terry Pratchett, Stephen King, Diana Wynne Jones são alguns dos nomes.

The View ainda não tem previsão de lançamento aqui no Brasil, mas uma nova versão do seu romance Lugar Nenhum acaba de sair pela Intrínseca, com o conto Como o Marquês recuperou o seu casaco.

No segundo semestre de 2017, a editora deve trazer para o Brasil seu terceiro volume de histórias, Trigger Warning que, ainda sem título em português, saiu nos Estados Unidos e Reino Unido no início de 2015.

Quando nos encontramos para essa entrevista, ele estava hospedado numa casa construída sobre uma antiga ponte, na parte central de Londres. Da janela, uma paisagem idílica: o canal com dois ou três cisnes e um barco onde a vizinha escrevia, bebericando vinho branco, no início da noite.

Ele mostrou o caderno que usa (para contos ou romances, já que os roteiros são criados diretamente no computador) – um Leuchtturm clássico com capa de couro e páginas numeradas – e autografou alguns livros com uma Sharpie e sua caneta tinteiro.

Então saímos em direção à rua Hanway, onde antigamente ficava o Troy Club, em que Clube Diógenes de Hora de Fechar é baseado. Lá, entramos em um de seus restaurantes japoneses favoritos na cidade, o Kikuchi.

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Numa conversa regada a sushi, chá verde e um delicioso black cod, Neil falou sobre Terry Pratchett, Sandman, seus novos projetos e contos favoritos e por que não volta ao Brasil há oito anos.

HuffPost Brasil: Neil, no que você está trabalhando no momento?

Neil Gaiman: Estou escrevendo o quinto episódio da adaptação de Belas Maldições para a televisão. Não era algo que eu esperasse fazer um dia, pois Terry Pratchett e eu sempre dizíamos que faríamos juntos qualquer coisa relacionada ao livro. Então, oito meses antes de morrer, ele me escreveu um e-mail dizendo: Você precisa fazer isso. Eu quero muito ver e o único jeito de isso acontecer é se você o escrever. Ele morreu antes de eu começar. Então entrar nesse projeto foi uma coisa triste e estranha. Mas me diverte muito. São episódios de uma hora. E têm muita história. Criei algumas coisas novas, e esta é parte mais difícil, pois cada vez que invento alguma coisa, quero mostrar para Terry. E não posso.

Como era a dinâmica de vocês dois?

Aquilo de que mais sinto falta em Terry era a sua mente para histórias. Quando a narrativa trava, tudo o que quero fazer é entregar para ele, pois sei que vai dar um jeito, e aí tudo vai parecer óbvio. E sempre que escrevo algo inteligente, também quero mostrar para Terry. Eu era a sua plateia. Ele sempre foi a minha. Ele escrevia para me fazer rir. Eu escrevia para fazê-lo rir. É um presente post-mortem.

São tantos projetos ao mesmo tempo… Pode falar um pouco deles?

Deuses Americanos está em filmagem no momento. É impressionante. Alguns dias atrás, vi Gillian Anderson como Lucy. “Você quer ver os seios de Lucy?”, me perguntaram. Foi algo que imaginei em 2001. O filme de Jon Cameron baseado em meu conto Como falar com garotas em festas já está em fase final de edição. A história é a primeira meia hora do filme, o primeiro ato. Então se torna algo mais. Uma das garotas alienígenas segue um dos meninos até em casa e a história vira um Romeu e Julieta com alienígenas e punks. Elle Fanning está absolutamente incrível. E temos Nicole Kidman, que faz a rainha punk. Alex Sharp interpreta Enn, o punk jovem.

Você é provavelmente um dos principais escritores multimídia da atualidade. Como se sente em relação a isso?

Tenho a chance de me maravilhar. Adoro poder fazer algo como Sandman Overture e então um romance, ou um roteiro para a TV. Ninguém parece se importar que o meu último livro era um graphic novel e que este é um volume de ensaios, discursos e introduções.

Na Flip, em 2008, quando Edney Silvestre perguntou por que fazia tudo isso, você respondeu: “Porque eu posso”.

É verdade. Da última vez em que vi Tom Stoppard, ele falou sobre a Flip e sobre como eu perdi o jantar dos autores porque fiquei na fila de autógrafos. Havia todos aqueles escritores famosos, David Sedaris, Tom Stoppard, Richard Price, uma lista incrível, e ninguém tinha mais do que 20, 30 pessoas na fila. Então eu cheguei e tínhamos 1200 pessoas, vindas de São Paulo, do Rio de Janeiro… E eram todos (mais…)

Lançando livro ilustrado no Brasil, Neil Gaiman diz que já tem visão de mundo consolidada

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O autor Neil Gaiman - OZIER MUHAMMAD / NYT

O autor Neil Gaiman – OZIER MUHAMMAD / NYT

Conto ‘A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras’ do autor de ‘Sandman’ ganha uma edição de luxo no Brasil

Fabiano Ristow, em O Globo

RIO — Uma lenda escocesa fala de uma caverna incrustada nas Black Cuillins — também conhecidas como Montanhas Negras —, na Ilha de Skye, em que o viajante encontra ouro pronto para ser levado livremente, sem qualquer empecilho. Mas poucos estão dispostos a executar a façanha, por mais tentadora que seja. É que, dizem, aquele que volta com o ouro no bolso deixa no local um pedacinho de sua alma, tornando-se um pouco mais maligno.

Autor de “Sandman” e “Deuses americanos”, Neil Gaiman nunca tinha se deparado com essa história. Isso é particularmente surpreendente, considerando que estamos falando do homem que escreveu quase cem livros, entre ficção e não ficção, contos e romances, muitos enraizados em conceitos mitológicos e folclóricos. A lenda o inspirou a escrever “A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras”, conto originalmente publicado na antologia “Stories”, de 2010, que agora ganha uma edição de luxo pela Intrínseca com ilustrações de Eddie Campbell (o mesmo de “Do inferno”, HQ de Alan Moore).

“A verdade…” foi recitado pelo próprio Gaiman num festival no Sydney Opera House, chamado Graphic, com projeções dos desenhos de Campbell e trilha sonora composta pelo quarteto de cordas FourPlay. O espetáculo passou por Londres, Tasmânia e São Francisco, culminando numa apresentação num lotado Carnegie Hall, em Nova York, ano passado.

Como o conto se beneficia desse formato multimídia?

Uma das coisas que sempre tento fazer, como escritor, é entrar na cabeça das pessoas. Tentei fazer isso de uma maneira que lembrasse tradições antigas. Histórias como “Odisseia”, da Grécia, e “Conto dos dois irmãos”, do Egito, foram proclamadas. Além disso, eu queria fazer um experimento: e se tivéssemos ilustrações enormes? E se eu estivesse lá contando uma história? Essencialmente, é como se o público vivenciasse um filme dentro de suas mentes. Repetimos a experiência meia dúzia de vezes, e fomos aplaudidos de pé. Incrível.

Na história, quem leva o ouro da caverna perde o prazer pela vida. Você acha que o dinheiro faz isso com uma pessoa?

Normalmente, em contos, cavernas cheias de ouro mágico também são habitadas por dragões e coisas assim. Não era o caso aqui. Achei fascinante, em parte por causa da ideia de que algo pelo qual você não lutou para conseguir pode tirar uma parte essencial de você. É verdade que o dinheiro faz isso com as pessoas. Conheço casos. Para alguns, a riqueza lhes tirou o prazer pela vida. Para outras, era apenas algo que recebiam por fazer o que amavam. Penso em pessoas como o meu amigo Terry Pratchett (autor da série “Discworld”, morto em março, com quem Gaiman colaborou no romance “Belas maldições”, de 1990). Ele era um dos homens mais ricos da Inglaterra, mas jamais escreveu por dinheiro. Escrevia porque amava livros.

O conto é sombrio e fantasioso, e, portanto, encaixa-se com outras obras suas, inclusive as infantis. Por que escrever sobre isso?

Já vivemos num universo em que coisas sombrias acontecem — e boas também. Uma das obrigações de um escritor é refletir esses dois tipos de mundo. Disto isso, imagine se você escrever uma história assim: “Era uma vez um homem feliz que acordava feliz todos os dias, e tudo estava perfeitamente ótimo com ele, e, à noite, deitava-se superfeliz em sua cama. Sete anos depois, ele morreu feliz”. Os leitores se sentiriam enganados. A maioria das ficções é sobre personagens em busca de objetivos, tendo que solucionar problemas. Se essas histórias significam alguma coisa, é sobre ter esperança. Para se ter esperança, é preciso do desespero.

Você já colaborou com vários ilustradores. Por que Eddie Campbell dessa vez?

Os traços dele são simples, não são afetados. Ele é incrivelmente preciso. Mas há também o fato de ele ser escocês. Eu não queria sentir que estava lidando com um palco, com pessoas fantasiadas. Os dois protagonistas precisavam vestir roupas que usariam na vida real, e não parecer que acabaram de sair de uma loja de fantasias.

Você sempre citou autores que o influenciaram, como J.R.R. Tolkien e Lewis Carroll. Destacaria algum escritor contemporâneo?

O problema é que, quando você tem 54 anos, é difícil ser influenciado. Não digo mais: “Você mudou a maneira como vejo o mundo!”, porque a essa altura minha visão de mundo é bem consolidada. Dito isso, eu ainda consigo ler um autor e pensar: “Eu amo o que você faz.”

Hoje você influencia as pessoas.

Isso! Escritores jovens, na casa dos 20 ou 30 anos, leram-me durante suas vidas inteiras. Não é fascinante? De qualquer forma, hora ou outra leio algo que me dá uma sensação nova.

Tipo quem?

Por exemplo, David Mitchell (de “Cloud Atlas”). Eu pensei: “Eu te amo. Você é como eu quando eu era jovem”. Uma das razões pelas quais gosto de celebrar autores é que ninguém existe num vácuo. Nenhum artista, seja músico ou escritor, inventou a si próprio. A maioria começou de algum lugar. Somos a soma de todas as nossas influências. É muito simples eu dizer que tais pessoas me formaram aos 10 ou 20 anos. Mas, aos 25, eu me sentia como um grande bolo já assado. É difícil, hoje, inserir ingredientes no bolo.

E autores brasileiros, já leu algum?

Vamos ver… (pausa) Sei que já li. Quando fui ao Brasil, recomendaram-me músicos. Ouvi Caetano Veloso e Marisa Monte. O mesmo aconteceu com romancistas e contistas, como… Fonseca? Ele é brasileiro, né?

Rubem Fonseca?

Se eu lembrar, aviso (logo após a entrevista, Gaiman disse para seus 2,2 milhões de seguidores no Twitter que teve um “branco”, recebendo dos fãs brasileiros dezenas de sugestões).

O mercado editorial é diferente do de quando você começou. A internet abriu a possibilidade da autopublicação, por exemplo. Ainda assim, você acha que há gente talentosa que não tem o reconhecimento merecido?

O que acontece de fato é que estamos num período de transição. Até dez anos atrás, todos conheciam as regras para ser publicado: encontrar o “guardião”, ou seja, o editor ou agente que o deixaria entrar pelo portão e publicaria seu trabalho. Hoje, com um clique, você alcança, literalmente, bilhões de pessoas. A figura do guardião está menos relevante, mas a importância de encontrar conteúdo bom é a mesma. Mil livros podem ser escritos, mas apenas cinco serão interessantes. Como achar o que vale a pena?

Isso é ruim?

Não necessariamente. Simplesmente é assim. Antes, o desafio era ir ao deserto e encontrar a flor, agora é ir à floresta encontrar a flor.

Obrigado pela entrevista.

Sinto tanta falta do Brasil. Não vou aí desde a Flip, em 2008. E preciso levar a minha mulher (a cantora Amanda Palmer), que nunca foi. Sei que amam a música dela aí. Ela é maravilhosa.

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