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Em livro, Marcelo Nova lembra dia em que “salvou” corpo de Raul Seixas

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O cantor Marcelo Nova, líder do Camisa de Vênus Imagem: Luiz Maximiano/Divulgação

O cantor Marcelo Nova, líder do Camisa de Vênus Imagem: Luiz Maximiano/Divulgação

Leonardo Rodrigues, no UOL

Imagine fazer a festa de lançamento de um disco em um bordel. Marcelo Nova fez. Arranjar confusão com segurança e sair correndo de Kombi do SBT? Rolou. Brigar com fãs que tentavam levar embora o caixão de Raul Seixas: checado. Ser expulso da gravadora da Globo aos palavrões e, anos depois, voltar à empresa e fazer sucesso? Aconteceu.

“Eu sempre fui um paradoxo”, brinca o vocalista da banda Camisa de Vênus, que finalmente tomou coragem para lançar sua biografia, ou quase isso. “O Galope do Tempo” (Saraiva/Benvirá), parceria com o jornalista André Barcinski, traz um bate-papo entre o autor e o músico, que relembra episódios pessoais e do grupo baiano, considerado um das mais importantes dos anos 1980. O livro começa a chegar as livrarias do país nesta semana.

“Eu conheci o Barcinski, com aquele jeitinho dele de Robinson Crusoé que só quer morar na ilha, há uns dez anos. Quando a gente se encontrava, ele sempre aventava a possibilidade de fazermos um livro. Coisa de quatro anos atrás, começamos a conversar. Aí surgiu a ideia de que era mais interessante fazer uma conversa longa. Realmente, eu não tenho tenacidade para me debruçar sobre uma mesa e ficar meses escrevendo sobre minha vida”, afirma ao UOL Marcelo Nova, a quem Barcinski chama, afavelmente, de “tsunami verbal”.

Mais um compilado de memórias do que propriamente uma biografia, o livro é franco, bem-humorado e informativo. Vai mais no trabalho musical do que em questões pessoais, embora rock e vida sejam praticamente a mesma coisa em se tratando de Marcelo Nova. Os trechos mais saborosos são, de longe, os que o cantor disseca “causos” pitorescos, como os citados na abertura deste texto.

“As biografias de rock estão sempre pontilhadas de clichês. Da coisa de comer tietes embaixo do palco, de usar heroína no banheiro. Eu não arranco cabeça de morcego com dente, não corto pescoço de galinho no palco nem quebro televisão ou destruo quartos de hotel. Sou um cara normal”, entende ele, normal só até a página 2.

Veja abaixo algumas das melhores histórias relembradas no livro.

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Conhecendo o parça Raul Seixas

“A primeira vez que vi Raul eu tinha uns 10 anos de idade. Raul tinha uns 17. Todo ano meu pai fazia uma festinha de Natal para as crianças do centro de reabilitação (…) Nesse dia, meu pai pôs a música ‘Boogie do Bebê’ [do Tony Campello], e o Raul fez uma dublagem empurrando um carrinho de bebê. Era uma performance muito engraçada: Raul dublava a música e, de repente, de dentro do carrinho saía um sujeito, um amigo dele chamado Waldir Serrão, que depois foi presidente do Elvis Rock Club de Salvador. O Raul fazia a dublagem, dançava o “Boogie do bebê” e, em determinado momento da música, fazia uma pausa, o Serrão levantava do carrinho e fazia o “Brrrrrrrrrr…” do refrão. Aí o Raul dava um tapa na cara dele, ele voltava para o carrinho, e o “Boogie do Bebê” continuava. A molecada adorava.”

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Peitando a Globo

“O disco [“Camisa de Vênus”, de 1983] já estava lançado, não tinha mais como mexer. A ideia era que gravaríamos outro álbum, mudando o nome da banda e incluindo músicas mais comerciais, que poderiam entrar em trilhas de novela, além de fazer ‘Globo de Ouro’, ‘Chacrinha’, ‘Fantástico’, todos os programas da emissora. O esquema era grande. Tivemos essa reunião, e perguntaram que nome nós gostaríamos de dar para a banda. Eu disse: ‘Se não pode ser Camisa de Vênus, só vejo um nome possível: CAPA DE PICA!’. E terminou assim a nossa meteórica passagem pela Som Livre. Eles ficaram tão indignados com a minha falta de maturidade que tiraram nosso disco de catálogo imediatamente. ‘Quem são esses baianinhos de merda?'”

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“Correndo Risco” no bordel

“Logo depois que o disco [“Correndo o Risco”, de 1986] foi gravado, o André Midani [executivo da Warner] perguntou onde eu queria fazer o lançamento. Ele disse que tinha acabado de lançar um disco do Ultraje a Rigor no Maksoud Plaza, fazendo o trocadilho ‘Ultraje a Rigor’ com ‘traje a rigor’. E eu disse: ‘Bom, se o Ultraje lançou disco no Maksoud, o Camisa de Vênus tem que lançar num puteiro!’ Ele gostou da ideia. A gravadora então alugou um famoso puteiro de São Paulo, que fica atrás da praça Roosevelt. Eu disse ao André: ‘Sei que nesse evento vão aparecer patricinhas, colunáveis, beatniks, punks, jornalistas, estudantes, modernosos, enfim, a fauna vai ser a mais diversa possível. Mas de uma coisa eu não abro mão: quero o puteiro funcionando, com todas as meninas lá dentro. Os convidados é que vão se agregar ao ambiente’. E assim foi feito. Havia um palquinho onde as meninas faziam pole dance, e nós conseguimos juntar a banda ali e fazer um show.”

Confusão no SBT

“Fizemos o [programa do] Gugu também. Aliás, acho que foram os três playbacks que o Camisa fez na TV: Raul Gil, Flávio Cavalcanti e Gugu. Mas esse no Gugu terminou com porrada com seguranças, com a gente tendo que sair pelos fundos do SBT, porque Robério [Santana, integrante do Camisa de Vênus] havia entrado no banheiro feminino para ficar com uma menina que estava dando bola, e o segurança quis expulsá-lo de lá. O Gustavo mandou o chefe da segurança tomar no cu, e o tempo fechou: apareceu um cara, que parecia uma versão mulata do Stallone, e partiu com mais alguns pra cima de nós todos. Tivemos de fugir numa Kombi, pela porta dos fundos do SBT.”

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O roubo do caixão de Raul Seixas

‘A igreja estava lotada, parecia um show ‘sold out’. Aí começamos a ouvir um barulhão do lado de fora, e de repente uns 90 ou 100 malucos invadiram a igreja cantando ‘Viva… viva… viva a sociedade alternativa!’ Eles correram pra onde estava o Raul e saíram de lá levando o caixão! Sim, levantaram o caixão e saíram. Era uma multidão enlouquecida. Os caras sacudiam o caixão, dava pra ouvir o barulho do corpo de Raul batendo lá dentro. Eu gritei: ‘Que merda é essa? Aonde é que vocês pensam que estão indo? Porra, esse cara que está aí dentro é o Raul, vocês estão querendo fazer brincadeira com ele?’ Aí um dos caras que estava na frente, comandando a massa, disse: ‘Espera aê! Marceleza tem razão, porra, nós viemos aqui pra honrar o cara, não é pra fazer festa, não!’ Foi esse cara que salvou o dia, que botou a bola no chão e acalmou a massa, porque estavam todos fora de controle. Queriam levar o corpo de Raul pra passear, pra enfiar baseado na boca!”

 

Concurso Cultural Literário (171)

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Sinceramente Maisa – Histórias de uma garota nada convencional,            de Maisa Silva

Quem é uma das estrelas mais famosas da televisão brasileira que encanta a todos desde os 3 anos de idade?

Neste livro ilustrado e muito bem-humorado, as duas Maisas, a criança e a adolescente, falam sobre a vida, as dificuldades, as amizades, a família, e todo o trajeto que a trouxe até aqui.
Até agora…

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Em parceria com a Gutenberg, vamos sortear 2 exemplares de “Sinceramente Maisa”, de Maisa Silva.

Para concorrer, responda: Quero ler o livro da Maisa porque…

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 24/11 neste post. Participem! 🙂

Atenção para as ganhadoras: Mya Silva e Vall Brasil. Parabéns! Entraremos em contato via e-mail.

Aos 14 anos, Maisa lança 1º livro e evita rótulos: “Gosto é de ser artista”

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Imagem: Amauri Nehn/Brazil News

 

Renata Nogueira, no UOL

Maisa Silva está na televisão desde os 3 anos de idade. Começou cantando no programa Raul Gil, migrou para o SBT como apresentadora, virou a queridinha de Silvio Santos, estreou como atriz na novela infantil “Carrossel” e há pouco mais de um ano cria seu próprio conteúdo na internet com um canal no YouTube. O que então faltava na carreira da estrela adolescente? Um livro.

Não mais. “Sinceramente Maisa: Histórias de Uma Garota Nada Convencional” foi lançado nesta quarta (31/8) e quinta-feira (1º/9) na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Nada convencional mesmo. Aos 14 anos, Maisa adiciona agora ao seu currículo o título de escritora. Mas a jovem prefere não escolher uma função favorita. “Eu gosto mesmo é de ser artista”, declarou ao UOL minutos antes de iniciar sua segunda e concorrida tarde de autógrafos na feira.

Assim como boa parte de seu público – formado em sua maioria por crianças e alguns pré-adolescentes – esta é a primeira vez de Maisa em uma Bienal. “Sempre quis vir, mas não dava. Chegar aqui já lançando um livro é muito legal”, admite. A novata escritora causou furor um dia antes no evento e precisou ser isolada em um local improvisado para atender aos fãs que já tinham senhas para ganhar um autógrafo. Por segurança, a estratégia foi repetida na segunda tarde de assinatura.

20160811101636_unnamedMaisa não se assusta. Está acostumada com o assédio que faz parte da sua vida nada convencional, como destaca o título de sua primeira obra. “Quantas pessoas puxaram a peruca do Silvio Santos e saíram ilesas?”, diz um dos trechos do livro, lembrando um dos episódios mais famosos de interação da então pequena Maisa com o apresentador. Famosa desde que se conhece por gente, ela garante porém que sobraram histórias inéditas que serão reveladas apenas no livro, como um medo que já fez com que ela pedisse para se esconder na casa de um vizinho.

Apesar de trazer algumas histórias da vida pessoal e artística da autora, Maisa faz questão de destacar que não escreveu uma biografia, e sim um livro com histórias que trazem o ponto de vista dela sobre vários temas que interessam ao público adolescente. Ela também admite que usou e abusou da ajuda dos editores para entregar o trabalho a tempo. O processo que durou seis meses se apoiou até mesmo em áudios enviados pela escritora aos seus editores quando não sobrava tempo para escrever. “Eu não fiz tudo sozinha, até porque é meu primeiro livro, minha primeira obra como autora. Então eu tive toda uma orientação”, justifica.

Fã de romances “água com açúcar”, Maisa comemora lançar seu primeiro livro na mesma editora de sua autora favorita: Paula Pimenta. “Ainda não a conheci, estou muito ansiosa para conhecê-la”, conta. Paula é também uma das favoritas de Larissa Manoela, colega de SBT que lançou seu livro na Bienal no mesmo dia (e quase no mesmo horário) de Maisa Silva. As duas conseguiram se encontrar no final da feira e fizeram uma troca simbólica de seus livros de estreia.

Maisa Silva lança livro pela Editora Gutenberg

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A estrela -mirim do SBT que conquistou a família brasileira com apenas três anos de idade, mostra que cresceu e deu espaço a uma adolescente que tem muito a dizer

Publicado na Tribuna da Bahia

Maisa Silva não é nada convencional. Com mais de cinco milhões de curtidas em sua página oficial no Facebook e mais de um milhão de inscritos em seu canal no Youtube, a atriz de apenas quatorze anos mostra que é uma adolescente consciente e engajada.

Em Sinceramente Maisa – Histórias de uma garota nada convencional, a jovem bate um papo pra lá de intimista e descontraído com seus leitores.

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“Quem me conhece sabe: eu sempre quis lançar um livro, porque eu escrevia quando era menor e até ganhava alguns concursos na escola. Estou muito feliz e animada, e agora eu vou querer todo o bonde com o livrinho em mãos, hein?”, declara Maisa.

Com a versatilidade que é sua marca registrada, Maisa fala sobre assuntos como bullying, moda, comportamento e preconceito, tratando dos temas leves e mais sérios com a naturalidade e autenticidade que a fez conquistar uma legião de fãs no Brasil.

O seu primeiro livro retrata um encontro muito bem-humorado das duas Maisas, a criança e a adolescente, enquanto falam sobre a vida, as dificuldades, as amizades, a família, e todo o trajeto que a trouxe até aqui – até agora.

Para Silvia Tocci Masini, editora da Gutenberg, crianças e adolescentes precisam de referência e o livro é uma boa oportunidade para saber o que pensa essa jovem com muita personalidade. “Artistas que têm uma boa história pra contar, devem contá-la”, relata.

Nas primeiras páginas, o leitor já encontra uma Maisa divertida e esclarecida. “Isso não é uma biografia, kiridinha. Sabe, eu tenho o sentimento de que estou por aí, trabalhando, há muito tempo, mas tenho consciência do meu lugar no mundo. Sei que as pessoas mais velhas devem pensar “nossa, o que essa menina sabe da vida?” Caso alguém tenha alguma dúvida, eu já deixo respondido: eu não sei de nada, não!”

Além de toda a diversão, Maisa deixa em evidência seu discurso coerente e auto-suficiente. “É que tem uma coisa que todos nós podemos aproveitar, e isso eu creio que esteja disponível para todo mundo, para qualquer pessoa, a qualquer hora: consciência. Ela está lá para ser usada, basta querer!”

O livro conta ainda com ilustrações da quadrinista Fernanda Nia, criadora do site de tirinhas Como eu realmente e autora dos livros Como eu realmente… vol. 1 e vol. 2, lançados pela Editora Nemo.

Assim como a autora, Sinceramente Maisa – Histórias de uma garota nada convencional, é um livro nada convencional e uma grande oportunidade para os fãs da garota conhecerem muito mais de Maisa.

Sobre a autora: Maisa Silva é atriz, apresentadora e cantora. Apareceu pela primeira vez na TV, no programa Raul Gil e logo depois foi contratada pelo SBT para apresentar o programa Sábado Animado. Com todo o seu carisma, foi conquistando a família brasileira e ganhou mais espaço na televisão, no Programa Silvio Santos e no Bom Dia & Cia.

Pelo grande sucesso de seu trabalho, Maisa foi conquistando reconhecimento de toda a mídia, e foi premiada com o Troféu Imprensa e Troféu Internet. Como atriz, fez sucesso interpretando a personagem Valéria na novela Carrossel, remake adaptado por Iris Abravanel e exibido no SBT. Atualmente, está no ar no SBT na reprise da novela Carrossel, participando dos programas da casa e já foi escalada para a próxima novela Carinha de Anjo.

Fora da emissora, está com o projeto musical “MAISA NO AR”, que teve estreia em 2015. Para o apresentador Silvio Santos, Maisa Silva será a nova rainha da televisão brasileira.

Alunos relatam tortura e ameaças de morte em escola no RS

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Publicado por UOL

Duas funcionárias de uma escola municipal no interior do Rio Grande do Sul foram presas acusadas de torturar os alunos. Segundo testemunhas, elas deixavam as crianças de zero até seis anos sem comida e trancadas no banheiro. Em alguns casos as crianças eram ameaçadas de morte. Uma atendente e uma merendeira irão responder pelo crime de tortura. A diretora da escola vai responder por omissão. Reportagem exibida no SBT Brasil.

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