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Amigas criam sebo online para vender livros e ajudar animais abandonados em Teresina

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Amigas criam sebos online para ajudar no resgate de animais abandonados em Teresina — Foto: Gilcilene Araújo/G1

A “feira” de livros usados e virtual. Elas postam fotos diariamente de livros adquiridos através de doação, colocam à venda e o dinheiro arrecadado é encaminhado para a conta das organizações.

 

Gilcilene Araújo, no G1

O amor pelos animais e o desejo de transformar a vida dos pets foram os responsáveis pela decisão de três amigas de organizar uma feira de livros usados e doar o dinheiro arrecadado para instituições que trabalham no resgate de bichinhos abandonados em Teresina.

As advogadas e amigas Bruna Campos, Stefanne Alencar e Helayne Sabrine decidiram em uma noite que não ficariam de braços cruzados com a situação dos animais abandonados na capital. Então, resolveram unir duas paixões que elas têm: livros e bichinhos, criando o sebo literário Amor de Patas.

A feira de livros usados acontece no Instagram. Diariamente, elas postam fotos de livros adquiridos através de doação e colocam a venda ao preço de R$ 5 e R$ 10. Os compradores escolhem o exemplar que desejam adquirir e a instituição que pretendem apoiar. Para receber os livros, o comprador envia o comprovante de depósito ou de transferência para a conta da instituição.

“Nós amamos animais, durante uma noite de sábado, conversando com a Bruna, eu disse que tínhamos que fazer algo para ajudar as organizações nos resgates de bichinhos. Então pensei e criei na mesma noite o Instagram ‘sebo literário amor de patas’. Comecei colocando disponível uma coleção de livros que tinha e enquanto eu disponibilizava outros exemplares, a Bruna falava com as organizações para fechar a parceria”, lembra Stefanne Alencar.

O Instagram começou com poucos seguidores, elas compartilharam a página com os amigos e logo houve uma corrente e em poucos horas elas já tinham milhares de seguidores.

“Foi uma corrente do bem. Nós não só tínhamos seguidores, mas pessoas que também acreditavam em nossa causa e queriam mudar a vida de muitos cães e gatos”, afirmou Bruna Campos.

Parte dos livros que são comercializados no sebo literário em Teresina — Foto: Giicilene Araújo/G1

Transparência

Para dar lisura à transação, as advogadas decidiram que não iriam ficar com o dinheiro e, por isso, quem compra os livros deve fazer o pagamento direto na conta das instituições que trabalham no resgate dos animais. Elas apoiam nove organizações.

“As pessoas decidem quem vai receber o dinheiro porque todas elas precisam comprar alimentação para os animais, produtos de higiene e custear as despesas com tratamento de saúde. Logo, não achamos justo indicar só uma que mereça receber esta doação”, explicou Helayne Sabrine.

A arquiteta Roxane Firmeza Rocha foi umas das primeiras pessoas que abraçaram a causa das meninas e doou livros para serem comercializados.

Amigas criam sebos online para ajudar no resgate de animais abandonados em Teresina — Foto: Reprodução/Instagram

“Eu decidi participar do projeto porque minha mãe já ajuda em muitas causas animais e eu admiro demais quem ajuda os bichinhos a encontrarem um lar, dar cuidados, vacinas, tirá-los das ruas, etc. E eu já tinha separado muitos livros pra doar, antes mesmo de conhecer o sebo, mas que por falta de tempo, nunca fui atrás de um local que recebesse, porque a maioria dos meus livros era de ficção ou sagas, então não sabia se bibliotecas locais aceitariam, e foi aí que eu conheci o Sebo Amor de Patas, minha mãe me mandou a página e no dia seguinte já levei todos os livros para a Sthefanne”, contou.

Benefício se estende para outras pessoas

O Sebo Amor de Patas foi criado para ajudar animais maltratados em Teresina, mas com o decorrer do tempo, Bruna Campos, Stefanne Alencar e Helayne Sabrinem perceberam que também estavam ajudando os estudantes universitários a adquirir livros por preços bem acessíveis.

“Descobrimos que podemos ajudar em mais uma vertente, já que recebemos muitos livros acadêmicos que são vendidos a preço altos e eles conseguem com o sebo a um valor mais em conta. Além disso, ajudamos a Associação do Cegos do Piauí – ACEP. Eles recebem doações de papéis para reciclagem e o dinheiro da venda desse material é revertido para melhoria da instituição. Assim, alguns dos livros que estamos recebendo nas doações serão destinados a esta associação, seja porque estão muito desatualizados, como dos livros de direito anteriores a 2014, seja porque estão muito danificados ou que de alguma forma não servem para venda”, afirmou Stefanne Alencar.

Para elas, “é uma forma de sempre ter os livros bacanas para serem vendidos e ajudar os animais e ao mesmo tempo ajudar o meio ambiente, evitando que os papéis sejam descartados de forma inadequada”, destacou Bruna Campos.

Sebos virtuais são uma opção prática para o leitor

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Foto: DINO

Foto: DINO

 

Publicado no Terra

Depois de uma leitura e talvez uma releitura, possivelmente o livro vai ficar encostado em uma estante apenas acumulando espaço. Uma alternativa seria a venda do produto para um cliente interessado. E isso pode ser feito sem sair de casa por meio do sebo virtual, o nicho de mercado ainda não explorado mas extremamente interessante.

Qual a real diferença entre o livro novo e usado? O conteúdo é o mesmo. E alguns donos são tão conservadores que até plastificam para garantir a originalidade da capa e nem ao menos escrevem seu nome para manter a obra com estado de novo. Foi pensando nisso que o mercado do sebo (um dos mais antigos na venda de livros no Brasil) se tornou tão procurado nos últimos tempos.

Os principais atrativos de uma compra no sebo de obras escritas é o preço baixo. Segundo pesquisa realizada pela Folha de São Paulo em 2015, mais de 25% dos universitários resolveram partir para a compra de livros de segunda mão em algum livreiro online ou em sua cidade.

Comprar livros usados também é uma vantagem quando falamos da categoria material escolar. Pode representar uma economia de mais de 30% no total da lista de compras obrigatório para os pais. Também pode gerar uma nova renda para compra das edições seguintes quando o estudante passa de ano.

Livraria virtual de usados é uma ótima dica para encontrar a obras raras

Algumas obras não são tão fáceis de encontrar no mercado. Títulos de estudo são raros e com custos elevados em sua nova edição, muitas vezes não modificando nada ao longo de suas edições, apenas a capa. Juliana Nogueira, estudante de história, passou meses peregrinando por livrarias em busca de alguns títulos para seu projeto de pesquisa na universidade.

“Quando me falaram dos sebos virtuais, meu projeto ficou muito mais fácil. Não precisava sair toda semana para saber se alguém tinha deixado meu livro para venda em alguma feira ou loja de livros usados”, conta a estudante. Depois que conheceu a plataforma de um sebo virtual de obras antigas não parou mais de comprar.

Muitos dos vendedores colocam obras raras à disposição porque não tem espaço ou não necessitam mais aquele tipo de leitura. Não é difícil encontrar livros esgotados nas editoras à venda em livraria virtual que já não são mais de apreciação dos seus donos.

Sebo online é uma forma de negócio também

Quem possui livros em casa sem uso e deseja ganhar dinheiro com eles, pode anunciar em um sebo online. Há muitos bons sites prestando serviços deste tipo que permitem fechar negócio apenas utilizando a Internet. O Livreiro Online é um deles.

O site é uma grande loja de compras com ponto de encontro entre compradores e vendedores de livros usados. Ao realizar o cadastro qualquer cliente pode anunciar um livro e esperar o aviso no seu e-mail de um interessado. A negociação é feita através da plataforma, mas é de inteira responsabilidade do vendedor fazer a entrega, que pode anunciar o preço do frete ou dispensar o valor da taxa de entrega se achar necessário de acordo com o endereço do cliente.

E existe mercado para todo tipo de cliente. De literatura brasileira a livros de ficção científica, todos os dias surgem interessados na plataforma virtual buscando algum produto. No Livreiro Online é só anunciar e esperar a procura para fechar a venda.
Outros pontos fortes para entrar no mercado do sebo virtual é a possibilidade de renovar a biblioteca. Se a obra não vai ser mais lida, por que acumular? Pode dar a oportunidade a um novo leitor e ainda arrecadar uma verba para novas compras.

Por: Keslley Cremonezi

O novo voo do Estante Virtual, maior plataforma online de sebos do Brasil

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(foto: divulgação)

(foto: divulgação)

Empresa, que faz 9 anos, agora também vende livros novos. Seu fundador, André Garcia, explica o surgimento da ideia do negócio, como o site tornou-se uma referência

Marcia Pinheiro, no IDGNOW [via Brasileiros]

André Garcia é destes jovens empreendedores que tiveram uma ideia simples, em 2005, que ninguém havia pensado: centralizar em um único site, a Estante Virtual, os principais sebos do País. Hoje, tem como parceiros cerca de 1,3 mil livreiros virtuais e oferece um milhão de títulos. No esquema do site, não há necessidade de investimento em logística, uma vez que os próprios sebos são responsáveis pela entrega do livro ao comprador. O faturamento da empresa vem da comissão cobrada dos sebos participantes, que vai de 8% a 12% sobre a compra, de acordo com o volume vendido.

Depois de se firmar no segmento de livros usados, a Estante passou a comercializar exemplares novos, a exemplo do que já faz a Amazon, seu principal concorrente. Com este passo, Garcia espera conquistar mais leitores, além dos tradicionais estudantes, pesquisadores e caçadores de raridades. O empresário é adepto do lema “ócio criativo”. Por isso, os funcionários do site trabalham apenas seis horas por dia, “com salário de oito”, segundo afirma. Para ele, a produtividade tende a aumentar quando as pessoas chegam felizes ao trabalho, depois de terem a manhã livre para seus hobbies ou compromissos. Para se ter uma ideia da qualidade do público comprador e do acervo, na última lista dos mais vendidos, constavam: A Menina que Roubava Livros (Markus Zuzak), Lolita (Vladimir Nobokov), Admirável Mundo Novo (Adous Huxley) e Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez).

Em 2015, ele aposta no aperfeiçoamento dos mecanismos de compra, além de abrir a Estante para a colaboração dos compradores, que poderão dar dicas de leitura, fazer resenhas e postar fotos. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida à Brasileiros.

Brasileiros – Como o senhor teve a ideia de criar a Estante Virtual?
André Garcia: Eu estava me preparando para fazer um mestrado em Psicologia Social, uma área diferente da que me formei – Administração. Eu estava frustrado em trabalhar em grandes empresas, nas quais a criatividade vai até a página dois. Estava estudando muito e lia livros em bibliotecas, porque então eu não estava com muito dinheiro. Mas muitos eu não encontrava e passei a frequentar sebos. Perambulava por eles e achei aquela forma de busca muito pouco amigável: ter de bater perna, perder muito tempo. Passei a procurar na internet se havia algum sebo on-line; achei meia dúzia que oferecia sistemas de buscas. A maioria só tinha um site e um e-mail de contato.

Havia então algum modelo de negócios no exterior, em que o senhor pudesse se inspirar?
Existia sim. Aqui no Brasil, havia o Mercado Livre, que é mais genérico. No exterior, a AbeBooks, que vende livros usados de vários sebos.

Como foi seu contato inicial com os sebos? Houve desconfianças?
Eu tive a ideia em setembro de 2004. Comecei a fazer a Estante; inclusive eu mesmo desenvolvi o código. Não sou formado em programação, mas aprendi para fazer o site, de tão empolgado que eu estava. Nem tinha dinheiro para pagar alguém para fazer. Ao mesmo tempo, mapeei os sebos por meio de guias e lista telefônica. Quando a Estante ficou pronta, disparei uma mala direta por e-mail e Correios, expliquei qual era o negócio. Primeiro, entraram os sebos, digamos, mais tecnológicos, que estavam há muito tempo querendo um site como o nosso. Aos poucos, foram entrando os outros e, por último, até os mais desconfiados aderiram a esta forma de venda.

Qual foi o investimento inicial?
Na época, R$ 10 mil. Era pouco. Foi o que ganhei com a rescisão contratual do último emprego, onde fiquei um ano. Eu era uma empresa de um homem só. O custo era baixo. Continuei a estudar para prestar o mestrado, passei, mas o valor da bolsa de estudos era muito pequeno. Resolvi, então, tocar a Estante.

Quantas pessoas o site emprega hoje?
Quarenta pessoas.

A companhia tem alguma abordagem especial em gestão de pessoas?
Nós temos a gestão do ócio criativo. O expediente de trabalho é de seis horas, mas o salário é de oito. Desde que eu montei o site, fiz questão de fazer diferente das empresas onde trabalhei. Acreditamos que, tirando o cafezinho e o tempo que as pessoas passam no Facebook, seis horas podem ser muito mais produtivas do que oito. Mais até do que nos lugares modernos, como os pontocom, onde a ênfase é decorar baias e encher o escritório de brinquedos. Damos a manhã livre para as pessoas irem à praia, por exemplo.

Onde fica a sede da empresa?
No Rio, em Laranjeiras.

Normalmente, o calcanhar de Aquiles dos negócios on-line é a questão da logística. Como o senhor montou a sua?
O produto está com o vendedor, não comigo. Fazemos recomendações para ele postar em um prazo máximo de 24 horas. O sebo é responsável pela remessa. Somos apenas um conector. Consolidamos a constelação de vendedores em um lugar só.

Como é feito o pagamento?
O pagamento vai para o sebo e, na mesma hora, é cobrada a comissão. Isso é feito por meios de pagamento como o PayPal, que faz o depósito automaticamente.

Quantos livreiros estão na Estante e quantos títulos são oferecidos?
Temos mais 1.300 livreiros virtuais e mais de um milhão de títulos em português. É o maior sebo virtual em língua portuguesa do planeta.

Que gênero é maioria? Livros científicos, técnicos, best-sellers?
Best-seller é uma parte menor. Grande parte é composta por livros acadêmicos, científicos, muita literatura. Nossa base é muito pulverizada. Entre os mais vendidos, há obras de George Orwell, Gabriel Garcia Marquez e Milan Kundera. São pérolas literárias, que fogem das óbvias listas tradicionais.

Desde a criação da Estante, quantos livros foram vendidos?
Mais de 14 milhões.

A Amazon é seu concorrente?
Sim, concorrente direto.

Eles já fizeram oferta para comprar o seu negócio?
Não. Nunca.

Há algum tempo, a Estante elevou a taxa de comissão dos livreiros, o que teria gerado desconforto?
Em novembro de 2013, fiz uma viagem a dez cidades e visitei mais de cem livreiros. Ouvi deles várias solicitações, como novos meios de pagamentos, ferramentas de gestão, de coisas que não estávamos fazendo. Pediram ainda mais equipes de atendimento. Providenciamos os avanços e apresentamos um novo patamar de serviços. Foi impossível manter o mesmo preço. Fizemos um investimento de tecnologia de R$ 4 milhões em 2014. Tudo tem um preço. Mas é natural a tensão em um primeiro momento. A comissão era de 6% e passou a ser de 8% a 12%. Quanto mais o lojista vende, pode baixar a taxa para 8%.

O senhor perdeu muitos lojistas com a mudança da taxa de comissão?
Não chegou nem a dez.

Sua equipe ainda faz captação de sebos?
Na verdade, os sebos nos procuram. Na semana passada, falei com um sebo de Gramado, na Serra Gaúcha, que é pioneiro na região. Mal abriram e nos procuraram.

Por que a Estante vai também vender livros novos?
As livrarias convencionais há muitos anos estão se concentrando nos mais vendidos. Isso cria uma demanda não atendida dos livros de catálogo. Por exemplo, você vai a uma livraria e encontra só dois títulos do Rubens Fonseca. Isso é muito ruim para a diversidade. Já tínhamos no acervo uma quantidade muito grande – cerca de 2 milhões – de livros novos e o que fizemos agora foi categorizar as obras e abrir as portas para este tipo de segmento.

O senhor também pretende entrar no negócio de venda de música?
Estamos muito focados em livros, mas novas áreas são sempre uma possibilidade. De todo modo, o mercado fonográfico está em crise.O CD está desaparecendo e o DVD tem forte concorrência de veículos como o Netflix, o pay-per-view de canais fechados. Não é uma coisa que consideremos agora.

E os livros eletrônicos?
Por enquanto, não. Não temos um título eletrônico sequer.

A Estante tem uma reputação muito boa no Reclame Aqui e no e-bit, pela quantidade de problemas solucionados em relação às queixas dos compradores. Qual é a estratégia?
Eu atribuo o bom atendimento a uma política que temos desde o início, que é não lavar as mãos. No caso de qualquer reclamação que chega à Estante, entramos em contato com o sebo, pedimos a ele que interceda nos Correios. Se a entrega demorar muito além do prazo acordado, a sugestão é devolver o dinheiro. Se o sebo não reembolsar, nós os fazemos e vamos atrás do sebo. Temos uma política muito rigorosa de qualidade com nossos vendedores. Os 1.300 sebos no meu site são os melhores do País.

A principal reclamação é atraso?
Sim. Os Correios têm deixado muito a desejar.

Quais são seus planos para 2015?
Queremos ampliar a oferta de livros novos, também com a entrada em livrarias que atuam neste mercado. Implantar ainda a compra expressa, só por e-mail, sem a necessidade de se fazer o log in e senha, que é uma chatice. São recursos de usabilidade. Também vamos investir bem forte em crowd sourcing, em que o usuário pode enriquecer a base de dados, cadastrando fotos, sinopses, resenhas. Enfim, criar uma rede colaborativa. O usuário não será um mero comprador, mas um colaborador.

Você tem algum concorrente no Brasil, além da Amazon?
Tem o Mercado Livre, mas que é mais restrito. Dedicado a livros, existem o Livronauta e o Sebos On-Line. Eles seguem o modelo da Estante, mas não dispõem de todos os recursos. Já houve outros, como o Gojaba, que ficou apenas dois anos no mercado e desistiu.

O senhor pode revelar o faturamento anual da Estante?
Não costumo divulgar isso. Mas encerramos o ano de 2014 com 1 milhão de títulos vendidos.

Qual é o deságio médio do livro usado em relação ao novo?
Em média, de 52%.

O senhor já fez alguma pesquisa sobre o perfil de seus compradores?
Grande parte é de universitários. Mas agora, com esta abertura, com a oferta de livros novos, em com todas as melhorias de usabilidade do site, qualquer pessoa que queira comprar um livro, fácil ou difícil de achar, pode comprar aqui, com a grande diferença que na Estante o consumo é ético. Isso porque assegura a sobrevida de milhares de livreiros e não só de um grande player.

Estante Virtual entra no mercado de livros novos

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Livros: em julho deste ano, a empresa ultrapassou a marca de 10 milhões de livros vendidos desde a sua fundação

Livros: em julho deste ano, a empresa ultrapassou a marca de 10 milhões de livros vendidos desde a sua fundação

Camila Lam, na Exame
São Paulo – A Estante Virtual, conhecida pelo acervo de livros raros, usados e seminovos, anuncia a entrada no mercado de títulos novos. Com o lançamento de uma nova plataforma de busca, o usuário poderá escolher entre um livro novo ou usado. O site, que ficou conhecido como sebo online, já tem quase 3 milhões de livros novos à venda.

Criada em 2005, pelo empreendedor André Garcia, a plataforma tem um acervo de 12 milhões de livros disponibilizados por mais de 1,3 mil sebos e livreiros brasileiros. Em julho deste ano, a empresa ultrapassou a marca de 10 milhões de livros vendidos desde a sua fundação.

Garcia explica que ao longo desses anos percebeu que a maioria das pessoas só recorria a sebos para buscar livros raros ou usados. “A gente tem muito livro seminovo e era necessário trazer os livros novos para o site”, explica. Dessa maneira, esse público que não costuma comprar livros usados é atraído pelos novos.

Boa parte dos livros novos do site são obras que, por questões contratuais, continuam sendo editadas durante anos, mas que não encontram mais tanto espaço nas livrarias convencionais. “Entre 60% e 70% dos acervos físicos dos sebos estão cadastrados na Estante”, afirma Garcia.

Ainda de acordo com o empreendedor, ao longo deste ano foram investidos quatro milhões de reais nas áreas de tecnologia, inovação e recursos humanos. Desse total, 70% foi destinado para área de tecnologia. A Estante Virtual hoje tem uma equipe com 38 pessoas e a expectativa para o ano que vem é que esse número deve chegar a 50.

Outra novidade que deverá ser lançada até o final desse ano é a compra expressa. “É uma forma de comprar sem a necessidade de ter um cadastro no site, o usuário preenche os dados e o número do cartão. Com isso, a gente espera que aumente a taxa de conversão”, explica Garcia.

O volume de livros vendidos em 2014 foi de três milhões e a estimativa de venda para o ano que vem é de seis milhões de livros.

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