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Saiba o que fazer nos dias da segunda fase da Unicamp 2016

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Veja dicas de alimentação, planejamento e o que fazer na hora da prova

Publicado no Guia do Estudante

A partir deste domingo (17), às 13h, ocorre a segunda fase do vestibular 2016 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Serão três dias de provas, cada um com duração de 4h. As três provas são idênticas para todos os quase 16 mil candidatos: no primeiro dia, prova de redação, português e literatura; no segundo, prova de história, matemática e geografia; no terceiro, prova de química, física e biologia.

Com a proximidade da prova, outras coisas além do estudo viram prioridade, como descanso, alimentação e muito planejamento. Para isso, fique ligado nas dicas que o GUIA preparou para você saber o que fazer antes e durante a maratona de provas!

Na véspera

Mesmo que dê vontade de dar uma última estudadinha, procure evitar pegar nos livros no dia anterior. Faltando tão pouco tempo para a prova, isso só provocaria mais estresse para o dia seguinte. Por isso, o mais recomendável é que você descanse bastante: durma, assista ao seu seriado favorito, vá ao cinema, encontre os amigos.

Quanto à alimentação, você provavelmente já sabe que é muito pouco recomendável que se faça extravagâncias no almoço do dia do vestibular, mas essa dica também deve ser seguida nos dias anteriores a ele. Nem precisamos dizer para você passar longe da feijoada, não é?

Planejamento

Decida já se você vai de carro ou transporte público. Veja bem qual ônibus pegar e programe quanto tempo de antecedência é necessário para sair de casa, levando em conta que você deverá chegar uma hora antes do início da prova (ou seja, às 12h). Lembre-se também de separar a documentação necessária no dia anterior (veja na tabela abaixo).

O que você pode levar
Documento oficial com foto (RG ou equivalente) – obrigatório
Foto 3×4 (apenas no primeiro dia) – obrigatório
Caneta preta em material transparente, lápis preto, borracha, régua transparente e compasso
Relógio analógico
O que você não pode levar
Aparelhos celulares e eletrônicos quaisquer
Relógios digitais
Corretivo, lapiseira, caneta marca texto, bandana, lenço, boné, chapéu

Não esqueça de checar a previsão do tempo e verificar que tipo de roupa deverá vestir para que o clima não o incomode. Na hora de escolher as peças que vai usar, lembre-se de dar prioridade absoluta ao seu conforto. Agora, só resta uma coisa a fazer: dormir! Nada de ir para a balada ou ficar até tarde no computador. Nos dias anteriores, não abra mão das oito horas de sono. Lembre que serão três dias de prova: para aguentar uma maratona dessa, o mínimo que você deve estar é descansado.

Nos dias de prova

No dia do vestibular, evite acordar em cima da hora para não ter que sair correndo. Procure levantar mais cedo, tomar um café da manhã equilibrado e planejar bem o que vai comer no almoço (já dissemos, nada de comida pesada). Separe também o lanche e a bebida que vai levar para a prova: leve aquilo que mata a sua fome e que te deixa confortável, procurando evitar, novamente, comidas muito gordurosas.

Chegue cedo. Você pode achar que conhece bem o caminho até o local de prova, ou que é perto da sua casa e basta sair meia hora antes do fechamento dos portões. Mas não se engane: você nunca sabe que tipo de imprevisto pode acontecer. Se você chegar mais cedo, não vai acontecer nada, apenas terá que esperar um pouco mais. Mas, se você atrasar, pode encontrar os portões fechados e perder a prova. Não arrisque!

Na prova

Reserve dois momentos de cinco a dez minutos para comer, se esticar e ir ao banheiro. Pode ser que você fique desesperado com essa sugestão, afinal, são minutos a menos de prova! No entanto, as pausas são muito necessárias para que você retome o foco e a atenção que vão caindo ao longo do exame. Se você levanta um pouco e come alguma coisa, é como se estivesse entrando novamente para fazer a prova, impedindo o sono de vir.

Agora, respire fundo. Você se preparou bastante durante o ano e o sucesso é apenas a consequência disso. Estaremos torcendo! Boa sorte!

Próximas datas Unicamp
Provas de habilidades específicas 25 a 28/1
Divulgação da primeira chamada 12/2
Matrícula da primeira chamada 13 e 14/2
Divulgação da segunda chamada 16/2
Matrícula da segunda chamada 18/2

Consultoria: Professor Alexandre Linares, do Cursinho Henfil; Professores Célio Tasinafo e Wander Azanha, do Oficina do Estudante.

Primeiro dia da 2ª fase da Fuvest 2015 foi exigente, segundo professores

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Primeiro dia da 2ª fase da Fuvest 2015 foi exigente, segundo professores

Tema da redação foi considerado bom e contemporâneo

Carolina Vellei, no Guia do Estudante

Neste domingo (4), os candidatos selecionados para a segunda fase do vestibular da Fuvest 2015 fizeram provas de português e redação. Para os professores, a Fuvest manteve o nível exigente de outras edições e mostrou que candidato deveria ter profundo conhecimento das obras literárias da lista de leituras obrigatórias para responder bem às questões.

“Só quem leu os livros conseguiria responder de fato as questões da prova, não bastava apenas ter lido resumos ou assistido a videoaulas”, explica Luís Ricardo Arruda, coordenador do Anglo Vestibulares. Para ele, além de exigir uma leitura interpretativa das obras aos estudantes, a prova também pedia uma base de conhecimentos sobre o contexto histórico das livros. Por exemplo, na questão número 8 os estudantes precisaram relacionar correntes filosóficas e científicas da época em que Memórias Póstumas de Brás Cubas foi escrito com o conceito de Humanitismo, “sistema de filosofia” presente no livro. Para o professor Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, essa pergunta, assim como outras da prova, exigiam uma boa preparação do aluno: “A prova não foi difícil, mas foi bem feita e exigente”.

Sobre a redação, os professores elogiaram o tema “Camarotização: a segregação da sociedade”. “A redação teve um tema bem específico, mas com base em uma questão que é bem discutida no Brasil”, diz Tasinafo. O professor de redação do Anglo Vestibulares, Aníbal Telles, concorda sobre a abordagem de uma proposta contemporânea. “Não foi um tema óbvio, foi um tema interessante e do universo cultural do candidato. Embora o tema seja atemporal, os exemplos que poderiam ser usados na argumentação poderiam ter sido recentes, dados a partir do cotidiano do estudante”, entende Telles. Como exemplo, o professor cita alguns pontos que poderiam ter feito parte da abordagem do estudante: “Poderiam ter falado dos ‘rolezinhos’ que ficaram famosos no começo de 2014, quando jovens de classes menos privilegiadas começaram a ocupar locais que antes eram frequentados apenas por pessoas mais abastadas como símbolo de contestação e até mesmo ter falado da resistência recente de moradores de Higienópolis em aceitar uma estação de metrô e ciclovias no local com medo de uma ‘invasão’ de pessoas mais pobres”.

O maior risco, na prova de redação, é a fuga do tema, segundo os professores. “É o maior problema a pessoa fugir do tema e não ler os textos de apoio apresentados e colocar o que está na cabeça”, argumenta o coordenador Arruda. “Era preciso seguir a diretriz da coletânea e do tema proposto, sem fugir para outras questões, como por exemplo abordar apenas a distribuição de renda como assunto central da redação”, comenta Tasinafo.

Segunda fase continua nesta segunda-feira (5)

Para o segundo dia, que terá 16 questões sobre as disciplinas do núcleo comum obrigatório do Ensino Médio (História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês e questões interdisciplinares), Tasinafo espera uma prova mais trabalhosa do que hoje. “É o dia com maior número de questões, mas com o mesmo tempo dos outros dias. O ideal é que o aluno saiba controlar bem o tempo”, aconselha o professor.

A segunda fase da Fuvest 2015 termina na terça-feira (6), com 12 questões de duas ou três disciplinas incluindo questões interdisciplinares, de acordo com a carreira escolhida.

Provas de habilidades específicas

Para os candidatos de Música (Ribeirão Preto), Artes Cênicas, Curso Superior do Audiovisual, Arquitetura e Design, o vestibular continuará com as provas de habilidades específicas entre os dias 7 e 9 de janeiro de 2015.

Resultado

A primeira lista de aprovados no vestibular 2014 da Fuvest poderá ser consultada em 31 de janeiro.

Prêmio Jabuti 2013 recebe mais de duas mil inscrições

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Publicado no Bem Paraná

O Prêmio Jabuti, a mais importante premiação editorial do país, encerrou suas inscrições da edição 2013 com 2.107 participações, em 27 categorias. Foram aceitas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2012, inscritas no ISBN e que apresentavam ficha catalográfica. O Prêmio Jabuti é organizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Uma nova categoria integra a lista do regulamento deste ano: Melhor Tradução de Obra de Ficção Alemão-Português, em função da homenagem do Brasil na Feira do Livro de Frankfurt, que acontece em outubro próximo.

Os laureados em todas as categorias que compõem o prêmio receberão o troféu Jabuti e o valor de R$ 3,5 mil. Os vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – não Ficção serão comtemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada.

Um júri formado por especialistas de cada categoria – indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, cujos membros são José Luiz Goldfarb, Antonio Carlos Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos Menezes e Márcia Ligia Guidin – escolherá os vencedores. Os nomes dos jurados serão divulgados em ordem alfabética, somente na cerimônia de premiação. Até essa ocasião, os jurados igualmente desconhecerão a identidade uns dos outros.

O Conselho Curador também ficará responsável pelo acompanhamento de todas as etapas do prêmio.
Na primeira fase das apurações, os jurados deverão ler e avaliar os livros inscritos em sua categoria, de acordo com os quesitos especificados no Regulamento, atribuindo notas entre oito e 10 a cada um deles (sendo permitido o fracionamento em apenas meio ponto). Cada jurado escolherá dez livros, em cada categoria. Os selecionados nesta etapa de apuração serão conhecidos no próximo dia 17 de setembro, na CBL, localizada na Avenida Ipiranga, 1.267, 10o andar, São Paulo, Capital.

A segunda fase (e última) avaliará e atribuirá notas a todas as obras finalistas da primeira fase. As três obras que receberem a maior pontuação dos jurados, nesta fase, serão consideradas como vencedoras do prêmio em sua categoria, em primeiro, segundo e terceiro lugar. A cerimônia de entrega aos vencedores do Prêmio Jabuti 2013 acontecerá dia 13 de novembro, na Sala São Paulo.

Todo ano, melhores da Fuvest recebem convite para tentar curso “secreto” da USP

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Chico Felitti, na Folha de S.Paulo

Luan Granzotto, 24, pensou que o vestibular da USP já tivesse acabado. Enfrentou a via-crúcis de provas no fim de 2012 e passou em 12º lugar no curso de letras, com 849 vagas.

Mas em maio, enquanto estudava literatura clássica para uma prova, recebeu uma carta da faculdade. “Abri. Era um convite para conhecer o curso de ciências moleculares.”

Ele havia sido convocado a tentar entrar na “graduação secreta” da USP. Secreta porque, apesar de existir há 23 anos, a formação de ciências moleculares não aparece no manual de vestibulandos da Fuvest.

“Selecionamos quem já foi aprovado, e bem”, diz Antonio Martins Figueiredo, que coordena o curso –um misto de biologia, química, física e matemática.

O curso não é subordinado a nenhuma faculdade do campus. As aulas acontecem na “Colmeia”, apelido das salas vizinhos ao restaurante da USP.

Prédio de História e Geografia na USP

Prédio de História e Geografia na USP

A cada ano, cerca de cem pessoas se candidatam a entrar no que alunos chamam de “a elite da universidade”. Há 25 vagas abertas –nem sempre todas são preenchidas.

O segundo vestibular para quem já enfrentou o vestibular acabou de acontecer. A primeira fase, de perguntas discursivas, restringiu-se às quatro matérias que formam a grade, mais inglês. E é “impossível de difícil”, segundo André Humberto, 22, que passou em psicologia e fez a prova há quatro anos (não passou).

A segunda fase –uma mesa-redonda com os concorrentes– é na primeira semana de julho. Certa vez, um professor levou pepino, batata, clipe de metal, moeda de cobre e lâmpada. “Com isso, é possível fazer uma bateria e acender a luz.” Os alunos que se virassem com o experimento.

A deste ano foi na semana retrasada. O resultado é divulgado sem notas –o candidato apenas fica sabendo se entrou ou não. Os aprovados se autodenominam “os moleculentos”.

“São poucos alunos, convivendo o dia inteiro. Tirando que tem um mínimo divisor comum, são pessoas extraordinárias”, diz uma aluna do quarto ano (todos os atuais estudantes com os quais a sãopaulo conversou preferiram não se identificar).

PEDE PRA SAIR

Se poucos entram, menos ainda duram até o final do curso. O biólogo Fernando Rossine, 26, ingressou em 2005. Sua turma começou com 15 pessoas. Antes do segundo semestre, eram dez. No dia de formatura, sete.

A um semestre de pegar o diploma, o próprio Fernando decidiu retornar para a biologia, por “uma questão de insatisfação pessoal”.

Um dos imbróglios era a rigidez da grade curricular. Quando Fernando se recusou a fazer uma matéria, teve de se submeter a um “tribunal” de professores. Acabou absolvido –permitiram que ele terminasse o curso.

Em casos extremos, permite-se que o estudante tranque a matéria. “Mas são exceções”, diz o coordenador da carreira, Figueiredo. Um exemplo recorrente: depressão profunda.

As aulas são pesadas e muitas. Na sexta-feira, as classes têm o dia livre. “Para pode estudar”, diz Figueiredo.

Agregou-se à carga draconiana um desafio físico: a sala oficial está em reforma, então cada matéria é dada num prédio da USP. “Andamos uns 40 minutos entre uma aula de biologia e outra de matemática”, diz uma aluna. “Assim também vamos ficar os mais magros, além de os mais inteligentes.”

Luan, o aluno de letras convidado, não foi à prova deste ano. “Conversei com conhecidos que fizeram. Não é muito a minha. Mas que foi bacana ter sido convidado, ah, isso foi.”

Foto da lousa do curso de ciências moleculares, na USP, no final da aula de química do professor Roberto Torrezi (Petala Lopes/ Folhapress)

Foto da lousa do curso de ciências moleculares, na USP, no final da aula de química do professor Roberto Torrezi (Petala Lopes/ Folhapress)

Amigos fazem ‘vaquinha’ para aluno ir do CE para SP fazer prova da Fuvest

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O cearense José Evaldo Pereira está em SP para a segunda fase da Fuvest que ocorre neste domingo (Foto: Vanessa Fajardo/ G1)
O cearense José Evaldo Pereira posa no vão livre do Masp; ele chegou em SP no sábado e vai fazer a primeira prova da segunda fase da Fuvest neste domingo

José Evaldo Pereira, de 22 anos, tenta uma vaga no curso de medicina. Até o professor ajudou a arrecadar R$ 1.500 para despesas de viagem.

Vanessa Fajardo, no G1

Foi com a ajuda financeira de amigos e professores que o estudante José Evaldo Pereira Sousa Filho, de 22 anos, morador da cidade de Maracanaú (CE), chegou a São Paulo neste sábado (5) para prestar a segunda fase do vestibular da Fuvest. Evaldo disputa uma vaga no curso de medicina na Universidade de São Paulo (USP), o mais concorrido do vestibular. Ele foi aprovado para a fase final do processo seletivo que começa neste domingo (6) e vai até terça-feira (8).

As provas da Fuvest são realizadas apenas no estado de São Paulo, por isso Evaldo precisou da ajuda dos amigos. A “vaquinha” reuniu cerca de R$ 1.500, dinheiro usado para pagar as passagens de avião e a hospedagem do estudante cearense. Ele chegou à capital paulista acompanhado pelo professor Ronaldo Landim Bandeira. Foi Landim quem custeou as despesas da viagem de Evaldo para a primeira fase do vestibular no dia 25 de novembro do ano passado. “Eu vejo o potencial dele, a dedicação, o entusiasmo. Resolvi fazer minha parte como professor.”

O pai de Evaldo está desempregado e a mãe trabalha como empregada doméstica. “Eles não teriam condições de bancar esses gastos. Mas minha mãe sempre me incentiva a estudar, diz para eu não desistir. Ela valoriza os estudos até porque não teve oportunidade, perdeu a mãe muito nova e teve de trabalhar”, diz Evaldo.

O jovem concluiu o ensino médio na rede pública de ensino no ano de 2007, quando foi aprovado em química na Universidade Federal do Ceará (UFC). Na ocasião, já sonhava em estudar medicina, mas não quis tentar uma vaga pois achava que era “um curso de rico”. “Estudei química um mês, mas vi que não era o que queria, que iria me arrepender. Larguei e passei a estudar para o vestibular em casa”, afirma.

Mesmo certo de que queria seguir carreira em medicina, Evaldo ainda cursou um ano de engenharia ambiental. Em 2009, conciliava as aulas da graduação com as do curso pré-vestibular do colégio Farias Brito, onde conseguiu uma bolsa de estudos. Cansado da rotina pesada, largou a engenharia e passou a se dedicar somente ao cursinho para concorrer a uma vaga em medicina. Rotina que se prolongou em 2010, 2011 e 2012.

Evaldo está matriculado no curso de medicina da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, onde foi aprovado pela nota do Enem de 2011, como garantia. Ainda tem como alternativa concorrer com a nota do Enem 2012 (média geral de 774) na UFC e também está na disputa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cujas provas da segunda fase ocorrem entre os dias 21 e 24 de janeiro. No entanto, almeja mesmo uma vaga na USP.”Acho que tenho chances, afinal cheguei até aqui. São Paulo é uma cidade próspera, a rede de hospital é muito boa, concentra a elite da medicina no Brasil”, diz. O estudante sabe que as oportunidades profissionais em São Paulo tendem as ser melhores do que as oferecidas no Nordeste. “Duas pessoas que se dedicam igualmente aqui em São Paulo e em Fortaleza, por exemplo, têm futuros bem diferentes. Não seria fácil deixar minha família, caso consiga ser aprovado, mas não dá para não fazer as coisas por medo. É hora de enfrentar e crescer.”

Além de vencer a concorrência, Evaldo também se preocupa com a política de moradia estudantil das instituições de ensino. Vai precisar de auxílio para conseguir estudar. Foi por isso que não aceitou a bolsa de 100% da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul para estudar medicina. “Eles não tem moradia, não ia conseguir me manter. Sei que terei dificuldades até para adquirir os materiais.”Mesmo na reta final das provas, o estudante não abandonou os estudos. Mantém o ritmo e todos os dias revê as matérias. Evaldo conta que na infância não gostava muito de estudar queria ser jogador de futebol, mas em 2003, quando estava na 7ª série, entendeu as dificuldades financeiras da família e percebeu que o estudo era o único caminho para mudá-las. “Nunca havia tentado o vestibular da USP por medo, não achei que fosse passar, mas tenho estudado todos os dias. No ano passado me dediquei muito, e vou fazer a minha parte.”

Foto: Vanessa Fajardo/ G1

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