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Posts tagged Segunda Feira

Diretora de escola no Rio diz ter sido agredida por aluno de 15 anos

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Segundo diretora-adjunta, “a violência não é comum na escola”.
Estudante foi transferido para outro colégio, diz secretaria.

Os alunos da escola João Kopke fizeram um cartaz escrito "Violência não" na manhã desta segunda (25), após diretora ter sido agredida por aluno. (Foto: Isabela Marinho / G1)

Os alunos da escola João Kopke fizeram um cartaz escrito “Violência não” na manhã desta segunda (25), após diretora ter sido agredida por aluno. (Foto: Isabela Marinho / G1)

Isabela Marinho, no G1

A diretora da Escola Municipal João Kopke, Leila Soares, em Piedade, no Subúrbio do Rio, afirma ter sido espancada quinta-feira (21) por um aluno de 15 anos. Segundo informou nesta segunda-feira (25) a diretora-adjunta da escola, Ana Paula, Leila sofreu lesões no rosto, ficou com a face muito machucada e está de licença. Ainda de acordo com Ana Paula, o caso foi “pontual” e “a violência não é comum na escola”.

Assista ao vídeo aqui.

A mãe de uma aluna de 13 anos, identificada apenas como Aline, contou ao G1 nesta segunda que desde que a diretora Leila chegou à escola, ela tenta “melhorar o ambiente”. Os alunos da escola fizeram um cartaz escrito “Violência não” na manhã desta segunda.

De acordo com Aline, antes de o aluno agredir a diretora, uma briga entre dois jovens, na semana retrasada, movimentou a escola. “Minha filha me contou que um aluno jogou pedra em outro, que revidou”, disse. A mãe ressaltou ainda que o consumo de drogas no entorno da escola é comum.

Jennifer foi aluna da escola há cinco anos e seu irmão estuda na instituição atualmente. Segundo ela, naquela época, já havia presenciado a tentativa de agressão de um aluno à mesma diretora.

“Acho que é porque ela quase não fica na escola. É difícil encontrá-la aqui. E quando chega quer botar moral e não consegue”, afirmou a ex-aluna. De acordo com Jeniffer, o irmão dela costuma comentar que “a pancadaria” na escola é frequente.

Uma professora da escola, que não quis ser identificada, contudo, disse que a diretora subiu para ver o que estava acontecendo no corredor. Segundo ela, o aluno estava dando uma gravata “de brincadeira” em um colega. O rapaz deu um empurrão e xingou a professora, que disse que chamaria o responsável do aluno. Foi quando ele deu um soco na diretora.

“Ela foi para a sala, ele a imobilizou, deu vários socos nela. Saiu muito sangue, enchemos uma lixeira com papeis. Ela também machucou o ouvido”, contou a professora. A diretora foi encaminhada para o Hospital Salgado Filho. A história foi publicada pelo jornal “O Dia” nesta segunda.

Medo

A professora disse ainda que os professores estão com medo, porque o aluno fez ameaças de que caso fosse expulso, voltaria para matar todo mundo.

Segundo a professora, a afirmação da ex-aluna de que Leila é omissa é uma inverdade e que “ela é muito dedicada” e fica na escola além do horário.

A mãe de uma outra aluna, que não quis se identificar, chegou na porta da escola por volta de 11h20, preocupada.

“Recebi a ligação de uma amiga me dizendo que o aluno que agrediu a diretora é morador do Morro do Urubu e que os traficantes viriam à escola pegar a diretora. Não sei o quanto disso é verdade, mas fiquei com medo e vim aqui ver. Fiquei tranquila quando vi que as portas da escola estão trancadas e que as coisas estão calmas”, contou.

Segundo nota da Polícia Civil, a vítima procurou a delegacia informando ter sido agredida por um aluno de 15 anos. O menor foi ouvido e a vítima encaminhada para exame de corpo de delito. De acordo com a delegada Cristiane Carvalho, da 24ª DP (Piedade), a vítima compareceu à delegacia sem apresentar lesões externas, contudo, foi encaminhada ao IML para averiguar lesões internas, no ouvido.

Ainda segundo a polícia, na delegacia, o aluno contou que agrediu Leila após a diretora do colégio o repreender por ele não voltar à sala após o intervalo de aula.

A Secretaria Municipal de Educação esclareceu, em nota, que não admite este tipo de conduta nas escolas da Prefeitura do Rio e já aplicou o Regimento Escolar Básico do Ensino Fundamental ao caso, com a transferência do aluno para uma outra unidade.

“É triste e lamentável. Não admitimos qualquer tipo de violência nas nossas escolas”, declarou a secretária de Educação, Claudia Costin.

De acordo com a Polícia Civil, o caso foi enviado a Vara da Infância e Juventude e foi registrado na 24º DP (Piedade).

Alunos são afastados por gravarem Harlem Shake no banheiro da escola

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Lourdes Souza, no UOL

Um vídeo da nova febre da internet, a dança Harlem Shake, gerou confusão para sete alunos da Escola Estadual Miriam Benchimol Ferreira, em Goiânia. A versão gravada dentro do banheiro da unidade escolar foi publicada nas redes sociais na última quinta-feira (28) e provocou o afastamento dos estudantes.

Familiares e estudantes alegam que o grupo foi expulso da escola, mas a diretoria e a Secretaria Estadual de Educação de Goiás negam.

 

A mãe de um estudante de 17 anos, que participou do vídeo, Keila Gonçalves da Silva, 41, diz que a direção da escola a chamou para uma reunião na sexta-feira (1º). “Cheguei para a reunião e havia policiais na sala, que falaram que os meninos não iam mais estudar lá. Eles pediram que a gente assinasse um pedido de transferência porque senão iriam levar os estudantes para a delegacia e depois seriam expulsos”.

Segundo Keila, o medo da expulsão fez com que as famílias assinassem o documento. “Depois seria mais difícil conseguir escola para matriculá-los. Achei um absurdo porque o vídeo era uma brincadeira”. O diretor da escola, Francisco Leite, nega que houve coação e os pedidos de transferência foram solicitados pelos pais.

Ele alega que os policiais, que estavam na escola, são do Batalhão Escolar e visitam a unidade diariamente. “Tenho ata que mostra que eles solicitaram a transferência voluntariamente. Os alunos continuam normalmente na escola e toda essa divulgação é só para denegrir o nome da escola”.

O diretor afirma que os estudantes não foram para a aula na sexta-feira porque a escola estava fechada para reunião de planejamento. Segundo ele, a questão está resolvida e os alunos continuam na unidade.

Keila diz que foi chamada novamente à escola na segunda-feira (4) para discutir o retorno dos estudantes. “O meu filho vai voltar para escola, eu queria isso. Achei que a expulsão foi fora do limite. Moro perto da escola e não teria outro lugar para matriculá-lo. Assinamos uma declaração para o retorno dos alunos e ficou combinado que não haverá perseguições, que o retorno será normal”.

‘Está todo mundo fazendo’
O estudante J, de 17 anos, diz que vai voltar tranquilo para a escola. “Eu acho que vai ser normal, eu e meus amigos vamos voltar numa boa”. Ele conta que o grupo só quis fazer uma brincadeira com a gravação. “Está todo mundo fazendo e a gente quis fazer também”.

O jovem afirma que a reação da escola deixou outros estudantes indignados. “Chamaram a polícia e disseram que iriam nos levar presos. Muitos colegas reagiram”.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação de Goiás confirma a versão da direção da unidade afirmando que os alunos não foram expulsos. A nota afirma que “os próprios pais, após reunião com o diretor do colégio, optaram pela transferência por entenderem, de comum acordo, que os filhos ficaram excessivamente expostos por conta do vídeo. E que também seria um meio de afastá-lo de companhias que eles mesmos julgaram como impróprias para os filhos”.

A Secretaria também esclarece que, em nenhum momento, houve algum tipo de impedimento, por parte do diretor, quanto à permanência dos estudantes.

Harlem Shake
Harlem Shake é uma dança surgida nos anos 80, nas ruas do Harlem, um bairro de Manhattan, em Nova Iorque. O ritmo virou febre na internet em agosto do ano passado quando o DJ Baauer fez um remix em casa que chamou de Harlem Shake. Após ser publicado na internet, o vídeo batizado de Harlem Shake Original se espalhou e ganhou versões inusitadas por todos os cantos do mundo.

Prefeito peruano admite não ter hábito de ler ao inaugurar feira literária

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Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por Folha de S.Paulo

O prefeito da cidade peruana de Trujillo, César Acuña, inaugurou a Segunda Feira Internacional do Livro da cidade com a surpreendente confissão pública de que não tem o hábito de ler ou escrever.

“Os que me conhecem de perto sabem que não leio, que nunca escrevo, mas tirei um tempo para estudar alguns textos ontem à noite e poder explicar o que é uma feira do livro”, reconheceu Acuña na sexta-feira durante seu discurso inaugural, informa neste sábado (2/3) o portal do jornal “El Comercio” na internet.

O site diz que esta declaração gerou “assombro, murmúrios e risos” entre os presentes, entre os quais estavam os escritores peruanos Santiago Roncagliolo e Santiago Aguilar e o colombiano Alonzo Salazar, além do presidente da Câmara Peruana do Livro, Jaime Carbajal, e o arcebispo Metropolitano de Trujillo, Miguel Cabrejos.

Acuña, que é fundador e proprietário da universidade particular César Vallejo, declarou que sempre foi vinculado com a educação e que a feira do livro “é uma união entre o povo e a cultura”.

Ao término de seu discurso, o prefeito prometeu que no próximo ano a feira “será muito melhor” e anunciou que vai inaugurar o Centro Cultural Municipal, que ficará no centro de Trujillo, uma das cidades mais importantes do litoral peruano.

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