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Editora Fiocruz tem mais de 80 livros para você baixar de graça

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Sede da Fiocruz em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro

Sede da Fiocruz em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro

Publicado no Catraca Livre

A editora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) oferece mais de 80 livros para download gratuito por meio do Portal SciELO Livros. Os interessados em pesquisar e estudar sobre saúde devem acessar o link e consultar as publicações e autores.

Há títulos como “Recursos humanos em saúde no Mercosul”; “Os médicos no Brasil: um retrato da realidade”; “Sistemas de saúde: continuidades e mudanças”; e muitos outros. Clique aqui e confira!

Alunos da rede pública criam aplicativos de celular para combater bullying

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Jovens do 8º ano apresentaram apps voltados à alimentação, saúde e combate ao bullying na final do Projeto Ismart Online

Tiago Queiroz/Divulgação/Ismart Adolescentes do 8º ano apresentaram apps voltados à alimentação, saúde e combate ao bullying na final do Projeto Ismart Online

Tiago Queiroz/Divulgação/Ismart
Adolescentes do 8º ano apresentaram apps voltados à alimentação, saúde e combate ao bullying na final do Projeto Ismart Online

Porvir, no Último Segundo

“Nós não apoiamos a automedicação, mas achamos importante informar sintomas e tratamentos para o paciente poder questionar o médico”, explica Gabrielli Fonseca, 13 anos, integrante da equipe Democráticos, que criou o aplicativo Médico Virtual para o Projeto Ismart Online. Ela conta que o app já teve 257 downloads e traça planos para aperfeiçoar o produto. “Queremos melhorar o app, queremos que seja útil. A gente quer pensar em uma alguma parceria ou patrocínio para essa segunda versão para alcançar mais usuários”.

Gabrielli e integrantes de 26 grupos de alunos do 8º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas de São Paulo e São José dos Campos apresentaram aplicativos criados por eles a uma banca na final do projeto, realizada no último sábado (6), na sede do Google, em São Paulo.

Foi a temática do bullying a que mais engajou os jovens estudantes. Entre os 26 apps, dez eram voltados à solução deste problema. “Nós vimos um amigo sofrendo bullying, e ele ficou muito chateado. Eu também já sofri bullying, então tentamos materializar conceitos e ideias para o aplicativo, mas o difícil foi fazer a apresentação porque a gente ficou muito nervoso”, conta Mateus Pedro Francisco, 13 anos, aluno da Escola Municipal Humberto de Campos, na Vila Matilde, do app No! Bullying.

“Escolhemos o bullying porque é algo muito presente na escola. As pessoas acham normal ofender e ser ofendido! Achamos que é um problema atual”, diz Mariana Freire, 13 anos, do app Soluções para o Bullying.

Estudantes trabalham bem em equipe

“A mentalidade desta garotada está mudando. Eles trabalham melhor em equipe, desenvolvem um lado autodidata e com bastante apelo às questões sociais. A garotada faz mais sinapse que a gente. Eles já nasceram digitais e Big Data, estão acostumados a uma grande quantidade de informações. Eles fazem apresentações que executivos não fazem”, afirma Raul Javales, professor da FGV e consultor da Universidade de Stanford, um dos jurados responsáveis pela avaliação dos aplicativos desenvolvidos por estudantes.

O desafio foi proposto em fevereiro, quando eles tiveram que escolher entre três áreas específicas para trabalhar: alimentação, saúde e bullying. Os alunos selecionados para participar foram destaque no processo seletivo para 135 vagas do Projeto Alicerce, que financia o estudo de bons alunos em colégios particulares de ponta, mas acabaram ficando sem uma das bolsas.

No Projeto Ismart Online, eles reuniram-se a cada dois meses para uma série de atividades, dinâmicas e reuniões para desenvolver os aplicativos. Além de aprenderem noções básicas de programação e lógica (um programa do Google facilitou a criação dos apps, que tiveram, de maneira geral, um mesmo padrão de funcionamento), eles foram submetidos aos módulos de aprendizagem de ortuguês e matemática e também ao de cultura. No primeiro, os alunos tiveram acesso a uma plataforma de ensino online que visa ao reforço do conteúdo aprendido na escola. Já o segundo, de acordo com a definição do programa, “se propõe a desenvolver habilidades como motivação, autonomia, persistência e inspiração”. O desenvolvimento cognitivo e a habilidade socioemocional foram características fundamentais prezadas durante o processo.

Tiago Queiroz/Divulgação/Ismart Adolescentes apresentaram projetos na final do Ismart Online

Tiago Queiroz/Divulgação/Ismart
Adolescentes apresentaram projetos na final do Ismart Online

Os alunos contavam com alguns mentores que os ajudaram durante as etapas. Um dos orientadores convidados ao módulo de cultura foi Victor Paulillo Neto, do Google, que discutiu o processo pré-universitário, a escolha de carreiras e como atingir as expectativas profissionais de cada um. “Minha tarefa era a de ajudá-los a encontrarem o caminho, fazer com que eles descubram isso por si mesmos. Foi muito gratificante o processo de tentar abrir a cabeça deles, saber o que os motiva. A formação do ensino médio às vezes pode ser mais importante do que a própria faculdade”.

Emocionadas e cheias de orgulho, as mães Tania Fernandes e Maria da Conceição Santos não mediram palavras para elogiar a iniciativa. Elas relatam um amadurecimento pessoal e intelectual notável em suas filhas participantes. Para elas, o esforço feito durante o ano e os resultados alcançados motivam ainda mais as adolescentes a buscarem seus sonhos.

Tiago Maluta, um dos coordenadores do Programaê, parceiro no projeto, e também jurado no evento, disse que o nível dos aplicativos e as ideias propostas foram excelentes. “Fiquei muito satisfeito com os resultados. Eles saíram do nada e criaram coisas muito interessantes. O movimento de eles deixaram de serem consumidores para se tornarem produtores de conteúdo é muito importante”, avalia.

A partir dos resultados atingidos no programa, 11 alunos de São Paulo e outros seis de São José dos Campos foram selecionados para participar do Projeto Alicerce e cursar o ensino médio em uma escola particular. Outros selecionados ainda ganharam tablets e vale-cultura no valor de R$ 50.

Entre os apps criados estão, por exemplo, o Médicos de Plantão, cuja ideia é disponibilizar o tempo que o usuário levaria para ser atendido em um determinado pronto socorro em uma emergência. Já o Viva Bem reúne dicas de alimentação com o intuito de evitar dietas “milagrosas” que podem ser prejudiciais ao corpo.

“Estou muito feliz. O projeto foi maravilhoso e gratificante. Me deu vontade de estudar mais e me ajudou a reforçar o conteúdo da escola. Fiz novas amizades, teve muita troca de conhecimento. Fazíamos reunião por Skype e dividimos as tarefas entre todo o grupo”, conta Mariani Conceição, 13 anos, do app Viva Mais e Melhor, bastante emocionada por ser uma das selecionadas.

Habilidade em matemática e leitura é favorecida por mesmos genes

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Pesquisa envolveu leitura do DNA de crianças e testes cognitivos.
Família e escola também são importantes para aprendizado, diz estudo.

matematica
A habilidade para matemática e para leitura é favorecida em boa medida pelos mesmos genes, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (8) na revista “Nature Communications”, que ressalta, no entanto, a importância do meio para desenvolver esses conhecimentos.

Cientistas do King’s College de Londres, liderados por Robert Plomin, utilizaram dados do chamado Estudo do Desenvolvimento Precoce dos Gêmeos (TEDS, em sua sigla em inglês) para ver a influência dos genes nas habilidades de leitura e cálculo de adolescentes de 12 anos de 2.800 famílias britânicas.

A equipe acompanhou gêmeos, com genes compartilhados, e outras crianças, com quem fizeram testes leitura e matemática, conforme as exigências do sistema escolar britânico.

A combinação dos resultados desses testes e dos dados de DNA indicou que há uma “sobreposição significativa” dos genes que determinam a habilidade para a leitura e para os números.

Aproximadamente metade dos genes que influenciam a habilidade de leitura da criança incide também em sua capacidade para as contas, de acordo com o estudo. No entanto, os pesquisadores ressaltam que o entorno familiar e a educação escolar são estratégicas para o desenvolvimento dos pequenos.

“As crianças diferem geneticamente em relação à facilidade aprender e devemos reconhecer e respeitar estas diferenças individuais”, afirma Plomin.

Segundo o cientista, “descobrir que há uma forte influência genética não significa que não se possa fazer nada quando uma criança custa a aprender: o fato de ser hereditário não implica que seja imutável, apenas significa que será preciso um esforço maior dos pais e das escolas para apoiar esse aluno”.

A pesquisa não identifica genes específicos que determinem essas habilidades, mas estabelece conjuntos de genes ou de diferenças genéticas que, individualmente, contribuem em pequena medida para moldar à pessoa.

Fonte: G1

Ler com regularidade é benéfico para a saúde

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Ler com regularidade é benéfico para a saúde
Publicado originalmente no Boas Notícias

São cada vez mais as evidências de que ler faz bem à saúde. Estudos realizados por diferentes instituições de ensino superior internacionais revelam que os benefícios vão desde a memória e do aumento da plasticidade do cérebro à melhoria das relações interpessoais e da empatia, passando, até, pela redução da pressão arterial.

De acordo com jornal Daily Mail, o debate acerca da importância da leitura reacendeu-se graças a um estudo recente da Universidade da Califórnia, nos EUA, destinado a publicação na revista científica Archives of Neurology.

A investigação em questão mostrou que o desenvolvimento de atividades que estimulam o cérebro, nomeadamente a leitura diária desde tenra idade, pode ajudar a prevenir a doença de Alzheimer, inibindo a formação das placas amilóides, proteínas encontradas nos pacientes que sofrem do problema.

Os cientistas analisaram o cérebro de adultos saudáveis com idade igual ou superior a 60 anos e sem sinais de demências, concluindo que aqueles que levavam a cabo atividades como a leitura, o xadrez ou a escrita desde os seis anos de vida mostravam níveis muito baixos destas placas e, consequentemente, menor risco de desenvolver a doença.

Vantagens começam nos primeiros anos

As vantagens começam, aliás, a sentir-se desde os primeiros anos. Ouvida pelo diário britânico, a neurocientista Susan Greenfield salientou que a leitura ajuda a aumentar os níveis de concentração das crianças e a sua capacidade de pensar com clareza, o que tem impactos nas fases mais tardias da vida.

“As histórias têm um início, um meio e um fim, uma estrutura que encoraja os nossos cérebros a pensar em sequência, a associar causa, efeito e significado”, explicou a especialista, acrescentando que esse facto justifica a importância de os pais lerem aos filhos e sublinhando que “quanto mais o fazemos, melhores nos tornamos” a nível cerebral.

Além disso, mais do que, por exemplo, um jogo de computador, a leitura ajuda a gerar empatia para com os outros e a melhorar as competências relacionais. “Num jogo podemos ter de salvar uma princesa, mas não queremos saber dela, só queremos ganhar. Mas, num livro, a princesa tem um passado, um presente e um futuro, tem relações e motivações. Podemos identificar-nos com ela”, esclarece Greenfield.

Em 2009, dois outros estudos tinham já provado os efeitos positivos da leitura na saúde. Um grupo de investigadores norte-americanos mostrou, à data, que, ao ler, o nosso cérebro constrói as imagens, sons, cheiros e sabores descritos, fazendo com que sejam utilizadas as mesmas partes da sua estrutura usadas em experiências da vida real que, assim, são ativadas e criam novas ligações neuronais.

No mesmo ano, especialistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, concluíram ainda que ler durante apenas cinco minutos permite reduzir o stress em mais de dois terços, sendo mais benéfico do que, por exemplo, ouvir música ou dar um passeio. Este alívio da tensão está relacionado com a distração que advém da leitura, que relaxa os músculos e diminui a pressão arterial.

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