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Posts tagged São Paulo

Todos contra a Amazon

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Renata Agostini, na Revista Exame

Após três anos de tentativas, a Amazon, varejista online mais poderosa e temida do mundo, prepara sua entrada no país. Mas as editoras não estão ajudando

Jeff Bezos, da Amazon: plano de ter loja completa no Brasil até junho de 2013 (Robyn Twomey/Corbis Outline/Latinstock)

O americano Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon, comanda um império. A companhia, criada em 1994 na cidade de Seattle para vender livros pela internet, transformou-se na varejista online mais poderosa do mundo. Com mais de 56 000 funcionários e 170 milhões de clientes cadastrados, a empresa vende praticamente tudo — de computadores a lagostas vivas.

Em 2011, faturou 48 bilhões de dólares. Mas todo esse poder de fogo não vem ajudando a entrar em um mercado considerado chave: o Brasil. Pelo contrário, vem atrapalhando. Desde 2009, a Amazon negocia sua entrada em conversas com editoras e transportadoras. Em janeiro, contratou Mauro Widman, ex-executivo da Livraria Cultura, como seu primeiro funcionário de varejo online.

Foi no início de agosto que Bezos aumentou os esforços para lançar sua livraria digital no Brasil ainda neste ano. Ele despachou para o país uma comitiva de quatro executivos, entre eles um de seus vice-presidentes, Russ Grandinetti. Talvez nem eles tenham certeza da data de estreia da Amazon, mas seu interesse crescente faz com que varejistas e editoras se armem para enfrentar a avalanche.

O plano da Amazon é estrear com a livraria digital e, consequentemente, com o leitor Kindle. Por isso, os executivos começaram sua viagem por Brasília. Lá, visitaram os ministérios do Desenvolvimento, da Educação, da Fazenda e da Cultura, sob a orientação da consultoria BarralMJorge, que tem como sócio o ex-ministro Miguel Jorge. (mais…)

Compra de livros cresce, mas pequenas livrarias, não

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O consumo de livros pelos brasileiros cresceu 7,2% em 2011 em comparação a 2010 (Foto: Dreamstime/Terra)

Publicado por Terra

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgada na Câmara Brasileira do Livro (CBL) aponta que no ano de 2011 foram vendidos 470 milhões de livros no País. Isso representou um crescimento de 7,2% no total de exemplares comercializados em relação ao ano anterior. As editoras atingiram a casa dos R$ 4,837 bilhões em faturamento – um crescimento de 7,36% sobre 2010.

Segundo dados da Associação Nacional das Livrarias (ANL), o Brasil tem cerca de 88,2 milhões de pessoas que leram um livro nos últimos três meses. Os dados mostram que o mercado como um todo está realmente aquecido, mas as livrarias não acompanham o mesmo ritmo. Elas fecharam o ano de 2011 com um aumento de faturamento de 5,26%, o que não chegou a recuperar a inflação do período, que foi de 6,5%. E o crescimento veio principalmente das grandes empresas do setor. As redes com mais de cinco lojas representavam 29,41% do mercado em 2010 e subiram para 34,88% em 2011. “E estão em plena expansão”, conta o presidente da ANL, Ednilson Xavier.

Vera Lúcia Souza, proprietária da Livraria BKS, com duas lojas no centro de São Paulo, acredita que o comercio de livros por grandes redes tem características que dificultam a vida das pequenas empresas. “Eles têm outros produtos, além dos títulos. Podem abaixar os preços e até vender ao valor de custo, embutindo isso em outras coisas, como televisores. E quem vende só livro não pode fazer o mesmo”, afirma.

A livreira, que está há 15 anos no mercado, conta que há sete anos resolveu segmentar o negócio na venda de livros de arquitetura, para competir com as grandes. Há um ano e meio, inaugurou uma loja na Vila Buarque, no centro de São Paulo. Com tudo isso, aumentou seu faturamento em 6% em 2011 em comparação ao ano anterior. “Sendo uma livraria especializada, conseguimos oferecer títulos e exclusividades que as grandes, por serem mais genéricas, não conseguem. É assim que sobrevivemos no mercado”, diz.

Vagner Chimenes, gerente da Capítulo 4, localizada no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, afirma que as grandes são uma ameaça principalmente pela presença nos shopping centers. Para ele, a solução é apostar nas plataformas de comunicação e nas mídias sociais, visando conhecer melhor o público e criar interesse. Eventos, como palestras com autores ou encontros com contadores de histórias infantis, podem fazer das pequenas lojas um espaço mais visitado.

Venda online
Para Alexandre Martins Fontes, diretor e proprietário da Livraria Martins Fontes, que conta com três livrarias em São Paulo, a venda online é uma opção para reforçar a presença física. “Geralmente, o cliente entra no site olha o que lhe agrada, mas vem buscar na loja. Não vejo isso como um grande problema”, conta.

Segundo Alexandre, o que deve preocupar o mercado livreiro não são as novas formas de venda, mas a falta de leitores. “É excelente que o brasileiro esteja lendo mais. Quanto mais gente vendendo e divulgando, melhor. Afinal, o temor deve estar na falta de consumo do nosso produto”, pontua.

E-books
Vera afirma que os e-books ainda têm uma presença muito pequena no País e, por isso, até o momento não os vê como um concorrente forte. “Acredito que eles podem atrair os jovens para a leitura, mas não são uma ameaça aos livros”, diz.

A chegada da Amazon.com ao Brasil, no entanto, deve trazer mais movimentação a esse mercado. A empresa americana deve iniciar as atividades no País ainda neste ano. Vagner acredita que o impacto dos e-books na venda dos livros tradicionais é uma realidade distante. “Em outros países, eles já estão há algum tempo no mercado e não diminuíram as vendas”, avalia.

dica do Jarbas Aragão

Lançamento de livro do ex-goleiro Marcos é marcado por briga e porta de vidro quebrada

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Lançamento do livro

Lançamento do livro “Nunca Fui Santo”, do goleiro Marcos

Publicado originalmente no Tribuna Hoje

Entre um empurrão e outro, os organizadores do evento decidiram fechar a porta da loja, o que irritou parte dos torcedores fora da livraria. Em determinado momento, um empurrão com pouco mais de força virou uma briga generalizada que causou a quebra da porta de vidro da entrada da Saraiva.Com mais de seis mil pessoas presente fazendo fila pelo shopping inteiro, a entrada na livraria já mostrava uma grande confusão. Entrar nela era praticamente impossível tanto para jornalistas como para funcionários da loja. O torcedor que conseguia adentrar o estabelecimento tinha muito a comemorar, pois se aproximava do ex-goleiro.

Neste momento, Mauro Beting, autor do livro, e Marcos, principal estrela da festa, interromperam os autógrafos e tentaram acalmar os torcedores. O jornalista foi até o microfone da loja pedindo calma, o que pouco adiantou.

Com os espertinhos furando fila para conseguir um autógrafo do livro, uma nova confusão começou. Dessa vez, um torcedor foi arrastado pelos seguranças para fora da loja.

A parte superior da livraria virou praticamente um ambulatório. Com muita confusão e calor, alguns chegaram a desmaiar no local e foram levados para o piso.

Em determinado momento, os veículos de imprensa passaram a ser vítimas de xingamento, especialmente a Globo. O presidente Tirone também foi “homenageado”.

Apesar de toda confusão, o local recebeu convidados ilustres como o ex-goleiro Sergio, o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, e o candidato à prefeitura de São Paulo José Serra.

Bienal do Livro de São Paulo traz seleção eclética e reformas na infraestrutura

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A escritora Cecily von Ziegesar, que criou o livro da série "Gossip Girl"

A escritora Cecily von Ziegesar, que criou o livro da série “Gossip Girl”
Alexandre Campbell/Folhapress

Publicado originalmente na Folha de S. Paulo

A CBL (Câmara Brasileira do Livro) anunciou na manhã desta terça-feira (31) a programação da 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A feira acontece entre os dias 9 e 19 de agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Como nas edições anteriores da Bienal, a programação prima pelo ecletismo. Há desde fenômenos da cultura pop a romancistas e acadêmicos consagrados pela crítica.

Entre os convidados internacionais confirmados estão a americana Cecily von Ziegesar, autora da série “Gossip Girl”, o filósofo italiano Mauro Maldonato, o antropólogo francês Bruno Latour e o autor chileno Alejandro Zambra, destaque da última Flip.

Já a lista brasileira traz Cristovão Tezza, Milton Hatoum, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os campeões de venda Thalita Rebouças e André Vianco.

A programação da Bienal também vai prestar homenagens a Jorge Amado e Nelson Rodrigues, que completariam cem anos neste mês, e à Semana de Arte Moderna de 22.

A 22ª edição tem como tema “Livros Transformam o Mundo, Livros Transformam Pessoas”. A curadoria é de Antonio Carlos de Moraes Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa, e dos jornalistas Paulo Markun e Zeca Camargo.

Markun também comanda o Salão de ideias, principal espaço de debate do evento. Já Camargo fica à frente da programação voltada ao público jovem.

A programação completa será divulgada em breve no site da Bienal.

REFORMAS

Karine Pansa, presidente da CBL, anunciou que o investimento total na feira é de R$ 32 milhões, contra R$ 30 milhões na última edição, em 2010.

A estimativa é que 1.100 selos editorias participem da Bienal e que o número de visitantes chegue a 800 mil.

A CBL também anunciou mudanças no espaço físico e no serviço de transporte da feira em relação a 2010.

A área da bilheteria e a praça de alimentação serão duplicadas. Já os ônibus que levam gratuitamente o público para o Anhembi partirão, além da estação de metrô Portuguesa-Tietê, também da estação Barra Funda neste ano.

Em 2010, a organização reconheceu como falhos os serviços de alimentação, transporte e acesso ao pavilhão da Bienal.

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