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‘Walking tour’ passeia por livrarias e sebos do Rio nesta sexta

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Guia de turismo Juliana Fiúza mostra como o mercado livreiro carioca influenciou a vida cultural no Brasil (Foto: Lincoln Menezes/Divulgação)

Publicado no Jornal do Brasil

Quem nunca teve que recorrer aos velhos sebos para conseguir aqueles livrinhos baratos e até aqueles títulos que tornaram-se raros nas livrarias convencionais e que só conseguimos encontrar naquelas estantes das livrarias especializadas? Além de serem e possuírem um acervo único, sebos, livrarias e cafés são marcados pela por sua estética e estilo nostálgico, bucólico e aconchegantes e também por suas histórias que se confundem com o próprio surgimento das cidades e seus polos culturais. Por isso, a guia de turismo Juliana Fiuza criou o walking tour “Revelando um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés”, que passeará pelos principais marcos livreiros do Rio, nesta sexta (16), o ponto de encontro é na escadaria do Theatro Municipal, às 15h. Contribuições a partir de R$10.

Muita gente não sabe, mas a origem dos sebos é a origem das livrarias no Rio, que começaram no período colonial. Era comum que as pessoas encomendassem livros aos seus parentes que viajavam de Portugal para o Rio, quando não possuíam um, recorriam à figura do livreiro viajante, que trazia os livros e vendia por toda a colônia. A origem da palavra sebo possui inúmeras versões, a mais conhecida é que seria uma metonímia sobre livros que são muito manuseados ficarem ensebados. Quem conta essas histórias é Juliana, que foi a fundo nas pesquisas e nos livros para montar o roteiro do passeio cultural:

“Eu recebi um folheto com a referência de todos os sebos e livrarias do Rio, alguns eu não conhecia, mesmo frequentando mensalmente a maioria deles. Como já faço inúmeros passeios no meio literário, resolvi criar um que falasse dos sebos e das livrarias, sem excluir os cafés que coexistem em algumas. A pesquisa se concentrou então e livros escritos por cronistas, como João do Rio, Luís Edmundo, Machado de Assis e Lima Barreto, que se preocuparam em registrar o Rio e sempre abriam um espaço para a literatura. Artigos acadêmicos também foram essenciais”, afirma a guia de turismo.

O tour tem a concentração inicial no Theatro Municipal e passa pelos principais sebos da cidade: Academia do Saber, Letra Viva e Antiqualhas. E também pelas maiores e mais antigas livrarias alternativas: Folha Seca e Leonardo da Vinci. Esta última existe há mais de cinquenta anos e atualmente é comandada por Daniel Louzada que trouxe novos ares para a livraria, como café e coleções interativas e instigantes. Um exemplo: uma das bancadas da livraria ficam livros embrulhados em papel, de forma que é impossível saber o livro que está dentro. No embrulho, Daniel escreve frases, pequenos resumos ou figuras. O leitor, caso goste, compra sem saber qual é o livro que está levando.

“Trabalho com livros há muito tempo. A Da Vinci foi a oportunidade de realizar um sonho pessoal e continuar trabalhando com livros em algo que fizesse sentido para mim, uma livraria independente que não fosse um mero entreposto de venda, mas um espaço de discussão e troca para a comunidade, para a cidade. Acredito que esse é o presente e o futuro possível para o comércio de rua com as nossas características. A Da Vinci se baseia, em primeiro lugar, no espírito que a livraria cultivou e desenvolveu ao longo de décadas. Esse é o pilar fundamental. Em segundo lugar, estamos sempre atentos ao que as livrarias independentes estão fazendo no mundo e no Brasil para se manter em conexão com os leitores e cidadãos”, afirma Daniel

Três histórias cariocas que ilustram como o Rio mudou o mercado editorial no Brasil:

1) Outra descoberta de Juliana foi a forma como os livros eram vendidos e que contrasta com o cenário atual do setor livreiro. Em “A Alma Encantadora das Ruas”, João do Rio detalha sobre os livreiros, que não só eram muitos pelas ruas, mas que também recitavam versos e histórias para venderem as obras: “O curioso é que ele informa que era uma profissão muito rentável, que o lucro do dono de uma livraria era de seiscentos por cento, e que a comissão dos livreiros ambulantes era ótima, portanto, se vivia tranquilamente só vendendo livros. Hoje vivemos em uma crise do mercado editorial, e se passaram só cem anos”, explica Juliana.

2) A livraria José Olympio, com fundador homônimo, foi criada em 1931, em São Paulo, mas logo depois, em 1934, foi transferida para o Rio, na Rua do Ouvidor, 110. Foi a maior editora do país nas décadas de trinta e quarenta. Entre os trabalhos editoriais mais proeminentes de Olympio estão uma coleção de José de Alencar, de 1951; e, em 1952, publicou a primeira tradução brasileira de Dom Quixote.

3) Numa época em que o comércio de livros era dominado por estrangeiros: Garnier (francês), Laemert (irmãos e alemães), surge o fluminense Pedro da Silva Quaresma, que comprou a Livraria do Povo. Por cinquenta anos foi o único livreiro brasileiro. Ele sentiu que tinha um público-alvo a ser conquistado: a população semiletrada e ofereceu um livro fácil de compreensão e bem prático de ser lido. Propõe então um livro de cunho popular em formato reduzido, o que chamamos hoje de Pocket Book. Acessível também no preço. Ficaram conhecidos como “Edições Quaresma”.

Estas e outras histórias podem ser aprendidas em “Revelando Um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés” e é dedicado a todos aqueles que amam livros, cultura e história. O valor é o pedido de uma contribuição a partir de R$10, que pode ser pago no dinheiro ou cartão, para a manutenção do projeto e remuneração dos guias, que não recebem qualquer tipo de patrocínio e o projeto é financiado com as contribuições dos próprios participantes. Outras datas estão previstas para acontecer o mesmo tour, para mais informações basta entrar em contato com a guia de turismo Juliana Fiuza pelo telefone e whatsapp 21 98091-2606.

Serviço: Evento: Revelando um Rio de Livrarias, Sebos e Cafés / Walking tour que revela as origens dos livreiros do Rio de Janeiro através de visitações a sebos, livrarias e cafés históricos do centro da cidade / Data: 16 de agosto (Sexta) / Horário: 15h / Duração: 3h aprox. / Começa: Escadaria do Theatro Municipal / Termina: Livraria Folha Seca (Rua do Ouvidor) / Guia de Turismo: Juliana Fiúza / Sugestão do que levar: Água, sapatos e roupas confortáveis / Valor: Contribuições a partir de R$10. É possível pagar em dinheiro e cartão de crédito ou débito. Em caso de contribuição acima de R$20, é possível parcelar o valor.

Sebos: uma paixão que vai além dos livros e revistas usados

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Não são apenas livros: para sobreviver, sebos comercializam até brinquedos vintage (Foto: Franklin de Freitas)

Rodolfo Luis Kowalski, no Bem Paraná

Numa década marcada por especulações no mundo do livro, com o fechamento de grandes redes livreiras Brasil afora nos últimos anos, os tradicionais sebos, um dos lugares mais familiares para os apaixonados pela leitura, sobrevivem. Na contramão da era digital, esses estabelecimentos se apoiam no apelo ao tradicional, na paixão pelo livro físico, para resistir aos maus agouros. Além disso, também trataram de diversificar o leque de produtos ofertados e uniram forças.

Há poucos anos, a maioria dos alfarrábios (outro nome pelos quais são conhecidos os sebos) se limitavam a vender livros, gibis e revistas. Com o tempo, a música e o cinema passaram a dividir o espaço com as letras, com o comércio de CDs, discos de vinil e DVDs. Mais recentemente, apostas mais ousadas foram feitas.

Localizada no Largo da Ordem (Rua São Francisco, número 308), a Sebomania Toys é um exemplo dessa diversificação de produtos. Desde 2000 trabalhando com livros usados, a loja passou a vender em 2010 brinquedos, focando no apelo ao nostálgico e ao colecionismo. Deu tão certo que a parte “toys” é responsável por metade do faturamento mensal da empresa.

“A parte de brinquedos hoje é o nosso carro-chefe e o diferencial. O colecionismo é muito forte no setor e o material que temos foge do que se encontra nessas lojas tradicionais, contando com um forte apelo nostálgico”, comenta Adriano Flausino, proprietário da Sebomania Toys. “Com a entrada da internet, livros digitais, se não abrir o leque, trabalhar com outros materiais, vai ficar complicado. Piazada é tecnologia”, emenda.

Para o futuro, ele pretende apostar na parte de bebidas, montando um buffet de sorvetes dentro da loja. “O ponto favorece isso”, explica o empresário, que não pretende deixar os livros de lado. “Minha aposta para o futuro é trabalhar só com clássicos, como Dostoiévski, e obras especializadas.”

Já no Sebo Kapricho, que conta com duas lojas em Curitiba (ambas na região central), a literatura ainda é o carro-chefe dos negócios. CDs e discos de vinil também têm boa procura, seguidos pelas histórias em quadrinhos (HQs). “O que está mais devagar é DVD”, aponta Simone Campos de Oliveira, gerente comercial da empresa.

De acordo com ela, após alguns anos de aperto por conta da crise econômica, que corroeu o poder de compra da população, o setor começa a dar sinais de recuperação em 2019. “Ano passado enxugamos o número de funcionários para poder continuar, foi um ano mais difícil. Mas sentimos que começou a dar uma reagida, tanto na loja física como na virtual. E já sentimos essa melhora desde o começo do ano”, diz Simone.

Vida longa ou vida curta? Empresários divergem

Questionados sobre o futuro dos sebos, Adriano Flausino, da Sebomania Toys, e Simone Campos de Oliveira, da Sebo Kapricho, apresentam opiniões divergentes. Para ele, a tendência é que o mercado de livros usados acabe sendo atropelado por conta da era digital, dos livros digitais. Ela, por sua vez, aposta em vida longa ao setor, apoiando-se na paixão dos leitores pelo livro físico.

“Acho que vão ter poucos sebos (no futuro próximo), com um grande volume de livros para os clientes que gostam de livro físico, o que deve cair muito. Acredito que Curitiba vai perder muitos sebos nos próximos anos”, opina Flausino.

Já Simone acredita que o setor resistirá ao mundo digital. “Eu vejo vida longa. O sebo tem aquele contato com o papel, o garimpo, vemos também pais trazendo os filhos para passar o dia com a gente… O livro em si vai longe e muita gente ainda não consegue se adaptar a essa modernidade, acham cansativo (livros digitais) e gostam de ter o livro (físico), poder fazer marcações…”

“Não somos concorrentes. Somos todos colegas”, diz idealizador de guia
Recentemente, os sebos de Curitiba resolveram se unir para incentivar nos curitibanos a paixão pelo garimpo. Numa iniciativa idealizada por Adriano Flausino e apoiada por pelo menos 22 sebos ou editoras, foi criado o Guia dos Sebos, disponível gratuitamente nos principais estabelecimentos da cidade e que ainda traz um mapa mostrando a localização de cada um deles. “O guia foi ideia minha. Se o cliente vai nos sebos, tem esse guia gratuito e pode fazer a pesquisa (de onde estão os sebos). Vem mapa junto, bem prático para ele (cliente) poder pesquisar”, diz Flausino. “Não somos concorrentes. Somos todos colegas”, complementa.

Estudante de Letras encontra livro de Patativa do Assaré autografado em sebo de Fortaleza

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O livro “Cante lá que eu canto cá” e o cordel “Vicença e Sofia ou o Castigo de Mamãe/Antonio Conselheiro” foram comprados por R$30, mas o valor simbólico para Marcus é incalculável Foto: Rodrigo Gadelha

Roberta Souza, no Diário do Nordeste

A relíquia veio acompanhada de um cordel do mesmo autor

Num dia qualquer de novembro passado, um estudante de Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC) se dirigiu a um dos sebos localizados no bairro Benfica em busca do clássico “Cante lá que eu canto cá”, de Patativa do Assaré. Marcus Sales, 36 anos, podia ter se conformado com uma cópia, como é de praxe entre os alunos da universidade, mas decidiu procurar o livro e se surpreendeu com o que encontrou lá. Sem alardes, o vendedor indicou a obra e disse que, dentro dela, estava um cordel, “Vicença e Sofia ou o Castigo de Mamãe/Antônio Conselheiro”.

Para o estudante, que também se aventura como cordelista, esse já era um trunfo. Mas o “tesouro” mesmo ele só encontraria ao abrir o livro com mais cuidado, a alguns passos dali, no Bosque Moreira Campos. É que tanto o clássico como o cordel estavam autografados pelo poeta de Assaré.

“O vendedor até me disse que estava assinado, mas pensei que era uma assinatura comum, como quando a gente grafa o próprio nome, sabe? Não liguei”, comenta. Com apenas R$ 30, ele comprou uma relíquia que hoje é vendida por preço muito maior na internet. Para se ter uma ideia, livros com a assinatura de Patativa no Mercado Livre variam de R$250 a R$ 1.096.

Memória

Para Marcus, existe algo ainda maior por trás disso. “É de um valor simbólico muito grande ter algo que passou pelas mãos dele e carrega essa mística. É a letrinha dele lá. Infelizmente não fui eu que pedi o autógrafo, mas só de ter essa memória, já é algo incalculável”, observa.


O estudante de Letras e cordelista Marcus Sales encontrou um livro e um cordel autografados pelo poeta Patativa num sebo de Fortaleza Foto: Rodrigo Gadelha

Quando conheceu Patativa, ainda no Ensino Médio, com a leitura de poesias do cordelista em livros didáticos, ainda não fazia ideia de que o poeta se tornaria uma fonte de inspiração para ele. A universidade e o Grupo de Estudos em Literatura Popular, coordenado pelo professor Stélio Torquato, confirmariam isso.

Com a escrita cursiva e as palavras apertadas, está a dedicatória: “Ao Dr. José Eriton. Homenagem do Patativa. Iguatu, 26/09/1983”. O estudante não faz ideia de quem seja, mas é grato por ter sido “o escolhido” para guardar essa história.

Com o cordel “O resgate da donzela ou a mulher empoderada”, publicado em fevereiro de 2018, e outro intitulado “A eleição do diabo”, a ser lançado em breve, Marcus segue o rastro da “ave poesia”. “Ele é uma inspiração. Quando você lê, quer contar sua história como ele contou”.

Há 20 anos no Centro Histórico de Cuiabá, sebo resiste à falta de apoio

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Cleito Albuquerque, proprietário do Bazar do Livro - Alair Ribeiro/MídiaNews

Cleito Albuquerque, proprietário do Bazar do Livro – Alair Ribeiro/MídiaNews

Proprietário lamenta a ausência de políticas que incentivem a leitura em Mato Grosso

Cintia Borges, no Midia News

A alternativa mais acessível para os amantes de livros são os sebos – lojas que vendem livros usados. Em Cuiabá, o mais antigo deles sobrevive há quase 20 anos no Centro Histórico.

A crise financeira e política que atingiu o Brasil em 2015 não popoupou o Bazar do Livro, mas a empresa ainda resiste, prestes a completar 20 anos.

O proprietário Cleito Albuquerque afirma que se houvesse mais incentivos por parte do poder público a eventos culturais relacionados à cultura literária, o mercado de livro em Cuiabá estaria em uma melhor situação.

“Em quase vinte anos de funcionamento, o último um ano e meio foi um dos piores para mim. Governo, Prefeitura, Secretaria de Cultura e Educação teriam que fazer mais eventos para fomentar literatura, para estimular a compra de livros. Não só cultura, porque eventos culturais existem, mas feiras de livro são poucas”, disse o empresário.

Ele conta que o recentemente seria realizado um grande evento para a cultura literária, a LiteraMato, mas que foi cancelado sem qualquer explicação.

O evento deveria acontecer entre os dias 19 e 22 de outubro deste ano, mas foi cancelado.

O empresário lembra que o último grande evento para fomento da leitura aconteceu em 2005, com a LiterAmérica, ainda no Governo Blairo Maggi. “[Ricardo Guilherme] Dicke estava vivo, foi mais ou menos em 2010. Faz muito tempo”.

A falta de incentivo e a crise fizeram com que o empreendimento, que antes empregava sete pessoas, hoje funcione apenas com duas.

Outro fator que contribuiu para a queda nas vendas foi o grande números de escolas que mudaram o sistema de ensino. Antes as loja de livros usados tinham grande fluxo de vendas nos materiais didáticos. Com a inserção e crescimento dos sistemas apostilados – como os sistemas de ensino Objetivo, Positivo, COC –, as vendas caíram.

“Na volta às aulas as vendas eram muito fortes. Por enquanto, no que diz respeito a livros literários continua normal”, diz.

Entretanto, a incerteza quanto o futuro ainda gera temor. “Eu vejo uma luz no fim do túnel, mas eu tenho medo. Cuiabá sempre foi fraca no setor literário, falta incentivo”, diz.

História

O Bazar do Livro abriu a sua primeira loja em 1998, na Rua 7 de Setembro, no Centro Histórico de Cuiabá.

“Eu trabalhei em um sebo em Goiânia por dois anos, e trouxe a ideia para cá em junho de 1998. Eu montei junto com meu irmão, mas ele foi mexer com outra área, e há seis anos sou o único dono”, disse.

Um ano depois, o sebo mudou-se para o endereço atual: Rua Antônio Maria Coelho, número 344, no Centro Sul da Capital..

“Já tivemos um filial na Pedro Celestino, na Prainha e na Avenida Mato Grosso. Mas os alugueis eram muito caros”.

Albuquerque lembra dos anos de ouro da livraria. Ele conta que entre os anos 2000 e 2010, o Bazar do Livro teve seu ápice.

Eram vendidos, além dos livros, CDs, DVDs, fitas cacetes e vinis. “Mas a internet tirou isso tudo da gente”, afirma.

“Os vinis também paramos de vender uma época, mas eles voltaram com força, e, recentemente, compramos um lote com duas mil unidades. Tem uns oito anos que não vendíamos”, conta.

O Bazar do Livro vive atualmente de venda e troca de livros usados. O empresário explica que, caso o amante de livros não queira comprá-los, pode levar um usado e trocar por outro.

“A pessoa traz o livro para eu fazer a avaliação. Em resumo é o seguinte: o livro que vale R$ 10 eu troco por outro livro de R$ 5”, conta. Ele ainda esclarece que, atualmente, pela grande quantidade de livros expostos, não faz a compra de títulos.

“Tenho mais de 40 mil títulos, com certeza. Não há livros novos, 95% são usados”.

Dentre os títulos, há livros para todos os gostos e bolsos. “O preço médio é de R$ 10 a R$ 11. Mas, se você chegar aqui com apenas R$ 10, você consegue levar até cinco livros”, aponta o proprietário para um banca com exemplares a preço promocionais.

Raridade

A grande curiosidade no sebo está no livro “Álbum Gráphico de Mato Grosso”.

Impresso em Hamburgo, na Alemanha, entre os anos de 1913 e 1914, o livro conta com imagens históricas do Estado.

“Salvo o engano foram editadas apenas 300 unidades. Ele tem um preço alto, custa R$ 2 mil. Nós temos apenas ele”.

Serviço

O Bazar do Livro fica na Rua Antônio Maria Coelho, número 344, no Centro Sul da Capital.

6 Dicas para manter a leitura em dia nos tempos de crise

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Fabio Mourão no Dito pelo Maldito

Vamos encarar a realidade, ser um amante de livros pode custar caro. Se contabilizarmos o dinheiro gasto com os exemplares, as idas ao cinema para acompanhar as adaptações cinematográficas, o merchandising, e as vezes até mesmo o material para formar um possível cosplay, com certeza chegaremos a uma despesa que pode estourar qualquer orçamento em tempo de crise. E quando a coisa aperta, infelizmente os nossos livros e quadrinhos costumam ser os primeiros a sofrerem cortes rigorosos. Quando temos que decidir entre comprar uma nova leitura, ou pagar o aluguel para continuar a ter um teto onde ler, fica difícil acompanhar os lançamentos literários. E eu conheço bem esse sentimento.

Atualmente eu moro na capital de São Paulo, uma cidade com uma cena cultural invejável, mas conhecida também por ostentar um dos custos de vida mais alto do país. Mas como tal hábito é quase tão difícil de abandonar quanto a um vício, felizmente passei os últimos anos aperfeiçoando a arte de manter a leitura em dia mesmo quando a conta está no vermelho. Aqui estão algumas boas dicas que desenvolvi nesse tempo difícil que estamos passando no país:

1. Visite a biblioteca da sua cidade
Talvez você nunca tenha se atentado para isso, mas é bem provável que exista pelo menos uma biblioteca municipal em algum lugar da sua cidade. Eu passei grande parte da adolescência dentro de uma, e guardo boas lembranças desses momentos. Tenho certeza que fará o mesmo por você.

Sem contar que hoje em dia as bibliotecas tornaram-se um local público que oferecem bem mais do que apenas livros, muitas dedicam espaço para exposições, eventos e outras até possuem uma gibiteca. Se você gosta de descobrir novos títulos nas livrarias, vai encontrar um mar de possibilidades dentro de uma biblioteca.

2. Migre para os e-Books
Não use a crise como desculpa para colaborar com a pirataria de livros, os autores continuam precisando de dinheiro tanto quanto você. Mas se você nunca se dispôs a experimentar um livro digital antes, este é um bom momento para começar a pensar em passar por essa experiência. Apesar de não ter aquele ‘cheiro de livro novo’ como bônus, e nem suprir a nossa necessidade materialista de ter o exemplar físico, é um fato que os e-Books costumam ser mais baratos, e é isso que importa em tempos de vacas magras.

3. Troque as livrarias por sebos
Talvez, alguns meses atrás, você tivesse plena condições de entrar em uma livraria e sair de lá com sacolas recheadas de lançamentos, mas talvez seja hora de começar a encarar possibilidade de frequentar os sebos da sua cidade, e quem sabe garimpar alguns títulos que estão fora do catálogo das editoras.

Apesar dos sebos terem a fama de abrigar apenas livros antigos, pode-se encontrar títulos bem interessantes em lugares assim, e em exemplares tão bem conservados quanto os das livrarias.

4. Promova uma troca com os seus amigos
Cultivar o hábito da leitura é também acumular dezenas de exemplares por todo canto da casa, mesmo quando não precisa mais deles. Se você tiver sorte suficiente para ter amigos próximos na mesma situação, pode aproveitar a oportunidade para promover uma troca de livros entre vocês. E se eles também estão passando por um aperto financeiro, vale a pena até incentivar uma compra coletiva, em que vocês podem dividir o valor da compra de um livro, e compartilhar o título entre todos.

5. Conheça os escritores da sua região
Já que está faltando grana para bancar os títulos da lista dos dez mais vendidos, é uma boa oportunidade para fazer o que você já deveria ter feito desde que começou a se interessar pela literatura, incentivar o trabalho dos escritores da sua cidade e região. Pode começar se conectando a cena literária local, frequentando os festivais, feiras e outros eventos culturais, onde se pode encontrar bons títulos independentes a preços mais acessíveis.

6. De graça também é bom
As vezes nos vemos tão empenhados em comprar, ganhar ou conquistar determinados livros que já são lançados no mercado ostentando o status de ‘objetos de desejo’, que ficamos cegos para diversas oportunidades de leituras gratuitas que nos rodeiam pela rede. Praticamente toda plataforma digital possui suas ofertas de títulos sem custo para o leitor, seja pequenos contos, capítulos avulsos, prelúdios, e até obras inteiras esperando para serem lidas sem cobrar absolutamente nada por isso. A nossa lista com os 10 Melhores e- Books grátis para o Kobo pode te ajudar no início desse processo.

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