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Nightflyers, escrito por George R. R. Martin, será relançado no Brasil

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Victor Tadeu, no Desencaixados

Há alguns meses o Grupo Companhia das Letras anunciou ter comprado os diretos para publicar os títulos de George R. R. Martin no Brasil, inclusive relançou os três primeiros livros de As Crônicas de Gelo e Fogo, porém este mês estará lançamento mais uma obra do escritor.

Nightflyers foi publicado pela primeira vez no Brasil pela Editora LeYa como Voadores da Noite, mas no dia 17 de junho a Editora Suma, selo do Grupo Companhia das Letras, lançará uma nova edição da obra, incluindo ilustrações.

Sinopse:

Nas fronteiras do universo, uma expedição científica composta de nove acadêmicos dá início à missão de estudar os volcryn, uma misteriosa raça alienígena. Existem, no entanto, mistérios mais perigosos a bordo da própria nave. A Nightflyer, única embarcação que se dispôs à missão, é uma maravilha tecnológica: completamente automatizada e pilotada por uma única pessoa. O capitão Royd Eris, porém, não se mistura com a tripulação – conversando apenas através de comunicadores e se apresentando somente por holograma, ele mais parece um fantasma do que um líder.

Quando Thale Lassamer, o telepata do grupo, começa a detectar uma presença desconhecida e ameaçadora por perto, a tripulação se agita e as desconfianças aumentam. E a garantia de Royd sobre a segurança de todos é posta à prova quando uma entidade malévola começa uma sangrenta onda de assassinatos.

Oficialmente publicada em 1980, o título ganhou uma adaptação cinematográfica em 1987 e durante 2018 foi adaptada em série pela Syfy, mas acabou sendo cancelada após a 1a temporada.

Escritores da série de TV ‘O Senhor dos Anéis’ são protegidos por seguranças na Amazon

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Esquema de segurança tenta impedir que os fãs descubram o que vai acontecer na primeira temporada da franquia baseada nos livros de J.R.R. Tolkien

Publicado na Época Negócios

A nova série de TV “O Senhor dos Anéis”, produzida pela Amazon, está sendo mantida a sete chaves — a proteção inclui guardas e um sistema de leitor biométrico. Tamanho cuidado com a segurança serve para impedir que os fãs descubram o que vai acontecer nos episódios da franquia baseada nos livros do escritor britânico J. R. R. Tolkien.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, a diretora do Amazon Studios, Jennifer Salke, afirmou que a primeira temporadora do LotR TV — como a série será chamada — “está mais isolada do mundo do que o personagem Gollum em sua caverna.”

Segundo a executiva, foi agendada uma reunião entre ela, o CEO da Amazon, Jeff Bezos, o vice-presidente sênior de desenvolvimento de negócios, Jeff Blackburn, e alguns integrantes da empresa em Nova York (EUA) para “apresentar um pouco da arte e do trabalho criativo da série, que ainda não foram mostrados ao mundo.”

Jennifer acrescentou que a sala onde os escritores estão trabalhando é trancada com chave e monitorada por seguranças do lado de fora, além de possuir sistema de segurança por biometria. “Há uma fantástica sala de escritores trabalhando a sete chaves. A equipe está produzindo um material realmente bom. Há um guarda que fica do lado de fora, e você tem que passar por um sistema biométrico para entrar lá, porque o trabalho realizado na sala envolve toda a temporada da série”, disse ao site.

O sigilo em relação às produções de filmes e séries de TV de grande orçamento não é novidade. O elenco de Game of Thrones, da HBO, supostamente tem que lidar com cenas falsas e scripts digitais que desaparecem após as filmagens. A estrela da série, Sophie Turner, disse ao GizModo que a HBO teria algum tipo de dispositivo para derrubar drones que tentavam monitorar as filmagens.

Aos fãs da trilogia de J.R.R. Tolkien, resta apenas ter paciência e continuar relendo os livros até a exibição da série – ainda sem data confirmada de lançamento.

Portugal inclui igualdade de gênero nas escolas em projeto experimental de currículo flexível

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A Escola Secundária de Moura, que fica na região do Alentejo, é uma das 235 instituições de ensino portuguesas a adeirar ao projeto experimental (Foto: Reprodução/Google Maps)

A Escola Secundária de Moura, que fica na região do Alentejo, é uma das 235 instituições de ensino portuguesas a adeirar ao projeto experimental (Foto: Reprodução/Google Maps)

Projeto tem aulas sobre temas de ‘cidadania e desenvolvimento’, como igualdade de gênero, interculturalidade, segurança rodoviária e educação financeira.

Ana Carolina Moreno, no G1

O ano letivo em Portugal começou, no mês passado, com uma novidade em 235 escolas públicas e privadas. Elas fazem parte do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, uma experiência pedagógica aprovada pelo Ministério da Educação que incluiu uma nova disciplina no currículo: cidadania e desenvolvimento.

Estudantes de quatro faixas etárias vão participar do projeto-piloto. Eles estão matriculados, no ano letivo 2017-2018, nos primeiros anos de cada um dos três ciclos do ensino básico (equivalente ao fundamental, no Brasil), e do ensino secundário (o ensino médio). Isso quer dizer que os alunos do 1º, do 5º, do 7º e do 10º anos terão aulas de cidadania e desenvolvimento, que vão ser ministradas em modelos distintos.

Portugal tem atualmente cerca de 1,3 milhões de estudantes matriculados em 4.314 escolas do primeiro ciclo do ensino básico, 1.209 escolas do segundo ciclo, 1.486 do terceiro ciclo, e 963 escolas de ensino secundário, segundo dados oficiais.

Ao G1, o governo português explicou que a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania prevê liberdade para as escolas definirem como vão distribuir as aulas ao longo do ano, e “possibilitando a realização de projetos interdisciplinares”.

O objetivo, segundo o Ministério da Educação, é “que os estudantes desenvolvam e participem ativamente em projetos que promovam a construção de sociedades mais justas e inclusivas, no quadro da Democracia, do respeito pela diversidade e da defesa dos direitos humanos”.

A estratégia é um resultado de um processo de discussão que ouviu estudantes professores e entidades da sociedade civil sobre a promoção da educação para a cidadania no meio escolar, e foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Educação para a Cidadania, criado em 2016.

Três grupos de conteúdo

O projeto separa os conteúdos de cidadania e desenvolvimento em três grupos: o primeiro tem temas que deve ser tratados obrigatoriamente com os alunos de todos os anos participantes do projeto. Nesse grupo estão incluídos a igualdade de gênero e os direitos humanos.

No segundo grupo, o conteúdo deve aparecer em pelo menos dois dos três ciclos de ensino básico. Já os conteúdos do terceiro grupo são opcionais, e as escolas podem escolher apresentá-los aos estudantes de qualquer ano.

Veja abaixo a divisão dos conteúdos por grupo:

Grupo 1: direitos humanos, igualdade de gênero, interculturalidade, desenvolvimento sustentável, educação ambiental e saúde
Grupo 2: mídia, instituições e participação democrática, literacia financeira e educação para o consumo, sexualidade e segurança rodoviária
Grupo 3: empreendedorismo, mundo do Trabalho, risco, segurança, defesa e paz, bem-estar animal, voluntariado, outras (de acordo com as necessidades de educação para a cidadania diagnosticadas pela escola)

Um site criado pelo governo reúne materiais elaborados pelo ministério em parceria com entidades públicas e da sociedade civil, para “apoiar as escolas no trabalho”.

Projeto experimental

O despacho que instituiu o projeto, assinado pelo secretário de Estado da Educação, João Miguel Marques da Costa, em junho deste ano, deu às escolas autonomia para aderirem ou não à experiência. As 235 instituições participantes são de todas as partes de Portugal, incluindo os Açores, a Ilha da Madeira e quatro escolas portuguesas em outros países (Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste).

O texto cita a importância de melhorar a qualidade de ensino para que as escolas consigam fazer com que todos os estudantes, quando terminem a “escolaridade obrigatória” (ou seja, os 12 anos de ensino básico e secundário) atinjam o mesmo nível, definido no que Portugal chama de “perfil dos alunos”.

O perfil foi definido pelo governo um documento que prevê a formação, em todos os alunos do país, de valores como “responsabilidade e integridade”, “cidadania e participação” e “excelência e exigência”.

Entre outros princípios inclusos no despacho está a “garantia de uma escola inclusiva, cuja diversidade, flexibilidade, inovação e personalização respondem à heterogeneidade dos alunos, eliminando obstáculos de acesso ao currículo e às aprendizagens, adequando estas ao perfil dos alunos”.

Além disso, o documento fala sobre a “flexibilidade contextualizada na gestão do currículo”, o que exige a utilização de “métodos, as abordagens e os procedimentos que se revelem mais adequados para que todos os alunos alcancem o Perfil dos alunos”.

Palestra com autor de ‘Pai Rico, Pai Pobre’ tem ofensa a plateia e vaias

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Muitos participantes pediram dinheiro de volta; há relatos de quem recebeu reembolso

Muitos participantes pediram dinheiro de volta; há relatos de quem recebeu reembolso – Deividi Correa/Estadão Conteúdo

Juliana Carpanez, no UOL

O anúncio do congresso NAC Brasil 2017 prometia “dois dias intensos para despertar o seu poder e sucesso financeiro”, destacando as palestras dos internacionais Robert Kiyosaki (autor do best-seller “Pai Rico, Pai Pobre”) e Chris Gardner (que inspirou o filme “À Procura da Felicidade”).

O evento, realizado em São Paulo no último final de semana, reuniu cerca de 5.000 participantes que pagaram até R$ 2.647 pelo ingresso, segundo a organização.

Para muitos dos presentes, em vez de poder e sucesso, o congresso despertou a ira. O motivo do descontentamento, segundo relatos de diversos participantes, foi Kiyosaki. Em resumo, dizem os insatisfeitos, o autor repetiu exaustivamente a mesma ideia nas palestras de sábado (23) e domingo (24). E atrelava a divulgação de mais informações –além do conceito do “quadrante do fluxo de caixa”, apresentado em seu livro– a outro curso nesta terça-feira (26), com custo de R$ 6.997.

No segundo dia de evento, alguns visitantes começaram a comentar entre si a repetição. Também causou desconforto, segundo eles, a exaltação ao presidente dos EUA, Donald Trump, com quem o palestrante escreveu o livro “Nós Queremos que Você Fique Rico – Dois Bilionários”.

Grupo no WhatsApp: “Fuck You! – by Kiyosaki”

Participantes dizem que Kiyosaki foi repetitivo e atrelou a divulgação de mais informações a outro curso pago

Participantes dizem que Kiyosaki foi repetitivo e atrelou a divulgação de mais informações a outro curso pago

Além dos comentários paralelos, alguns deixaram de aplaudir quando o autor pedia. Foi quando Kiyosaki –em inglês– mandou um desses “resistentes” calar a boca, fazendo com que se levantasse para aplaudir de pé. Foi obedecido.

Na sequência, contam, disse estar ciente que muitos estavam insatisfeitos com o custo da aula extra. E deu um recado para aqueles que não tivessem o valor para mais este investimento: “fuck you” (vão se foder). Teve quem aplaudisse, mas também houve vaias. Chegou a haver reforço da equipe de segurança nas áreas laterais de acesso ao palco.

O palavrão já havia sido dito diversas vezes, mas não neste contexto, direcionado à plateia –como confirmaram dezenas de pessoas presentes no local. A manifestação, ironicamente, deu origem ao nome de um grupo de WhatsApp: “Fuck You! – by Kiyosaki”. Na segunda-feira, agregava 110 integrantes indignados com o que viram e ouviram no fim de semana.

Nem todos os presentes compartilharam a frustração ou as queixas: há elogios a Kiyosaki e postagens positivas nas redes sociais. Porém, há relatos de posts e comentários críticos apagados nas redes sociais.

‘Fácil ficar rico fazendo os outros de otário’

Muitos abandonaram o congresso antes da conclusão e chegaram a preencher um “formulário de reembolso”, pedindo o dinheiro de volta. No grupo do WhatsApp, alguns dizem já ter recebido o ressarcimento. Aqueles que fizeram a solicitação disseram que os organizadores estipularam quatro dias para a devolução. As empresas não confirmaram, apenas citaram um canal de atendimento pelo e-mail [email protected].

À reportagem, o consultor de vendas Joman Lemos, 40, disse ter se sentido lesado e que confia na devolução dos R$ 500 pagos pelo evento.

Você foi uma decepção, péssima palestra…. […] realmente é muito fácil ficar rico fazendo os outros de otário

Joman Lemos, consultor de vendas, no Instagram do palestrante

A farmacêutica Andréa Cristina de Lima, 41, ganhou o convite e disse que está igualmente indignada. Além dos custos com alimentação e transporte, a moradora de Piracicaba (SP) havia adiado a comemoração do aniversário de seu pai. “Um dos palestrantes disse que nosso ativo mais precioso é o nosso tempo. Perdi meu tempo e tinha mais o que fazer.”

Final ‘mais humilde’

Duas pessoas que ficaram até o final do congresso disseram que, após a debandada de domingo à tarde, Kiyosaki voltou ao palco mais simpático e passou a compartilhar mais informações. Elas –que preferiram não se identificar– afirmam que tiveram a impressão de que o palestrante tentou amenizar o “climão” de mais cedo.

“Ele não deu o braço a torcer, mas estava mais tranquilo. Deu umas alfinetadas mais suaves e entregou mais conteúdo, algo que até então não estava fazendo. Ele ficou mais na dele, devem ter orientado que aquela atitude não era adequada”, contou uma.

Para outra, sua postura foi mais humilde, mas ainda deu a entender, duas vezes, que não haviam compreendido o conteúdo da palestra.

Palestrante não comenta o episódio

A reportagem contatou a equipe de Kiyosaki, que não comentou o episódio.

As empresas Success Resources e Elsever Institute, responsáveis pelo evento, afirmaram em nota que “as opiniões pessoais dos palestrantes não refletem suas visões e valores”. Disseram que o National Achievers Congress já teve a participação de 10 milhões de pessoas em seus 23 anos de edição em diversos países.

Esta versão brasileira do congresso contou com oito palestrantes, sendo que as inflamadas queixas ouvidas pela reportagem concentraram-se no autor de “Pai Rico, Pai Pobre”. Lançado em 1997, o livro revela como os ensinamentos dos pais podem influenciar o sucesso financeiro dos filhos.

‘Minha terra tem horrores’: versão de poema feita por alunos do Rio causa comoção nas redes sociais

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‘Canção do exílio’, escrita há 170 anos por Gonçalves Dias, foi parafraseada em escola estadual e ganhou tons trágicos. ‘Me leve para um lugar tranquilo, onde canta o sabiá’, diz texto.

Nicolas Satriano, no G1

Há 170 anos, o poeta Gonçalves Dias escrevia a “Canção do exílio”. A poesia atravessou as décadas e foi parafraseada inúmeras vezes. É comum, por exemplo, que na escola professores proponham o exercício aos seus alunos. Nos últimos dias, circula em redes sociais a reprodução de um dos textos elaborado por dois estudantes da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A versão carioca rapidamente comoveu a web: expõe, de modo poético, a triste realidade de quem vive em meio à violência que mata inocentes diariamente – inclusive dentro de colégios, como na morte da menina Maria Eduarda.

Paráfrase de poesia narra violência na Penha (Foto: Reprodução )

Paráfrase de poesia narra violência na Penha (Foto: Reprodução )

No texto, não por acaso, os adolescentes escolhem repetir uma das frases da obra original de Gonçalves Dias: “Não permita Deus que eu morra”.

“Minha terra é a Penha, o medo mora aqui. Todo dia chega a notícia que morreu mais um ali. Nossas casas perfuradas pelas balas que atingiu (sic). Corações cheios de medo do polícia que surgiu. Se cismar em sair à noite, já não posso mais. Pelo risco de morrer e não voltar para os meus pais. Minha terra tem horrores que não encontro em outro lugar. A falta de segurança é tão grande, que mal posso relaxar. ‘Não permita Deus que eu morra’, antes de sair deste lugar. Me leve para um lugar tranquilo, onde canta o sabiá”, escreveram os estudantes.

O G1 tentou contato com os alunos, professores e diretor da escola por meio da Secretaria de Estado de Educação. Em resposta, a Seeduc informou que os docentes e estudantes estavam receosos de tratar do tema e não aceitaram os pedidos de entrevista.

A Penha, assim como outros bairros da Zona Norte da cidade, têm traduzido em números os casos de violência. Comparados os meses de fevereiro de 2016 e 2017, os casos de homicídios dolosos – quando se tem a intenção de matar – dobraram, de três para seis casos, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública. Os números de roubos de veículos na área também assustam. Os índices saltaram de 35 casos registrados no ano passado para 79 este ano.

Caos na segurança invade escolas

O texto dos alunos da escola na Penha transparece o caos na segurança estadual que invade as instituições de ensino. Na última quinta-feira (30), a aluna Maria Eduarda, 13 anos, foi morta por balas perdidas enquanto estava na aula de educação física, na Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Acari. Dois tiros na base do crânio da adolescente foram apontados em laudo como a causa da morte.

Em resposta à morte da aluna da rede municipal, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou que irá blindar escolas em zonas de conflito. Uma argamassa especial para reforçar as paredes já teria sido importada pelo Município. Além disso, a prefeitura também quer que operações policiais próximas a colégios sejam informadas com antecedência à administração municipal.

Na semana seguinte, mais um caso. Nesta quarta-feira (5), criminosos armados fugiam de PMs do Batalhão de Choque que estavam em operação na comunidade da Mangueira, pularam o muro do Zoológico do Rio e entraram no pátio da Escola Municipal Mestre Waldemiro, já em São Cristóvão. A movimentação assustou alunos e professores. As quase 400 crianças que estudam na unidade têm entre 4 e 12 anos.

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